{"id":5032,"date":"2019-10-23T10:20:03","date_gmt":"2019-10-23T13:20:03","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=5032"},"modified":"2019-10-23T10:20:11","modified_gmt":"2019-10-23T13:20:11","slug":"%ef%bb%bfterritorios-campos-sagrados-e-resistencia-cultural-nas-festas-de-reinado-em-ibirite-mg","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/%ef%bb%bfterritorios-campos-sagrados-e-resistencia-cultural-nas-festas-de-reinado-em-ibirite-mg\/","title":{"rendered":"\ufeffTerrit\u00f3rios, Campos Sagrados e Resist\u00eancia Cultural nas Festas de Reinado em Ibirit\u00e9, MG."},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Territ\u00f3rios, Campos Sagrados e Resist\u00eancia Cultural nas Festas de Reinado em Ibirit\u00e9, MG.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\n\nPor Alenice Baeta e Henrique Pil\u00f3<a href=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-admin\/post.php?post=5032&amp;action=edit#_ftn1\">[1]\ufeff<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide1-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5033\" width=\"763\" height=\"572\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide1-1.jpg 960w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide1-1-300x225.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide1-1-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 763px) 100vw, 763px\" \/><figcaption>Legenda: Grupo Mo\u00e7ambique da Irmandade Nossa Senhora do Ros\u00e1rio &#8211; INSR na Capela do Ros\u00e1rio de Ibirit\u00e9 &#8211; Vandinho, Israel e Buda. Foto: H. Pil\u00f3\/Artefactto, 2017.\u00a0\u00a0  <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n\n\n\n<p>A Festa do Congado de Ibirit\u00e9,\nsituada na regi\u00e3o Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), chama a aten\u00e7\u00e3o pela\nfor\u00e7a devocional dos seus atuais integrantes, que participam do congado desde\ncrian\u00e7a, ficando clara a liga\u00e7\u00e3o familiar e de raiz com a hist\u00f3ria das Guardas\nda regi\u00e3o, sejam elas do Congo ou do Mo\u00e7ambique. Ibirit\u00e9, palavra ind\u00edgena que&nbsp;significa&nbsp;\u201cTerra Firme\u201d ou \u201cCh\u00e3o\nDuro\u201d, era conhecida nos s\u00e9culos XVIII e XIX como \u201cVargem do Pantana\u201d,\n\u201cV\u00e1rzea da Pantana\u201d ou somente \u201cPantana\u201d tendo pertencido \u00e0 sesmaria que\nabrangia o alto da Serra do Rola Mo\u00e7a, hoje parte dos munic\u00edpios de Brumadinho\ne Nova Lima, at\u00e9 a Fazenda Pintado; e do Barreiro \u00e0 cachoeira Santa Rosa\n(munic\u00edpio de Sarzedo), incluindo a antiga Serra da Boa Esperan\u00e7a. Hoje, parte\ndesta sesmaria pertence \u00e0 Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o (UC) Parque Estadual da Serra\ndo Rola Mo\u00e7a, sendo que por\u00e7\u00f5es da mesma e sua zona de amortecimento situada em\nIbirit\u00e9, tamb\u00e9m est\u00e3o sendo severamente amea\u00e7adas por um absurdo e inaceit\u00e1vel pedido\nde licen\u00e7a ambiental de uma mineradora denominada Santa Paulina, que poder\u00e1 dar\nsequ\u00eancia ao processo de degrada\u00e7\u00e3o socioambiental na mesma, acelerando a escassez\nh\u00eddrica na RMBH e nos levando ao colapso h\u00eddrico, tendo em vista a sua\nproximidade do manancial de abastecimento p\u00fablico de Tabo\u00f5es, de \u00e1guas\nsubterr\u00e2neas; amea\u00e7ando ainda os territ\u00f3rios tradicionais de agricultura\nfamiliar (algumas fam\u00edlias tamb\u00e9m congadeiras, especialmente relacionadas \u00e0 Guarda\nde S\u00e3o Jos\u00e9). A hist\u00f3ria da Serra do Rola Mo\u00e7a possui assim rela\u00e7\u00e3o com a carta\nde sesmaria concedida por D. Pedro I ao alferes portugu\u00eas Ant\u00f4nio Jos\u00e9 de\nFreitas. Uma de suas propriet\u00e1rias foi a \u201cMadrinha do Pantana\u201d &#8211; Pulqu\u00e9ria de\nFreitas, que ainda possu\u00eda terrenos onde se encontrava a mina do Morro Velho.