{"id":9856,"date":"2021-03-02T12:00:51","date_gmt":"2021-03-02T15:00:51","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=9856"},"modified":"2021-03-03T15:43:56","modified_gmt":"2021-03-03T18:43:56","slug":"linguagem-revolucionaria-instrumento-de-luta-por-frei-gilvander","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/linguagem-revolucionaria-instrumento-de-luta-por-frei-gilvander\/","title":{"rendered":"Linguagem revolucion\u00e1ria, instrumento de luta. Por Frei Gilvander"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Linguagem revolucion\u00e1ria, instrumento de luta<\/strong>. Por Frei Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\">[1]<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"646\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/dom-pedro-casaldaliga-latuff-scaled-1-1024x646.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9857\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/dom-pedro-casaldaliga-latuff-scaled-1-1024x646.jpeg 1024w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/dom-pedro-casaldaliga-latuff-scaled-1-300x189.jpeg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/dom-pedro-casaldaliga-latuff-scaled-1-768x484.jpeg 768w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/dom-pedro-casaldaliga-latuff-scaled-1.jpeg 1050w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Assim como ningu\u00e9m \u00e9 neutro e nem apol\u00edtico, a linguagem tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 neutra. Assim, precisamos estar atentos\/as na escolha das palavras que usamos, pois, muitas vezes, sem perceber, podemos usar uma linguagem que atende aos interesses dos opressores. Se estiv\u00e9ssemos em uma sociedade com rela\u00e7\u00f5es sociais justas e igualit\u00e1rias, todas as pessoas poderiam amar todos\/as da mesma forma, ser educado\/a e solid\u00e1rio\/a do mesmo jeito, indistintamente. Entretanto, estamos em uma sociedade com rela\u00e7\u00f5es sociais injustas, que reproduzem e ampliam cotidianamente a desigualdade social. Em uma sociedade marcada pelo antagonismo entre classes divididas, onde uma domina e a outra trabalha, entre uma que superexplora e se enriquece e outra, que \u00e9 expropriada de tudo, fica cada vez mais empobrecida e, muitas vezes, quem desrespeita, oprime, explora e violenta \u00e9 o mesmo que formula e implementa socialmente pela ideologia dominante os pretensos valores que todos\/as s\u00e3o induzidos a seguir. \u00c9 comum observarmos quando os explorados se unem, se irmanam e, de forma organizada, lutam pelos seus direitos serem chamados de \u201cviolentos\u201d, de \u201carruaceiros\u201d, de \u201cforas da lei\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para atender aos seus interesses de acumula\u00e7\u00e3o de capital e se manter no poder pol\u00edtico, a classe dominante sempre coloca os direitos individuais acima dos direitos sociais. Por outro lado, a classe trabalhadora e a classe camponesa precisam sempre (re)afirmar que os direitos sociais est\u00e3o acima dos direitos individuais. Por exemplo, diante do tr\u00e2nsito bloqueado pelo povo das Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas que lutam por moradia pr\u00f3pria e adequada, os da classe dominante e os aliados\/alienados que existem no meio da classe trabalhadora sempre gritam: \u201cEst\u00e3o atrapalhando o meu direito de ir e vir\u201d. Em resposta, o povo cansado de sobreviver de favor ou debaixo da cruz do aluguel, de cabe\u00e7a erguida, na luta por moradia adequada, grita em alto e bom som: \u201cO direito \u00e0 moradia, um direito humano b\u00e1sico e social, est\u00e1 acima do direito de uma minoria ir e vir. Os direitos individuais devem ser respeitados ap\u00f3s o cumprimento dos direitos sociais e n\u00e3o antes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em contexto de contradi\u00e7\u00e3o social que esgar\u00e7a os conflitos e desencadeia viol\u00eancia dos que controlam os poderes econ\u00f4mico, pol\u00edtico, jur\u00eddico e midi\u00e1tico, pedir para sermos simp\u00e1ticos diante de quem est\u00e1 desrespeitando e violentando outros \u00e9 compactuar com a falta de respeito e viol\u00eancia contra o outro. Pessoas moderadas e conciliadoras sempre