{"id":12798,"date":"2023-11-25T09:43:31","date_gmt":"2023-11-25T12:43:31","guid":{"rendered":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=12798"},"modified":"2023-11-25T09:43:33","modified_gmt":"2023-11-25T12:43:33","slug":"trinta-indigenas-da-aldeia-pirajui-de-paranhos-ms-em-trabalho-escravo-no-interior-de-mg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/trinta-indigenas-da-aldeia-pirajui-de-paranhos-ms-em-trabalho-escravo-no-interior-de-mg\/","title":{"rendered":"Trinta ind\u00edgenas da aldeia Piraju\u00ed, de Paranhos, MS, em trabalho escravo no interior de MG"},"content":{"rendered":"\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>Trinta ind\u00edgenas da aldeia Piraju\u00ed, de Paranhos, MS, em trabalho escravo no interior de MG<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p>Fonte: Jornal Estado de Minas Gerais, 23\/11\/23.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ind\u00edgenas da aldeia Piraju\u00ed foram contratados para trabalhar na colheita de laranjas, em fazenda de Planura, no Tri\u00e2ngulo Mineiro e s\u00e3o submetidos a condi\u00e7\u00e3o de trabalho escravo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.cptmg.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/1_f-32557951.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9461\" width=\"702\" height=\"482\" title=\"Alojamento n\u00e3o tinha geladeira, fog\u00e3o e \u00edndios dormiam em colch\u00f5es no ch\u00e3o -  (cr\u00e9dito: Reprodu\u00e7\u00e3o)\"\/><figcaption>Alojamento n\u00e3o tinha geladeira, fog\u00e3o e \u00edndios dormiam em colch\u00f5es no ch\u00e3o. Cr<small>\u00e9dito: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/small><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Trinta ind\u00edgenas da aldeia Piraju\u00ed, que fica em Paranhos (MS), foram localizados em uma resid\u00eancia em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias na noite desta quarta-feira (22\/11\/23), em Planura, no Tri\u00e2ngulo Mineiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Eles haviam sido contratados por um homem, supostamente funcion\u00e1rio da empresa, para colheita de laranjas em uma fazenda de Planura. Eles, que falam a l\u00edngua guarani e teriam assinado contratos sem ler, j\u00e1 que n\u00e3o s\u00e3o alfabetizados, trabalhavam no local h\u00e1 quase um m\u00eas. A aldeia Piraju\u00ed fica a 1015 km de dist\u00e2ncia de Planura.<\/p>\n\n\n\n<p>Um boletim de ocorr\u00eancia foi registrado pela Pol\u00edcia Militar (PM) com a descri\u00e7\u00e3o: trabalhadores em situa\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria de moradia.<\/p>\n\n\n\n<p>Na resid\u00eancia, com apenas dois banheiros, n\u00e3o tinha fog\u00e3o, geladeira, televis\u00e3o, e v\u00e1rios homens dormiam em colch\u00f5es no ch\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo relato de um dos trabalhadores aos policiais militares, n\u00e3o havia nada para comer na parte da tarde.<\/p>\n\n\n\n<p>Os trabalhadores disseram que teria sido prometido a eles um ambiente agrad\u00e1vel e digno de moradia. No momento da chegada da PM, os \u00edndios estavam sem papel higi\u00eanico nos banheiros. Al\u00e9m disso, os utens\u00edlios de limpeza e higiene teriam que ser comprados por eles.<\/p>\n\n\n\n<p>Um cart\u00e3o alimenta\u00e7\u00e3o, no valor de R$ 500, teria sido prometido aos ind\u00edgenas, o que n\u00e3o foi feito. Os trabalhadores tamb\u00e9m relataram n\u00e3o saber ao certo qual seria o valor que receberiam por dia e nem, qual seria o sal\u00e1rio mensal.<\/p>\n\n\n\n<p>Os trabalhadores tamb\u00e9m denunciaram que os valores dos equipamentos de seguran\u00e7a obrigat\u00f3rios teriam sido descontados na folha de pagamento de cada um.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos ind\u00edgenas disse que, em 15 dias, recebeu R$ 300.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Forte odor e equipamentos de trabalho no ch\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Ainda conforme a PM de Planura, os policiais sentiram um forte odor no interior da resid\u00eancia, devido \u00e0 falta de limpeza di\u00e1ria no local.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O caso foi entregue ao delegado de plant\u00e3o da Pol\u00edcia Civil e tamb\u00e9m ao Minist\u00e9rio do Trabalho.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Relato de um dos respons\u00e1veis pela contrata\u00e7\u00e3o dos&nbsp;ind\u00edgenas<\/h2>\n\n\n\n<p>Um dos respons\u00e1veis pela contrata\u00e7\u00e3o dos ind\u00edgenas relatou que a norma da empresa \u00e9 n\u00e3o colocar fog\u00e3o e geladeira nos alojamentos. Ainda conforme a PM, ele foi advertido e orientado sobre as irregularidades encontradas. O homem disse tamb\u00e9m que ajudou a buscar os trabalhadores com uma Van, fazendo tr\u00eas viagens de Paranhos at\u00e9 Planura.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trinta ind\u00edgenas da aldeia Piraju\u00ed, de Paranhos, MS, em trabalho escravo no interior de MG Fonte: Jornal Estado de Minas Gerais, 23\/11\/23. 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