{"id":11818,"date":"2023-01-28T20:03:05","date_gmt":"2023-01-28T23:03:05","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=11818"},"modified":"2023-01-28T20:03:46","modified_gmt":"2023-01-28T23:03:46","slug":"11818-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/11818-2\/","title":{"rendered":"\u00c9 preciso libertar as bem-aventuran\u00e7as (Mt 5,1-12). Por Marcelo Barros"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>\u00c9 preciso libertar as bem-aventuran\u00e7as (Mt 5,1-12). Por padre Marcelo Barros<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/download.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11819\" width=\"781\" height=\"585\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Neste IV Domingo comum, dia 29\/01\/2023, o evangelho proposto pelo lecion\u00e1rio ecum\u00eanico \u00e9 Mateus 5, 1 \u2013 12, ou seja, o in\u00edcio do serm\u00e3o da montanha.<\/p>\n\n\n\n<p>O evangelho de Mateus se organiza a partir de cinco grandes discursos de Jesus. Este que Jesus teria feito na montanha da Galileia \u00e9 o primeiro. Na cultura de Jesus, a montanha \u00e9 um local sagrado e simboliza a proximidade com o Divino. At\u00e9 hoje, nas culturas de muitos povos origin\u00e1rios, a montanha \u00e9 local da manifesta\u00e7\u00e3o divina. Em Pernambuco, o povo Xucuru considera a Serra do Ororub\u00e1 como montanha sagrada.&nbsp;Na cordilheira dos Andes, os povos Qu\u00e9tchua e Aymara consideram os picos gelados (Apus) como pedras de cura. Para muitos povos origin\u00e1rios, as montanhas s\u00e3o sagradas e nelas se fazem as cerim\u00f4nias a&nbsp; Pachamama.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para o evangelho de Mateus, a montanha da Galileia lembra o monte Sinai, a montanha da alian\u00e7a. O evangelho mostra Jesus subindo a montanha como novo Mois\u00e9s. Ali, ele proclama, n\u00e3o uma lei nova, mas a alian\u00e7a de Deus com as pessoas pobres, aflitas, humildes e as que sofrem pela justi\u00e7a. Para Mateus, a proclama\u00e7\u00e3o do reinado divino no mundo come\u00e7a pela proclama\u00e7\u00e3o das chamadas \u201cbem-aventuran\u00e7as\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na montanha, Jesus revela que a alian\u00e7a de Deus \u00e9 com a humanidade. N\u00e3o \u00e9 mais apenas com um povo ou um grupo ou uma religi\u00e3o. \u00c9 compromisso divino de que as pessoas pobres, sofredoras e desprezadas pelo mundo possam ser reconhecidas como felizes ou aben\u00e7oadas de Deus. At\u00e9 ent\u00e3o, a tend\u00eancia seria pensar que os ricos s\u00e3o ricos porque Deus os aben\u00e7oa e os pobres s\u00e3o pobres porque Deus n\u00e3o olha para eles. At\u00e9 hoje, h\u00e1 bancos que colocam na parede: N\u00f3s acreditamos em Deus. Subtende-se: por isso, ficamos ricos. H\u00e1 quem coloque no vidro do carro: esse foi Jesus que me deu.&nbsp;&nbsp;E fazem isso como se fosse sinal de amor a Jesus ou devo\u00e7\u00e3o. Se \u00e9 o Jesus dos evangelhos, ele s\u00f3 pode ficar irritado e ofendido com esse insulto. Ele diria hoje ao propriet\u00e1rio do carro ou do banco, o mesmo que disse ao homem ambicioso que lhe pediu para intermediar com o seu irm\u00e3o sobre a heran\u00e7a. Jesus disse: \u201cQuem me constituiu juiz dos neg\u00f3cios de voc\u00eas?\u201d (Lc 12, 14).<\/p>\n\n\n\n<p>O evangelho de hoje diz o contr\u00e1rio de uma b\u00ean\u00e7\u00e3o divina, como fazem padres e pastores que aben\u00e7oam carros particulares e sedes de banco. Jesus proclama como bem-aventuradas as pessoas que s\u00e3o pobres, as que choram, as que s\u00e3o pessoas pac\u00edficas e as que sofrem persegui\u00e7\u00f5es por causa da justi\u00e7a. N\u00e3o porque Deus quer que elas sofram, mas porque se Deus \u00e9 Deus e por isso, elas v\u00e3o deixar de sofrer. O reinado divino vai se manifestar para reinverter a realidade do mundo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A sociedade antiga era toda baseada na honra. Em uma sociedade na qual a honra estava em lutar e em se impor \u00e0s outras, geralmente, as