{"id":10583,"date":"2021-08-10T17:45:24","date_gmt":"2021-08-10T20:45:24","guid":{"rendered":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=10583"},"modified":"2021-08-10T17:45:31","modified_gmt":"2021-08-10T20:45:31","slug":"injustica-agraria-e-raiz-da-injustica-social-por-frei-gilvander","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/injustica-agraria-e-raiz-da-injustica-social-por-frei-gilvander\/","title":{"rendered":"Injusti\u00e7a agr\u00e1ria \u00e9 raiz da injusti\u00e7a social. Por Frei Gilvander"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Injusti\u00e7a agr\u00e1ria \u00e9 raiz da injusti\u00e7a social<\/strong>. Por Frei Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"604\" src=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/agronegocio-e-a-questao-indigena-1-1024x604.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-10584\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/agronegocio-e-a-questao-indigena-1-1024x604.gif 1024w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/agronegocio-e-a-questao-indigena-1-300x177.gif 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/agronegocio-e-a-questao-indigena-1-768x453.gif 768w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/agronegocio-e-a-questao-indigena-1-1536x905.gif 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio da terceira d\u00e9cada do s\u00e9culo XXI, o momento dram\u00e1tico que vivenciamos exige de n\u00f3s uma compreens\u00e3o acurada do que \u00e9 e do potencial emancipat\u00f3rio da luta pela terra &#8211; transforma\u00e7\u00e3o <em>para melhor <\/em>das condi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas materiais objetivas para al\u00e9m do capital -, n\u00e3o apenas da necess\u00e1ria continuidade da luta pela terra, mas principalmente <em>como deve<\/em> ser continuada tal luta para reacender esperan\u00e7as e propostas gestadas por quem faz hist\u00f3ria com as pr\u00f3prias m\u00e3os, pois \u201c<em>nem os mortos estar\u00e3o seguros se o inimigo vencer<\/em>\u201d (BENJAMIN, 2012, p. 12). Como quem busca decifrar os mist\u00e9rios do que oprime, humilha, escraviza e mata camponeses e como algu\u00e9m que cultiva esperan\u00e7a contra toda desesperan\u00e7a, compreendemos a luta pela terra como pedagogia de emancipa\u00e7\u00e3o humana, mais do que emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. \u201c<em>A luta pela terra n\u00e3o se pode restringir, apenas e especificamente \u00e0 luta pelo direito do acesso \u00e0 terra; deve, isto sim, ser a luta contra quem est\u00e1 por tr\u00e1s da propriedade capitalista da terra, ou seja, o capital<\/em>\u201d (OLIVEIRA, 2007, p. 67). Ciente de que \u201c<em>n\u00e3o se consegue compreender a fundo um movimento social, se n\u00e3o se vive um pouco de suas raz\u00f5es e sentimentos<\/em>\u201d (CALDART, 1987, p. 13), compreendemos que a Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), n\u00e3o sendo movimentos homog\u00eaneos, entre dezenas de outros movimentos camponeses, transformam processualmente na luta sem-terra em Sem Terra, novo sujeito social e pol\u00edtico que, al\u00e9m de muitos bens necess\u00e1rios \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o da vida humana, produz pessoas humanizadas e humanizadoras, \u201c<em>seres humanos que assumem coletivamente a condi\u00e7\u00e3o de sujeitos de seu pr\u00f3prio destino, social e humano<\/em>\u201d (CALDART, 2012, p. 23).<\/p>\n\n\n\n<p>Marx termina o pref\u00e1cio da obra <em>Para a Cr\u00edtica da Economia Pol\u00edtica<\/em> impondo uma exig\u00eancia, fazendo analogia da ci\u00eancia com o inferno, citando Dante Alighieri na <em>Divina Com\u00e9dia<\/em>. \u201c<em>Na entrada para a Ci\u00eancia \u2013 como na entrada do Inferno \u2013 \u00e9 preciso impor a exig\u00eancia: Que aqui se afaste toda a suspeita \/ Que neste lugar se despreze toda a covardia<\/em>.)