dizem que \u201cn\u00e3o \u00e9 oportuno tratar de assuntos pol\u00eamicos e complexos\u201d. Em sociedades com imensa injusti\u00e7a social que promovem e alimentam o que gera desigualdade social crescente, as pessoas moderadas sempre prop\u00f5em que se \u201cespere o momento oportuno\u201d para tratar de assuntos pol\u00eamicos e complexos. Por\u00e9m, para as classes violentadas, sem enfrentar os momentos \u201cinoportunos\u201d, nunca haver\u00e1 \u201cmomento oportuno\u201d. Governo fascista e genocida n\u00e3o \u00e9 apenas incompetente para gerenciar pol\u00edticas p\u00fablicas, \u00e9 tamb\u00e9m eficiente para matar de muitas formas sorrateiras. Em uma sociedade com tremenda injusti\u00e7a social, o Estado n\u00e3o \u00e9 apenas omisso, mas c\u00famplice da classe dominante, que goza luxo, mas encontra-se manchada com o sangue dos inocentes.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Vale-assassina-2-Maxwell-Vilela-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9870\" width=\"462\" height=\"307\" srcset=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Vale-assassina-2-Maxwell-Vilela-1024x682.jpg 1024w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Vale-assassina-2-Maxwell-Vilela-300x200.jpg 300w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Vale-assassina-2-Maxwell-Vilela-768x512.jpg 768w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Vale-assassina-2-Maxwell-Vilela-420x280.jpg 420w, http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Vale-assassina-2-Maxwell-Vilela.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 462px) 100vw, 462px\" \/><figcaption><em>Moradores de C\u00f3rrego do Feij\u00e3o e parentes dos 272 mortos pela Vale S\/A clamam por justi\u00e7a \u2013 Foto de Maxwell Vilela<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Diante do Acord\u00e3o da mineradora Vale S\/A com Governo de Minas Gerais e Institui\u00e7\u00f5es de (In)justi\u00e7a, que usa e abusa da dor dos\/as atingidos\/as e pisoteia sobre seus direitos, \u00e9 preciso dizer que este acordo feito \u00e0s escondidas \u00e9 imoral e ser\u00e1 necessariamente lesivo para os interesses das v\u00edtimas que deveriam ser respeitadas como protagonistas. Mas o que ocorre \u00e9 que a Vale S\/A, criminosa e reincidente, continua sendo a protagonista no processo de negocia\u00e7\u00e3o, dando todas as cartas, dominando e transitando livremente nos territ\u00f3rios, negando demandas leg\u00edtimas de milhares de atingidos e de atingidas em toda a bacia do rio Paraopeba, em Minas Gerais. O caminho para a emancipa\u00e7\u00e3o humana e social passa necessariamente pela centralidade e incid\u00eancia dos oprimidos e v\u00edtimas deste grande crime\/trag\u00e9dia socioambiental, que v\u00eam tentando se organizar, apesar das in\u00fameras dificuldades impostas ainda pela pandemia da COVID-19, por meio de comiss\u00f5es, conselhos e espa\u00e7os participativos. Em uma sociedade desigual com estrondosa injusti\u00e7a social, a verdade est\u00e1 sempre do lado dos explorados e violentados. O explorador \u00e9 sempre mentiroso, mesmo que esteja travestido de verdade aparente. Em uma sociedade desigual e cruel, o normal e legal \u00e9 sempre canal para envenenar as rela\u00e7\u00f5es sociais. N\u00e3o h\u00e1 paz como fruto da justi\u00e7a onde h\u00e1 latif\u00fandio e agroneg\u00f3cio, pois estes s\u00e3o violentadores da classe camponesa, da m\u00e3e terra, da irm\u00e3 \u00e1gua e de toda a biodiversidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem violenta os terreiros, espa\u00e7os sagrados dos\/as irm\u00e3os\/\u00e3s do Candombl\u00e9 e da Umbanda, s\u00e3o traficantes da f\u00e9 crist\u00e3 e traidores do Evangelho de Jesus Cristo, pois est\u00e1 escrito na B\u00edblia que \u201ctodos\/as s\u00e3o imagem e semelhan\u00e7a de Deus\u201d (G\u00eanesis 1,27), \u201ctemplos do Esp\u00edrito Santo\u201d (1Cor\u00edntios 6,19) e o Deus da vida, mist\u00e9rio de infinito amor, \u201cn\u00e3o faz distin\u00e7\u00e3o de pessoas\u201d (Romanos 2,11).