pessoas pobres, aflitas e que amavam a paz e n\u00e3o a guerra eram consideradas sem honra. Jesus quer reverter isso. Reconhecer algu\u00e9m como bem-aventurado significava afirmar que Deus d\u00e1&nbsp; a sua honra a essa pessoa&nbsp; Ao proclamar como bem-aventuradas as pessoas pobres, aflitas e que sofrem pela justi\u00e7a, Jesus revela por quem Deus tem prefer\u00eancia. E \u00e9 importante sempre deixar claro: as pessoas pobres s\u00e3o bem-aventuradas, n\u00e3o porque Deus gosta de que elas sejam pobres e sim porque v\u00e3o deixar de ser pobres. O reinado divino vai realizar o que j\u00e1 cantava o c\u00e2ntico de Maria: \u201cDeus derruba os poderosos de seus tronos e eleva os pequenos. Enche de bens as pessoas famintas e deixa os ricos sem nada\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas tradu\u00e7\u00f5es da B\u00edblia traduzem bem-aventurados por felizes. Mas, isso pode ser redutivo no sentido de que ser feliz \u00e9 um estado emocional. \u00c9 condi\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica. As bem-aventuran\u00e7as s\u00e3o situa\u00e7\u00f5es de vida. V\u00e3o al\u00e9m das emo\u00e7\u00f5es. Incluem as emo\u00e7\u00f5es, mas v\u00e3o al\u00e9m. S\u00e3o posturas e comportamentos que manifestam a prefer\u00eancia de Deus por categorias humanas que a sociedade desprezou ou, pela injusti\u00e7a social e pol\u00edtica, fere e humilha.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje e em todos os tempos, essa palavra de Jesus questiona e interpela, primeiramente, porque vai contra a l\u00f3gica e o pensamento do mundo. Ningu\u00e9m pode negar que, no mundo, as pessoas felizes e bem consideradas n\u00e3o s\u00e3o as que s\u00e3o pobres, as que sofrem e as que vivem famintas pela justi\u00e7a. S\u00e3o as que conseguem como diz o mundo: vencer na vida. Serem economicamente aut\u00f4nomas, terem o que quiserem e alcan\u00e7arem certo poder e certo saber. Na nossa sociedade, quando se fala em \u201crealiza\u00e7\u00e3o pessoal\u201d, todos sabemos o que isso implica e como todo mundo se prepara e se esfor\u00e7a para \u201ccrescer na vida\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Que sentido, ent\u00e3o, proclamar as bem-aventuran\u00e7as de Jesus, se mesmo n\u00f3s que nos dizemos disc\u00edpulos e disc\u00edpulas dele, pensamos de modo contr\u00e1rio? Diariamente, a experi\u00eancia da vida e do mundo parece nos dizer que a proposta de Jesus n\u00e3o \u00e9 real.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0s vezes, dever\u00edamos ter coragem de dizer a Jesus: nos desculpe, mas n\u00e3o adianta voc\u00ea ter proclamado essas bem-aventuran\u00e7as, porque as nossas bem-aventuran\u00e7as s\u00e3o opostas as que voc\u00ea pregou. Nossas Igrejas e grupos crist\u00e3os, ligados \u00e0 teologia da prosperidade pensam que bem-aventuradas s\u00e3o as pessoas ricas. Bem-aventurado seria quem tem poder e sabe se impor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Jesus teria se enganado ao proclamar bem-aventurado quem \u00e9 pac\u00edfico e quem constr\u00f3i a paz. No Brasil, ainda h\u00e1 muitos crentes e pastores, tanto pentecostais, como evang\u00e9licos e&nbsp; cat\u00f3licos (at\u00e9 bispos e cardeais) que proclamam bem-aventurado quem prop\u00f5e \u00e0s pessoas se armarem e quem prega um&nbsp; Deus do \u00f3dio, da viol\u00eancia e fonte de discrimina\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Este fen\u00f4meno que parece novo, mas n\u00e3o o \u00e9. Desde s\u00e9culos antigos, a Igreja aderiu a imp\u00e9rios conquistadores. Reduziu as bem-aventuran\u00e7as aos muros dos claustros. Desde o s\u00e9culo IV, monges e monjas entravam em mosteiros ou conventos para viverem o esp\u00edrito das bem-aventuran\u00e7as, como se se tratasse de ascese e de m\u00e9todos de espiritualidade religiosa. Em sua hist\u00f3ria, a Igreja Cat\u00f3lica proclamou como santos e santas a seus pr\u00f3prios papas, bispos, padres e freiras. Desde a Idade M\u00e9dia, os papas se autocanonizam. Recentemente, o