{"id":11610,"date":"2022-11-29T11:48:35","date_gmt":"2022-11-29T14:48:35","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=11610"},"modified":"2022-11-29T11:51:10","modified_gmt":"2022-11-29T14:51:10","slug":"sem-luta-pela-terra-nao-se-pode-existir-por-frei-gilvander","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/sem-luta-pela-terra-nao-se-pode-existir-por-frei-gilvander\/","title":{"rendered":"Sem luta pela terra n\u00e3o se pode existir, Por frei Gilvander"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Sem luta pela terra n\u00e3o se pode existir<\/strong>, Por frei Gilvander Moreira<a id=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"681\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/01_1-a-luta-pelo-territo\u0301rio-e\u0301-ma\u0303e-de-todas-as-lutas-ATL-2017@-1024x681.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11611\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/01_1-a-luta-pelo-territo\u0301rio-e\u0301-ma\u0303e-de-todas-as-lutas-ATL-2017@-1024x681.jpg 1024w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/01_1-a-luta-pelo-territo\u0301rio-e\u0301-ma\u0303e-de-todas-as-lutas-ATL-2017@-300x200.jpg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/01_1-a-luta-pelo-territo\u0301rio-e\u0301-ma\u0303e-de-todas-as-lutas-ATL-2017@-768x511.jpg 768w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/01_1-a-luta-pelo-territo\u0301rio-e\u0301-ma\u0303e-de-todas-as-lutas-ATL-2017@-420x280.jpg 420w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/01_1-a-luta-pelo-territo\u0301rio-e\u0301-ma\u0303e-de-todas-as-lutas-ATL-2017@.jpg 1400w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Edgar Kanayk\u00f5, A luta pelo territ\u00f3rio \u00e9 m\u00e3e de todas as lutas, 2017. Cortesia do artista<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Em um pa\u00eds latifundi\u00e1rio como o Brasil, com uma das maiores concentra\u00e7\u00f5es de propriedade fundi\u00e1ria do mundo, o que causa uma brutal injusti\u00e7a agr\u00e1ria, que sustenta injusti\u00e7a social, urbana e ambiental, \u00e9 necess\u00e1ria a luta pela terra para democratizarmos o acesso \u00e0 terra, mas esta luta n\u00e3o pode ser feita com uma metodologia anacr\u00f4nica, precisa estar em sintonia com os desafios e complexidade da atualidade. N\u00e3o pode ignorar a historicidade de certas concep\u00e7\u00f5es. \u201c<em>A burguesia revoluciona as rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o e passa a conquistar cada vez mais espa\u00e7os, a dominar a natureza atrav\u00e9s do conhecimento met\u00f3dico, e converte a ci\u00eancia, que \u00e9 um conhecimento intelectual, uma pot\u00eancia espiritual, em pot\u00eancia material, por meio da ind\u00fastria. Nesse quadro, surgem as cidades como local determinante das rela\u00e7\u00f5es sociais. Em lugar do que ocorria na Idade M\u00e9dia, em que o campo determinava a cidade, a agricultura determinava a ind\u00fastria, na \u00e9poca moderna \u00e9 a cidade que passa a determinar as rela\u00e7\u00f5es no campo e \u00e9 a ind\u00fastria que rege a agricultura<\/em>\u201d (SAVIANI, 2013, p. 82).<\/p>\n\n\n\n<p>Dermeval Saviani tem raz\u00e3o ao pontuar as mudan\u00e7as, acima referidas, mas consideramos que o poder opressivo n\u00e3o est\u00e1 apenas nas cidades em si e nem na ind\u00fastria em si, mas no sistema do capital que ancora na cidade e na ind\u00fastria organizadas de forma capitalista \u2013 e atualmente no capital financeiro \u2013 a trama opressiva que superexplora a classe trabalhadora e expropria o campesinato.<\/p>\n\n\n\n<p>A luta pela terra para ser pedagogia de emancipa\u00e7\u00e3o humana precisa aglutinar e construir uma unidade entre muitos aspectos que s\u00e3o imprescind\u00edveis e indissoci\u00e1veis na constru\u00e7\u00e3o do novo ser humano e de uma sociedade para al\u00e9m do sistema do capital. Um desses aspectos \u00e9 a continuidade da luta pela terra e o zelo constante por todos os aspectos da luta. Quando acontece a descontinuidade dos processos de forma\u00e7\u00e3o de base e de lideran\u00e7as, deixam-se alguns aspectos atrofiados, vit\u00f3rias parciais conquistadas na luta pela terra s\u00e3o comprometidas e o que era avan\u00e7o se torna um retrocesso.