{"id":10591,"date":"2021-08-14T07:18:57","date_gmt":"2021-08-14T10:18:57","guid":{"rendered":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=10591"},"modified":"2021-08-14T07:18:59","modified_gmt":"2021-08-14T10:18:59","slug":"manifesto-pela-protecao-da-vida-e-da-cultura-de-piedade-do-paraopeba-em-brumadinho-mg-basta-de-devastacao-por-mineracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/manifesto-pela-protecao-da-vida-e-da-cultura-de-piedade-do-paraopeba-em-brumadinho-mg-basta-de-devastacao-por-mineracao\/","title":{"rendered":"Manifesto pela prote\u00e7\u00e3o da vida e da cultura de Piedade do Paraopeba, em Brumadinho, MG. Basta de devasta\u00e7\u00e3o por minera\u00e7\u00e3o!"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Manifesto pela prote\u00e7\u00e3o da vida e da cultura de Piedade do Paraopeba<\/strong>, <strong>em Brumadinho, MG. Basta de devasta\u00e7\u00e3o por minera\u00e7\u00e3o!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Manifesto-MG-1024x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10592\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Manifesto-MG-1024x1024.jpeg 1024w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Manifesto-MG-300x300.jpeg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Manifesto-MG-150x150.jpeg 150w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Manifesto-MG-768x768.jpeg 768w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Manifesto-MG.jpeg 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Comunidade de Piedade do Paraopeba, localizada em Brumadinho (MG), est\u00e1 em risco e exige&nbsp;&#8220;descomissionamento j\u00e1!&#8221; de barragem de rejeito da mineradora Vallourec.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Organiza\u00e7\u00f5es regionais e nacionais, comunidades locais, pastorais sociais, entidades eclesiais, grupos de pesquisa de universidades e movimentos sociais lan\u00e7am manifesto em que denunciam a destrui\u00e7\u00e3o provocada pela minera\u00e7\u00e3o no estado de Minas Gerais e exigem que o descomissionamento das barragens das mineradoras comece pela comunidade de Piedade do Paraopeba, localizada na zona rural do munic\u00edpio de Brumadinho (MG).<\/p>\n\n\n\n<p>A comunidade est\u00e1 em risco em virtude da barragem de rejeitos\/sedimentos de minera\u00e7\u00e3o \u201cSanta B\u00e1rbara\u201d, integrante do complexo da Mina Pau Branco, de propriedade da mineradora Vallourec. A barragem, localizada h\u00e1 apenas 1km da sede do distrito de Piedade do Paraopeba, possui estrutura que funciona h\u00e1 mais de&nbsp;25 anos, local onde se acumula rejeitos&nbsp;resultantes de fases de tratamento do min\u00e9rio de ferro.<\/p>\n\n\n\n<p>Na zona denominada de &#8220;autossalvamento&#8221; da barragem est\u00e3o localizadas cerca de 400 fam\u00edlias, um rico patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e a escola municipal Padre Xisto.&nbsp;A comunidade de Piedade do Paraopeba tem origem no final do s\u00e9culo XVII. Sua relev\u00e2ncia cultural \u00e9 reconhecida pelo tombamento da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade, por meio do Decreto Municipal n\u00ba 024\/2020.<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente, com a mudan\u00e7a no n\u00edvel de risco da barragem,&nbsp;a Vallourec&nbsp;est\u00e1 implantando um projeto sem licen\u00e7a ambiental, o que implicar\u00e1 em uma amplia\u00e7\u00e3o&nbsp;ainda maior da \u00e1rea de dep\u00f3sito de rejeitos, colocando, assim, fam\u00edlias&nbsp;expostas a mais amea\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp; comunidade de Piedade do Paraopeba exige o respeito ao seu direito de viver sem a presen\u00e7a barragem de rejeito de minera\u00e7\u00e3o em seu territ\u00f3rio.