{"id":61,"date":"2020-04-05T07:54:19","date_gmt":"2020-04-05T10:54:19","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=61"},"modified":"2020-04-05T16:35:48","modified_gmt":"2020-04-05T19:35:48","slug":"entrada-de-jesus-em-jerusalem","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/entrada-de-jesus-em-jerusalem\/","title":{"rendered":"Domingo de Ramos: Jesus e seu movimento entram clandestinamente em Jerusal\u00e9m"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"font-size: 14pt;\">Domingo de Ramos: Jesus e seu movimento entram clandestinamente em Jerusal\u00e9m <\/span><\/strong><span style=\"font-size: 14pt;\">(<\/span>A partir de Lc 19,29-40)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Frei Gilvander Moreira<a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\/#_ftn1\">[1]<\/a><\/p>\n<figure id=\"attachment_5968\" aria-describedby=\"caption-attachment-5968\" style=\"width: 780px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-5968\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/Domingo-de-Ramos-via-CEBI-Jesus-entrando-em-Jerusal\u00e9m-300x229.jpg\" alt=\"\" width=\"780\" height=\"594\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5968\" class=\"wp-caption-text\">Divulga\u00e7\u00e3o: www.cebi.org.br<\/figcaption><\/figure>\n<p><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><\/a><\/p>\n<p>Nas missas e nas celebra\u00e7\u00f5es da palavra, no Domingo de Ramos, in\u00edcio da Semana Santa, ouvimos o evangelho sobre a entrada de Jesus com suas disc\u00edpulas e disc\u00edpulos, em Jerusal\u00e9m, abanando ramos. Por que e para que celebrar com ramos? Para reviver a experi\u00eancia da caminhada pelo deserto em busca da terra prometida e resgatar a m\u00edstica da Alian\u00e7a com Jav\u00e9, Deus solid\u00e1rio e libertador, celebrar o Domingo de Ramos, com uma \u2018prociss\u00e3o de ramos\u2019, era para as primeiras comunidades crist\u00e3s um jeito de atualizar o sentido da Festa das Tendas \u2013 uma das onze festas judaicas<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> -, que acontecia anualmente no outono, depois da colheita (Dt 16,13; Lv 23,34) para recordar o tempo em que o povo da B\u00edblia marchava pelo deserto em busca da terra prometida (Lv 23,43), morando em tendas. Por isso, durante uma semana, eles recolhiam ramos e constru\u00edam tendas para morar provisoriamente (Ne 8,14-17).<\/p>\n<p>Quase dois mil anos atr\u00e1s, na Palestina, ap\u00f3s uma longa marcha da Galileia a Jerusal\u00e9m (Lc 9,51-19,27), da periferia para a capital, Jesus e seu movimento popular e religioso est\u00e3o \u00e0s portas de Jerusal\u00e9m. Dois disc\u00edpulos de Jesus recebem a tarefa de viabilizar a entrada na capital, de forma humilde, mas firme e corajosa. Deviam arrumar um jumentinho \u2013 meio de transporte dos pobres (os ricos transportavam mercadorias usando camelos), mas deviam fazer isso disfar\u00e7adamente, de forma clandestina, sendo \u201csimples como as pombas e espertos como as serpentes\u201d (Mt 10,16). O texto repete o alerta de Jesus: \u201c<em>Se algu\u00e9m lhes perguntar: \u201cPor que voc\u00eas est\u00e3o desamarrando o jumentinho?\u201d, digam somente: \u2018Porque o Senhor precisa dele<\/em>\u201d. A repeti\u00e7\u00e3o indica a necessidade de se fazer a prepara\u00e7\u00e3o da entrada na capital de forma clandestina, sutil, sem alarde. Se dissessem a verdade, a entrada em Jerusal\u00e9m seria proibida pelas for\u00e7as de repress\u00e3o do governador Pilatos.