{"id":51,"date":"2011-01-16T19:55:46","date_gmt":"2011-01-16T21:55:46","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=51"},"modified":"2011-01-16T19:55:46","modified_gmt":"2011-01-16T21:55:46","slug":"tragedia-na-regiao-serrana-do-rio-de-janeiro","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/tragedia-na-regiao-serrana-do-rio-de-janeiro\/","title":{"rendered":"Desastre recorrente: causas e solu\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"font-size: 14pt;\">Desastre recorrente: causas e solu\u00e7\u00f5es<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Subs\u00eddio para a Campanha da Fraternidade de 2011<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Frei Gilvander Moreira<a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\/#_ftn1\">[1]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Interpela a consci\u00eancia de toda pessoa de boa vontade o desastre recorrente e criminoso \u2013 \u201cpor deslizamento de terra e inunda\u00e7\u00f5es\u201d &#8211; que se abateu sobre a regi\u00e3o serrana do Rio de Janeiro \u2013 Petr\u00f3polis, Teres\u00f3polis e Nova Friburgo \u2013 na segunda semana de janeiro de 2011. J\u00e1 s\u00e3o mais de 600 pessoas mortas antes do tempo, \u201cum drama que j\u00e1 est\u00e1 entre os dez piores deslizamentos do mundo nos \u00faltimos 111 anos, o segundo maior do mundo no \u00faltimo ano e o terceiro maior da d\u00e9cada\u201d, informa a ONU; o pior deslizamento de terra da hist\u00f3ria do Brasil.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As l\u00e1grimas vertidas j\u00e1 formam um rio de dor. A M\u00eddia, de forma sensacionalista e hip\u00f3crita, esconde as causas profundas e n\u00e3o debate as necess\u00e1rias solu\u00e7\u00f5es que devem ser implementadas com urg\u00eancia para estancar a espiral de mortes que acontece todo ano.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se comover e se fazer solid\u00e1rio nesta hora \u00e9 dever \u00e9tico, mas n\u00e3o basta a solidariedade moment\u00e2nea que, se n\u00e3o for seguida de luta concreta por mudan\u00e7a das causas que geram a trag\u00e9dia, poder\u00e1 amortecer a consci\u00eancia de milhares de fam\u00edlias vitimadas e tranq\u00fcilizar a consci\u00eancia de quem se faz solid\u00e1rio, mas torce o nariz para quem luta por justi\u00e7a social, por reformas agr\u00e1ria, urbana, tribut\u00e1ria, educacional&#8230;, e pela constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade socialista e sustent\u00e1vel ecologicamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D\u00e1 nojo ver a M\u00eddia mostrando imagens de salva\u00e7\u00f5es dram\u00e1ticas \u2013 para elevar os \u00edndices de audi\u00eancia &#8211; e explorando a dor das v\u00edtimas. \u00c9 repugnante ver rep\u00f3rteres est\u00fapidos perguntando a quem est\u00e1 chorando fugindo do perigo: \u201cVoc\u00ea est\u00e1 triste?\u201d \u201cVoc\u00ea vai voltar quando?\u201d O cinismo de autoridades pol\u00edticas se revela quando prometem: \u201cO FGTS<a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\/#_ftn2\">[2]<\/a> de atingidos ser\u00e1 liberado <st1:personname productid=\"em breve. Bolsa\">em breve. Bolsa<\/st1:personname> fam\u00edlia ser\u00e1 antecipada. Aluguel de R$400,00 por m\u00eas durante um ano&#8230;\u201d Isso \u00e9 esmola que tripudia sobre a dignidade humana j\u00e1 tantas vezes pisada h\u00e1 d\u00e9cadas pela falta de reforma agr\u00e1ria e de reforma urbana. Imaginem: um jardineiro trabalhou 40 anos para construir a casa pr\u00f3pria numa \u00e1rea de risco, porque n\u00e3o p\u00f4de comprar um lote e construir em lugar seguro. Agora, vai receber R$400,00 para alugar o qu\u00ea? Uma moradia digna?