{"id":84,"date":"2011-07-14T17:51:17","date_gmt":"2011-07-14T20:51:17","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=84"},"modified":"2011-07-14T17:51:17","modified_gmt":"2011-07-14T20:51:17","slug":"3a-marcha-da-comunidade-dandara","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/3a-marcha-da-comunidade-dandara\/","title":{"rendered":"Dandara lutar\u00e1 at\u00e9 a vit\u00f3ria e seguir\u00e1 lutando"},"content":{"rendered":"<div dir=\"ltr\">\n<div align=\"center\"><strong><span style=\"font-size: 14pt;\">Dandara lutar\u00e1 at\u00e9 a vit\u00f3ria e seguir\u00e1 lutando<\/span><\/strong><\/div>\n<p align=\"center\" style=\"text-align: center;\"><em><strong>3<sup>a<\/sup> Marcha de Dandara at\u00e9 o centro de Belo Horizonte<\/strong><\/em><\/p>\n<p align=\"center\" style=\"text-align: center;\">Por Gilvander Lu\u00eds Moreira<a name=\"1312561fd00b0302_131248087dd4fc0b__ftnref1\">[1]<\/a> e Maria do Ros\u00e1rio<strong> Carneiro<\/strong><a name=\"1312561fd00b0302_131248087dd4fc0b__ftnref2\">[2]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eram 3:30h da madrugada do dia 5 de julho de 2011. Na Pra\u00e7a da Assembleia, ao lado do Centro Comunit\u00e1rio da Comunidade Dandara, no C\u00e9u Azul, regi\u00e3o da Nova Pampulha, \u2013<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">quando&nbsp; o c\u00e9u ainda estava salpicado de estrelas \u2013 regi\u00e3o n\u00e3o muito distante da suntuosa e megaloman\u00edaca Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, MG, Brasil, um belo horizonte se ensaiava para nascer \u2013 n\u00e3o apenas mais um dia, mas um dia hist\u00f3rico de luta das 950 fam\u00edlias dandarenses que, obstinadamente, lutam h\u00e1 2,3 anos n\u00e3o apenas pelo direito \u00e0 moradia, mas por moradia digna e pelo direito de se viver com dignidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 36pt;\">Envolvidos pelo frio e pela umidade de uma noite junina e pelas luzes cintilantes dos bairros circunvizinhos da capital mineira, eram mais de 2 mil pessoas reunidas: a Fam\u00edlia Dandara, com seus filhos e filhas dandarenses. Imagem inesquec\u00edvel que certamente ficar\u00e1 na retina de todos\/as que se reuniram ali.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 36pt;\">Em uma r\u00e1pida Assembleia Geral, sem microfone, todo o povo repetia as orienta\u00e7\u00f5es dadas pelas lideran\u00e7as para a 3<sup>a<\/sup> Marcha de Dandara que estava para se iniciar at\u00e9 o centro de Belo Horizonte. De repente, ap\u00f3s rezar e orar a ora\u00e7\u00e3o da fraternidade, o Pai Nosso, com a B\u00ean\u00e7\u00e3o do Deus da vida, em duas filas bem organizadas, os nove grandes grupos Dandara \u2013 do 1 ao 9 &#8211; come\u00e7aram a marchar. Uma faixa na frente anunciava o motivo da Marcha: \u201c<strong>Negocia\u00e7\u00e3o, sim; despejo, n\u00e3o.<\/strong>\u201d Mais de quinze faixas foram carregadas, mantendo um m\u00ednimo de sete metros entre uma e outra. A caminhada foi permeada de muita anima\u00e7\u00e3o, solidariedade m\u00fatua, cantos, ora\u00e7\u00e3o do Pai Nosso (de vez em quando), gritos de luta. Atrav\u00e9s de faixas e em gritos de luta, durante 10 horas de marcha um raio de luz fez o horizonte da capital mineira ficar mais belo. Muita gente ouviu, em alto e bom som: \u201c<em>950 fam\u00edlias de Dandara j\u00e1 constru\u00edram com f\u00e9, coragem e muita luta 800 casas de alvenaria<\/em>.