{"id":5077,"date":"2019-10-29T08:31:32","date_gmt":"2019-10-29T11:31:32","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=5077"},"modified":"2019-10-29T08:31:35","modified_gmt":"2019-10-29T11:31:35","slug":"%ef%bb%bfo-sonho-de-conquistar-terra-minha-ideia-esta-e-na-roca","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/%ef%bb%bfo-sonho-de-conquistar-terra-minha-ideia-esta-e-na-roca\/","title":{"rendered":"\ufeffO sonho de conquistar terra: \u201cMinha ideia est\u00e1 \u00e9 na ro\u00e7a\u201d."},"content":{"rendered":"\n<p><strong>O sonho de conquistar terra: \u201cMinha ideia est\u00e1 \u00e9 na ro\u00e7a\u201d. <\/strong>Por Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/PA-Dom-Luciano-conquista-da-terra-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5078\" width=\"766\" height=\"430\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/PA-Dom-Luciano-conquista-da-terra-1024x576.jpg 1024w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/PA-Dom-Luciano-conquista-da-terra-300x169.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/PA-Dom-Luciano-conquista-da-terra-768x432.jpg 768w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/PA-Dom-Luciano-conquista-da-terra.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 766px) 100vw, 766px\" \/><figcaption> Dia da conquista da fazenda Monte Cristo, em Salto da Divisa, MG, que se tornou o Assentamento Dom Luciano Mendes. Foto: Arquivo da CPT\/MG. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>As\nfam\u00edlias do Acampamento Dom Luciano, no munic\u00edpio de Salto da divisa, regi\u00e3o do\nBaixo Jequitinhonha, MG, precisamente as 43 \u2013 com total de pessoas flutuante &#8211;\nque perseveram na luta h\u00e1 mais de dez anos, t\u00eam demonstrado convic\u00e7\u00e3o de que\nest\u00e3o no rumo certo e n\u00e3o vacilaram em momento algum. Sabiam muito bem que n\u00e3o\nh\u00e1 ventos favor\u00e1veis para quem n\u00e3o sabe aonde quer chegar. Carregavam sempre\nconsigo o sonho constru\u00eddo em mutir\u00e3o, com as pr\u00f3prias m\u00e3os e acordado: o da\nconquista da terra. Esse sonho coletivo que foi sendo sonhado acordado, na luta\ncoletiva, se tornou um dos trunfos que fez a luta pela terra seguir rumo a\nemancipa\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s dezenas de anos sendo sem-terra, na luta pela terra, em luta\ncoletiva, se tornaram Sem Terra. \u00c9 \u00f3bvio que as palavras n\u00e3o s\u00e3o un\u00edvocas, mas\nsempre an\u00e1logas, podem ter significados diversos e, inclusive, mudar de sentido\nao longo do tempo conforme novas interpreta\u00e7\u00f5es. Na luta pela terra, sob a\nlideran\u00e7a do MST, se convencionou que sem-terra \u00e9 a pessoa realmente sem-terra\ne que continua isolado sendo expropriado e explorado pelos latifundi\u00e1rios, pelo\nlatif\u00fandio e pelo sistema do capital. E, Sem Terra \u00e9 o sem-terra que se torna\nmilitante ao abra\u00e7ar a luta coletiva pela terra. A experi\u00eancia e a hist\u00f3ria de\nluta pela terra indicam que quem se torna Sem Terra conquistar\u00e1 a terra mais\ncedo ou mais tarde caso n\u00e3o desista da luta, mas continuar\u00e1 tendo a identidade\nde Sem Terra e n\u00e3o se tornar\u00e1 um Com Terra, pois enquanto tiver uma pessoa\nsem-terra a luta pela terra deve estar de p\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Eis uma\namostra da realidade social e da luta hist\u00f3rica dos Sem Terra que, ap\u00f3s ficarem\nacampados no Acampamento Dom Luciano durante muitos anos, conquistaram a\nfazenda Monte Cristo que se tornou Assentamento Dom Luciano. Antes de abra\u00e7arem\na luta pela terra, esses camponeses derramaram muito suor na terra trabalhando\npara fazendeiros, conforme o relato do campon\u00eas Sem Terra Get\u00falio Lopes do\nNascimento, que era da coordena\u00e7\u00e3o do Acampamento Dom Luciano: \u201c<em>Eu nasci em Vit\u00f3ria da Conquista, BA, mas\nfui criado aqui em Gabiarra, cidadezinha aqui perto, onde cheguei com dois\nmeses de idade. J\u00e1 lutei demais por aqui na regi\u00e3o. Tomei conta de fazendas\nmuito tempo por aqui. Eu fui vaqueiro e eu conhecia o Salto da Divisa porque\nera linha para a gente passar tocando gado. Quem n\u00e3o tem um sustento pra viver,\nem qualquer canto \u00e9 o certo pra viver. A gente n\u00e3o tinha um lugar pra\nsobreviver e ent\u00e3o a gente achou por bem enfrentar a luta com os companheiros\naqui para ver se a gente arruma um pedacinho de terra para a gente viver com\ndignidade. A gente precisava de uma ariazinha para a gente sobreviver, pois a\ngente n\u00e3o tem. Na cidade do Salto da Divisa quem tem, tem demais, e quem n\u00e3o\ntem, n\u00e3o tem nada. Aqui s\u00f3 tem a empresa Mineradora Nacional de Grafite e a\nprefeitura para o povo trabalhar. Em Salto da Divisa quando se arruma um\nemprego se recebe no m\u00e1ximo meio sal\u00e1rio. Fui a Belo Horizonte duas vezes. Na\nprimeira vez, estive l\u00e1 dez dias e voltei para tr\u00e1s. Depois, voltei l\u00e1 em Belo\nHorizonte e fiquei mais 20 dias e voltei pra tr\u00e1s. Achei bonito l\u00e1, mas para\ntrabalhar l\u00e1 na cidade n\u00e3o gostei. Nunca passou pela minha cabe\u00e7a mudar para\numa cidade grande. Estudei s\u00f3 a primeira s\u00e9rie, s\u00f3 mesmo para assinar o nome.