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cabe tamb\u00e9m inocentar Deus e a chuva. N\u00e3o \u00e9 a chuva que deve ir para a cadeia<strong>. <\/strong>Colocar a culpa na chuva e em Deus \u00e9 encobrir o real \u2013 ideologia \u2013, \u00e9 criar uma cortina de fuma\u00e7a que ofusca a realidade beneficiando somente os adoradores do capitalismo \u2013 grandes empres\u00e1rios, pol\u00edticos profissionais (uma corja) e ing\u00eanuos sustentadores da engrenagem que continua a trucidar vidas em progress\u00e3o geom\u00e9trica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A chuva \u00e9 benfazeja, cai sobre justos e injustos, diz o evangelho (Mt 5,45); a chuva \u00e9 reflexo da bondade de Deus, que \u00e9 infinito amor. Deus rega com a chuva a terra que deu como heran\u00e7a ao seu povo (I Rs 8,36). \u201c<em>Mandarei chuva no tempo certo e ser\u00e1 uma chuva aben\u00e7oada<\/em>\u201d (Ez 34,26), assim o profeta Ezequiel consola o povo em tempos de ex\u00edlio e de escassez de chuva. A sabedoria do povo da B\u00edblia reconhece que Deus, solid\u00e1rio e libertador, \u201c<em>atrav\u00e9s da chuva, alimenta os povos, dando-lhes comida abundante<\/em>.\u201d (J\u00f3 36,31). Na B\u00edblia se fala de chuva mais de cem vezes. At\u00e9 no dil\u00favio, a chuva \u00e9 vista como purificadora (cf. G\u00eanesis <st1:metricconverter productid=\"6 a\">6 a<\/st1:metricconverter> 9). Sob o imp\u00e9rio dos fara\u00f3s no Egito, a chuva de granizo \u00e9 vista como uma praga em cima dos opressores e como uma d\u00e1diva de Deus que liberta da opress\u00e3o (cf. G\u00eanesis 9 e 10).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A chuva n\u00e3o castiga e nem desabriga ningu\u00e9m, apenas revela uma injusti\u00e7a s\u00f3cio-econ\u00f4mica e pol\u00edtica existente anteriormente. Dizer que \u201ca chuva castiga\u201d \u00e9 reducionismo que esconde o maior respons\u00e1vel por tanta dor e tanto pranto: o sistema capitalista, que descarta as pessoas e as condena a sobreviverem em encostas e \u00e1reas de risco. Quem \u00e9 atingido quando a chuva chega exageradamente, salvo exce\u00e7\u00f5es, s\u00e3o as fam\u00edlias que tiveram seus direitos humanos &#8211; direito \u00e0 moradia, ao trabalho, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, a um sal\u00e1rio justo, ao meio ambiente equilibrado e \u00e0 dignidade &#8211; desrespeitados pelo capitalismo neoliberal e por pessoas que adoram o deus capital, o maior \u00eddolo da atualidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre tantos escritos sobre o crime que se abateu sobre o povo da regi\u00e3o serrana do Rio, que revelam causas e inspiram solu\u00e7\u00f5es, destaco alguns, abaixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O jornalista <strong>Marcos S\u00e1 Corr\u00eaa<\/strong> v\u00ea longe e avisa: \u201c<em>\u00c9 injusto, e talvez seja tamb\u00e9m cruel e exorbitante, que hoje n\u00e3o se processe no Brasil, por homic\u00eddio culposo, o pol\u00edtico que patrocina baixas evit\u00e1veis e sup\u00e9rfluas em encostas carcomidas e vales entulhados por ocupa\u00e7\u00f5es criminosas. No dia em que um prefeito, olhando as nuvens no horizonte, enxergar a mais remota possibilidade de ir para a cadeia pelas mortes que poderia impedir e incentivou, as cidades brasileiras deixariam aos poucos de ser quase todas, como s\u00e3o, feias, vulner\u00e1veis e decr\u00e9pitas. De gra\u00e7a ou com o dinheiro virtual do PAC, os pol\u00edticos n\u00e3o consertar\u00e3o nunca a desordem que os elege. &#8230; Os brasileiros est\u00e3o perdendo mais uma chance de bater com for\u00e7a no projeto de lei n\u00famero 1876\/99, que o deputado Aldo Rabelo transfigurou (diria eu, desfigurou), para enquadrar o C\u00f3digo Florestal nos princ\u00edpios do fato consumado. Ele reduz \u00e0 metade as \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o em margens de rio, dispensa da reserva legal propriedades pequenas ou m\u00e9dias e consolida os desmatamentos ilegais. Nunca foi t\u00e3o f\u00e1cil saber aonde ele quer chegar, folheando as fotografias a\u00e9reas das avalanches em Petr\u00f3polis, Teres\u00f3polis e Nova Friburgo. D\u00e1 para ver nas imagens o que havia antes nos pontos mais atingidos. \u00c9 o que o novo C\u00f3digo Florestal vai produzir no campo. Mais disso<\/em>.