\nMorro Velho, por sua vez, abrangia toda a extens\u00e3o das cabeceiras at\u00e9 a Praia\nde Congonhas, compreendendo o Morro do Bonfim ou do Ming\u00fa (Couto &amp; Costa,\n2003). A hist\u00f3ria dos ancestrais escravizados da regi\u00e3o de Ibirit\u00e9 possui, desta\nmaneira, forte rela\u00e7\u00e3o e raiz com a mem\u00f3ria dos que atuaram na mina do Morro Velho,\noutras frentes de minera\u00e7\u00e3o nas serras do Rola Mo\u00e7a e Moeda, bem como nas zonas\nde produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola nas terras baixas do vale do rio Paraopeba. As festas de\nreinado fazem a conex\u00e3o com estes antigos tempos e lugares do passado, s\u00edtios\nhist\u00f3ricos e arqueol\u00f3gicos protegidos por lei, ali\u00e1s, relacionados \u00e0 minera\u00e7\u00e3o\ncolonial, entrepostos, \u00e1reas de plantios, antigas moradas, currais e caminhos\nde tropeiros &#8211; registros materiais destes espa\u00e7os de viv\u00eancias. <\/p>\n\n\n\n<p>O congado na regi\u00e3o configura manifesta\u00e7\u00e3o com muitos cantos, instrumentos, dan\u00e7as e elementos\ndistintivos utilizados periodicamente com o intuito de preservar essa mem\u00f3ria\ncenten\u00e1ria e da resist\u00eancia cultural do povo negro.&nbsp; Segundo o primeiro Capit\u00e3o da Guarda do Congo Alisson\nParreiras: <em>\u201cTenho\n33 de congado e de idade. Minha vida toda \u00e9 o Congado<\/em>\u201d. Atual\nPrimeiro Capit\u00e3o de Guarda de Mo\u00e7ambique, Vandinho do Ros\u00e1rio&nbsp; conta em entrevista que seu umbigo foi\nenterrado junto \u00e0 capela, no campo sagrado do Ros\u00e1rio. Seu destino teria sido\nali tra\u00e7ado.&nbsp; <em>\u201cMeu\numbigo foi enterrado perto da base do sino\u201d, diz ele.<\/em> Como\nexposto, as\nguardas existentes na Irmandade de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio (INSR), em Ibirit\u00e9,\ns\u00e3o as do Congo e do Mo\u00e7ambique. Os Congos aparecem na estrutura do ritual \u00e0\nfrente do cortejo abrindo os caminhos, \u201c<em>a\nGuarda-Guia<\/em>\u201d, representando luta, limpando o percurso, enfrentando os males\ne como sinal diacr\u00edtico as suas cores s\u00e3o mais brilhantes e chamativas, no caso\no atual uniforme possui as cores rosa e azul, com panos em seda, transpar\u00eancia\ne bordados, saias com rendas, al\u00e9m de quepes de croch\u00e9, saiotes, toalhinhas,\ncal\u00e7a e sapatos brancos, sendo que a espada sempre se caracterizou como um\ns\u00edmbolo hier\u00e1rquico portado pelos Contra-Mestres e Capit\u00e3es, al\u00e9m dos apitos. O\nContra-Mestre ainda usa um len\u00e7o branco no pesco\u00e7o. O ter\u00e7o e o ros\u00e1rio s\u00e3o\nusados de forma cruzada por todos. \u201c<em>Pra n\u00f3s congadeiros, tudo \u00e9 sagrado, at\u00e9 uma pequena fita<\/em>\u201d (Alisson\nPareiras). &nbsp;Em regra, o grupo se disp\u00f5e em duas fileiras\nperfiladas, sendo que os caixeiros lideram cada fila, constitu\u00eddas por seus\ndan\u00e7antes com seus instrumentos variados. Ao centro, seguem os Capit\u00e3es e o\nComandante, atr\u00e1s da bandeira de guia. Miticamente, o Congo representa o grupo\nque n\u00e3o obteve sucesso. O que rege e orienta todas as atividades das duas\nGuardas da INSR \u00e9 a entroniza\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio &#8211; este \u00e9 o\nprinc\u00edpio fundador.&nbsp; O Mo\u00e7ambique est\u00e1\nassociado ao senhor das coroas, com a fun\u00e7\u00e3o de conduzir reis e rainhas. Por\nisso movimenta-se mais lentamente, com membros possuindo vestes menos coloridas\ne mais discretas. Preferem usar camisa branca ou azul clara e cal\u00e7as brancas,\ncom os ter\u00e7os e os ros\u00e1rios cruzados em seu peito. Usam len\u00e7os amarrados na\ncabe\u00e7a, ros\u00e1rios, gungas, grandes brincos e tambores de sons mais surdos e\ngraves. Vestem saiotes mais simples que o Congo, mas com rendas em seu\nacabamento. Alguns integrantes usam len\u00e7o ou gorro branco ou azul claro no\npesco\u00e7o, sendo que o Primeiro Capit\u00e3o usa len\u00e7o vermelho. Dan\u00e7am com os p\u00e9s\nmais baixos e pr\u00f3ximos ao ch\u00e3o, com pisadas fortes, lembrando os pretos