papa canonizou tamb\u00e9m alguns leigos e leigas piedosos. E quem gosta de canoniza\u00e7\u00f5es nem se d\u00e1 conta de que, desse modo, a Igreja parece reduzir as pr\u00f3prias bem-aventuran\u00e7as de Jesus a virtudes religiosas. Dividem as pessoas em crentes e n\u00e3o crentes e prop\u00f5em a santidade como se essa consistisse em valores morais e n\u00e3o na gra\u00e7a de Deus dada a toda a humanidade, crist\u00e3 ou n\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, mais do que nunca, \u00e9 preciso libertar as bem-aventuran\u00e7as do Evangelho dessas pris\u00f5es institucionais e reconhecer que elas acontecem no mundo como a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito nas lutas dos povos por sua liberdade, na resist\u00eancia dos povos origin\u00e1rios e das comunidades negras, na dignidade dos\/das pobres e de todas as pessoas que vivem a fome e a sede de justi\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Jesus proclamou as bem-aventuran\u00e7as baseado em textos b\u00edblicos que j\u00e1 diziam que as pessoas consideradas sem import\u00e2ncia (que a B\u00edblia chama de \u201cpequenos\u201d) possuir\u00e3o a terra (Salmo 37), as comunidades pobres receber\u00e3o o reino (Is 61), as pessoas aflitas ser\u00e3o consoladas (Is 65) e assim por diante.<\/p>\n\n\n\n<p>Literatura mais ou menos semelhante encontraremos em outras escrituras sagradas, vindas da sabedoria ancestral da humanidade. Na hist\u00f3ria, no decorrer dos s\u00e9culos vimos pessoas que viveram algumas dessas bem-aventuran\u00e7as, sejam pessoas ligadas a tradi\u00e7\u00f5es religiosas, como m\u00edsticos budistas, hindus e isl\u00e2micos ou xam\u00e3s da Am\u00e9rica Latina, mas tamb\u00e9m pessoas que deram a sua vida pelo povo, mesmo sem nenhuma vincula\u00e7\u00e3o com a f\u00e9. No s\u00e9culo XX, tivemos testemunhas das bem-aventuran\u00e7as como o Mahatma Gandhi, Nelson Mandela e certamente poderemos colocar como pessoas bem-aventuradas m\u00e1rtires como Marielle Franco, Chico Mendes, a irm\u00e3 Dorothy Stang e tantas outras pessoas que nos confirmam que Jesus n\u00e3o se enganou e as bem-aventuran\u00e7as do evangelho s\u00e3o essas mesmas que Jesus proclamou, como bem-aventuran\u00e7as da vida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Jean-Yves Leloup comenta as bem-aventuran\u00e7as recordando que, no hebraico, o termo significaria ao p\u00e9 da letra: Em caminho! Em marcha. Ent\u00e3o, ao declarar como bem-aventuradas as pessoas pobres, humildes, famintas e que choram, Jesus diz a elas e a todos n\u00f3s: N\u00e3o estacionem. N\u00e3o desanimem. N\u00e3o parem. Mesmo na afli\u00e7\u00e3o e na car\u00eancia, caminhem e v\u00e3o em frente. Aos irm\u00e3os e irm\u00e3s que veem o clero e muitos grupos de Igreja pararem, ou mesmo andarem para tr\u00e1s, Jesus nos diz: Voc\u00eas n\u00e3o parem. Retomem a cada dia a caminhada de inser\u00e7\u00e3o da f\u00e9 no meio do mundo dos empobrecidos. Vamos em frente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<em>Felizes s\u00e3o os\/as pobres com esp\u00edrito<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>e quem comparte com os pobres os riscos e a esperan\u00e7a,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>porque eles (e elas) t\u00eam o reino em suas vidas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Contrariamente a toda propaganda<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>de produtos que d\u00e3o felicidade,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>felizes as pessoas aflitas,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>porque sentir\u00e3o em suas cruzes<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>a ternura de Deus que \u00e9 Pai e M\u00e3e.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Felizes as pessoas que sabem se vencer<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>na conquista da mansid\u00e3o di\u00e1ria:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>a Terra ser\u00e1 delas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Felizes quem \u00e9 justo<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;e busca a justi\u00e7a, a defende e a forja.