&nbsp;<strong>Leia o manifesto na \u00edntegra:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Manifesto pela prote\u00e7\u00e3o da vida e da cultura de Piedade do Paraopeba<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A minera\u00e7\u00e3o \u00e9 uma atividade econ\u00f4mica realizada com o \u00fanico objetivo de promover a acumula\u00e7\u00e3o do capital, por meio de uma complexa cadeia mercantil que distribui, de forma absolutamente desigual, a riqueza e a mis\u00e9ria entre os pa\u00edses integrantes da economia-mundo capitalista. Os pa\u00edses perif\u00e9ricos se inserem na cadeia mercantil como fornecedores de bens minerais (baixo valor agregado) e consumidores de bens tecnol\u00f3gicos (alto valor agregado), obtendo uma reduzida participa\u00e7\u00e3o na riqueza mundial e suportando os danos e preju\u00edzos ocasionados pelas atividades miner\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>A extra\u00e7\u00e3o de bens minerais nos pa\u00edses perif\u00e9ricos \u00e9 feita com a destrui\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es socioambientais que proporcionam vida digna e bem-estar \u00e0 popula\u00e7\u00e3o vivente nos territ\u00f3rios miner\u00e1rios. Os bens da natureza s\u00e3o destru\u00eddos pela implanta\u00e7\u00e3o de grandes empreendimentos miner\u00e1rios; s\u00e3o consumidos pela insaci\u00e1vel fome do capital; s\u00e3o profanados para o culto do novo Deus do mundo moderno: o capital.<\/p>\n\n\n\n<p>A destrui\u00e7\u00e3o, o consumo e a profana\u00e7\u00e3o dos bens da natureza ocorrem,&nbsp;<em>pari passu<\/em>, com a destrui\u00e7\u00e3o da vida em todas as suas formas, com o consumo das pessoas pela ind\u00fastria miner\u00e1ria, com a profana\u00e7\u00e3o dos modos de ser e viver existentes no territ\u00f3rio violado pela minera\u00e7\u00e3o. A morte, o sofrimento, a ang\u00fastia, o medo, a mis\u00e9ria s\u00e3o os sentimentos que tomam a vida das pessoas viventes nos territ\u00f3rios com minera\u00e7\u00e3o. A paz de esp\u00edrito, a alegria de viver, a amizade, a identidade coletiva e a qualidade de vida se esvaem a partir da implanta\u00e7\u00e3o de grandes empreendimentos miner\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>O estado de Minas Gerais \u00e9 um dos palcos principais da f\u00faria destruidora do capital miner\u00e1rio. Os maiores crimes socioambientais da hist\u00f3ria brasileira, provocados pela ind\u00fastria extrativa, ocorreram no estado e despertaram a sociedade de Minas Gerais para a necessidade de mudan\u00e7as no marco regulat\u00f3rio do setor de minera\u00e7\u00e3o, especialmente nas regras que permitem a concess\u00e3o de licen\u00e7as ambientais para a implanta\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o de grandes empreendimentos miner\u00e1rios. A continuidade do atual modelo miner\u00e1rio e do atual regime de concess\u00e3o de licen\u00e7as ambientais significa a destrui\u00e7\u00e3o progressiva das condi\u00e7\u00f5es socioambientais que regem a vida e que proporcionam o bem-estar \u00e0 popula\u00e7\u00e3o deste estado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das principais propostas de mudan\u00e7a no atual modelo de regula\u00e7\u00e3o das atividades miner\u00e1rias foi apresentada logo ap\u00f3s o rompimento da barragem de rejeitos de minera\u00e7\u00e3o denominada \u201cFund\u00e3o\u201d, administrada pela Samarco Minera\u00e7\u00e3o S\/A e localizada no munic\u00edpio de Mariana\/MG. O rompimento da barragem, ocorrido no dia 05\/11\/2015, despejou 62 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de lama no Rio Doce, ocasionado a morte do rio, a priva\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 \u00e1gua pela popula\u00e7\u00e3o de mais de 230 munic\u00edpios dos estados de Minas Gerais e Esp\u00edrito Santo, a morte de fauna aqu\u00e1tica, a destruindo vilas e vilarejos e a morte de 19 pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em resposta \u00e0 postura assassina do capital miner\u00e1rio, foi apresentada, \u00e0 Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais, um Projeto de Lei de Iniciativa Popular, que contou a assinatura de 56 mil cidad\u00e3os e foi batizado popularmente de \u201cLei Mar de Lama Nunca Mais\u201d, com propostas de altera\u00e7\u00e3o nas regras de licenciamento ambiental de atividades miner\u00e1rias no Estado de Minas Gerais.