\u201d \u201c<em>N\u00e3o aceitaremos ser despejados<\/em>!\u201d \u201c<em>Se a pol\u00edcia for nos despejar, haver\u00e1 massacre, pois resistiremos at\u00e9 o fim defendendo nossos direitos<\/em>.\u201d \u201c<em>O terreno ocupado pela comunidade Dandara estava abandonado h\u00e1 quatro d\u00e9cadas<\/em>.\u201d \u201c<em>A construtora Modelo devia (ainda deve?) mais de 2 milh\u00f5es de reais de IPTU<\/em>.\u201d \u201c<em>Propriet\u00e1rio que n\u00e3o cumpre a fun\u00e7\u00e3o social perde a propriedade<\/em>.\u201d \u201c<em>A construtora Modelo era dona do terreno, n\u00e3o \u00e9 mais, porque n\u00e3o cumpria a fun\u00e7\u00e3o social, condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel ao direito de propriedade previsto na Constitui\u00e7\u00e3o<\/em>.\u201d \u201c<em>Dandara luta pela constru\u00e7\u00e3o de uma cidade (e sociedade) que caiba todos e todas<\/em>.\u201d \u201cPovo organizado jamais ser\u00e1 pisado.\u201d Um canto embalava todos\/as os\/as marchantes. Dizia assim: \u201c<em>Daqui n\u00e3o saio, daqui ningu\u00e9m me tira, onde \u00e9 que eu vou morar. Eu n\u00e3o tenho paci\u00eancia de esperar, ainda mais com sete filhos onde \u00e9 que eu vou morar<\/em>&#8230;\u201d (bis).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 36pt;\">Alguns autom\u00f3veis da Rede de Apoio carregavam crian\u00e7as de colo e idosos que se cansaram na caminhada. Aos trabalhadores que, surpresos, olhavam a marcha, a fam\u00edlia Dandara dizia: \u201c<em>N\u00e3o fique a\u00ed parado, venha c\u00e1 pro nosso lado<\/em>.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 36pt;\">Uma senhora, em plena Av. Ant\u00f4nio Carlos, exclamou apontando para um exuberante p\u00e9 de Ip\u00ea, amea\u00e7ado pelas obras da COPA: \u201c<em>At\u00e9 o Ip\u00ea floriu para nos receber<\/em>!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 36pt;\">No port\u00e3o de entrada da UFMG<a name=\"1312561fd00b0302_131248087dd4fc0b__ftnref3\">[3]<\/a>, na Pampulha, houve 15 minutos de parada para um pequeno descanso. Algumas pessoas da Rede de Apoio partilharam 1.500 p\u00e3es. Suados j\u00e1 por 12 quil\u00f4metros de marcha, todos se fortaleciam n\u00e3o apenas com a energia do p\u00e3o, mas com o odor da solidariedade de quem comunga com a luta pela constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade que caiba todos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 36pt;\">Sem dinheiro, n\u00e3o tivemos como alugar um carro de som. A metade da marcha foi no gog\u00f3. Todos cantando e repetindo os gritos de luta. Mas eis, que j\u00e1 na Lagoinha, uma Kombi de som do Sind-UTE\/MG<a name=\"1312561fd00b0302_131248087dd4fc0b__ftnref4\">[4]<\/a> chegou e ofereceu o microfone para ampliar o grito que estava sendo inscrito na hist\u00f3ria de Belo Horizonte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 36pt;\">O viaduto ao lado da rodovi\u00e1ria foi completamente tomado pelo povo de Dandara. Ficou pequeno para a multid\u00e3o que se manifestava clamando por moradia e por dignidade. V\u00e1rios dandarenses que se revezavam no microfone diziam:<\/p>\n<p>\u201cQueremos apenas ser respeitados na nossa dignidade. N\u00e3o aceitaremos jamais o despejo. Com tanta gente sem casa e com tanta casa sem gente, ser\u00e1 uma grande covardia passar o trator da tropa de choque em cima das 800 casas de alvenaria que constru\u00edmos com sangue e suor. Para construir as 800 casas de Dandara j\u00e1 