velhos&#8230;\n\u201c<em>o pil\u00e3o<\/em>\u201d e em certos momentos\ncantam, dan\u00e7am e caminham sem dar as costas para os reis e as rainhas. O grupo\ndesloca-se mais agrupado, sendo que os Capit\u00e3es se posicionam ao centro atr\u00e1s\nda bandeira guia, mas pr\u00f3ximos dos caixeiros, acompanhados por sua vez, pelos\ndan\u00e7antes que seguem com suas gungas e instrumentos. S\u00e3o tidos como a guarda\nmais negra e de raiz do congado, fazendo alus\u00e3o \u00e0 vers\u00e3o de que podem desfazer\nmagias e maldades, sendo que os capit\u00e3es portam como s\u00edmbolo de poder bast\u00f5es,\nos sagrados cetros de madeira, representando o grupo que finalmente conseguiu\ntirar a imagem do mar conduzindo-a at\u00e9 a simples cabana, encarnando os\nvencedores. Cada capit\u00e3o tem o seu cetro personalizado e com algum adere\u00e7o\nespec\u00edfico- s\u00edmbolo de poder e espiritualidade. Segundo Roberto C\u00e9sar (Contra-Mestre\ndo Congo), o trabalho da irmandade \u00e9 permanente, e requer muito cuidado e\ndevo\u00e7\u00e3o. Durante toda a abertura do Reino, os trabalhos dos congadeiros s\u00e3o\nincessantes, sendo que ao longo de uma semana Vandinho&nbsp; teve que rezar diariamente para \u201c<em>segurar<\/em>\u201d e proteger a festa e seus\nintegrantes, garantindo a sua plena realiza\u00e7\u00e3o. &nbsp;\u201c<em>A Festa come\u00e7a no s\u00e1bado, mas durante a semana toda, o capit\u00e3o que \u00e9\nespiritualmente mais forte, fica pedindo for\u00e7a o tempo todo. Na semana da festa\nna casa do Vandinho tem vela acesa toda hora. Ele t\u00e1 pedindo para segurar a\nirmandade&#8230; para ningu\u00e9m cair<\/em>.\u201d O cortejo da Festa do Congado\n\u00e9 marcado por costumes e atividades pr\u00f3prias, com in\u00fameros ritos, que podem\nvariar tenuamente de uma Guarda para outra, apesar de respeitados os\nfundamentos. Em Ibirit\u00e9, destacam-se alguns ritos: a Abertura do Reino;\nLevantamento de Mastro; Busca da Bandeira e dos Reis Festeiros; Almo\u00e7o;\nCumprimento de Promessas de devotos; Alvorada; Prociss\u00e3o; Coroamento; Missa\nConga; Descimento da Bandeira; Retribui\u00e7\u00f5es de visitas e Fechamento do Reino. A\nabertura do Reino implica que as guardas s\u00e3o solicitadas para participar de\nMissas Congas em outras localidades, hastear bandeiras, novenas, reza de\nter\u00e7os, participa\u00e7\u00e3o em eventos religiosos e\/ou culturais. Todavia, quando os\ndias das festas de Ibirit\u00e9 se aproximam os integrantes da INSR se voltam para a\nprepara\u00e7\u00e3o dos enfeites da capela, dos adere\u00e7os dos andores, uniformes s\u00e3o\nlimpos, reformados ou confeccionados, suprimentos para os lanches e almo\u00e7o s\u00e3o\nadquiridos e preparados, e os convites \u00e0s Guardas de fora s\u00e3o feitos e seus\ntraslados providenciados. Ocorre ainda a visita da coroa quando as guardas\npartem em cortejo a p\u00e9 da capela em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s casas dos Reis e das Rainhas. O\nhasteamento do mastro, por sua vez, remete aos negros escravizados nos navios\nque se seguravam nas hastes para se salvar das fortes tempestades. Quando o\nmastro \u00e9 fincado ao ch\u00e3o o ato de seguran\u00e7a \u00e9 mitificado de forma atemporal e\nsacralizado.&nbsp; Este \u00e9 um momento de grande\nemo\u00e7\u00e3o a todos os integrantes das Guardas devido \u00e0 import\u00e2ncia simb\u00f3lica do seu\nlevantamento.&nbsp; \u201c<em>O orif\u00edcio no ch\u00e3o onde vai inserir o mastro \u00e9 cuidadosamente rezado\npelos capit\u00e3es<\/em>\u201d (Roberto C\u00e9sar). Nesta ocasi\u00e3o ocorrem ainda os candombes,\nap\u00f3s o almo\u00e7o da guarda, momento mais introspectivo dos seus integrantes,\nnormalmente na casa da Rainha Conga. Trata-se de tr\u00eas tambores amarrados \u00e0\ncintura de quem os toca, normalmente s\u00e3o manuseados pelos Capit\u00e3es e Contra-Mestres\ncom forte viv\u00eancia de Congado, pois \u00e9 um rito de intermedia\u00e7\u00e3o com os\nantepassados e com a mem\u00f3ria dos