\u201d (MARX, 2005, p. 54). Nesse tom pesquisamos a luta pela terra enquanto pedagogia de emancipa\u00e7\u00e3o humana buscando superar suspeitas, d\u00favidas e covardias, sejam elas de qualquer origem, e para isso nos impomos uma exig\u00eancia: buscar rigor cient\u00edfico nas raz\u00f5es profundas da luta pela terra como possibilidade de emancipa\u00e7\u00e3o humana. \u00d3bvio que n\u00e3o qualquer rigor e nem qualquer ci\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Se algum tipo de reforma agr\u00e1ria, a economicista, j\u00e1 foi feita no Jap\u00e3o, na Europa e nos Estados Unidos, por que no Brasil n\u00e3o foi implementado, ainda, nenhum tipo de reforma agr\u00e1ria e muito menos uma revolu\u00e7\u00e3o agr\u00e1ria? Como compreender isso? Incomodado, indignado e inconformado diante dessas quest\u00f5es, ciente de que \u201c<em>no problema fundi\u00e1rio est\u00e1 o n\u00facleo das dificuldades para que o Pa\u00eds se modernize e se democratize<\/em>\u201d (MARTINS, 1999, p. 12), pesquisamos a luta pela terra em Minas Gerais, como pedagogia de emancipa\u00e7\u00e3o humana, na esperan\u00e7a de elaborar algo te\u00f3rico-pr\u00e1tico que sirva como um despertador e gerador de mais luta pela terra e, principalmente, com m\u00e9todos que apontam no rumo de emancipa\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n\n\n\n<p>Ciente de que uma sociedade n\u00e3o \u00e9 apenas \u201ctodos n\u00f3s\u201d ou \u201ctoda a popula\u00e7\u00e3o\u201d, mas assume diferentes identidades e caracter\u00edsticas dependendo do espa\u00e7o (Am\u00e9rica do Norte ou Latina, \u00c1sia, \u00c1frica, Europa ou Oceania) e do tempo (a sociedade do s\u00e9culo I da Era Crist\u00e3, do s\u00e9culo XVI ou a do s\u00e9culo XX, ou ainda a da d\u00e9cada de 1960 ou a atual), uma sociedade que gera barb\u00e1rie e mais barb\u00e1rie n\u00e3o existe simplesmente pela vontade dos latifundi\u00e1rios. N\u00e3o basta condenar moralmente o latif\u00fandio como sendo diab\u00f3lico, sat\u00e2nico e injusto, mas \u00e9 necess\u00e1rio desarticular as condi\u00e7\u00f5es materiais objetivas que sustentam uma sociedade latifundi\u00e1ria. Em que medida a luta pela terra tem minado essas condi\u00e7\u00f5es objetivas?<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto pedagogia de emancipa\u00e7\u00e3o humana, a luta pela terra est\u00e1 em crise no contexto do agroneg\u00f3cio que campeia com monoculturas brutalmente devastadoras ambientalmente, uso indiscriminado de agrot\u00f3xicos, utiliza\u00e7\u00e3o de tecnologias de transnacionais, de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o e aproveitamento de m\u00e3o de obra em situa\u00e7\u00e3o an\u00e1loga \u00e0 de escravid\u00e3o? O agroneg\u00f3cio est\u00e1 em crise, \u201c<em>pois, al\u00e9m de devorar energia e \u00e1gua, concentra terra e renda, provoca graves impactos ambientais, elimina empregos e n\u00e3o resolve a fome no mundo<\/em>\u201d (LEROY, 2010, p. 293).<\/p>\n\n\n\n<p>Na luta pela terra h\u00e1 luta pela terra que escraviza e h\u00e1 outras formas de lutar pela terra que emancipa? Mais do que lutar pela terra ou para al\u00e9m dela, a CPT e o MST t\u00eam como quest\u00e3o fundamental: que tipo de luta pela terra continuar fazendo?<\/p>\n\n\n\n<p>Buscar o ch\u00e3o concreto da media\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio, \u201cpartir da terra para atingir o c\u00e9u\u201d \u2013 c\u00e9u aqui mesmo na terra -, partir das camponesas e dos camponeses, trabalhadoras e trabalhadores, mulheres e homens reais, de carne e osso, conforme afirmam Marx e Engels, em <em>A ideologia alem\u00e3<\/em>: \u201c<em>A estrutura social e o Estado prov\u00eam constantemente do processo de vida de indiv\u00edduos determinados, mas desses indiv\u00edduos n\u00e3o como podem aparecer na imagina\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria ou alheia, mas sim tal como realmente s\u00e3o, quer dizer, tal como atuam, como produzem materialmente e, portanto, tal como desenvolvem suas atividades sob determinados limites, pressupostos e condi\u00e7\u00f5es materiais, independentes de seu arb\u00edtrio<\/em>\u201d (MARX; ENGELS, 2007, p. 93).