{"id":5985,"date":"2020-04-09T12:43:32","date_gmt":"2020-04-09T15:43:32","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=5985"},"modified":"2020-04-09T12:43:34","modified_gmt":"2020-04-09T15:43:34","slug":"%ef%bb%bfurbano-medeiros-a-musica-do-oprimido-o-sax-rural-de-urbano-medeiros","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/%ef%bb%bfurbano-medeiros-a-musica-do-oprimido-o-sax-rural-de-urbano-medeiros\/","title":{"rendered":"\ufeffURBANO MEDEIROS: a m\u00fasica do oprimido &#8211; O sax rural de Urbano Medeiros."},"content":{"rendered":"\n<p><strong>URBANO MEDEIROS: a m\u00fasica do oprimido &#8211; O sax rural de Urbano Medeiros.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_74837\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/8QctEG-RVQE?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>&nbsp;Celebrado como um dos maiores saxofonistas da\natualidade, Urbano Medeiros vive com sua fam\u00edlia na buc\u00f3lica cidade de Par\u00e1 de\nMinas, MG, cidade com cheiro de terra e de ruralidade. Ali\u00e1s, acho mesmo que o\nseu nome encerra uma grande contradi\u00e7\u00e3o: de urbano, ele s\u00f3 tem o nome. Um dia\nsugeri que ele acrescentasse o Rural. Algo como URBANO MEDEIROS RURAL. Eu sei\nque ficaria ris\u00edvel, mas, pelo menos, n\u00e3o seria t\u00e3o contradit\u00f3rio, posto haver\noptado por viver sempre no interior do Brasil: de S\u00e3o Jo\u00e3o do Sabugy (RN) a S\u00e3o\nGabriel da cachoeira (AM), com passagens por Campos do Jord\u00e3o (SP), Paracatu\n(MG) e tantas outras cidades. Ele \u00e9 t\u00e3o urbano e igualmente t\u00e3o rural. Essa\nruralidade aproxima Urbano de pessoas como Ad\u00e9lia Prado e Elomar, que\nescolheram a vida tranq\u00fcila do interior n\u00e3o somente para morar, mas para,\nprincipalmente, a partir dela, produzirem uma obra igualmente monumental.\nUrbano optou, tamb\u00e9m, por um trabalho voltado para doentes depressivos,\nviciados, terminais&#8230; Sai de casa em casa tocando sax, pondo em pr\u00e1tica o seu\nsacerd\u00f3cio. Um sacerd\u00f3cio na acep\u00e7\u00e3o mais profunda do termo. Faz um trabalho\ngrandioso. Sem holofotes. Sem c\u00e2meras. Sem alardes. Ser um dos melhores\nsaxofonistas do mundo n\u00e3o o torna orgulhoso. Pelo contr\u00e1rio, deixa-o &#8220;o\nmenos de todos&#8221;. Sua m\u00fasica n\u00e3o se enquadra em nenhum esquema, em nenhuma\ntend\u00eancia, muito embora seja percept\u00edvel uma forte influ\u00eancia jazz\u00edstica e\narmorial. Faz a m\u00fasica do cora\u00e7\u00e3o. Hesicasta. Vez por outra vemo-lo todo\nvestido de preto, qual monge sa\u00eddo do legend\u00e1rio Monte Athos, a Rep\u00fablica\nMon\u00e1stica do Oriente. A m\u00fasica do Santo Efr\u00e9m S\u00edrio \u00e9-lhe t\u00e3o familiar quanto a\ndo potiguar Felinto Dantas, o m\u00fasico agricultor que tem sua obra executada na\nCapela Sixtina, no Vaticano. Tem cheiro de terra. Lembra o canto dos p\u00e1ssaros;\no vento que uiva na copa das \u00e1rvores ou nas montanhas de Minas; o tilintar dos\nchocalhos. S\u00e3o sons extra\u00eddos da natureza, primeiro livro escrito pelo Criador.\nO som que flui do seu saxofone \u00e9 brisa suave. Sua m\u00fasica santifica o mundo.\nSacraliza-o. Mora em Par\u00e1 de Minas, mas poderia ser em Ipueira (RN), Buritis\n(MG), Parintins (AM), perto da Casa Velha da Ponte, em Goi\u00e1s (GO)&#8230; Poderia\nser aqui, ou a\u00ed. N\u00e3o importa. Onde houver um cheiro de terra, de natureza, a\u00ed\nestar\u00e1 sua m\u00fasica, sua inspira\u00e7\u00e3o. Vive correndo mundo, levando a todos a sua\narte. Argentina. It\u00e1lia, incluindo a Sardenha. Fran\u00e7a. Portugal. Inglaterra.\nSui\u00e7a &#8230;. \u00e9 ouvido na Litu\u00e2nia. Na Ucr\u00e2nia. Na R\u00fassia. Em Israel. Na S\u00edria. No\nL\u00edbano. Suas grava\u00e7\u00f5es viajam pelos quatro cantos do mundo. Quem o ouve logo viaja\njunto com ele. Mas suas ra\u00edzes est\u00e3o sempre presentes. Mas n\u00e3o s\u00e3o ra\u00edzes\ncultivadas no alto dos edif\u00edcios. S\u00e3o ra\u00edzes crescidas \u00e0s margens do rio\nSabugy, na encosta da Serra do Mulungu. Ra\u00edzes caatingueiras, sertanejas.\nUrbano Medeiros rural. O m\u00edstico. O semita. O pai de Beth, de Paulo Misael e de\nJ\u00falio. O descendente de Marrano misturado com Mouro. O viageiro. Um filho de\nAbra\u00e3o apenas. <\/p>\n\n\n\n<p>Tarzan Le\u00e3o de Sousa Da Academia de Letras do Noroeste de Minas Secret\u00e1rio de Cultura de Paracatu, MG.<\/p>\n\n\n\n<p> <strong>Fonte<\/strong>: Cana no you tube: Santo Mohana<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Urbano-Medeiros-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5987\" width=\"611\" height=\"458\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Urbano-Medeiros-1.jpg 480w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Urbano-Medeiros-1-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 611px) 100vw, 611px\" \/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>URBANO MEDEIROS: a m\u00fasica do oprimido &#8211; O sax rural de Urbano Medeiros. &nbsp;Celebrado como um dos maiores saxofonistas da atualidade, Urbano Medeiros vive com sua fam\u00edlia na buc\u00f3lica cidade de Par\u00e1 de Minas, MG,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5986,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[27,30,43,26,32],"tags":[],"class_list":["post-5985","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-direitos-humanos","category-fe-e-politica","category-pedagogia-emancipatoria","category-teologia-da-libertacao","category-videos"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5985","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5985"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5985\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5988,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5985\/revisions\/5988"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5986"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5985"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5985"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5985"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}