<\/p>\n\n\n\n<p>A experi\u00eancia de luta pela terra, com tudo que a envolve, atesta que a Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e muitos outros Movimentos Sociais Camponeses, como sujeitos que, ao lado de muitas outras for\u00e7as vivas e rebeldes da sociedade, est\u00e3o tocando adiante algo de transforma\u00e7\u00e3o social e de emancipa\u00e7\u00e3o humana, fazendo-se humano e sujeito social construindo Hist\u00f3ria, despertando o que h\u00e1 de melhor no sujeito humano. Nessa esteira, Roseli Caldart defende que \u201c<em>educa\u00e7\u00e3o como forma\u00e7\u00e3o humana na perspectiva da emancipa\u00e7\u00e3o humana e da transforma\u00e7\u00e3o social \u00e9 o desenvolvimento da consci\u00eancia hist\u00f3rica: o saber-se parte de um processo que n\u00e3o come\u00e7a nem termina com cada pessoa, ou cada grupo humano, ou cada classe social<\/em>\u201d (CALDART, 2012, p. 93). Para se emancipar humanamente n\u00e3o basta \u2018desenvolver a consci\u00eancia hist\u00f3rica\u2019 reconhecendo-se parte de um processo hist\u00f3rico e cultural, mas exige-se a constru\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas materiais que de fato promovam transforma\u00e7\u00e3o na raiz maior geradora de ideias mistificantes \u2013 ideol\u00f3gicas &#8211; que mais encobrem o real do que o revelam. At\u00e9 porque a experi\u00eancia se d\u00e1 em determinadas condi\u00e7\u00f5es materiais objetivas que a molda, conforme avalia Edward Thompson: \u201c<em>Experi\u00eancia foi, em \u00faltima inst\u00e2ncia, gerada na vida material, foi estruturada em termos de classe, e consequentemente o ser social determinou a consci\u00eancia social<\/em>\u201d (THOMPSON, 1981, p. 189).<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se caminha rumo \u00e0 emancipa\u00e7\u00e3o sem se pensar autenticamente, o que \u00e9 perigoso. Reconhecemos a diferencia\u00e7\u00e3o existente entre verdade e conhecimento. \u201c<em>N\u00e3o existe conhecimento desinteressado<\/em>\u201d (SAVIANI, 2013, p. 8). Conhecimento exprime rela\u00e7\u00f5es de poder e domina\u00e7\u00e3o. Temos que buscar sempre elucidar os conflitos, confrontos, antagonismos, que muitas vezes s\u00e3o dissimulados nos discursos sobre a luta pela terra. A busca por pedagogia de emancipa\u00e7\u00e3o humana implica desmascarar muitas pedagogias que, travestidas de pedagogias emancipat\u00f3rias, s\u00e3o, de fato, pedagogias brutais e violentadoras, conforme denuncia Miguel Arroyo referindo-se \u00e0s lutas dos movimentos populares camponeses: \u201c<em>As v\u00edtimas dessas brutais e persistentes pedagogias ao afirmar-se presentes desocultam as pedagogias de inferioriza\u00e7\u00e3o, subalterniza\u00e7\u00e3o, que pretenderam destruir seus saberes, valores, mem\u00f3rias, culturas, identidades coletivas<\/em>\u201d (ARROYO, 2012, p. 13). Pela sua atua\u00e7\u00e3o coletiva, sua presen\u00e7a no meio dos camponeses injusti\u00e7ados e dos movimentos populares ou nas escolas e universidades, a CPT, o MST e outros Movimentos Camponeses apresentam pela sua pr\u00e1xis outras pedagogias. \u201c<em>Reconhecer ou ignorar essas pedagogias de liberta\u00e7\u00e3o, emancipa\u00e7\u00e3o passa a ser uma quest\u00e3o pol\u00edtico-epistemol\u00f3gica para as teorias pedag\u00f3gicas<\/em>\u201d (ARROYO, 2012, p. 15). Isso passar\u00e1 pela desconstru\u00e7\u00e3o de processos pedag\u00f3gicos que, de forma tergiversada, decretam e constituem a classe camponesa como inferior, inexistente, subalternizada. Pensar e fazer e\/ou fazer e pensar a luta pela terra para que seja pedagogia de emancipa\u00e7\u00e3o humana exige considerar \u201c<em>os elementos materiais da forma\u00e7\u00e3o humana<\/em>\u201d (ARROYO, 1991, p. 215). A luta pela terra pode ser pensada como pedagogia de emancipa\u00e7\u00e3o humana, pois pode criar rela\u00e7\u00f5es sociais que transformem o modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista