{"id":5245,"date":"2019-11-26T14:07:28","date_gmt":"2019-11-26T17:07:28","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=5245"},"modified":"2019-11-26T14:07:31","modified_gmt":"2019-11-26T17:07:31","slug":"%ef%bb%bfbarragem-violenta-mas-a-luta-pela-terra-liberta","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/%ef%bb%bfbarragem-violenta-mas-a-luta-pela-terra-liberta\/","title":{"rendered":"\ufeffBarragem violenta, mas a luta pela terra liberta."},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Barragem violenta, mas a luta pela terra liberta. <\/strong>Por Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/PA-Dom-Luciano-mescla-de-fotos.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5246\" width=\"765\" height=\"573\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/PA-Dom-Luciano-mescla-de-fotos.jpg 960w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/PA-Dom-Luciano-mescla-de-fotos-300x225.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/PA-Dom-Luciano-mescla-de-fotos-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 765px) 100vw, 765px\" \/><figcaption> Centro Comunit\u00e1rio do Acampamento Dom Luciano Mendes e cenas do Assentamento Dom Luciano Mendes, em Salto da Divisa, em 09\/6\/2016. Fotos: frei Gilvander<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A\nconstru\u00e7\u00e3o da barragem de Itapebi, em Salto da Divisa, na regi\u00e3o do Baixo Jequitinhonha,\nMG, causou imensa devasta\u00e7\u00e3o socioambiental e deixou centenas de fam\u00edlias sem\nas condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de sobreviv\u00eancia. A solu\u00e7\u00e3o foi se engajar na luta pela\nterra a partir do Acampamento Dom Luciano Mendes, que se iniciou na madrugada\ndo dia 26 de agosto de 2006, no mesmo dia da morte de Dom Luciano Mendes. Dona\nCleonice dos Santos Silva Souza (tia Kilene), da coordena\u00e7\u00e3o do Acampamento Dom\nLuciano Mendes, Sem Terra nascida na Bahia em Itapebi, teve que migrar para\nMinas Gerais, para o munic\u00edpio de Salto da Divisa. Ela narra sua hist\u00f3ria de\nluta assim: \u201c<em>Eu nasci e me criei aqui na\nregi\u00e3o, l\u00e1 na Gameleira seca. Minha fam\u00edlia trabalhava para um fazendeiro.\nDepois que me casei, fui com meu esposo para outra fazenda aqui da regi\u00e3o\ntrabalhar como empregada, mas tivemos que ir embora para o Salto da Divisa para\nviver na rua (cidade), pois l\u00e1 o ordenadinho estava muito pequeno e n\u00e3o dava\npra nada. Tenho cinco filhos que tiveram que ir embora para S\u00e3o Paulo, Belo\nHorizonte e para o Paran\u00e1. Est\u00e3o doidos para a gente conquistar a fazenda Monte\nCristo para eles voltarem a viver conosco e trabalhar aqui na terra. Eles\ncontinuam pobres, pagando aluguel l\u00e1 na cidade grande. Quando chegamos aqui em\nSalto da Divisa, eu passei a ser lavadeira no rio Jequitinhonha daquele povo l\u00e1\nda cidade ganhando uma merrequinha que ajudava a comprar o caf\u00e9, o a\u00e7\u00facar, para\najudar meu companheiro, mas quando constru\u00edram a barragem acabou com tudo. Isso\ndurante muitos anos na beira do rio Jequitinhonha, antes de eles fazerem a\nBarragem de Itapebi aqui ao lado da cidade do Salto. Meu companheiro come\u00e7ou a\nfazer bicos. Sou uma das massacradas por essa barragem. Durante a constru\u00e7\u00e3o,\neles diziam que a gente n\u00e3o seria atingida. Mentiram pra n\u00f3is, pois n\u00f3is fomos\nmais do que atingidos, fomos massacrados. Em 2001, quando, em uma semana,\nencheram a barragem, ficamos sem poder lavar a roupa dos outros e, portanto,\nsem poder ganhar uma merrequinha. Dezenas de fam\u00edlias do Acampamento Dom\nLuciano Mendes vieram pra c\u00e1, porque foram atingidas pela barragem de Itapebi.