{"id":7055,"date":"2020-06-13T19:18:52","date_gmt":"2020-06-13T22:18:52","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=7055"},"modified":"2020-10-24T11:20:00","modified_gmt":"2020-10-24T14:20:00","slug":"%ef%bb%bfo-que-a-memoria-ama-fica-eterno-de-adelia-prado","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/%ef%bb%bfo-que-a-memoria-ama-fica-eterno-de-adelia-prado\/","title":{"rendered":"\ufeff\u201cO que a mem\u00f3ria ama, fica eterno\u201d, de Fab\u00edola Sim\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>\u201cO que a mem\u00f3ria ama, fica eterno\u201d, de Fab\u00edola Sim\u00f5es <\/strong> <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/O-que-a-mem\u00f3ria-ama-fica-eterno-Ad\u00e9lia-Pra.mp3\" autoplay><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Narra\u00e7\u00e3o<\/strong>:\nCarmem Imaculada de Brito<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cO que a mem\u00f3ria ama, fica eterno\u201d, de Fab\u00edola Sim\u00f5es <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp; Quando eu\nera pequena, n\u00e3o entendia o choro solto da minha m\u00e3e ao assistir a um filme,\nouvir uma m\u00fasica ou ler um livro. O que eu n\u00e3o sabia \u00e9 que minha m\u00e3e n\u00e3o\nchorava pelas coisas vis\u00edveis. Ela chorava pela eternidade que vivia dentro dela\ne que eu, na minha meninice, era incapaz de compreender. <\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp; O tempo\npassou e hoje me emociono diante das mesmas coisas, tocada por pequenos\nmilagres do cotidiano.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp; \u00c9 que a\nmem\u00f3ria \u00e9 contr\u00e1ria ao tempo. Enquanto o tempo leva a vida embora como vento, a\nmem\u00f3ria traz de volta o que realmente importa, eternizando momentos. Crian\u00e7as\nt\u00eam o tempo a seu favor e a mem\u00f3ria ainda \u00e9 muito recente. Para elas, um filme\n\u00e9 s\u00f3 um filme; uma melodia, s\u00f3 uma melodia. Ignoram o quanto a inf\u00e2ncia \u00e9\nimpregnada de eternidade.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp; Diante do\ntempo, envelhecemos, nossos filhos crescem, muita gente parte. Por\u00e9m, para a\nmem\u00f3ria, ainda somos jovens, atletas, amantes insaci\u00e1veis. Nossos filhos s\u00e3o\ncrian\u00e7as, nossos amigos est\u00e3o perto, nossos pais ainda vivem.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp; Quanto mais\nvivemos, mais eternidades criamos dentro da gente. Quando nos damos conta,\nnossos ba\u00fas secretos \u2013 porque a mem\u00f3ria \u00e9 dada a segredos \u2013 est\u00e3o recheados\ndaquilo que amamos, do que deixou saudade, do que doeu al\u00e9m da conta, do que\npermaneceu al\u00e9m do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp; A capacidade\nde se emocionar vem da\u00ed, quando nossos compartimentos s\u00e3o escancarados de\nalguma maneira. Um dia voc\u00ea liga o r\u00e1dio do carro e toca uma m\u00fasica qualquer,\nningu\u00e9m nota, mas aquela m\u00fasica j\u00e1 fez parte de voc\u00ea \u2013 foi o fundo musical de\num amor, ou a trilha sonora de uma fossa \u2013 e mesmo que tenham se passado anos,\nsua mem\u00f3ria afetiva n\u00e3o obedece a calend\u00e1rios, n\u00e3o caminha com as esta\u00e7\u00f5es;\nalguma parte de voc\u00ea volta no tempo e lembra aquela pessoa, aquele momento,\naquela \u00e9poca&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp; Amigos\nverdadeiros t\u00eam a capacidade de se eternizar dentro da gente. \u00c9 comum ver\namigos da juventude se reencontrando depois de anos \u2013 j\u00e1 adultos ou at\u00e9 idosos\n\u2013 e voltando a se comportar como adolescentes bobos e imaturos. Encontros de\nturma s\u00e3o especiais por isso, resgatam as pessoas que fomos, garotos cheios de\nalegria, engra\u00e7adinhos, capazes de atitudes infantis e debil\u00f3ides, como \u00e9ramos\nh\u00e1 20 ,30 