<\/p>\n<p>Com os \u201cpr\u00f3prios mantos\u201d prepararam o jumentinho para Jesus montar (Lc 19,35). Foi com o pouco de cada um\/a que a entrada de Jesus em Jerusal\u00e9m foi realizada. A alegria era grande no cora\u00e7\u00e3o dos disc\u00edpulos e disc\u00edpulas, na sua maioria, camponeses. \u201c<em>Bendito o que vem como rei<\/em>&#8230;\u201d (Lc 19,38). O Evangelho de Mateus nos informa que as disc\u00edpulas e os disc\u00edpulos de Jesus festejavam gritando: \u201c<em>Hosana<\/em> ao filho de Davi! <em>Hosana<\/em> no mais alto do c\u00e9u!\u201d (Mt 21,9). A palavra hebraica \u2018hosana\u2019 nos soa como uma exclama\u00e7\u00e3o, como se fosse \u2018Viva! Viva!\u2019, mas conforme o salmo 118,25 a mesma palavra \u2018hosana\u2019 significa \u201cJav\u00e9, salva-nos!\u201d \u00a0Aqui h\u00e1 um trocadilho entre as palavras Jav\u00e9, Josu\u00e9 e Jesus, que t\u00eam a mesma raiz etimol\u00f3gica \u2018libertar\/salvar\u2019. Portanto, o sentido da aparente exclama\u00e7\u00e3o dos disc\u00edpulos se dirigindo a Jesus significa \u201cSalva-nos!\u201d. Mais do que exclama\u00e7\u00e3o, \u00e9 um pedido clamor dos disc\u00edpulos e disc\u00edpulas dirigido ao mestre Jesus. Nas entrelinhas, significa que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel auto-salva\u00e7\u00e3o e \u00e9 uma den\u00fancia contundente dos falsos \u2018salvadores da p\u00e1tria\u2019: governadores, imperador, sumo-sacerdote ou saduceus.<\/p>\n<p>O povo via em Jesus, pobre, desarmado e servo &#8211; anunciado pelo profeta Isa\u00edas (Is 42,1; 49,3; 52,13) &#8211; outro modelo de exercer o poder, n\u00e3o mais como domina\u00e7\u00e3o, mas como gerenciamento do bem comum. Quem aplaude Jesus entrando em Jerusal\u00e9m \u00e9 o povo, grupo organizado que segue Jesus desde a Galileia. O pov\u00e3o que cinco dias ap\u00f3s, na sexta-feira da paix\u00e3o, gritar\u00e1 \u201ccrucifica-o\u201d n\u00e3o \u00a0\u00e9 o mesmo povo do \u201cDomingo de Ramos\u201d. Trata-se da massa alienada que sobrevivia em torno do grande neg\u00f3cio que era o templo em Jerusal\u00e9m. Agem insuflados por fariseus que os estimulavam a gritar dirigindo-se a Jesus \u201ccrucifica-o\u201d. Logo, a partir desses dois relatos dos evangelhos \u2013 a entrada de Jesus em Jerusal\u00e9m e a crucifica\u00e7\u00e3o de Jesus \u2013 n\u00e3o se pode concluir que o povo \u00e9 como folha seca ao vento, uma \u2018Maria vai com as outras\u2019.<\/p>\n<p>Ao ouvir o an\u00fancio dos disc\u00edpulos \u2013 um novo jeito de exerc\u00edcio do poder \u2013, certo tipo de fariseu se incomoda e tenta sufocar aquele evangelho: \u00f3tima not\u00edcia para os pobres, mas p\u00e9ssima not\u00edcia para os opressores. Hipocritamente chamam Jesus de mestre, mas querem domestic\u00e1-lo, dom\u00e1-lo. \u201c<em>Manda que teus disc\u00edpulos se calem<\/em>.\u201d, impunham os que se julgavam salvos \u2013 \u2018cidad\u00e3os de bem\u2019 &#8211; e os mais religiosos. \u201cManda&#8230;!\u201d Dentro do paradigma \u201cmandar-obedecer\u201d, eles s\u00e3o os que mandam. N\u00e3o sabem dialogar, mas s\u00f3 impor. \u201cQue se calem!\u201d, gritam. Quem anuncia a paz como fruto da justi\u00e7a testemunha fraternidade e luta por justi\u00e7a verdadeira, o que incomoda um <em>status quo<\/em> opressor. Mas Jesus, em alto e bom som, com a autoridade de quem vive o que ensina, profetisa: \u201c<strong>Se meus disc\u00edpulos (profetas) se calarem, as pedras gritar\u00e3o<\/strong>\u201d (Lc 19,40). Esse alerta do galileu virou refr\u00e3o de m\u00fasica das Comunidades Eclesiais de Base \u00a0(CEBs), assim: \u201c<em>Se calarem a voz dos profetas, as pedras falar\u00e3o. Se fecharem uns poucos caminhos, mil trilhas nascer\u00e3o&#8230; O poder tem ra\u00edzes na areia, o tempo faz cair. Uni\u00e3o \u00e9 a rocha que o povo usou pra construir<\/em>&#8230;!