<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o podemos esquecer o dinamismo da pr\u00e1xis transformadora da classe trabalhadora e do campesinato como sujeitos hist\u00f3ricos. No Brasil com a brutal injusti\u00e7a social, agr\u00e1ria, ambiental e urbana, \u00e9 vital usarmos como instrumental de an\u00e1lise da realidade o materialismo hist\u00f3rico-dial\u00e9tico, enquanto ci\u00eancia filos\u00f3fica marxista que compreende sociologicamente o que caracterizam a vida da sociedade, sua evolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e a pr\u00e1tica social dos indiv\u00edduos, no desenvolvimento da humanidade, sempre como uma realidade material permeada de contradi\u00e7\u00f5es, viol\u00eancia e explora\u00e7\u00e3o que moldam o jeito das pessoas pensarem e agirem, enquadrando-as geralmente dentro da ideologia dominante, que \u00e9 imprescind\u00edvel para a reprodu\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es sociais de superexplora\u00e7\u00e3o. Criado por Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895), o materialismo hist\u00f3rico-dial\u00e9tico \u00e9 uma perspectiva te\u00f3rica, metodol\u00f3gica e anal\u00edtica para compreender a din\u00e2mica e as transforma\u00e7\u00f5es da hist\u00f3ria e das sociedades humanas. O termo \u2018materialismo\u2019 diz respeito \u00e0 condi\u00e7\u00e3o material da exist\u00eancia humana e n\u00e3o tem nada a ver com ate\u00edsmo, o termo \u2018hist\u00f3rico\u2019 parte do entendimento de que a compreens\u00e3o da exist\u00eancia humana implica na apreens\u00e3o de seus condicionantes hist\u00f3ricos, e o termo \u2018dial\u00e9tico\u2019 tem como pressuposto o movimento da contradi\u00e7\u00e3o produzida na pr\u00f3pria hist\u00f3ria. Enfim, somente com instrumentais te\u00f3ricos cr\u00edticos podemos analisar uma realidade violenta e violentadora e esbo\u00e7ar caminhos emancipat\u00f3rios. Neste sentido, a injusti\u00e7a agr\u00e1ria e uma estrutura fundi\u00e1ria pautada no latif\u00fandio \u00e9 a raiz maior causadora da injusti\u00e7a social e da brutal desigualdade social.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>BENJAMIN, Walter. <strong>O anjo da hist\u00f3ria.<\/strong> Organiza\u00e7\u00e3o e tradu\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Barrento. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>CALDART, Roseli Salete. <strong>Pedagogia do Movimento Sem Terra. <\/strong>4\u00aa Ed. S\u00e3o Paulo: Express\u00e3o Popular, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>______. <strong>Sem Terra Com Poesia<\/strong>. Petr\u00f3polis: Vozes, 1987.<\/p>\n\n\n\n<p>LEROY, Jean Pierre. <strong>Territ\u00f3rios do futuro: <\/strong>educa\u00e7\u00e3o, meio ambiente e a\u00e7\u00e3o coletiva. Rio de Janeiro: Funda\u00e7\u00e3o Heinrich B\u00f6ll\/Lamparina Editora, 2010.<\/p>\n\n\n\n<p>MARTINS, Jos\u00e9 de Souza. <strong>O poder do atraso:<\/strong> <strong>ensaios de Sociologia da Hist\u00f3ria Lenta.<\/strong> 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: HUCITEC, 1999.<\/p>\n\n\n\n<p>MARX, Karl. <strong>Karl Marx: para a cr\u00edtica da Economia Pol\u00edtica, Do Capital, O Rendimento e suas fontes. <\/strong>S\u00e3o Paulo: Editora Nova Cultural Ltda, 2005.<\/p>\n\n\n\n<p>MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A Ideologia Alem\u00e3: cr\u00edtica da mais recente Filosofia alem\u00e3 em seus representantes Feuerbach, B. Bauer e Stirner, e do socialismo alem\u00e3o em seus diferentes profetas (1845-1846). S\u00e3o Paulo: Boitempo Editorial, 2007.<\/p>\n\n\n\n<p>OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de. <strong>Modo de Produ\u00e7\u00e3o Capitalista, Agricultura e Reforma Agr\u00e1ria. <\/strong>S\u00e3o Paulo: Labur Edi\u00e7\u00f5es, 2007. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.geografia.fflch.usp.br\/graduacao\/apoio\/Apoio\/Apoio_Valeria\/Pdf\/Livro_ari.pdf\">http:\/\/www.geografia.fflch.usp.br\/graduacao\/apoio\/Apoio\/Apoio_Valeria\/Pdf\/Livro_ari.pdf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>10\/08\/2021<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs.: Os v\u00eddeos nos links, abaixo, ilustram o assunto tratado acima.