\nSem poder lavar roupa, sem poder pescar, sem poder pegar areia no rio, fazer o\nqu\u00ea? Comer o qu\u00ea? A gente teve que entrar na luta pela terra. Ali\u00e1s, o que eu\ngosto mesmo \u00e9 de plantar, todo mundo junto. A gente quando trabalha no coletivo\n\u00e9 aquela multid\u00e3o. A gente trabalha para todos, n\u00e3o \u00e9 escravid\u00e3o. \u00c9 bom demais.\nGra\u00e7as a Deus que o MST surgiu e chegou aqui e n\u00f3s viemos pra c\u00e1. De primeiro,\na gente era escravo dos latifundi\u00e1rios. Aqui no acampamento nossa vida est\u00e1\nmelhorando. N\u00e3o estamos mais debaixo do p\u00e9 de latifundi\u00e1rio. Aqui n\u00f3s\ntrabalhamos para nos manter. Fazemos biscoitos, plantamos nossa horta e\nvendemos na rua biscoitos, couve, alface, coentro, cebolinha, tomate, na bacia\nde casa em casa. Basta de patr\u00e3o. A gente j\u00e1 enjoou de ser mandado por patr\u00e3o.\nQueremos trabalhar por n\u00f3s mesmos. Os fazendeiros viviam empurrando os\nribeirinhos para a cidade, mas depois que n\u00f3s ocupamos a fazenda Manga do\nGustavo, os ribeirinhos se animaram e fizeram onze casas aqui ao lado e vieram\noutros 11 posseiros l\u00e1 da fazenda Monte Cristo para a Manga do Gustavo. Com a\nnossa luta os posseiros ribeirinhos se sentiram fortalecidos tamb\u00e9m e fizeram\nou melhoraram suas casas<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Havia\nmuitas fam\u00edlias sobrevivendo em muitas ilhas do rio Jequitinhonha, no munic\u00edpio\nde Salto da Divisa, mas no in\u00edcio do Acampamento elas tinham pouco contato com\nas fam\u00edlias acampadas no Acampamento Dom Luciano, porque os fazendeiros\ndivulgavam cal\u00fanias contra os Sem Terra espalhando que eram invasores e ladr\u00f5es\nde terra. Assim, muitas das fam\u00edlias que sobreviviam nas ilhas do rio\nJequitinhonha preferiam n\u00e3o estreitar conviv\u00eancia com os acampados. Mas com o\ntempo essa rejei\u00e7\u00e3o constru\u00edda foi se arrefecendo e depois as rela\u00e7\u00f5es com o\npovo das ilhas se tornou razo\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Na cidade\nde Salto da Divisa havia e h\u00e1 muita gente sobrevivendo debaixo da cruz do\naluguel, \u201cpagando de 350 reais a 1 sal\u00e1rio-m\u00ednimo por uma casa simples\u201d,\nsegundo Aldemir Silva Pinto, agora assentado no Assentamento Dom Luciano\nMendes, na Fazenda Monte Cristo. Tem v\u00e1rias pessoas que compram terreno e fazem\nv\u00e1rias casas para alugar. Vivem ganhando dinheiro com isso.<\/p>\n\n\n\n<p>As\nprincipais not\u00edcias de jornais e as atas de reuni\u00f5es em que lideran\u00e7as do MST\nparticipavam eram fixadas em um mural no Centro Comunit\u00e1rio do Acampamento Dom\nLuciano. \u201c<em>O povo precisa ler e se\ninformar sobre o que est\u00e1 acontecendo relativo \u00e0 nossa luta<\/em>\u201d, ponderava\nirm\u00e3 Geraldinha. Muito eloquente a decora\u00e7\u00e3o do Centro Comunit\u00e1rio com as\nparedes grafitadas com letras de m\u00fasicas da luta, gritos de luta, men\u00e7\u00e3o \u00e0s\nprincipais conquistas e datas. Sinal de que na luta pela terra e por direitos a\ndimens\u00e3o simb\u00f3lica precisa ser cultivada tamb\u00e9m. <\/p>\n\n\n\n<p>No acampamento\nDom Luciano Mendes havia trabalho em mutir\u00e3o no mandiocal coletivo, no\ngalinheiro de quatro fam\u00edlias, em algumas pocilgas, nas hortas e nos ro\u00e7ados.