\u201d<\/p>\n<p>Portanto, a m\u00edstica b\u00edblica da celebra\u00e7\u00e3o de Domingo de Ramos \u00e9: n\u00e3o cale os profetas e as profetisas, porque, sen\u00e3o, as pedras gritar\u00e3o! Surdos e obcecados pelo \u00eddolo capital, poderosos do mundo n\u00e3o ouvem os cientistas que est\u00e3o falando h\u00e1 muito tempo que a devasta\u00e7\u00e3o da natureza est\u00e1 levando ao aquecimento global e com isso as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas ser\u00e3o cada vez mais dram\u00e1ticas fazendo surgir doen\u00e7as cada vez mais perigosas, entre elas a COVID-19. Feliz quem ouve os verdadeiros profetas e as verdadeiras profetisas.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP\/SP; mestre em Exegese B\u00edblica pelo Pontif\u00edcio Instituto B\u00edblico, em Roma, It\u00e1lia; assessor da CPT, CEBI, SAB e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de \u201cMovimentos Sociais Populares e Direitos Humanos\u201d no IDH, em Belo Horizonte, MG. E-mail:\u00a0<a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a>\u00a0\u2013\u00a0<a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\/\">www.gilvander.org.br<\/a>\u00a0\u2013\u00a0<a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\/\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2013\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2013\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0Facebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Onze grandes festas judaicas do povo judeu, em Israel\/Palestina: 1) <strong>P\u00e1scoa<\/strong> (<em>pesach<\/em>, em hebraico &#8211; Jo 2,13; 13,1) era celebrada para comemorar a sa\u00edda do Egito e a liberta\u00e7\u00e3o do povo hebreu escravizado no Egito. O ato festivo do <em>Pesach<\/em> tinha de ser celebrado na fam\u00edlia ou em um grupo maior. Outrora, festejava-se no \u00e1trio do templo com os familiares. Mas devido \u00e0s massas que aflu\u00edam ao templo, vindas de longe, este se tornara pequeno, raz\u00e3o pela qual as festividades foram transferidas \u00e0s casas particulares da cidade. Continuava sendo feito no templo o abate dos cordeiros pascais, assados e comidos, por\u00e9m, nas casas. Antes de ser celebrado o <em>Pesach<\/em>, as casas tinham de ser purificadas de todos os restos de massa e p\u00e3es fermentados. A isto se faz refer\u00eancia o ap\u00f3stolo Paulo em 1Cor 5,7. A fam\u00edlia reunida para a Ceia Pascal (ou o <em>Seder<\/em>) seguia o seguinte ritual: o chefe da casa proferia uma palavra de b\u00ean\u00e7\u00e3o sobre o primeiro c\u00e1lice de vinho, dado a todos os\/as participantes. Eram comidas ent\u00e3o algumas ervas amargas. Antes de iniciar a refei\u00e7\u00e3o propriamente dita, algu\u00e9m, geralmente o filho mais jovem, perguntava ao pai pelo sentido e pela diferen\u00e7a desta refei\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais, pelo significado do cordeiro, das ervas. O chefe da fam\u00edlia ent\u00e3o respondia, chamando \u00e0 mem\u00f3ria os acontecimentos da liberta\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o do Egito. Chama-se a parte explicativa a &#8220;<em>Hagad\u00e1<\/em>&#8221; do <em>pesach<\/em>, enquanto a parte doxol\u00f3gica \u00e9 o assim chamado &#8220;<em>Halel<\/em>&#8220;. Ap\u00f3s isto, o c\u00e1lice novamente faz a roda entre os presentes. Come\u00e7a ent\u00e3o realmente a refei\u00e7\u00e3o, aberta com uma ora\u00e7\u00e3o. O encerramento consiste na ora\u00e7\u00e3o final e na recita\u00e7\u00e3o da segunda parte do &#8220;<em>Halel<\/em>&#8220;. 