congadeiros falecidos. Um\nmomento que parece tamb\u00e9m muito importante em Ibirit\u00e9 \u00e9 o conhecido como \u201c<em>lamento negro<\/em>\u201d, onde as Guardas se\ndeparam com a porta da capela fechada, lembrando o tempo de escravid\u00e3o quando\nn\u00e3o podiam entrar nas igrejas dos senhores. Dai \u00e9 iniciado um canto que pede a abertura\ndas portas. <em>\u201cNego veio quer entrar&#8230;\u201d<\/em>\nO terreno onde se situa a Capela do Ros\u00e1rio e o seu adro tornam-se\nprincipalmente durante a abertura do reino um feixe de campo sagrado &#8211; o\ncruzeiro e os mastros emanam a purifica\u00e7\u00e3o. \u00c9 l\u00e1 (ou para l\u00e1) que s\u00e3o\nrealizados os principias ritos do Reinado de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, sendo o\nlocal enfeitado com bandeirolas e ilumina\u00e7\u00e3o. \u201c<em>Quando a festa come\u00e7a a gente fica em transe<\/em>\u201d (Roberto C\u00e9sar). O\nenvolvimento \u00e9 tamanho dos Capit\u00e3es e seus auxiliares que como o Contra-Mestre\ndisse: \u201c<em>parecemos mesmo outra pessoa&#8230; tamanha\na devo\u00e7\u00e3o.<\/em>\u201d Durante o Reinado s\u00e3o feitos\ntamb\u00e9m os pagamentos de promessas, al\u00e9m da coroa\u00e7\u00e3o dos reis e rainhas\nrespons\u00e1veis pela festa do ano seguinte. Tamb\u00e9m ocorre a coroa\u00e7\u00e3o da princesa e\ndo pr\u00edncipe. Nota-se um especial cuidado das Guardas com as crian\u00e7as ao serem\ncoroadas em especial as que entregam a coroa para a do ano seguinte ou as que\ns\u00e3o descoroadas. Na Alvorada um integrante da comiss\u00e3o organizadora dispara\nin\u00fameros fogos de artif\u00edcio \u00e0s cinco horas da manh\u00e3 acordando os dan\u00e7adores,\nfesteiros, integrantes e todos os demais envolvidos na comemora\u00e7\u00e3o. Muito\ndiferente da tradicional, a Missa Conga , utiliza os c\u00e2nticos pr\u00f3prios do\nCongado, tanto do Congo como do Mo\u00e7ambique. Todos devem estar com seus\nuniformes completos, pois a farda e seus s\u00edmbolos s\u00e3o fundamentais para a\ncompreens\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o de cada integrante no interior das Guardas &#8211; emoldurando\na sua hierarquia. Quando convidadas as Guardas da INSR de Ibirit\u00e9 participam\ndas missas especiais promovidas pela par\u00f3quia da igreja cat\u00f3lica da cidade. &nbsp;As Guardas visitantes participam, por sua vez,\nde atividades do Reinado de Ibirit\u00e9, sempre conduzidas e amparadas de forma\natenta pelos integrantes das Guardas anfitri\u00e3s, que os conduzem ao caf\u00e9 e ao almo\u00e7o\ne orientam para os locais de cortejo ou outros ritos. Ao se encontrarem, uma\npede licen\u00e7a para chegar e entrar na festa, e a outra, recebe a comitiva visitante.\nAo se depararem manifestam ainda o agradecimento do encontro onde s\u00e3o\nrefor\u00e7ados os la\u00e7os de solidariedade e uni\u00e3o e, sobretudo, de devo\u00e7\u00e3o a Nossa\nSenhora do Ros\u00e1rio e aos fundamentos do Congado. Ocorre uma emocionante\nprociss\u00e3o onde as Guardas visitantes e as anfitri\u00e3s saem em cortejos pelas ruas\nde Ibirit\u00e9 com os andores de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, Santa Efig\u00eania e S\u00e3o\nBenedito, oportunidade dos moradores da cidade que n\u00e3o frequentam a Capela do\nRos\u00e1rio assistir, participar e reverenciar os santos. \u00c9 considerado um momento\nimportante e de extrovers\u00e3o para os congadeiros, pois divulga a for\u00e7a,\ncompromisso e a f\u00e9 ao Ros\u00e1rio para os demais habitantes locais. Os capit\u00e3es\ncomandam de forma imponente suas guardas, os reis e rainhas congas s\u00e3o rigorosamente\nrespeitados. Cada capit\u00e3o deve encarnar o papel de guardi\u00e3o permanente da\ntradi\u00e7\u00e3o e do cativeiro e sofrimento dos negros escravizados antigos de forma\nextempor\u00e2nea. A Irmandade de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio possui um rei e uma\nrainha perp\u00e9tuos, ou seja, o cargo \u00e9 vital\u00edcio, sendo segundo a tradi\u00e7\u00e3o do\ncongado, a rainha a autoridade m\u00e1xima. Segundo a atual Rainha Conga, a Sra.