<\/p>\n\n\n\n<p>A coniv\u00eancia do Poder P\u00fablico com os crimes das mineradoras se fez sentir no engavetamento do Projeto de Lei \u201cMar de Lama Nunca Mais\u201d. Foi preciso a ocorr\u00eancia de um crime socioambiental ainda mais grave, provocado pela ind\u00fastria extrativa, para que os deputados estaduais mineiros se dispusessem a aprovar mudan\u00e7as nas regras de licenciamento ambiental das atividades miner\u00e1rias em Minas Gerais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse crime socioambiental ocorreu no dia 25\/01\/2019. O rompimento da barragem da Mina C\u00f3rrego do Feij\u00e3o, localizada no munic\u00edpio de Brumadinho, ocasionou a destrui\u00e7\u00e3o do Rio Paraopeba, da forma de vida da popula\u00e7\u00e3o ribeirinha e a morte de 259 pessoas e o desaparecimento de outras 11 pessoas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A destrui\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es socioambientais de vida e o assassinato em massa da popula\u00e7\u00e3o mineira, ocasionado por sucessivos crimes ambientais praticados por mineradoras, mobilizou a sociedade mineira para exigir a aprova\u00e7\u00e3o do Projeto de Lei \u201cMar de Lama Nunca Mais\u201d. A luta social deu origem \u00e0 Lei Estadual n\u00ba 23.291, de 25 de fevereiro de 2019, que assegura in\u00fameros direitos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o que vive nos territ\u00f3rios com minera\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A \u201cLei Mar de Lama Nunca Mais\u201d reconhece que todas as pessoas t\u00eam o direito de viver em locais sem a presen\u00e7a de barragens de rejeito de minera\u00e7\u00e3o. As pessoas t\u00eam o direito de viver sem o medo e a ang\u00fastia de verem suas vidas destru\u00eddas por um mar de lama t\u00f3xica proveniente de poss\u00edveis rompimentos de barragens de rejeitos de minera\u00e7\u00e3o. O artigo 12 da Lei Estadual n\u00ba 23.291\/2019 disp\u00f5e que: \u201cFica vedada a concess\u00e3o de licen\u00e7a ambiental para constru\u00e7\u00e3o, instala\u00e7\u00e3o, amplia\u00e7\u00e3o ou alteamento de barragem em cujos estudos de cen\u00e1rios de rupturas seja identificada comunidade na zona de autossalvamento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse direito foi conquistado pela luta de diversos movimentos sociais, com o objetivo de superar o car\u00e1ter destrutivo, predat\u00f3rio e opressor da atividade miner\u00e1ria e de garantir a vida, a dignidade e o bem-estar da popula\u00e7\u00e3o que vive nos territ\u00f3rios com minera\u00e7\u00e3o. N\u00e3o basta, contudo, o reconhecimento formal desse direito. \u00c9 preciso que todas as barragens de rejeito e ou sedimentos de minera\u00e7\u00e3o, cujos cen\u00e1rios de ruptura apontem para o atingimento de comunidades humanas, sejam imediatamente descomissionadas.<\/p>\n\n\n\n<p>A luta social deve se concentrar, agora, na exig\u00eancia de que as empresas mineradoras e o Poder P\u00fablico respeitem o direito das pessoas de viverem em locais sem a exist\u00eancia de barragens de minera\u00e7\u00e3o, previsto no artigo 12 da Lei Estadual n\u00ba 23.291\/2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Propomos, ent\u00e3o, que a luta pelo descomissionamento das barragens das mineradoras comece pela comunidade de Piedade do Paraopeba, localizada na zona rural do munic\u00edpio de Brumadinho\/MG. A comunidade de Piedade do Paraopeba tem origem no final do s\u00e9culo XVII, com a chegada de bandeirantes em busca de ouro. A relev\u00e2ncia cultural da comunidade de Piedade do Paraopeba \u00e9 reconhecida pelo tombamento da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade, por meio do Decreto Municipal n\u00ba 024\/2020.