2) <strong>Tabern\u00e1culos\u00a0 ou Tendas<\/strong> (<em>Sukot<\/em>, em hebraico &#8211; Jo 7,2-8,20), era a <u>festa da \u00e1gua e da luz<\/u>; tamb\u00e9m de origem agr\u00e1ria. Recorda o tempo em que o povo vivia em Tendas no deserto. (Sem terras do Rio Grande do Sul vivem uma semana por ano em tendas para recordar o tempo dos acampamentos). \u00a03) <strong>Festa da<\/strong> <strong>Dedica\u00e7\u00e3o<\/strong> (Jo 10,21); 4) <strong>Jo 5,1: festa sem nome<\/strong>.); 5) <strong>Festa dos p\u00e3es \u00e1zimos (<\/strong><em>mazot<\/em>, em hebraico). 6) <strong>Festa de Pentecostes<\/strong> (<em>Shavu\u00f4t<\/em>, em hebraico). Originalmente era uma festa agr\u00e1ria na qual os judeus apresentavam os primeiros frutos (as prim\u00edcias) do campo ao Senhor. O povo da B\u00edblia se considerava as prim\u00edcias de YHWH. Logo o primeiro Pentecostes aconteceu na Alian\u00e7a no Monte Sinai, quando Deus celebrou sua alian\u00e7a com o povo escravizado. Segundo os Ess\u00eanios de Qunr\u00e3 havia tr\u00eas Pentecostes: a) o do Trigo; b) o do Vinho; c) o do \u00f3leo. 7) <strong>Dia da Expia\u00e7\u00e3o<\/strong> (<em>Yom Kippur<\/em>, em hebraico). N\u00e3o era festa de peregrina\u00e7\u00e3o, mas antes o grande dia de penit\u00eancia. O sumo-sacerdote era obrigado a oficiar naquele dia. Sacrificava em primeiro lugar um bode para os seus pr\u00f3prios pecados. A seguir, em rito solene, transferia os pecados do povo para um outro bode, o bode expiat\u00f3rio, mandando-o para o deserto. 8) <strong>Festa do Ano Novo<\/strong> (<em>Rosh hashanna<\/em>, em hebraico); celebrado dez dias antes de <em>Yom Kippur<\/em>. Para anunciar o in\u00edcio do novo ano \u00e9 tocado o <em>Shofar<\/em>, um instrumento de sopro feito de chifre de carneiro. Neste dia os judeus celebram o anivers\u00e1rio da Cria\u00e7\u00e3o. 9) <strong>Chanuka<\/strong>, uma festa de inverno, festa da luz, para relembrar a vit\u00f3ria dos asmoneus sobre rei Ant\u00edoco IV. 10) <strong>Festa do Purim<\/strong>, festa da comemora\u00e7\u00e3o da salva\u00e7\u00e3o dos judeus da persegui\u00e7\u00e3o persa como \u00e9 narrado no livro de Ester. 11) <strong>Festa da alegria pela Tor\u00e1<\/strong> (<em>Shimchat<\/em> Tor\u00e1, em hebraico); celebrada no final das festas do <em>Sukot<\/em>. Neste dia os judeus levam os rolos da Tor\u00e1 em solene prociss\u00e3o, seja dentro da sinagoga, seja ao ar livre.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Domingo de Ramos: Jesus e seu movimento entram clandestinamente em Jerusal\u00e9m (A partir de Lc 19,29-40) Frei Gilvander Moreira[1] Nas missas e nas celebra\u00e7\u00f5es da palavra, no Domingo de Ramos, in\u00edcio da Semana Santa, ouvimos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5968,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,38,49,27,30,29,43,1,26],"tags":[],"class_list":["post-61","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-direito-a-saude","category-direito-a-terra","category-direitos-humanos","category-fe-e-politica","category-movimentos-sociais-populares","category-pedagogia-emancipatoria","category-sem-categoria","category-teologia-da-libertacao"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61"}],"version-history":[{"count":4,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5972,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61\/revisions\/5972"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5968"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}