\u201d<a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\/#_ftn3\">[3]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caso o Congresso Nacional aprove as altera\u00e7\u00f5es no C\u00f3digo Florestal, demanda da bancada ruralista e do agroneg\u00f3cio encampada pelo deputado Aldo Rabelo, o parlamento brasileiro estar\u00e1 autorizando previamente centenas de trag\u00e9dias mais graves do que a que agora se abateu sobre o povo pobre na regi\u00e3o serrana do Rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As Organiza\u00e7\u00f5es Globo, de forma hip\u00f3crita, cobra das autoridades federais verbas para a preven\u00e7\u00e3o de trag\u00e9dias, para a conten\u00e7\u00e3o de encostas. \u00c9 bom lembrar que em outubro de 2010, o governador S\u00e9rgio Cabral (PMDB\/RJ) desviou R$ 24 milh\u00f5es do FECAM &#8211; Fundo Estadual de Conserva\u00e7\u00e3o do Meio Ambiente -, para a conten\u00e7\u00e3o de encostas e obras de drenagem e deu para a Funda\u00e7\u00e3o Roberto Marinho construir um museu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Raquel Rolnik<\/strong>, relatora da ONU<a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\/#_ftn4\">[4]<\/a> para a quest\u00e3o da Moradia digna, na TV Cultura, em 11\/01\/2011, ao ser perguntada se h\u00e1 solu\u00e7\u00e3o para as perdas de vidas em v\u00e1rias cidades \u201cpor chuvas intensas\u201d respondeu: \u201c<em>Tem solu\u00e7\u00e3o, sim. H\u00e1 formas de interven\u00e7\u00e3o para melhorar a estabilidade dos terrenos, drenar melhor a \u00e1gua, conter encostas, ou seja melhorar a condi\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a e a gest\u00e3o do lugar para que, mesmo numa situa\u00e7\u00e3o de risco, se possam evitar mortes. Mas a quest\u00e3o de fundo \u00e9 que ningu\u00e9m vai morar numa \u00e1rea de risco porque quer ou porque \u00e9 burro. As pessoas v\u00e3o morar numa \u00e1rea de visco porque n\u00e3o t\u00eam nenhuma op\u00e7\u00e3o para a renda que possuem. Estamos falando de trabalhadores cujo rendimento n\u00e3o possibilita a compra ou aluguel de uma moradia num local adequado. E isso se repete em todas as cidades e regi\u00f5es metropolitanas. N\u00e3o adiantam nada as obras paliativas aqui e ali se n\u00e3o tocarmos nesse ponto fundamental que \u00e9: quais s\u00e3o os locais adequados, ou seja, fora das \u00e1reas de risco, que ser\u00e3o abertos ou disponibilizados para que a popula\u00e7\u00e3o de menor renda possa morar<\/em>?&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das maiores especialistas no mundo em desastres naturais e estrat\u00e9gias para dar respostas a crises, <strong>Debarati Guha-Sapir<\/strong>, consultora externa da ONU e diretora do Centro para a Pesquisa da Epidemiologia de Desastres, foi incisiva: <em>&#8221;Brasil n\u00e3o \u00e9 Bangladesh. N\u00e3o tem desculpa para permitir, no s\u00e9culo XXI, que pessoas morram em deslizamentos de terras causados por chuva. S\u00f3 um fator mata depois da chuva: descaso pol\u00edtico. O Brasil j\u00e1 viveu 37 enchentes, em apenas dez anos. \u00c9 um n\u00famero enorme e mostra que os problemas das chuvas est\u00e3o se tornando cada vez mais freq\u00fcentes no Pa\u00eds. Essas pessoas morreram, porque n\u00e3o t\u00eam peso pol\u00edtico algum e n\u00e3o h\u00e1 vontade pol\u00edtica para resolver seus dramas, que se repetem ano ap\u00f3s ano. N\u00e3o h\u00e1 desculpa para n\u00e3o se preparar ou se dizer surpreendido pela chuva. Al\u00e9m disso, o Brasil \u00e9 um pa\u00eds que tem dinheiro, pelo menos para o que quer. O Brasil praticamente s\u00f3 tem um problema natural e n\u00e3o consegue lidar com ele. Imagine se tivesse terremoto, vulc\u00e3o, furac\u00f5es.<\/em>..\u201d<a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\/#_ftn5\">[5]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esquecendo-se de responsabilizar o sistema capitalista e socializando a responsabilidade entre todos os seres humanos, o que oculta as profundas causas do desastre, <strong>Leonardo Boff<\/strong>, no artigo \u201cO pre\u00e7o de n\u00e3o escutar a natureza\u201d<strong> <\/strong>pondera: \u201c<em>Estamos pagando alto pre\u00e7o pelo nosso descaso e pela dizima\u00e7\u00e3o da mata atl\u00e2ntica que equilibrava o regime das chuvas. O que se imp\u00f5e agora \u00e9 escutar a natureza e fazer obras preventivas que respeitem o modo de ser de cada encosta, de cada vale e de cada rio. S\u00f3 controlamos a natureza na medida em que lhe obedecemos e soubermos escutar suas mensagens e ler seus sinais. Caso contr\u00e1rio teremos que contar com trag\u00e9dias fatais evit\u00e1veis<\/em>.