<\/p>\n\n\n\n<p>A comunidade de Piedade do Paraopeba est\u00e1 em risco em virtude da barragem de rejeitos\/sedimentos de minera\u00e7\u00e3o \u201cSanta B\u00e1rbara\u201d, integrante do complexo da Mina Pau Branco, de propriedade da mineradora Vallourec. A barragem est\u00e1 localizada a aproximadamente 1 km da sede do distrito de Piedade do Paraopeba. Essa estrutura est\u00e1 em funcionamento h\u00e1 mais de 25 anos, onde a empresa deposita o que ela denomina \u201csedimentos\u201d, que s\u00e3o resultantes da atividade miner\u00e1ria, mas na verdade, a barragem tamb\u00e9m comporta rejeitos resultantes de fases de tratamento do min\u00e9rio de ferro. Na zona de autossalvamento, leia-se onde a lama vai destruir e matar caso a barragem venha a romper, est\u00e3o localizadas muitas fam\u00edlias, um rico patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e a escola municipal Padre Xisto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel visualizar a proximidade da barragem de rejeito \u201cSanta B\u00e1rbara\u201d com o distrito de Piedade do Paraopeba no mapa abaixo reproduzido:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"511\" src=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/mapa-piedade-paraopeba-1024x511.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-10593\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/mapa-piedade-paraopeba-1024x511.png 1024w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/mapa-piedade-paraopeba-300x150.png 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/mapa-piedade-paraopeba-768x383.png 768w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/mapa-piedade-paraopeba.png 1228w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>O MPE, ap\u00f3s den\u00fancias da comunidade e ap\u00f3s o crime cruel da Vale no C\u00f3rrego do Feij\u00e3o, instaurou um inqu\u00e9rito em torno da quest\u00e3o da Barragem Santa B\u00e1rbara, que resultou em uma A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica em junho de 2021.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em abril de 2021 a Ag\u00eancia Nacional de Minera\u00e7\u00e3o fez uma vistoria na barragem e o n\u00edvel de emerg\u00eancia saiu de 0 para o n\u00edvel 1, alegando que o vertedouro n\u00e3o comportaria um volume de chuva calculado numa previs\u00e3o de 500 anos. O ideal, nas normas da ANM, \u00e9 comportar uma previs\u00e3o de chuvas para 1000 anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a mudan\u00e7a do n\u00edvel de risco, a Vallourec anuncia uma obra de emerg\u00eancia. Entretanto, denunciamos aqui, que a empresa, de forma oportunista, aproveitou o que ela aponta como &#8220;gatilho emergencial&#8221;, ao nosso ver, para implementar uma obra de amplia\u00e7\u00e3o da \u00e1rea para dep\u00f3sito de rejeitos e &#8220;reordena\u00e7\u00e3o&#8221; das \u00e1guas fluviais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por mais absurdo que seja, a empresa planejava altear a barragem, mas com a lei mar de lama, aprovada em 2019, ela recuou e adaptou o projeto para outra forma de amplia\u00e7\u00e3o, classificada pela SUPRAM como Pilhas de Rejeitos-est\u00e9ril &#8211; minera\u00e7\u00e3o de ferro. Este projeto de amplia\u00e7\u00e3o ainda estava em fase de licenciamento ambiental.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Qual a situa\u00e7\u00e3o atual? A Vallourec est\u00e1 implantando uma obra que ningu\u00e9m sabe o que \u00e9! Uma obra que n\u00e3o tem licenciamento ambiental! Nenhum \u00f3rg\u00e3o fiscalizador est\u00e1 acompanhando, e pelas pouqu\u00edssimas informa\u00e7\u00f5es apresentadas pela empresa e pela observa\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>in loco<\/em>&nbsp;(no dia 22 de julho, que constatou-se uma grande \u00e1rea desmatada pela empresa, ao lado da barragem Santa Barbara &#8211; \u00e1rea de mata atl\u00e2ntica), reafirmamos a forte suspeita de que ela est\u00e1 ampliando sua \u00e1rea de dep\u00f3sitos de rejeitos.