<\/p>\n\n\n\n<p>Eloquentes\ns\u00e3o os nomes das ruas do Acampamento Dom Luciano: rua Che Guevara, rua 26 de\nagosto de 2006, rua CPT, rua MST, rua Ant\u00f4nio Conselheiro, rua 7 de setembro e\nrua Popular. Todos esses nomes t\u00eam um grande significado para as fam\u00edlias do\nAcampamento Dom Luciano. S\u00e3o pessoas de luta; datas importantes como 26 de\nagosto de 2006, que foi o dia da ocupa\u00e7\u00e3o; rua Sete de setembro, por ter se\ntornado o dia do Grito dos Exclu\u00eddos, que foi um momento forte na luta da terra\nem 2006, 2007 e 2008. Quando deram o nome da rua, o povo decidiu que n\u00e3o\nparticiparia mais do Grito dos Exclu\u00eddos, em Salto da Divisa, uma vez que o\ngrito l\u00e1 tinha se tornado grito do poder p\u00fablico; a rua Popular est\u00e1 no ponto\nmais alto do acampamento, lugar &nbsp;de ora\u00e7\u00e3o e vig\u00edlia, onde foi fincada a\ncruz das Santas &nbsp;Miss\u00f5es populares, realizada no &nbsp; segundo ano de\nresist\u00eancia das fam\u00edlias no &nbsp;acampamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Enfim,\neis uma experi\u00eancia concreta de luta pela terra que pode inspirar muitas outras\nlutas por direitos sociais. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.: Os filmes e v\u00eddeos nos links, abaixo,\nversam sobre o assunto tratado, acima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1 &#8211; Acampamento Dom Luciano, do MST, tomando posse da Fazenda Monte\nCristo, em Salto da Divisa. 22\/10\/14<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_55019\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YBKooAh5Y1k?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>2 &#8211; Acampamento Dom Luciano, do MST, em Salto da Divisa, MG, festeja\nconquista da Fazenda Monte Cristo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_59378\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GDtNlY61v_E?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>3 &#8211; Palavra \u00c9tica, na TVC\/BH: frei\nGilvander-Acampamento Dom Luciano\/MST, Salto da Divisa\/MG. 22\/09\/14<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_53129\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zNZ4aOyui68?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Belo\nHorizonte, MG, 26\/11\/2019.<br><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos\ncarmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em\nFilosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP<strong>\/<\/strong>SP; mestre em Ci\u00eancias B\u00edblicas; assessor da CPT, CEBI, SAB e\nOcupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de \u201cMovimentos Sociais Populares e Direitos Humanos\u201d\nno IDH, em Belo Horizonte, MG. E-mail: <a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &#8211; <a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\n<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nFacebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Barragem violenta, mas a luta pela terra liberta. Por Gilvander Moreira[1] A constru\u00e7\u00e3o da barragem de Itapebi, em Salto da Divisa, na regi\u00e3o do Baixo Jequitinhonha, MG, causou imensa devasta\u00e7\u00e3o socioambiental e deixou centenas de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5246,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,44,49,27,30,25,29,43,26,32,18],"tags":[],"class_list":["post-5245","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-direito-a-memoria","category-direito-a-terra","category-direitos-humanos","category-fe-e-politica","category-luta-pela-terra-e-reforma-agraria","category-movimentos-sociais-populares","category-pedagogia-emancipatoria","category-teologia-da-libertacao","category-videos","category-videos-de-frei-gilvander"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5245","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5245"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5245\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5247,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5245\/revisions\/5247"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5246"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5245"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5245"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5245"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}