\nTuca Ara\u00fajo: \u201c<em>Minha filha vai\nficar no meu lugar<\/em>\u201d. Dentro desta hierarquia, consta a estrutura geral\ndas Guardas compostas por: Rainha Conga, Rei Congo, Contra-Mestre, Capit\u00e3o-Mor\n1\u00ba, Capit\u00e3o Regente, 2\u00ba Capit\u00e3o-Regente, 1\u00ba Capit\u00e3o de Guarda, 2\u00ba Capit\u00e3o de\nGuarda, Guarda Coroa e Mestre de Guarda. \u201c<em>O Congado \u00e9 formado por fam\u00edlias<\/em>\u201d, diz Alisson Parreiras. Al\u00e9m das\nliga\u00e7\u00f5es profundas da fam\u00edlia do Vanderl\u00facio do Ros\u00e1rio (Vandinho), com\nparentes e amigos na Guarda de Mo\u00e7ambique, tamb\u00e9m muito importante verificar a\nhist\u00f3ria do n\u00facleo familiar Parreiras no contexto da Guarda de Congo de\nIbirit\u00e9. Os atuais Primeiro Capit\u00e3o e Contra Mestre, Alisson e Roberto C\u00e9sar,\ns\u00e3o filhos e netos de Rainhas Congas. A m\u00e3e deles \u00e9 a atual Rainha Conga, a\nTuca, e a av\u00f3, a famosa Dona Liquinha, benzedeira, Rainha Conga das Guardas de\nIbirit\u00e9 e do Jatob\u00e1. O pai deles tamb\u00e9m j\u00e1 foi Capit\u00e3o Regente das Guardas do\nCongo em Ibirit\u00e9 e no Jatob\u00e1. Segundo Alisson Parreiras e Roberto C\u00e9sar, a\norigem do Congado em Ibirit\u00e9, a partir dos relatos ouvidos de seus parentes,\ntem ra\u00edzes comuns com as Guardas do Jatob\u00e1 e dos Arturos, mas que com o passar\ndo tempo a irmandade foi sendo dividida. Esta separa\u00e7\u00e3o ocorreu depois que o\nSr. Jos\u00e9 Bas\u00edlio, av\u00f4 deles, faleceu.&nbsp;&nbsp; \u201c<em>Dai cada uma ficou batendo o seu tambor&#8230; mas\nainda nos ajudamos muito<\/em>\u201d (Alisson Parreiras). As conectividades entre as\nGuardas da regi\u00e3o s\u00e3o not\u00f3rias, pois muitos participam de Guardas de outros\nmunic\u00edpios vizinhos ou tem parentes pr\u00f3ximos que comparecem, como \u00e9 o caso da\nRos\u00e2ngela Parreiras, atual Segunda Capit\u00e3 da Guarda de Congo de Ibirit\u00e9 que tem\nparentes que atuam nas Guardas de Nova Lima e Raposos.&nbsp; <em>\u201cTenho\nparentes no Congado de Nova Lima e de Raposos. Mas me apaixonei pelo Congo de\nIbirit\u00e9\u201d, diz a capit\u00e3 Ros\u00e2ngela. <\/em>Ao mesmo tempo \u00e9 interessante perceber as\ntrocas internas dos integrantes das Guardas de Congo e Mo\u00e7ambique de Ibirit\u00e9. Vandinho\ndo Mo\u00e7ambique conta que aprendeu a benzer com a av\u00f3 de Alisson e Roberto C\u00e9sar\ndo Congo, a Dona Liquinha.&nbsp; \u201c<em>Dona Liquinha me ensinou a benzer, era muito\niluminada. De luz<\/em>\u201d, diz ele. <\/p>\n\n\n\n<p>Mas o congado, os\ncongadeiros e as congadeiras j\u00e1 sofreram muito preconceito, persegui\u00e7\u00e3o e\nracismo ambiental. Muito preocupante a situa\u00e7\u00e3o atual da Guarda S\u00e3o Jos\u00e9 que\ntem suas ra\u00edzes no territ\u00f3rio da Serra do Rola Mo\u00e7a, amea\u00e7ada por distintas\nfrentes de minera\u00e7\u00e3o, comprometendo o seu patrim\u00f4nio h\u00eddrico, hist\u00f3rico,\ncultural e paisag\u00edstico. Muitos antigos congadeiros tiveram que bater tambor\nescondido, \u201c<em>pois levaram muita pancada<\/em>\u201d\n(Vandinho). Roberto C\u00e9sar refor\u00e7a a origem do Congado e dos ancestrais escravizados\ne do sofrimento no cativeiro: <em>\u201cSomos de\nmatrizes africanas mesmo e em Vargem de Pantana tinha irm\u00e3o escravizado. Somos\nseus descendentes\u201d. <\/em>Quem deu um grande valor e visibilidade ao congado foi\na educadora Helena Antipoff<a href=\"#_ftn2\">[2]<\/a>, que quando chegou em\nIbirit\u00e9 nos anos trinta do s\u00e9culo XX conheceu as Guardas de Congado e se\nencantou com o que viu, divulgando o Ros\u00e1rio e a hist\u00f3ria da Vargem da Pantana.\nTodavia, nos \u00faltimos dec\u00eanios, o Congado de Ibirit\u00e9 passou por dificuldades e\nsomente tempos atr\u00e1s, e com muito esfor\u00e7o dos atuais integrantes por meio da\nbusca de conhecimento com os antigos capit\u00e3es de Guardas vizinhas e os seus\nfundamentos est\u00e3o conseguindo de forma emocionante reerguer e dar visibilidade \u00e0s\nGuardas da Irmandade de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, em Ibirit\u00e9.