&nbsp;&nbsp;Cabe dizer que al\u00e9m da grande \u00e1rea desmatada, existe uma forte similaridade entre a \u00e1rea que sofreu a interven\u00e7\u00e3o e o projeto de alteamento que a empresa planejava implantar. Podemos ressaltar que a empresa Vallourec \u00e9 irrespons\u00e1vel e relapsa quanto a gest\u00e3o da barragem. Existem documentos que mostram isso, como uma consultoria que n\u00e3o atesta a estabilidade da barragem (parecer assinado no dia 06\/04\/2021) e a defesa civil do estado que declarou (13\/06\/2021) que o plano de conting\u00eancia da empresa \u00e9 insatisfat\u00f3rio (e mais grave, a defesa civil declara que nem pode considerar como um PAEBM \u2013 plano de a\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia para barragens). Ainda, documentos oficiais do ano de 2017 j\u00e1 apontavam a necessidade do \u201cfechamento\u201d da barragem \u2013 medidas no sentido do descomissionamento.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A comunidade de Piedade do Paraopeba exige o imediato descomissionamento da barragem de rejeito de minera\u00e7\u00e3o \u201cSanta B\u00e1rbara\u201d, integrante da Mina do Pau Branco da mineradora Vallourec. A comunidade de Piedade do Paraopeba exige o respeito ao seu direito de viver sem a presen\u00e7a barragem de rejeito de minera\u00e7\u00e3o em seu territ\u00f3rio, em estrito cumprimento do disposto no artigo 12 da Lei Estadual n\u00ba 23.291\/2019.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>12 de agosto de 2021, Piedade do Paraopeba, Brumadinho.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Assinam o manifesto organiza\u00e7\u00f5es e pessoas das comunidades locais: Piedade do Paraopeba, Palhano, Monte Cristo, Casa Branca, Aranha, Melo Franco, Marques e sede do munic\u00edpio de Brumadinho, al\u00e9m de organiza\u00e7\u00f5es regionais e nacionais, comunidades, pastorais sociais, entidades eclesiais, grupos de pesquisa de universidades e movimentos sociais:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em>A C Camargo Caner Center \/ Abrace a Serra da Moeda \/ Adriana Fonseca de Castro \/&nbsp;Adriana Guimar\u00e3es Machado Riail \u2013 Padaria e Sorveteria Riail&nbsp;\/&nbsp;Agda Pires&nbsp;\/&nbsp;Altino Brand\u00e3o de Oliveira&nbsp;\/&nbsp;Ailton Souza Saldanha \u2013 Torneart&nbsp;\/&nbsp;Andr\u00e9a Drummond de Sales&nbsp;\/ Andrea Souza \/ \u00c2ngela Guimar\u00e3es Pinto Dias &#8211; Prefeitura Municipal de Belo Horizonte \/ Angelica Queiroz \/ Alex Gon\u00e7alo Costa \/ Alexandre Vieira de Figueiredo \/ Amanda Ribeiro Carolino &#8211; Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de Minas Gerais \/ Amanda Vieira \/ Ana Paula de Almeida Rosa \/ Ana Paula de Souza Guimar\u00e3es \/ Ana Paula Duarte Souza \/Anelise Dutra \u2013 UFOP \/Andr\u00e9 Cardoso de Almeida \/ APROVAC \/ Associa\u00e7\u00e3o Artes &amp; Sabores &#8211; Piedade do Paraopeba \/ Associa\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria de Aranha \/&nbsp;Associa\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria dos Moradores de Marques&nbsp;\/ Associa\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria Regional de Casa Branca, ACR-CB \/ Associa\u00e7\u00e3o dos Franciscanos de Santa Maria dos Anjos \/&nbsp;Associa\u00e7\u00e3o do Jardim Casa Branca&nbsp;\/&nbsp;Associa\u00e7\u00e3o dos Moradores de Melo Franco&nbsp;\/ Associa\u00e7\u00e3o Quilombola de Pinh\u00f5es \/ Beatriz Cerqueira \u2013 Deputada Estadual \/ Bernadetth Maria Pereira CEFET-MG \/ Bruno Reis Moraes \u2013 UEMG \/ Nanci Ramos de Menezes \u2013 