investimos mais de 10 milh\u00f5es de reais, cerca de 10 mil reais por casa. Parte desse dinheiro foi conquistado em empr\u00e9stimos banc\u00e1rios para ser pago em 2, 3 ou 4 anos. Destruir nossas casas e ficarmos, al\u00e9m de endividados, na rua? Jamais aceitaremos isso. Preferimos morrer na luta que voltar a sobreviver na humilha\u00e7\u00e3o da rua, em \u00e1reas de risco ou crucificados pelo aluguel. Queremos negocia\u00e7\u00e3o, sim; despejo, n\u00e3o! At\u00e9 a Presidenta Dilma, ao receber dom Joaquim Mol e frei Gilvander, se comprometeu em aplicar dinheiro do Governo Federal para ajudar a comunidade Dandara. Ali\u00e1s, a presidenta, ao olhar as fotografias de Dandara, disse: \u201c<em>Aqui j\u00e1 \u00e9 um bairro. Precisa \u00e9 ser urbanizado. Aqui n\u00e3o \u00e9 um aglomerado. Pode enquadrar Dandara no programa de urbaniza\u00e7\u00e3o de vilas. Assim voc\u00eas podem receber dinheiro do Governo Federal para melhorar as casas j\u00e1 constru\u00eddas e construir as que faltam. \u201cMas \u00e9 preciso que o prefeito ou o governador desapropriem a \u00e1rea<\/em>&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Quase toda a Imprensa de Belo Horizonte apareceu na marcha, mas salvo raras exce\u00e7\u00f5es, deram a vers\u00e3o que interessam ao <em>status quo<\/em>. Disseram \u00e0 exaust\u00e3o que \u201cos sem-casa da ocupa\u00e7\u00e3o Dandara estavam atrapalhando o tr\u00e2nsito.\u201d A quem se guia pelo senso comum, cego guiando cego, cabe recordar que, em \u00faltima inst\u00e2ncia, quem atrapalhou o tr\u00e2nsito foi o prefeito M\u00e1rcio Lacerda, que numa insensatez clamorosa persiste numa postura arrogante n\u00e3o admitindo dialogar com as Comunidades Dandara, Camilo Torres e Irm\u00e3 Dorothy. O Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 TJMG &#8211; tamb\u00e9m atrapalha o tr\u00e2nsito, porque ao conceder reintegra\u00e7\u00e3o de posse \u00e0 Construtora Modelo desrespeitou a Constitui\u00e7\u00e3o brasileira que n\u00e3o defende direito absoluto a propriedade, mas condiciona o direito a propriedade ao cumprimento da fun\u00e7\u00e3o social da propriedade. Logo, se o terreno estava abandonado h\u00e1 quatro d\u00e9cadas e nem IPTU a construtora estava pagando, \u00e9 \u00f3bvio que, segundo a Constitui\u00e7\u00e3o, ela perdeu a propriedade. Por isso consideramos a reintegra\u00e7\u00e3o de posse, definida pelo TJMG, algo inconstitucional, ilegal e imoral. \u00c9 uma clara ofensa a v\u00e1rios princ\u00edpios constitucionais, tais como, respeito \u00e0 dignidade humana, fun\u00e7\u00e3o social da propriedade, direito a moradia, republicanismo etc.<\/p>\n<p>A Pra\u00e7a Raul Soares, ali\u00e1s bem cuidada (por que se cuida mais das pra\u00e7as centrais da cidade do que dos pobres das periferias?), acolheu os 1.300 caminhantes que, suados e cansados, mas jamais desanimados, repousaram um pouco antes de partilhar um almo\u00e7o feito com muito amor por trabalhadoras que ap\u00f3iam Dandara.<\/p>\n<p>\u00c0s 13:00h est\u00e1vamos chegando na frente do F\u00f3rum Lafaiete, na Av. Augusto de Lima, no Barro Preto, centro da capital mineira. Metade da avenida foi toda tomada pela fam\u00edlia dandara que se manifestou ininterruptamente at\u00e9 \u00e0s 17:00h.<\/p>\n<p>Moradores\/ras de Dandara se revezaram no microfone dando seu testemunho sobre a justeza da luta de Dandara. Cantos e gritos de luta entremeavam a manifesta\u00e7\u00e3o de todos. Quanta sabedoria e quanta coragem manifestada! \u201c<em>Que sabedoria \u00e9 essa que vem do meu povo?! \u00c9 o esp\u00edrito Santo agindo de novo<\/em>.