&nbsp;&nbsp; \u201c<em>Se\nn\u00e3o fossem as fam\u00edlias antigas, o Congado e as Guardas n\u00e3o sobreviveriam<\/em>\u201d, diz\nAlisson Parreiras. &nbsp;Vandinho afirma: \u201c<em>crescemos dentro do Ros\u00e1rio e vamos morrer nele.\n\u00c9 f\u00e9. \u00c9 luta mesmo. Hist\u00f3rias. Est\u00e1 em nosso sangue\u201d. <\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fontes:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>BAETA,\nAlenice &amp; PIL\u00d3, Henrique (Orgs). Serra da Moeda &#8211; Patrim\u00f4nio e Hist\u00f3ria.\nBelo Horizonte: Artefactto\/Ed. Orange Editorial, 2015. <\/p>\n\n\n\n<p>BARROS,\nRafael Gomes <em>O dia em que a espada falou:\nrealeza e magia em Ibirit\u00e9, MG<\/em>. (Monografia Gradua\u00e7\u00e3o Ci\u00eancias Sociais)\nBelo Horizonte, UFMG, 2007. <\/p>\n\n\n\n<p>BASTIDE,\nRoger <em>As Religi\u00f5es africanas no Brasil.\nContribui\u00e7\u00f5es a uma sociologia das interpreta\u00e7\u00f5es de Civiliza\u00e7\u00f5es<\/em>. S\u00e3o\nPaulo: Livraria Pioneira. Editora EDUSP, 1971.&nbsp;&nbsp;\n<\/p>\n\n\n\n<p>COUTO,\nE. P. &amp; COSTA A. D. A Trajet\u00f3ria hist\u00f3ria da empresa minera\u00e7\u00e3o Morro Velho.\nIn: <em>Anais do Congresso Brasileiro de\nHist\u00f3ria Econ\u00f4mica<\/em>&#8211; ABPHE Caxambu, 2003. <\/p>\n\n\n\n<p>LUCAS,\nGlaura <em>Os Sons do Ros\u00e1rio &#8211; O Congado\nMineiro dos Arturos e Jatob\u00e1<\/em>. UFMG, Belo Horizonte, 2002. <\/p>\n\n\n\n<p>IPHAN\n<em>SABERES DO SAGRADO: Irmandades do Ros\u00e1rio\ne o Registro Patrimonial<\/em> (DVD) Filmes de Quintal\/IPHAN, Belo Horizonte,\n2016.<br><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a>\nHistoriadores e Arque\u00f3logos. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> A psic\u00f3loga de origem russa Helena Antipoff \u00a0deixou grande legado em Ibirit\u00e9, quando inicia na Fazenda do Ros\u00e1rio em \u00a01939, o Curso Normal Regional \u201cSandoval Soares de Azevedo\u201d\u00a0 em 1949. Em 1955, cria ainda o Instituto Superior de Educa\u00e7\u00e3o Rural e outras entidades de cunho social e educacional. Incentivou e divulgou as festas de Reinado em Ibirit\u00e9 e regi\u00e3o da Serra do Rola Mo\u00e7a. <\/p>\n\n\n\n<p>Obs. 1: <strong>Congado, em Ibirit\u00e9, MG: mais de 130 anos, com apoio de Helena Antipoff, inclusive. 22\/9\/2019<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_50008\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xJzVvbja6Gs?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Obs. 2: <strong>\u00c1lbum de fotografias do Congado de Ibirit\u00e9, MG.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide2-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5034\" width=\"763\" height=\"572\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide2-1.jpg 960w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide2-1-300x225.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide2-1-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 763px) 100vw, 763px\" \/><figcaption> Imagem 2- Grupo Congo da Irmandade Nossa Senhora do Ros\u00e1rio-INSR no interior <br> da capela do Ros\u00e1rio de Ibirit\u00e9. Foto: H. Pil\u00f3, 2017.\u00a0\u00a0  <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide3-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5035\" width=\"764\" height=\"573\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide3-1.jpg 960w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide3-1-300x225.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide3-1-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 764px) 100vw, 764px\" \/><figcaption> Imagem 3- Grupo Congo da Irmandade Nossa Senhora do Ros\u00e1rio-INSR, no entorno do cruzeiro no adro da Capela do Ros\u00e1rio de Ibirit\u00e9. Ao fundo, a Serra do Rola Mo\u00e7a. Foto: H. Pil\u00f3, 2017.