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>1 &#8211; Acampamento P\u00e1tria Livre\/MG: 600 fam\u00edlias v\u00edtimas\/crime Vale\/Estado\/ injusti\u00e7a agr\u00e1ria\/08\/1\/2019<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_20040\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_NJQUPxMIf0?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>2 &#8211; Despejo de Ocupa\u00e7\u00e3o em Mirav\u00e2nia, norte de MG: imensa injusti\u00e7a agr\u00e1ria e social. V\u00eddeo 1. 09\/7\/2019<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_30189\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/0BQ8NY7b4kM?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>3 &#8211; Injusti\u00e7a Agr\u00e1ria em MG: Dr. Afonso Henrique\/MP denuncia: N\u00e3o h\u00e1 Reforma Agr\u00e1ria. 21\/01\/2013<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_47035\"  width=\"810\" height=\"608\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"608\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9m7hUi4enYQ?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>4 &#8211; Rompimento de talude em mina da Itaminas em Sarzedo\/MG, 09\/8\/21: Novas trag\u00e9dias sendo constru\u00eddas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_28547\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/nv-qq-CVWq4?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>5 &#8211; CPT-MG 40 anos &#8211; Madalena: &#8220;Nossa luta \u00e9 contra o latif\u00fandio, arma mort\u00edfera&#8221; &#8211; V\u00eddeo 5 &#8211; 07\/3\/2018<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_68092\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/TBbgAKHgi70?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>6 &#8211; Amea\u00e7ado por lutar contra o latif\u00fandio, DIM CABRAL, da Cooerco.SD, Uberl\u00e2ndia\/MG. Justi\u00e7a! 24\/5\/18<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_96567\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/E_IbaOhjSyc?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>7 &#8211; Viol\u00eancia do latif\u00fandio cresce no norte de MG\/Audi\u00eancia P\u00fablica\/ALMG\/Toninho do MST. 25\/4\/2018<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_51087\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QLEZ1zgwvcI?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP\/SP; mestre em Exegese B\u00edblica pelo Pontif\u00edcio Instituto B\u00edblico, em Roma, It\u00e1lia; agente e assessor da CPT\/MG, assessor do CEBI e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de Teologia b\u00edblica no SAB (Servi\u00e7o de Anima\u00e7\u00e3o B\u00edblica), em Belo Horizonte, MG. E-mail:&nbsp;<a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> &nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;Facebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Injusti\u00e7a agr\u00e1ria \u00e9 raiz da injusti\u00e7a social. Por Frei Gilvander Moreira[1] No in\u00edcio da terceira d\u00e9cada do s\u00e9culo XXI, o momento dram\u00e1tico que vivenciamos exige de n\u00f3s uma compreens\u00e3o acurada do que \u00e9 e do<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10584,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,44,49,27,25,43,18],"tags":[],"class_list":["post-10583","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-direito-a-memoria","category-direito-a-terra","category-direitos-humanos","category-luta-pela-terra-e-reforma-agraria","category-pedagogia-emancipatoria","category-videos-de-frei-gilvander"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10583","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10583"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10583\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10586,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10583\/revisions\/10586"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10584"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10583"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10583"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10583"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}