\u201d Ou: \u201c<em>Pai, eu te louvo, porque escondeste essas coisas aos poderosos e as revelastes aos pequeninos<\/em>\u201d, gritava feliz da vida o nosso cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma crian\u00e7a dandarense, a Ingrid, ao lado de outras crian\u00e7as, pediu o microfone. Cantaram \u201c<em>Oh Dandara, oh Dandara oh, a nossa luta aqui vale mais que ouro em p\u00f3<\/em>&#8230;\u201d e discursaram conclamando todos a lutar at\u00e9 o fim pelos nossos direitos. Dizia<\/p>\n<p>\u201cAntes de Dandara, a gente vivia humilhado. Na Dandara, levantamos a cabe\u00e7a e vivemos com dignidade. L\u00e1 vivemos em comunidade. N\u00e3o aceitaremos jamais despejo. Quero fazer outra den\u00fancia aqui: A Escola estadual Manoel Costa disse para minha m\u00e3e que eu n\u00e3o poderia estudar l\u00e1 por falta de vaga. Outra colega minha foi l\u00e1 e conseguiu vaga ap\u00f3s eu receber um n\u00e3o. A maioria das crian\u00e7as da Dandara est\u00e1 indo estudar em escolas de Ribeir\u00e3o das Neves. Temos que subir morro e descer morro para chegar \u00e0 escola. Estudamos, porque temos interesse e nossos pais nos incentivam. Mas a diretora precisa fazer uma reforma na escola e o Governo Estadual demorou mais de um semestre para repassar o dinheiro&#8230;\u201d<\/p>\n<p>\u00c0s 17:00h, sa\u00edram de dentro do F\u00f3rum os advogados de Dandara e tr\u00eas lideran\u00e7as da Comunidade que tinham participado da Audi\u00eancia presidida pelo juiz da 20a Vara C\u00edvel. Ao sinalizar com o dedo polegar \u201cpositivo\u201d o povo explodiu em festa, pois entendia que mais uma conquista tinha sido agarrada naquele dia hist\u00f3rico: 5 de julho de 2011. Os que participaram da audi\u00eancia explicaram para o povo as propostas encaminhadas. Iniciou-se uma mais uma tentativa de di\u00e1logo. t\u00e9cnicos da construtora, de Dandara, da prefeitura e do Minist\u00e9rio das Cidades se reunir\u00e3o dia 20 de julho para tentar acordar um projeto para encaixar Dandara em uma das linhas de cr\u00e9dito do Governo Federal. Dia 27 de julho haver\u00e1 outra reuni\u00e3o entre as partes no Minist\u00e9rio P\u00fablico e dia 04 de agosto, nova audi\u00eancia com o juiz. Oxal\u00e1 se consagre o in\u00edcio de um processo s\u00e9rio de negocia\u00e7\u00e3o que espante de vez o fantasma do despejo.<\/p>\n<p>O povo voltou para casa e na quarta-feira, \u00e0s 20:00h, na Comunidade Dandara, ap\u00f3s uma reuni\u00e3o da coordena\u00e7\u00e3o em que se avaliou a 3\u00aa Marcha e a Audi\u00eancia no Forum, houve uma grande Assembl\u00e9ia com toda a comunidade.<\/p>\n<p>Est\u00e1 claro para o povo que a luta continua! Que Dandara seguir\u00e1 se organizando, participando das reuni\u00f5es e assembleias, construindo a Igreja Ecum\u00eanica, a Creche, suas casas e as pessoas em um cont\u00ednuo processo de auto-gest\u00e3o e emancipa\u00e7\u00e3o libertadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 36pt;\">Nesta 3\u00aa marcha realizada pela Comunidade Dandara, todas as pessoas que t\u00eam ouvidos e olhos puderam ouvir e ver que a Comunidade Dandara \u00e9 \u201cum outro mundo poss\u00edvel\u201d. Constru\u00edda com base na solidariedade e na luta por justi\u00e7a social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 36pt;\">A