\nMinha ideia est\u00e1 \u00e9 na ro\u00e7a. Na cidade quem quer dar emprego para um idoso? J\u00e1\nsofri muito trabalhando de fazenda em fazenda como empregado. H\u00e1 muito que\nprocuro um lugarzinho para a gente ficar sossegado, sem ser empurrado ou\npisado, at\u00e9 Deus mandar chamar. N\u00e3o vamos desistir da luta pela terra junto com\nos companheiros. Queremos a terra. A melhor alternativa \u00e9 o caminho que n\u00f3s\nestamos seguindo, primeiro, com Deus; depois, com o MST, com irm\u00e3 Geraldinha,\ncom frei Gilvander e com todos que nos apoiam<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No\nAcampamento Dom Luciano Mendes havia um significativo n\u00famero de pessoas acima\nde 50 anos de idade. Tinha mais de dez pessoas aposentadas. As normas de\nsele\u00e7\u00e3o do Plano Nacional de Reforma Agr\u00e1ria n\u00e3o excluem os aposentados por\nidade como trabalhador rural. Exclui, sim, os aposentados por invalidez e\nmuitos obst\u00e1culos legais s\u00e3o colocados para dificultar o acesso \u00e0 terra.<a href=\"#_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> No\npassado, quando assentado, o normal era colocar o lote em nome do homem, chefe\nde fam\u00edlia, mas ultimamente a prioridade passou a ser colocar o lote em nome da\nmulher, por v\u00e1rios motivos: a) porque a bolsa fam\u00edlia \u00e9 em nome da mulher; b)\nh\u00e1 pesquisas que asseguram que h\u00e1 um \u00edndice de \u00eaxito maior nos empr\u00e9stimos\nrealizados por mulheres; c) tamb\u00e9m para frear o machismo; e d) tamb\u00e9m porque h\u00e1\ncasos de mulheres vi\u00favas, divorciadas ou m\u00e3es solteiras.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato,\nquem nasce e \u00e9 criado no campo, mesmo que seja for\u00e7ado a migrar para a cidade,\nsempre trar\u00e1 o campo dentro de si e o sonho de retornar ao campo estar\u00e1 sempre\nvivo dentro de si. O MST, dezenas de outros movimentos sociais camponeses e os\nPovos e Comunidades Tradicionais, na luta coletiva, t\u00eam tornado esse sonho\nrealidade. Com a exaust\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de vida nas grandes cidades a solu\u00e7\u00e3o\nser\u00e1 cada vez mais voltar para o campo, reconquistar a terra que expropriada e\nconstruir um modo de vida simples e s\u00f3brio no estilo do Bem Viver e Conviver\ndos povos origin\u00e1rios. <\/p>\n\n\n\n<p>Belo\nHorizonte, MG, 29\/10\/2019.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.: Abaixo, v\u00eddeos que versam\nsobre o assunto apresentado, acima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1 &#8211; Palavra \u00c9tica, na TVC\/BH: frei\nGilvander-Acampamento Dom Luciano\/MST, Salto da Divisa\/MG. 22\/09\/14<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_80143\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zNZ4aOyui68?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>2 &#8211; De Acampamento Dom Luciano Mendes,\nCPT\/MST, MG, a Assentamento. IV congresso da CPT. 13\/07\/15<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_40282\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/I9tmI_l0uSo?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>3 &#8211; Povo do Acampamento Dom Luciano, do\nMST, em Salto da Divisa, MG, n\u00e3o arreda o p\u00e9 da luta. 22\/09\/14<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_36170\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/bIEXLnke47g?