CEP \/ CALLAN \/ Caritas Brasileira Regional Minas Gerais \/ Carla Magna da Cunha \/ Carlos Carvalho \/ Carolina Maria \/ Guimar\u00e3es Pinto Dias \/ Cercadinho e Ponte Queimada \/ Cl\u00e1udia Moura \/ Condom\u00ednio Quintas de Casa Branca \/ Condom\u00ednio Recanto do Vale II \/ Cristiana Silva \/ Cynthia Figueiredo Camargo \/ Cl\u00e1udia Guimar\u00e3es Pinto Dias \u2013 UFOP \/ Coletivo de Escrita Segundas Inten\u00e7\u00f5es \/ Coletivo Jacintas \/ Coletivo MICA \/ Comiss\u00e3o Pastoral da Terra \u2013 CPT \/ Comit\u00ea popular da Zona Rural de Piedade do Paraopeba \/ Conselho Pastoral dos Pescadores \u2013 CPP \/ Cyro Guilherme Petrillo \/ Daniel Calixto de Oliveira \/ Daniella Guimar\u00e3es \/ Din\u00e9ia Domingues \/ Dom Vicente de Paula Ferreira (RENSER) \/ Eco Trabalhismo \u2013 PDT \u2013 MG \/ Edna Moura &#8211; Escola Guignard \u2013 UEMG \/ Emmanuel Dias Neto &#8211; A.C.Camargo Cancer Center e Universidade de S\u00e3o Paulo \/ Esdras Frederico Silva Ataide \/ Et\u00e9rika Espa\u00e7o Psicoterap\u00eautico \/ Ezequiel Pinto Dias \/ Fernanda de Souza Guimar\u00e3es Reis \/ Fernando Eust\u00e1quio Campos Utsch Moreira \/ Fl\u00e1via Martins \/ Fl\u00e1via Rocha Faria \/ F\u00f3rum de Atingidos (as) pelo crime da Vale em Brumadinho \/ Genario Luiz de Oliveira &#8211; Casa Branca \/ -GESTA \u2013 UFMG \/&nbsp;Glaucia Deise Fernandes de Almeida&nbsp;\/ Glaucia Nazario Barbosa Escola Municipal Padre Xisto \/ Greenpeace Belo Horizonte, Minas Pelo Futuro \/ Helga Kress &#8211; Universidade de S\u00e3o Paulo \/&nbsp;Hugo de Amorim Pisani&nbsp;\/ IGC \u2013 UFMG \/ Inconfidentes Pedalantes Clube Randonneur \/ Isabela Nogueira Martins de Carvalho \/ Isaias Longuinho de Lima Queiroz \/ Ivonilde Aparecida \/ Jacqueline Ara\u00fajo Silveira \/ Jeanine Oliveira \/ Jos\u00e9 Bones \u2013 ABF Ltda \/ Jos\u00e9 E. Fernandes \/ Jos\u00e9 Ueber De Castro Val\u00e9rio \/ Janeiro Marrom \/&nbsp;Jeferson de Souza Rosa \u2013 Mercearia Lia Maria&nbsp;\/ Jornal de Fato \u2013 Brumadinho \/&nbsp;Keynne Cassia Barros Lopes&nbsp;\/ Lau Heller \/ Let\u00edcia de Barros Alves \/&nbsp;Lu\u00eds Gustavo Lopes Castro&nbsp;\/&nbsp;Luisa Noronha&nbsp;\/ Luiza Ferreira Mortimer &#8211; Picol\u00e9 Artesanal Emp\u00f3rio Caipira \/ Marcela Pires \/ Marcelo Queiroz \/ Marcio Amorim \/ Marcia Coelho \/&nbsp;Marcia Dos Santos Quirino&nbsp;\/&nbsp;M\u00e1rcia Rodrigues Daian&nbsp;\/ Marcia Merces Magalh\u00e3es Oliveira \u2013 Mercearia Celeiros \/ Marcio Rafarel dos Anjos \/ Marcos Anast\u00e1cio de Paula &#8211; Fazenda Are\u00e3o \/ Maria de F\u00e1tima \/&nbsp;Maria Elizabeth Santos Martini&nbsp;\/ Maria Gorete de Almeida \/ Maria Jos\u00e9 Mendes Barbosa \/ Marisa Braga Ribeiro de Paula \/ Marisa Dutra Martins \/ Marlene Nobre Dias \/ Marllon Pires de Queiroz \/&nbsp;Matheus de Almeira Rosa &#8211; Mattos Materiais de Constru\u00e7\u00e3o LTDA&nbsp;\/ Marina Paula Oliveira &#8211; Arquidiocese de BH\/ PUC-Minas \/ Movimento Bem Viver \/ Movimento dos Atingidos por Barragens \u2013 MAB \/ Movimento pela Preserva\u00e7\u00e3o da Serra do Gandarela e pelas Serras e \u00c1guas de Minas \/ Movimento pela Soberania Popular na Minera\u00e7\u00e3o \u2013 MAM \/ Movimento Pelas \u00c1guas \/ Movimento.Art\u00edstico Cultural e Ambiental de Caet\u00e9 \u2013 Macaca \/ Nicole Ketlen Dias Oliveira \/ Nilda Braga &#8211; Fazenda Lagoinha \/ Nivaldo Lucio Speziali \/ Patr\u00edcia Lobato \/ Paulo Flores \/&nbsp;Pedro Ivo Gon\u00e7alves&nbsp;\/&nbsp;Pereira de Oliveira&nbsp;\/ PDT \u2013 MG \/&nbsp;Poliane Souza Clemente&nbsp;\/ Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de Minas Gerais \u2013 PUC \/ Projeto Manuelz\u00e3o \/ Promutuca \/ Raniare junior Morais Fazenda Anibal Casqueiro \/ Reginaldo de Souza Rosa \/ Regiane D\u00e9bora de Souza \/ Renato Motha \/ Rodolfo Caesar UFRJ \/ Ros\u00e2ngela Alves Damasceno Santos \/&nbsp;Rosiane