<\/p>\n\n\n\n<p>Se as mineradoras dizem \u2018mina\u2019, devemos dizer cratera, pois de fato este nome retrata com mais fidelidade a realidade. N\u00e3o dizem que \u00e9 cratera, porque tendem sempre a esconder os imensos estragos que causam. Diante das injusti\u00e7as sociais, os governos n\u00e3o s\u00e3o apenas omissos, s\u00e3o c\u00famplices, pois decidem de acordo com os interesses do capital. Assim, aqueles\/as que assumem o Governo n\u00e3o apenas praticam descaso, mas, na pr\u00e1tica, planejam como explorar e matar; n\u00e3o \u00e9 falta de recursos, \u00e9 op\u00e7\u00e3o por investir nos banqueiros e grandes empresas. O que o Estado aplica nas \u00e1reas sociais n\u00e3o \u00e9 \u201cgasto\u201d, mas investimento. N\u00e3o basta dizer \u201ca empresa\u201d est\u00e1 desrespeitando nossos direitos. \u00c9 preciso dizer o nome da empresa e denunciar empresas exploradoras apontando seus nomes. \u201cDar nome aos bois\u201d \u00e9 preciso. N\u00e3o bastar denunciar os grandes projetos, \u00e9 preciso dizer que eles s\u00e3o projetos de morte, inerentes ao sistema que tem nome: capitalismo, que \u00e9 m\u00e1quina de moer vidas, n\u00e3o apenas humanas, mas tamb\u00e9m vidas vegetais e animais de todos os ecossistemas. Logo, n\u00e3o basta resistir, \u00e9 preciso superarmos o sistema capitalista, o grande causador dos projetos de destrui\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso apontar nossa utopia: constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade socialista e respeitosa com as l\u00f3gicas e m\u00edsticas ancestrais dos Povos e Comunidades Tradicionais.<\/p>\n\n\n\n<p>O imprescind\u00edvel n\u00e3o \u00e9 falar \u201cdevemos ter esperan\u00e7a\u201d, mas gerar lutas que fazem parir a esperan\u00e7a, pois a esperan\u00e7a \u00e9 filha das lutas populares por direitos. Sem lutas por direitos a esperan\u00e7a se definha e morre aos poucos. A luta por direitos constr\u00f3i a esperan\u00e7a. Se militamos pela constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade do Bem Viver e Conviver, sob o signo da Ecologia Integral, nossa linguagem n\u00e3o pode ser polu\u00edda por palavras antiecol\u00f3gicas. Quando quiser reconhecer que algu\u00e9m brilha e \u00e9 uma pessoa lutadora n\u00e3o diga que ela \u201carrasou\u201d, pois quem arrasa s\u00e3o as mineradoras e o agroneg\u00f3cio perpetrado pela classe dominante e opressora com o fomento do Estado. N\u00e3o diga \u201cmenos favorecidos\u201d, pois a quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 de mais ou menos favorecidos. A quest\u00e3o \u00e9 de superexplora\u00e7\u00e3o de classe. Logo, mais do que \u201cmenos favorecidos\u201d, os pobres s\u00e3o empobrecidos, violentados. N\u00e3o lutamos apenas \u201cpor mais justi\u00e7a\u201d, mas pela constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade justa, pois a que temos n\u00e3o \u00e9 justa. N\u00e3o diga apenas que \u201cs\u00e3o inverdades\u201d, tenha a coragem de dizer \u201cs\u00e3o mentiras\u201d, pois n\u00e3o existem meias verdades e meias mentiras e \u201ca verdade liberta\u201d (Jo\u00e3o 8,32).<\/p>\n\n\n\n<p>Sabemos que a linguagem n\u00e3o \u00e9 tudo, mas sem linguagem revolucion\u00e1ria n\u00e3o se marcha rumo \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o. Linguagem revolucion\u00e1ria exige op\u00e7\u00e3o de classe, n\u00e3o ser racista, n\u00e3o ser homof\u00f3bica, n\u00e3o ser machista e nem patriarcal, n\u00e3o ser euroc\u00eantrica, nem antropoc\u00eantrica, nem antiecol\u00f3gica, mas, por outro lado, precisa expressar um jeito emancipat\u00f3rio diante de todas as opress\u00f5es. Sempre devemos nos perguntar: o jeito que analiso e me posiciono diante dos problemas e injusti\u00e7as beneficia a quem? Por isso, muitos que se dizem de \u2018esquerda\u2019, mas que levantam bandeiras espec\u00edficas e discursos monotem\u00e1ticos, devem lembrar que se faz mister buscar dialogar de forma transversal e solid\u00e1ria com as demais lutas e demandas do povo, tamb\u00e9m leg\u00edtimas. Por exemplo, \u00e9 contradit\u00f3rio algu\u00e9m do grupo LGBTQI+ lutar pelos seus direitos e discriminar o Povo e Comunidade Carroceira, que \u00e9 um Povo e Comunidade Tradicional com direitos garantidos pela Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 e pela Conven\u00e7\u00e3o 169 da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), da ONU.