\u00a0\u00a0  <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide4.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5036\" width=\"764\" height=\"573\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide4.jpg 960w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide4-300x225.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide4-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 764px) 100vw, 764px\" \/><figcaption> Imagem 4- Grupo Congo da Irmandade Nossa Senhora do Ros\u00e1rio-INSR, dando a volta na Capela do Ros\u00e1rio de Ibirit\u00e9. <br> Foto: H. Pil\u00f3, 2017.\u00a0\u00a0  <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide5.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5037\" width=\"765\" height=\"573\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide5.jpg 960w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide5-300x225.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide5-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 765px) 100vw, 765px\" \/><figcaption>Imagem 5- Grupo Mo\u00e7ambique da Irmandade Nossa Senhora do Ros\u00e1rio-INSR dando a volta na Capela do Ros\u00e1rio de Ibirit\u00e9. Foto: H. Pil\u00f3, 2017.\u00a0\u00a0  <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide6.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5038\" width=\"764\" height=\"573\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide6.jpg 960w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide6-300x225.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide6-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 764px) 100vw, 764px\" \/><figcaption> Imagem 6- Capit\u00e3es da Guarda do Mo\u00e7ambique da INSR no\u00a0 altar da Capela do Ros\u00e1rio de Ibirit\u00e9. <br> Foto: H. Pil\u00f3\/Artefactto, 2017.\u00a0\u00a0  <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide7.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5039\" width=\"766\" height=\"574\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide7.jpg 960w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide7-300x225.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide7-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 766px) 100vw, 766px\" \/><figcaption> Imagem 7- Capit\u00e3es da Guarda do Mo\u00e7ambique da INSR no\u00a0 altar da Capela do Ros\u00e1rio de Ibirit\u00e9. <br> Foto: H. Pil\u00f3\/Artefactto, 2017.\u00a0\u00a0 <br> \u00a0 <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide8.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5040\" width=\"767\" height=\"575\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide8.jpg 960w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide8-300x225.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide8-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 100vw, 767px\" \/><figcaption> Imagem 8- O piso da Capela do Ros\u00e1rio de Ibirit\u00e9 \u2013 rel\u00edquia para os Congadeiros. <br> Foto: H. Pil\u00f3, 2017.\u00a0\u00a0 <br> \u00a0 <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide9.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5041\" width=\"765\" height=\"573\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide9.jpg 960w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide9-300x225.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide9-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 765px) 100vw, 765px\" \/><figcaption> Imagem 9-\u00a0 Integrantes da Guarda de Mo\u00e7ambique da INSR Ibirit\u00e9 no altar da Capela- Bast\u00f5es e Sacraliza\u00e7\u00e3o. <br> Foto: H. Pil\u00f3, 2017.<br> \u00a0 <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide10.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5042\" width=\"764\" height=\"573\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide10.jpg 960w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide10-300x225.