superando-o e criando as bases para um sistema de produ\u00e7\u00e3o onde sejam superados dois grandes obst\u00e1culos: a propriedade capitalista da terra e a divis\u00e3o do trabalho que resulta em superexplora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores atrav\u00e9s da extra\u00e7\u00e3o permanente e ampliada de mais-valia. \u201c<em>A sociedade contempor\u00e2nea assenta toda na explora\u00e7\u00e3o das amplas massas da classe oper\u00e1ria por uma minoria insignificante da popula\u00e7\u00e3o, pertencente \u00e0s classes dos propriet\u00e1rios agr\u00e1rios e dos capitalistas. Essa sociedade \u00e9 escravista, pois os oper\u00e1rios&nbsp; \u201clivres\u201d, que trabalham toda a vida para o capital, s\u00f3 <\/em><em>\u201c<\/em><em>t\u00eam direito<\/em><em>\u201d<\/em><em> aos meios de subsist\u00eancia que s\u00e3o necess\u00e1rios para manter os escravos que produzem o lucro, para assegurar e perpetuar a escravid\u00e3o capitalista<\/em>\u201d (L\u00caNIN [1905], 2012, p. 1).<\/p>\n\n\n\n<p>Enfim, a luta pela terra, enquanto pedagogia emancipat\u00f3ria, nos mostra que sem conquistarmos justi\u00e7a agr\u00e1ria ser\u00e1 imposs\u00edvel conquistarmos justi\u00e7a social, urbana e ambiental e superarmos as brutais desigualdades econ\u00f4micas, sociais, raciais, de g\u00eanero etc. Na injusti\u00e7a agr\u00e1ria, por meio do aprisionamento da terra, est\u00e1 o tronco que sustenta todas as outras injusti\u00e7as. Ou seja, enquanto perdurar no Brasil uma estrutura fundi\u00e1ria pautada no latif\u00fandio, as classes camponesa e trabalhadora seguir\u00e3o sendo superexploradas pelos capitalistas da cidade e do campo. E pior, toda a biodiversidade seguir\u00e1 sendo devastada. Portanto, lutar pela democratiza\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 terra se tornou uma necessidade para continuarmos existindo. Sem luta pela terra e sem resist\u00eancia na terra, n\u00e3o existiremos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>ARROYO, Miguel. Outros Sujeitos, Outras Pedagogias. Petr\u00f3polis: Vozes, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>CALDART, Roseli Salete. <strong>Pedagogia do Movimento Sem Terra. <\/strong>4\u00aa Ed. S\u00e3o Paulo: Express\u00e3o Popular, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>L\u00caNIN, Vladimir Ilitch. O Socialismo e a Religi\u00e3o [1905]. In: <strong>site do PCB<\/strong>: Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/pcb.org.br\/fdr\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=36:o-socialismo-e-a-religiao&amp;catid=8:biblioteca-comunista\">http:\/\/pcb.org.br\/fdr\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=36:o-socialismo-e-a-religiao&amp;catid=8:biblioteca-comunista<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>SAVIANI, Dermeval. <strong>Pedagogia Hist\u00f3rico-Cr\u00edtica: primeiras aproxima\u00e7\u00f5es<\/strong>. 11\u00aa edi\u00e7\u00e3o revista. Campinas, SP: Autores Associados, 2013.<\/p>\n\n\n\n<p>THOMPSON, Edward Palmer. <strong>A mis\u00e9ria da teoria ou um planet\u00e1rio de erros<\/strong>. Rio de Janeiro: Zahar, 1981.<\/p>\n\n\n\n<p>29\/11\/2022<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.: As videorreportagens nos links, abaixo, versam sobre o assunto tratado, acima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1 &#8211; Santana e Jo\u00e3o, casal exemplar no P.A Paulo Freire, em Arinos, MG! Exemplo de luta pela terra! Vid 3<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_85045\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UCaKFUuJqzQ?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>2 &#8211; De Riachinho\/MG: Dona Ant\u00f4nia, 1\u00aa professora do sert\u00e3o do Urucuia, e Sr. Vadu: uma hist\u00f3ria exemplar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_15891\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/A_mKCkdu2rw?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>3 &#8211; Horta Comunit\u00e1ria e Escola Ind\u00edgena na Retomada Ind\u00edgena Kamak\u00e3 Mongoi\u00f3, em Brumadinho, MG: BELEZA!