forma como todo o processo foi conduzido revelou, a todo o momento, a presen\u00e7a do Deus da Vida que segue marchando com seu povo e a experi\u00eancia da \u201cmultiplica\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es\u201d de muitas formas foi acontecendo. \u00c9 a \u201cmarcha para a Terra Prometida\u201d. Terra que j\u00e1 foi conquistada e j\u00e1 est\u00e1 habitada pelo povo. Terra que pela Carta Magna do Brasil, a Constitui\u00e7\u00e3o, j\u00e1 est\u00e1 garantida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 36pt;\">Nestes 2,3 anos Dandara aprendeu ser Dandara. Traz nas art\u00e9rias o sangue da aguerrida companheira de Zumbi do Palmares, a estrategista. Mulher que lutou pelo fim da escravid\u00e3o, que sonhou e dan\u00e7ou com a liberdade. O C\u00e9u estrelado da madrugada do dia 5 de julho de 2011 que viu o povo de Dandara descer em marcha est\u00e1 confiante, esperando o dia em que o povo de Dandara dar\u00e1 o forte grito de Vit\u00f3ria. Vit\u00f3ria que est\u00e1 sendo conquistada passo a passo, com ternura, f\u00e9 e resist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 36pt;\">Belo Horizonte, MG, Brasil, 13 de julho de 2011<br clear=\"all\" \/> <\/p>\n<hr \/>\n<div>\n<div>\n<p><a name=\"1312561fd00b0302_131248087dd4fc0b__ftn1\">[1]<\/a> Frei e padre carmelita; mestre em Exegese B\u00edblica; professor do Evangelho de Lucas e Atos dos Ap\u00f3stolos, no Instituto Santo Tom\u00e1s de Aquino \u2013 ISTA -, em Belo Horizonte \u2013 e no Semin\u00e1rio da Arquidiocese de Mariana, MG; assessor da CPT, CEBI, SAB e Via Campesina; e-mail: <a target=\"_blank\" href=\"mailto:gilvander@igrejadocarmo.com.br\">gilvander@igrejadocarmo.com.br<\/a> \u2013 <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\/\">www.gilvander.org.br<\/a> \u2013 <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a> &#8211; facebook: gilvander.moreira<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"1312561fd00b0302_131248087dd4fc0b__ftn2\">[2]<\/a> Advogada do Centro Nacional de Defesa dos Direitos Humanos da Popula\u00e7\u00e3o em Situa\u00e7\u00e3o de Rua e dos Catadores de Material Recicl\u00e1vel, integrante da Comiss\u00e3o Pastoral da Terra \u2013 CPT\/MG \u2013, da Rede Nacional dos Advogados Populares \u2013 RENAP -, e da Rede de apoio \u00e0s Comunidades Camilo Torres, Dandara e Irm\u00e3 Dorothy; e-mail: <a target=\"_blank\" href=\"mailto:rosariofi2000@yahoo.com.br\">rosariofi2000@yahoo.com.br<\/a><\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<p><a name=\"1312561fd00b0302_131248087dd4fc0b__ftn3\">[3]<\/a> Universidade Federal de Minas Gerais.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<p><a name=\"1312561fd00b0302_131248087dd4fc0b__ftn4\">[4]<\/a> Sindicato \u00danico dos Trabalhadores em Educa\u00e7\u00e3o de Minas Gerais.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dandara lutar\u00e1 at\u00e9 a vit\u00f3ria e seguir\u00e1 lutando 3a Marcha de Dandara at\u00e9 o centro de Belo Horizonte Por Gilvander Lu\u00eds Moreira[1] e Maria do Ros\u00e1rio Carneiro[2] Eram 3:30h da madrugada do dia 5 de<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-84","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=84"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=84"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=84"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=84"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}