{"id":12073,"date":"2023-05-12T08:28:41","date_gmt":"2023-05-12T11:28:41","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=12073"},"modified":"2023-05-12T08:28:43","modified_gmt":"2023-05-12T11:28:43","slug":"ato-publico-em-congonhas-mg-denuncia-ameacas-ao-territorio-da-comunidade-quilombola-de-campinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/ato-publico-em-congonhas-mg-denuncia-ameacas-ao-territorio-da-comunidade-quilombola-de-campinho\/","title":{"rendered":"Ato P\u00fablico Em Congonhas, MG, denuncia amea\u00e7as ao Territ\u00f3rio da Comunidade Quilombola de Campinho"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Ato P\u00fablico Em Congonhas, MG, denuncia amea\u00e7as ao Territ\u00f3rio da Comunidade Quilombola de Campinho<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-11-at-08.25.57-576x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12074\" width=\"780\" height=\"1387\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-11-at-08.25.57-576x1024.jpeg 576w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-11-at-08.25.57-169x300.jpeg 169w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-11-at-08.25.57-768x1365.jpeg 768w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-11-at-08.25.57-864x1536.jpeg 864w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-11-at-08.25.57.jpeg 900w\" sizes=\"auto, (max-width: 780px) 100vw, 780px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>S\u00e1bado, 13 de maio de 2023, haver\u00e1 um Ato P\u00fablico em defesa do Quilombo Campinho, na cidade de Congonhas, MG, para denunciar uma s\u00e9rie de viola\u00e7\u00f5es do poder p\u00fablico municipal a esse territ\u00f3rio tradicional da cidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Comunidade Quilombola de Campinho, assim certificada pela Funda\u00e7\u00e3o Cultural Palmares, est\u00e1 sob amea\u00e7a de fragmenta\u00e7\u00e3o, descaracteriza\u00e7\u00e3o de seu territ\u00f3rio devido a constru\u00e7\u00e3o ilegal do Conjunto Habitacional Campinho pela Prefeitura de Congonhas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Contexto das injusti\u00e7as ao Quilombo do Campinho<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos 12 anos a Comunidade Quilombola do Campinho tem sofrido uma s\u00e9rie de viola\u00e7\u00f5es de direitos, com desapropria\u00e7\u00f5es e remo\u00e7\u00f5es arbitr\u00e1rias de fam\u00edlias quilombolas sem a realiza\u00e7\u00e3o de Consulta Livre, Pr\u00e9via, Informada, Consentida e de Boa-f\u00e9, conforme assegura a Conven\u00e7\u00e3o 169 da OIT (Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho) da ONU.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora a Prefeitura de Congonhas iniciou a constru\u00e7\u00e3o ilegal de 160 unidades habitacionais dentro do territ\u00f3rio ancestral quilombola. Diante disso, a Federa\u00e7\u00e3o das Comunidades Quilombolas do Estado de Minas Gerais \u2013 N\u2019Golo &#8211; ajuizou A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica (ACP) na Justi\u00e7a Federal (Processo n\u00ba. 1010519-54.2023.4.06.3800) para embargar a obra. O Juiz federal ainda n\u00e3o decidiu sobre o pedido liminar de paralisa\u00e7\u00e3o da obra. O Conjunto Habitacional est\u00e1 sendo constru\u00eddo pelo Munic\u00edpio de Congonhas sem o consentimento e sem que fosse realizada qualquer consulta pr\u00e9via \u00e0 comunidade Quilombola, brutalmente atingida por esta grande obra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>T\u00e3o logo a Federa\u00e7\u00e3o Quilombola ajuizou a referida ACP, a Prefeitura de Congonhas acelerou a constru\u00e7\u00e3o do Conjunto Habitacional do Campinho para gerar fato consumado em caso de determina\u00e7\u00e3o judicial de embargo da obra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Presidenta da Comiss\u00e3o Amaz\u00f4nia, Povos Origin\u00e1rios e Tradicionais, Deputada Federal C\u00e9lia Xakriab\u00e1 (PSOL-MG), no \u00faltimo dia 20 de abril, enviou of\u00edcio em car\u00e1ter de urg\u00eancia ao Prefeito de Congonhas, Dr. Cl\u00e1udio Ant\u00f4nio de Souza, requerendo informa\u00e7\u00f5es sobre o caso e pedindo a imediata paralisa\u00e7\u00e3o da obra, por se tratar de edifica\u00e7\u00e3o ilegal em territ\u00f3rio tradicional, representando grave ofensa \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o Federal e \u00e0 Conven\u00e7\u00e3o 169 da OIT.