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a>\nFrei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; mestre\nem Ci\u00eancias B\u00edblicas; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em\nTeologia pelo ITESP<strong>\/<\/strong>SP; assessor da\nCPT, CEBI, SAB, CEBs e Movimentos Sociais Populares; prof. de \u201cMovimentos\nSociais Populares e Direitos Humanos\u201d no IDH, em Belo Horizonte, MG. E-mail: <a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &#8211; <a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\n<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nFacebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> Segundo a NORMA DE EXECU\u00c7\u00c3O N\u00ba 45, DE 25 DE AGOSTO DE\n2005. DOU 166, de 29\/8\/2005, se\u00e7\u00e3o 1, p. 122, que disp\u00f5e sobre procedimentos\npara sele\u00e7\u00e3o de candidatos ao Programa Nacional de Reforma Agr\u00e1ria, podem ser\nbenefici\u00e1rios (as) do Programa Nacional Reforma Agr\u00e1ria: Art. 5\u00ba. O\nassentamento de fam\u00edlias contemplar\u00e1 as seguintes categorias de trabalhadores e\ntrabalhadoras: 2 I &#8211; Agricultor e agricultora sem terra; I &#8211; Posseiro,\nassalariado, parceiro ou arrendat\u00e1rio; II &#8211; Agricultor e agricultora cuja\npropriedade n\u00e3o ultrapasse a um m\u00f3dulo rural do munic\u00edpio. Art. 6\u00ba. N\u00e3o poder\u00e1\nser benefici\u00e1rio(a) do Programa de Reforma Agr\u00e1ria, a que se refere esta norma,\nseguindo os seguintes Crit\u00e9rios Eliminat\u00f3rios: I &#8211; Funcion\u00e1rio(a) p\u00fablico e\naut\u00e1rquico, civil e militar da administra\u00e7\u00e3o federal, estadual ou municipal, enquadrando\no c\u00f4njuge e\/ou companheiro(a); II &#8211; O agricultor e agricultora quando o\nconjunto familiar auferir renda proveniente de atividade n\u00e3o agr\u00edcola superior\na tr\u00eas sal\u00e1rios m\u00ednimos mensais; III &#8211; Propriet\u00e1rio(a), quotista, acionista ou\ncoparticipante de estabelecimento comercial ou industrial, enquadrando o\nc\u00f4njuge e\/ou companheiro(a); IV &#8211; Ex-benefici\u00e1rio(a) ou benefici\u00e1rios(a) de\nregulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria executada direta ou indiretamente pelo INCRA, ou de\nprojetos de assentamento oficiais ou outros assentamentos rurais de\nresponsabilidade de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, de acordo com a Lei n\u00ba 8.629\/93,\nenquadrando o c\u00f4njuge e\/ou companheiro(a), salvo por separa\u00e7\u00e3o judicial do\ncasal ou outros motivos justificados, a crit\u00e9rio do INCRA; V &#8211; Propriet\u00e1rio(a)\nde im\u00f3vel rural com \u00e1rea superior a um m\u00f3dulo rural, enquadrando o c\u00f4njuge e\/ou\ncompanheiro(a); VI &#8211; Portador(a) de defici\u00eancia f\u00edsica ou mental, cuja\nincapacidade o impossibilite totalmente para o trabalho agr\u00edcola ressalvados os\ncasos em que laudo m\u00e9dico garanta que a defici\u00eancia apresentada n\u00e3o prejudique\no exerc\u00edcio da atividade agr\u00edcola; VII &#8211; Estrangeiro(a) n\u00e3o naturalizado,\nenquadrando o c\u00f4njuge e\/ou companheiro(a); VIII &#8211; Aposentado(a) por invalidez,\nn\u00e3o enquadrando o c\u00f4njuge e\/ou companheiro(a) se estes n\u00e3o forem aposentados\npor invalidez; IX &#8211; Condenado (a) por senten\u00e7a final definitiva transitado em\njulgado com pena pendente de cumprimento ou n\u00e3o prescrita, salvo quando o\ncandidato fa\u00e7a parte de programa governamental de recupera\u00e7\u00e3o e reeduca\u00e7\u00e3o\nsocial, cujo objeto seja o aproveitamento de presidi\u00e1rios ou ex-presidi\u00e1rios,\nmediante crit\u00e9rios definidos em acordos, conv\u00eanios e parcerias firmados com\n\u00f3rg\u00e3os ou entidades federais ou estaduais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O sonho de conquistar terra: \u201cMinha ideia est\u00e1 \u00e9 na ro\u00e7a\u201d. Por Gilvander Moreira[1] As fam\u00edlias do Acampamento Dom Luciano, no munic\u00edpio de Salto da divisa, regi\u00e3o do Baixo Jequitinhonha, MG, precisamente as 43 \u2013<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5078,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,47,49,27,30,25,29,43,26,32,18],"tags":[],"class_list":["post-5077","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-direito-a-agua","category-direito-a-terra","category-direitos-humanos","category-fe-e-politica","category-luta-pela-terra-e-reforma-agraria","category-movimentos-sociais-populares","category-pedagogia-emancipatoria","category-teologia-da-libertacao","category-videos","category-videos-de-frei-gilvander"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5077","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5077"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5077\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5079,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5077\/revisions\/5079"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5078"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5077"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5077"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5077"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}