Aparecida da Rocha&nbsp;\/&nbsp;Rosilene Faria Ribeiro&nbsp;\/&nbsp;Rodrigo de Oliveira Gon\u00e7alves&nbsp;\/ REAJA &#8211; Rede de Articula\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a Ambiental dos Atingidos pelo Empreendimento Minas-Rio \/ Rede Igrejas e Minera\u00e7\u00e3o \u2013 Minas Gerais \/ Rede Feminista de Sa\u00fade \/ Regi\u00e3o Episcopal Nossa Senhora do Ros\u00e1rio \u2013 Renser \/ Regiana de Almeida Rosa \/&nbsp;Regina Celia Fonseca&nbsp;\/ Renata dos Reis Sousa \u2013 UFSJ \/ Renato Motha \/ Renato Oliveira Deluca \/ Resist\u00eancia Piedade \/ Roberto Cardoso de Almeida \/ Robson Oliveira \/&nbsp;Rodrigo de Oliveira Gon\u00e7alves&nbsp;\/ Rola Mo\u00e7a Resiste \/&nbsp;Ros\u00e2ngela Alves Damasceno Santos&nbsp;\/&nbsp;Rosilene Caldeira&nbsp;\/&nbsp;S&amp;Q TRANSPORTES E LOCA\u00c7\u00d5ES&nbsp;\/&nbsp;Sebasti\u00e3o Francisco dos Santos&nbsp;\/ Sergio Diniz \/ Silvana Silva Maia \/ Silvia Carolina Maia dos Santos \u2013 EMATER \/&nbsp;Silviana Cardoso de Almeida&nbsp;\/ Solange Marcolino \/ Solange Maria de Souza Machado \/ Sindieletro \/ SOS Barragem Piedade do Paraopeba \/ Tania Caramaschi &#8211; Coral Vozes do Vale do Paraopeba \/ Tha\u00eds Meneses \u2013 UEMG \/ Thiago Souza Freitas \/ Unaccon &#8211; Uni\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es Comunit\u00e1rias de Congonhas \/ Valdir Ferreira da Silva \/ Val\u00e9ria de Abreu Silva \/ Val\u00e9ria de Souza Silva \/ V\u00e2nia Maria Maia Amorim &#8211; Escola Estadual Paulina Aluotto Ferreira \/ Vin\u00edcius Costa Viviane Braga &#8211; Fazenda Lagoinha \/ Warllei do Esp\u00edrito Santo Borges \/ Wladimir Moreira Santos<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A comunidade de Piedade do Paraopeba convida todos os movimentos sociais e todas as pessoas engajadas na luta contra a minera\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria, para participarem do<strong>&nbsp;Webin\u00e1rio:&nbsp;<em>A viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos promovida pela mineradora Vallourec no distrito de Piedade do Paraopeba, munic\u00edpio de Brumadinho\/MG<\/em><\/strong>, a ser realizada no dia&nbsp;<strong>21\/08\/2021<\/strong>&nbsp;(s\u00e1bado), \u00e0s&nbsp;<strong>16:00 horas<\/strong>, por meio do canal do youtube da&nbsp;<em>Pr\u00f3-Reitoria de Extens\u00e3o da PUC Minas<\/em>.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Manifesto pela prote\u00e7\u00e3o da vida e da cultura de Piedade do Paraopeba, em Brumadinho, MG. 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Comunidade de Piedade do Paraopeba, localizada em Brumadinho (MG), est\u00e1 em risco e exige&nbsp;&#8220;descomissionamento j\u00e1!&#8221;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10592,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,47,40,46,44,38,49,27,56,29,33,43,26],"tags":[],"class_list":["post-10591","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-direito-a-agua","category-direito-a-cidade","category-direito-a-cultura-popular","category-direito-a-memoria","category-direito-a-saude","category-direito-a-terra","category-direitos-humanos","category-meio-ambiente","category-movimentos-sociais-populares","category-nota-publica","category-pedagogia-emancipatoria","category-teologia-da-libertacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10591","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10591"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10591\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10594,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10591\/revisions\/10594"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10592"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10591"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10591"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10591"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}