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto trabalhava ganhando um sal\u00e1rio m\u00ednimo por m\u00eas, um pai de fam\u00edlia recebe a not\u00edcia de que v\u00e1rios membros da sua fam\u00edlia tinham morrido, porque sua casinha constru\u00edda no morro tinha sido derrubada por uma avalanche de deslizamento de terra, ap\u00f3s intensas chuvas. At\u00f4nito, aquele trabalhador ainda teve for\u00e7a para indicar a uma equipe de resgate como poderia chegar a uma comunidade que estava isolada. De volta para sua casa que n\u00e3o mais existia, correndo desesperado ao encontro de seus familiares sobreviventes, ao passar ao lado de uma casa que continuava intacta sem ter sido em nada abalada, exclamou: \u201c<em>Essa \u00e9 a casa do meu patr\u00e3o<\/em>.\u201d Isso revela que quem mais sofre com a falta de reformas agr\u00e1ria, urbana, tribut\u00e1ria, educacional&#8230; s\u00e3o os pobres, a classe trabalhadora. E quem lucra \u00e9 a classe dominante. Logo, digo aos atingidos e atingidas pelo capitalismo &#8211; com economia neoliberal, democracia formal e com pol\u00edticos profissionais, a quem interessam a perpetua\u00e7\u00e3o das injusti\u00e7as \u2013 uni-vos, organizai-vos e vamos \u00e0 luta, pois se ficar o bicho come, se fugir o bicho pega, mas se unirmo-nos, organizarmo-nos e partirmos para a luta at\u00e9 \u00e0 vit\u00f3ria, o bicho fugir\u00e1 e construiremos uma terra sem males onde n\u00e3o haver\u00e1 nem choro e nem l\u00e1grimas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfim, um desafio inadi\u00e1vel \u00e9 percebermos as rela\u00e7\u00f5es entre as tempestades e o aquecimento global, entre o aquecimento global e o efeito estufa, entre o efeito estufa e a emiss\u00e3o de gases CO2 e outros, entre a emiss\u00e3o de gases CO2 e outros e o modelo industrial vigente (capitalismo neoliberal), entre o capitalismo neoliberal e a mentalidade ocidental conquistadora, e a rela\u00e7\u00e3o desta com o ser humano, seu Criador e todas as outras criaturas.<\/p>\n<p>Belo Horizonte, 16 de janeiro de 2011.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div><br clear=\"all\" \/> <\/p>\n<hr \/>\n<div>\n<p><a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\/#_ftnref1\">[1]<\/a> Mestre <st1:personname productid=\"em Exegese B\uffedblica\">em Exegese B\u00edblica<\/st1:personname>, professor de Teologia B\u00edblia, assessor da CPT, CEBs, SAB e Via Campesina \u2013 e-mail: <a href=\"mailto:gilvander@igrejadocarmo.com.br\">gilvander@igrejadocarmo.com.br<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\/\">www.gilvander.org.br<\/a><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<p><a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\/#_ftnref2\">[2]<\/a> Fundo de Garantia por tempo de servi\u00e7o.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<p><a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\/#_ftnref3\">[3]<\/a> Cf. Artigo no Jornal&nbsp;O Estado de S. Paulo, 14\/01\/2011.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<p><a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\/#_ftnref4\">[4]<\/a> Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<p><a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\/#_ftnref5\">[5]<\/a> Cf. Entrevista ao Jornal O Estado de S. Paulo, 14\/01\/2011.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Desastre recorrente: causas e solu\u00e7\u00f5es Subs\u00eddio para a Campanha da Fraternidade de 2011 Frei Gilvander Moreira[1] Interpela a consci\u00eancia de toda pessoa de boa vontade o desastre recorrente e criminoso \u2013 \u201cpor deslizamento de<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-51","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}