ou 40 anos. Descobrimos que o tempo n\u00e3o passa para a mem\u00f3ria. Ela\neterniza amigos, brincadeiras, apelidos&#8230; mesmo que por fora restem cabelos\nbrancos, artroses e rugas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp; A mem\u00f3ria\nn\u00e3o permite que sejamos adultos perto de nossos pais. Nem eles percebem que\ncrescemos. Seremos sempre &#8220;as crian\u00e7as&#8221;, n\u00e3o importa se j\u00e1 temos 30,\n40 ou 50 anos. Pra eles, a lembran\u00e7a da casa cheia, das brigas entre irm\u00e3os,\ndas est\u00f3rias contadas ao cair da noite&#8230; ainda s\u00e3o muito recentes, pois a\nmem\u00f3ria amou, e aquilo se eternizou.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp; Por isso \u00e9\nt\u00e3o dif\u00edcil despedir-se de um amor ou algu\u00e9m especial que por algum motivo\ndeixou de fazer parte de nossas vidas. Dizem que o tempo cura tudo, mas n\u00e3o \u00e9\nsimples assim. Ele acalma os sentidos, apara as arestas, coloca um band-aid na\ndor. Mas aquilo que amamos tem voca\u00e7\u00e3o para emergir das profundezas, romper os\ncadeados e assombrar de vez em quando. Somos a soma de nossos afetos, e aquilo\nque amamos pode ser facilmente reativado por novos gatilhos: somos tra\u00eddos pelo\nenredo de um filme, uma m\u00fasica antiga, um lugar especial.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp; Do mesmo\nmodo, somos mem\u00f3rias vivas na vida de nossos filhos, c\u00f4njuges, ex-amores,\namigos, irm\u00e3os. E mesmo que o tempo nos leve daqui, seremos eternamente\nlembrados por aqueles que um dia nos amaram.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/adelia_prado_o_que_a_memoria_ama_fica_eterno_te_amo_com_lkzr0m5.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7057\" width=\"520\" height=\"272\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/adelia_prado_o_que_a_memoria_ama_fica_eterno_te_amo_com_lkzr0m5.jpg 600w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/adelia_prado_o_que_a_memoria_ama_fica_eterno_te_amo_com_lkzr0m5-300x158.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 520px) 100vw, 520px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Se gostar, compartilhe.\nSugerimos. <\/p>\n\n\n\n<p>*Inscreva-se no You\nTube, no Canal Frei Gilvander Luta pela Terra e por Direitos, no link:\nhttps:\/\/www.youtube.com\/user\/fgilvander, acione o sininho, receba as\nnotifica\u00e7\u00f5es de envio de v\u00eddeos e assista a diversos v\u00eddeos de luta por\ndireitos sociais. <\/p>\n\n\n\n<p>#FreiGilvander\n#NaLutaPorDireitos #PalavrasDeF\u00e9ComFreiGilvander #Cora\u00e7\u00e3oDaDivisa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cO que a mem\u00f3ria ama, fica eterno\u201d, de Fab\u00edola Sim\u00f5es Narra\u00e7\u00e3o: Carmem Imaculada de Brito \u201cO que a mem\u00f3ria ama, fica eterno\u201d, de Fab\u00edola Sim\u00f5es &nbsp;&nbsp; Quando eu era pequena, n\u00e3o entendia o choro solto<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":7057,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50,44,43,57,45],"tags":[],"class_list":["post-7055","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-audio-de-frei-gilvander","category-direito-a-memoria","category-pedagogia-emancipatoria","category-podcast","category-poesia"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7055","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7055"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7055\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8678,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7055\/revisions\/8678"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7057"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7055"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7055"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7055"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}