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 v\u00e1rias maneiras de ser c\u00famplice, para al\u00e9m do sil\u00eancio, da omiss\u00e3o e da in\u00e9rcia. Temos muito o que aprender com os povos origin\u00e1rios e tradicionais que nos ensinam todos os dias, h\u00e1 mil\u00eanios, que sem respeitar a M\u00e3e-Terra, a ancestralidade e a hist\u00f3ria dos povos, n\u00e3o teremos condi\u00e7\u00f5es de sustentar lutas objetivas e desvinculadas de um olhar diacr\u00f4nico. Se nossa linguagem, que normalmente \u00e9 fruto do que pensamos e fazemos, beneficiar \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o do <em>status quo<\/em> opressor, estaremos sendo c\u00famplice de opress\u00e3o.<a href=\"#_ftn2\">[2]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>02\/03\/2021<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.: Os v\u00eddeos nos links, abaixo, ilustram o assunto tratado acima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1 &#8211; Curso Teologias da Liberta\u00e7\u00e3o para os nossos dias \u2013 Aula 02. Por Marcelo Barros &#8211; 29\/7\/2020<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_69714\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/k1DVax64XCA?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>2 &#8211; Curso Teologias da Liberta\u00e7\u00e3o para os nossos dias \u2013 Aula 01 \u2013 Por Marcelo Barros &#8211; 22\/072020<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_62240\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_2rXLSMegHc?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>3 &#8211; Ocupa\u00e7\u00e3o Vicent\u00e3o\/BH: das trevas em um pr\u00e9dio, \u00e0 luz da liberta\u00e7\u00e3o pela moradia\/ 3a Parte.14\/1\/18<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_56844\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ur20cGyLjYY?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>4 &#8211; Celebra\u00e7\u00e3o da Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o na Ocupa\u00e7\u00e3o Paulo Freire, em Belo Horizonte, MG. 31\/05\/15<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_19774\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HYFIhwP8T3Y?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>5 &#8211; Palavra \u00c9tica, na TVC\/BH: Delze e Gilvander. Filosofia da Liberta\u00e7\u00e3o no II Congresso.. 23\/09\/14<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_13590\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HZWr2lixHsE?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>6 &#8211; Nancy Cardoso no II Congresso de Filosofia da Liberta\u00e7\u00e3o na UFRGS, dia 16 09 2014 em POA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_92873\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3QAQd11cJ5E?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>7 &#8211; Filosofia da Liberta\u00e7\u00e3o a partir dos povos Kaingang, com Pedro, parente Kaingang, 16\/09\/2014<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_83433\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rQuRBxWm20g?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP\/SP; mestre em Exegese B\u00edblica pelo Pontif\u00edcio Instituto B\u00edblico, em Roma, It\u00e1lia; agente da CPT, assessor do CEBI e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de \u201cMovimentos Sociais Populares e Direitos Humanos\u201d no IDH e de Teologia b\u00edblica no SAB (Servi\u00e7o de Anima\u00e7\u00e3o B\u00edblica), em Belo Horizonte, MG. E-mail:&nbsp;gilvanderlm@gmail.com&nbsp;\u2013&nbsp;www.gilvander.org.br&nbsp;\u2013&nbsp;www.freigilvander.blogspot.com.br&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;www.twitter.com\/gilvanderluis&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp; &nbsp;Facebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> Gratid\u00e3o \u00e0 Carmem Imaculada de Brito, doutora em Sociologia Pol\u00edtica pela UENF, que fez a revis\u00e3o deste texto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Linguagem revolucion\u00e1ria, instrumento de luta. Por Frei Gilvander Moreira[1] Assim como ningu\u00e9m \u00e9 neutro e nem apol\u00edtico, a linguagem tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 neutra. 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