{"id":11828,"date":"2023-01-30T17:21:06","date_gmt":"2023-01-30T20:21:06","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=11828"},"modified":"2023-01-30T17:21:08","modified_gmt":"2023-01-30T20:21:08","slug":"como-recuperar-a-utopia-por-marcelo-barros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/como-recuperar-a-utopia-por-marcelo-barros\/","title":{"rendered":"Como recuperar a utopia. Por Marcelo Barros"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Como recuperar a utopia<\/strong>. Por Marcelo Barros<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"797\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/FB_IMG_1546201851795-1024x797-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11829\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/FB_IMG_1546201851795-1024x797-1.jpg 1024w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/FB_IMG_1546201851795-1024x797-1-300x233.jpg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/FB_IMG_1546201851795-1024x797-1-768x598.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>No Brasil, este in\u00edcio de fevereiro marca a inaugura\u00e7\u00e3o dos trabalhos do novo Congresso. Em muitas escolas e universidades, se d\u00e1 o in\u00edcio do novo ano letivo. Para quem, em janeiro, saiu de f\u00e9rias, agora reinicia suas atividades comuns. Em diversas regi\u00f5es, depois de dois anos, no qual o Carnaval foi prejudicado pela pandemia, agora as cidades preparam os desfiles e brincadeiras com mais liberdade.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o Brasil, este ano novo come\u00e7ou pela posse do novo governo e pela esperan\u00e7a que ele suscita para grande parte do povo brasileiro. No entanto, oito dias depois, a invas\u00e3o e depreda\u00e7\u00e3o dos edif\u00edcios p\u00fablicos dos tr\u00eas poderes em Bras\u00edlia mostrou a ferocidade e a n\u00e3o racionalidade de outra parte da sociedade. Esta, insatisfeita com o resultado das elei\u00e7\u00f5es e orientada pelos seus mentores a agirem como agiram, revela um Brasil quase dividido pela metade. As autoridades do governo t\u00eam reagido como podem agir diante da viol\u00eancia e da destrui\u00e7\u00e3o provocada. Mas, as investiga\u00e7\u00f5es, pris\u00f5es e o conserto do patrim\u00f4nio p\u00fablico destru\u00eddo n\u00e3o ser\u00e3o capazes de restituir ao povo brasileiro a capacidade de di\u00e1logo e reconcilia\u00e7\u00e3o. Precisamos aprender de novo a lidar com as diferen\u00e7as que existem entre n\u00f3s. S\u00f3 assim poderemos avan\u00e7ar juntos para a reconstru\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas dos im\u00f3veis e obras de arte destru\u00eddas, mas da unidade do nosso povo e dos objetivos maiores pelos quais nos constitu\u00edmos como um s\u00f3 pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nome do progresso, os mesmos que est\u00e3o por tr\u00e1s da invas\u00e3o e depreda\u00e7\u00e3o em Bras\u00edlia s\u00e3o respons\u00e1veis pela destrui\u00e7\u00e3o ambiental dos nossos biomas, pelo sucateamento da educa\u00e7\u00e3o e da sa\u00fade, assim como por chamar qualquer tentativa de justi\u00e7a social e restitui\u00e7\u00e3o do direito dos pobres de Comunismo.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nestes dias, a visita do presidente Lula e de v\u00e1rios ministros de Estado a Roraima obrigou a imprensa e a toda sociedade brasileira tomar consci\u00eancia do genoc\u00eddio que, h\u00e1 anos, o povo Yanomami est\u00e1 submetido. No entanto, sabemos que a situa\u00e7\u00e3o de fome, doen\u00e7as e riscos de vida que essa popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena enfrenta n\u00e3o \u00e9 muito diferente da realidade de outros povos origin\u00e1rios nas diversas regi\u00f5es do pa\u00eds. Junta-se aos 33 milh\u00f5es de brasileiros\/as amea\u00e7ados pela fome e pela inseguran\u00e7a alimentar.<\/p>\n\n\n\n<p>Nestes \u00faltimos dias de janeiro, a OXFAM publicou o relat\u00f3rio sobre a situa\u00e7\u00e3o da pobreza no mundo. \u201cSegundo o Banco Mundial, estamos testemunhando o maior aumento da desigualdade e pobreza global, desde a Segunda Guerra Mundial. Desde 2020, o 1% da popula\u00e7\u00e3o mais rica j\u00e1 possui 63% da riqueza global. Estas s\u00e3o as conclus\u00f5es de um novo relat\u00f3rio Oxfam, publicado por ocasi\u00e3o do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial, que se realizou em janeiro de 2023, em Davos, na Su\u00ed\u00e7a\u201d (<a href=\"https:\/\/www.vaticannews.va\/pt\/mundo\/news\/2023-01\/relatorio-oxfam-desigualdes-davos-pobreza-riqueza.html\">https:\/\/www.vaticannews.va\/pt\/mundo\/news\/2023-01\/relatorio-oxfam-desigualdes-davos-pobreza-riqueza.html<\/a> )<\/p>\n\n\n\n<p>Os povos Algonquinos do Nordeste dos Estados Unidos chamam o Capitalismo de \u201cWetico\u201d, que significa \u201ccome carne humana\u201d. Acusam assim a sociedade capitalista n\u00e3o do canibalismo no sentido literal e sim do se alimentar da energia de vida de todas as pessoas que podem explorar. De fato, o papa Francisco tem repetido diversas vezes: \u201ceste sistema mata!\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Algu\u00e9m j\u00e1 afirmou que o mundo atual se tornou perigoso demais para tudo que n\u00e3o seja utopia. N\u00e3o se trata da fantasia irrespons\u00e1vel que nos afasta da realidade e sim da esperan\u00e7a de um futuro novo poss\u00edvel que nos mobiliza e nos une na luta pac\u00edfica pela Justi\u00e7a, Paz e cuidado com a M\u00e3e-Terra. Quanto mais os tempos se tornam dif\u00edceis, mais necess\u00e1ria a teimosia da esperan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Das mais diferentes religi\u00f5es e diversos caminhos espirituais, v\u00eam o apelo para unirmos a energia espiritual ao compromisso social e pol\u00edtico de transformar este mundo e ench\u00ea-lo de amorosidade solid\u00e1ria e compassiva. Que, a cada dia, esta seja a prioridade das nossas vidas. &nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como recuperar a utopia. Por Marcelo Barros No Brasil, este in\u00edcio de fevereiro marca a inaugura\u00e7\u00e3o dos trabalhos do novo Congresso. Em muitas escolas e universidades, se d\u00e1 o in\u00edcio do novo ano letivo. 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