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_40274\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Odyp67Oibt0?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>4 &#8211; &#8220;N\u00e3o aceitamos despejo nem mortos!&#8221; Povo da Ocupa\u00e7\u00e3o F\u00e1bio Alves no Barreiro, em BH\/MG. V\u00eddeo 5<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_33433\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HZxfMsfv0-Y?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>5 &#8211; Com + de 600 casas, Povo da Ocupa\u00e7\u00e3o Prof. F\u00e1bio Alves, no Barreiro, BH\/MG, jamais aceitar\u00e1 despejo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_96324\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1tYZDbZaMck?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>6 &#8211; Davi Kopenawa e Yanomami\/Watoriki comemoram vit\u00f3ria de Lula e reivindicam demandas urgentes-09\/11\/22<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_85348\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ftdShvv0Mrk?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>7 &#8211; STF pro\u00edbe despejo sem alternativa adequada e pr\u00e9via &#8211; Por frei Gilvander &#8211; 10\/11\/2022<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_85172\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zniYPdEDreg?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>8 &#8211; M\u00edstica Kamak\u00e3 Mongoi\u00f3 e m\u00fasica ind\u00edgena: final da VII Semana de Antropologia e Arqueologia da UFMG<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_39177\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/pjKA3IUdnZc?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP\/SP; mestre em Exegese B\u00edblica pelo Pontif\u00edcio Instituto B\u00edblico, em Roma, It\u00e1lia; agente e assessor da CPT\/MG, assessor do CEBI e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de Teologia b\u00edblica no SAB (Servi\u00e7o de Anima\u00e7\u00e3o B\u00edblica), em Belo Horizonte, MG; colunista dos sites <a href=\"http:\/\/www.domtotal.com\">www.domtotal.com<\/a> , <a href=\"http:\/\/www.brasildefatomg.com.br\">www.brasildefatomg.com.br<\/a> , <a href=\"http:\/\/www.revistaconsciencia.com\">www.revistaconsciencia.com<\/a> , <a href=\"http:\/\/www.racismoambiental.net.br\">www.racismoambiental.net.br<\/a> e outros. E-mail:&nbsp;<a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> &nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;Facebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sem luta pela terra n\u00e3o se pode existir, Por frei Gilvander Moreira[1] Em um pa\u00eds latifundi\u00e1rio como o Brasil, com uma das maiores concentra\u00e7\u00f5es de propriedade fundi\u00e1ria do mundo, o que causa uma brutal injusti\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":11611,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,47,46,44,38,49,39,27,30,25,56,29,43,26,18],"tags":[],"class_list":["post-11610","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-direito-a-agua","category-direito-a-cultura-popular","category-direito-a-memoria","category-direito-a-saude","category-direito-a-terra","category-direitos-dos-povos-indigenas","category-direitos-humanos","category-fe-e-politica","category-luta-pela-terra-e-reforma-agraria","category-meio-ambiente","category-movimentos-sociais-populares","category-pedagogia-emancipatoria","category-teologia-da-libertacao","category-videos-de-frei-gilvander"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11610","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11610"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11610\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11612,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11610\/revisions\/11612"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11611"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11610"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11610"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11610"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}