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>e sentem fome e sede da justi\u00e7a do reino.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>o Reino saciar\u00e1 sua utopia.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Felizes as pessoas que t\u00eam miseric\u00f3rdia<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>e n\u00e3o deixam passar um sofrimento<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>sem achegar-se dele e nele derramar-se no \u00f3leo e no vinho:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>eles\/as encontrar\u00e3o miseric\u00f3rdia.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Felizes os\/as que trazem um cora\u00e7\u00e3o sincero<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>e limpo o seu olhar:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>mesmo na noite escura, ver\u00e3o a Deus.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Filhos e filhas do Deus da Paz,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>irm\u00e3os e irm\u00e3s daquele que \u00e9 a nossa Paz,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>felizes os\/as que lutam em paz e pela Paz,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>construtores da estranha Paz do Reino:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>deles e delas \u00e9 o Shalom, o Ax\u00e9, a Paz.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Felizes sois todos\/as os\/as perseguidos\/as por causa da justi\u00e7a; nas lutas pela terra do campo e da cidade,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>nas lutas do trabalho, nas lutas pela vida.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Felizes v\u00f3s, profetas, malditos do sistema,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;pichados pela ordem,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Jogados no escanteio do Templo e do pret\u00f3rio:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>felizes, alegrai-vos, o Reino j\u00e1 \u00e9 vosso!<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Felizes s\u00e3o os Pobres,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>os meus\/minhas Pobres,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>os\/as herdeiros\/as do Reino!&nbsp; (Pedro Casald\u00e1liga)<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\"><strong>[1]<\/strong><\/a><\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> &#8211; CASALD\u00c1LIGA, Pedro: <strong>Ora\u00e7\u00f5es da Caminhada. <\/strong>Campinas: Ed. Verus, 2005, pp. 26- 27.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 preciso libertar as bem-aventuran\u00e7as (Mt 5,1-12). Por padre Marcelo Barros Neste IV Domingo comum, dia 29\/01\/2023, o evangelho proposto pelo lecion\u00e1rio ecum\u00eanico \u00e9 Mateus 5, 1 \u2013 12, ou seja, o in\u00edcio do serm\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":11819,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,44,38,49,27,30,43,26],"tags":[],"class_list":["post-11818","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-direito-a-memoria","category-direito-a-saude","category-direito-a-terra","category-direitos-humanos","category-fe-e-politica","category-pedagogia-emancipatoria","category-teologia-da-libertacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11818","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11818"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11818\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11821,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11818\/revisions\/11821"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11819"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11818"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11818"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11818"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}