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A constru\u00e7\u00e3o em quest\u00e3o sequer tinha placa de obra como obriga a lei, e s\u00f3 foi instalada ap\u00f3s a Prefeitura ser oficiada pelo mandato parlamentar da Deputada C\u00e9lia Xakriab\u00e1. Passados 20 (vinte) dias desde o envio do mencionado of\u00edcio, at\u00e9 o presente momento, a Prefeitura de Congonhas n\u00e3o se dignou a responder a interpela\u00e7\u00e3o da Deputada C\u00e9lia Xakriab\u00e1 e continua executando a obra irregularmente. O caso ser\u00e1 levado em Audi\u00eancia P\u00fablica a ser designada no \u00e2mbito da Comiss\u00e3o da Amaz\u00f4nia, Povos Origin\u00e1rios e Tradicionais da C\u00e2mara Federal com a convoca\u00e7\u00e3o das autoridades administrativas respons\u00e1veis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Deputada C\u00e9lia Xakriab\u00e1 e a Deputada estadual Bella Gon\u00e7alves (PSOL na ALMG), Vice-Presidenta da Comiss\u00e3o de Direito Humanos da Assembleia Legislativa, enviaram of\u00edcio ao Juiz federal do caso refor\u00e7ando o pedido de concess\u00e3o liminar feito pela Federa\u00e7\u00e3o Quilombola para paralisa\u00e7\u00e3o da obra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, por meio da Procuradoria da Rep\u00fablica de Tutela dos Povos e Comunidades Tradicionais, emitiu parecer favor\u00e1vel \u00e0 concess\u00e3o da liminar para imediata paralisa\u00e7\u00e3o da obra irregular pela Prefeitura de Congonhas, nos autos da ACP n\u00ba. 1010519-54.2023.4.06.3800. No mesmo processo, o INCRA, que figura no polo passivo, rebateu as informa\u00e7\u00f5es trazidas pelo Munic\u00edpio de Congonhas, R\u00e9u no processo, para afirmar seu interesse na prote\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio quilombola violado e corroborar o pedido de concess\u00e3o da liminar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como \u00e9 do conhecimento da Prefeitura, o Quilombo de Campinho foi certificado pela Funda\u00e7\u00e3o Cultural Palmares em 10 de outubro de 2022, est\u00e1 localizado no munic\u00edpio de Congonhas, Minas Gerais, e se formou h\u00e1 mais de 150 anos, pelo menos 60 anos antes da emancipa\u00e7\u00e3o de Congonhas enquanto Munic\u00edpio. O fato do territ\u00f3rio n\u00e3o ter sido ainda demarcado pelo INCRA n\u00e3o poderia jamais justificar a constru\u00e7\u00e3o de um Conjunto Habitacional pelo Munic\u00edpio na \u00e1rea, com 160 unidades habitacionais, o que implica em grave amea\u00e7a sobre a comunidade ancestral que sequer foi consultada a respeito. O Munic\u00edpio alega que desapropriou a \u00e1rea objeto da lide, mas n\u00e3o apresentou nenhuma prova de Consulta Pr\u00e9via, Livre, Informada, Consentida e de Boa-f\u00e9 \u00e0 comunidade Quilombola de Campinho, logo, as pr\u00f3prias desapropria\u00e7\u00f5es sustentadas pelo ente municipal est\u00e3o maculadas de ilegalidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Diante dessa situa\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 realizado o ato no pr\u00f3ximo s\u00e1bado, 13\/05\/23, que contar\u00e1 com a presen\u00e7a da deputada estadual Bella Gon\u00e7alves (PSOL).<\/p>\n\n\n\n<p>Ato P\u00fablico <strong>Dia 13\/05\/2023, s\u00e1bado, \u00e0s 15:00. Local: Avenida Michel Pereira de Souza, 65 \u2013 Congonhas, MG<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ato P\u00fablico Em Congonhas, MG, denuncia amea\u00e7as ao Territ\u00f3rio da Comunidade Quilombola de Campinho S\u00e1bado, 13 de maio de 2023, haver\u00e1 um Ato P\u00fablico em defesa do Quilombo Campinho, na cidade de Congonhas, MG, para<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":12074,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,40,46,44,38,49,35,27,30,25,29,33,43,26],"tags":[],"class_list":["post-12073","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-direito-a-cidade","category-direito-a-cultura-popular","category-direito-a-memoria","category-direito-a-saude","category-direito-a-terra","category-direitos-dos-quilombolas","category-direitos-humanos","category-fe-e-politica","category-luta-pela-terra-e-reforma-agraria","category-movimentos-sociais-populares","category-nota-publica","category-pedagogia-emancipatoria","category-teologia-da-libertacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12073","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12073"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12073\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12075,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12073\/revisions\/12075"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12074"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12073"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12073"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12073"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}