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide10-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 764px) 100vw, 764px\" \/><figcaption> Imagem 10- O altar da\u00a0 Capela do Ros\u00e1rio de Ibirit\u00e9- santos, bandeiras, velas e flores. <br> Foto: H. Pil\u00f3, 2017.\u00a0\u00a0  <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide11.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5043\" width=\"768\" height=\"576\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide11.jpg 960w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide11-300x225.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide11-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption> Imagem 11- A Guarda de S\u00e3o Jos\u00e9 de Ibirit\u00e9, da Serra do Rola Mo\u00e7a. <br> Foto: H. Pil\u00f3, 2017.\u00a0\u00a0  <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"720\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide12.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5044\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide12.jpg 960w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide12-300x225.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide12-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption> Imagem 12- Guarda de S\u00e3o Jos\u00e9 de Ibirit\u00e9 ( Serra do Rola Mo\u00e7a) e sua devo\u00e7\u00e3o.<br> \u00a0Foto: A. Baeta, 2017. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"720\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide13.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5045\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide13.jpg 960w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide13-300x225.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide13-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption> Imagem 13 &#8211; Guardas de Mo\u00e7ambique e do Congo a caminho da casa da Rainha Perp\u00e9tua e de outros integrantes. Ao fundo, a Serra do Rola Mo\u00e7a (hoje, Parque Estadual Serra do Rola Mo\u00e7a). <br> As Guardas foram buscar os Reis e Rainhas e a Bandeira. Foto: A. Baeta, 2017. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"720\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide14.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5046\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide14.jpg 960w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide14-300x225.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide14-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption> Imagem\u00a0 14- Coroa\u00e7\u00e3o do Rei festeiro pelo Rei Congo, junto, o bast\u00e3o Mo\u00e7ambique sacraliza.<br> \u00a0Foto: A. Baeta\/Artefactto, 2017. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide15.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5047\" width=\"763\" height=\"572\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide15.jpg 960w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide15-300x225.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide15-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 763px) 100vw, 763px\" \/><figcaption> Imagem 15- Coroa\u00e7\u00e3o do Rei e Rainha Festeiros e do Pr\u00edncipe e Princesa.<br> Ao fundo, o Rei Congo, Rainha Conga e Rainha Perp\u00e9tua. <br> \u00a0Foto: A. Baeta, 2017. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"720\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide16.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5048\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide16.jpg 960w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide16-300x225.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Slide16-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption> Imagem 16- Bandeira de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio- Capela do Ros\u00e1rio, Ibirit\u00e9, MG. Foto: H. Pil\u00f3, 2017.  <\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Territ\u00f3rios, Campos Sagrados e Resist\u00eancia Cultural nas Festas de Reinado em Ibirit\u00e9, MG. 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