{"id":13218,"date":"2024-04-02T20:30:03","date_gmt":"2024-04-02T23:30:03","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=13218"},"modified":"2024-04-03T15:10:38","modified_gmt":"2024-04-03T18:10:38","slug":"clamores-dos-povos-da-amazonia-e-das-aguas-por-frei-gilvander","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/clamores-dos-povos-da-amazonia-e-das-aguas-por-frei-gilvander\/","title":{"rendered":"Clamores dos Povos, da Amaz\u00f4nia e das \u00e1guas &#8211; Por frei Gilvander"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Clamores dos Povos, da Amaz\u00f4nia e das \u00e1guas<\/strong> &#8211; Por frei Gilvander Moreira<a id=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_20240331_133308259_HDR-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13219\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_20240331_133308259_HDR-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_20240331_133308259_HDR-300x169.jpg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_20240331_133308259_HDR-768x432.jpg 768w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_20240331_133308259_HDR-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_20240331_133308259_HDR-2048x1153.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Castanheiras sacrificadas em plena Semana Santa de 2024, em Itaituba, no Par\u00e1. &#8220;Malditas sejam todas as cercas&#8221; (Dom Pedro Casald\u00e1liga). Fotos: Frei Gilvander<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>De 22 de mar\u00e7o a 1\u00ba de abril de 2024, participamos de Miss\u00f5es na Amaz\u00f4nia, na Prelazia de Itaituba, no Par\u00e1. Chama nossa aten\u00e7\u00e3o, primeiro, a imensidade da Amaz\u00f4nia, com cidades muito longe umas das outras; depois a exuber\u00e2ncia da Floresta Amaz\u00f4nica que ainda resiste de p\u00e9 com toda sua riqu\u00edssima biodiversidade, com igarap\u00e9s e rios na superf\u00edcie do solo e os rios a\u00e9reos que s\u00e3o quase invis\u00edveis a olho nu, mas transportam uma quantidade de \u00e1gua maior do que os rios de superf\u00edcie. S\u00e3o estes rios a\u00e9reos da Amaz\u00f4nia que garantem chuvas no centro-oeste, sudeste e sul do Brasil, no Uruguai, Paraguai e Argentina. Se eles secarem, a Amaz\u00f4nia se desertificar\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Com calor escaldante, nas cidades, gentes oriundas de muitas outras terras indicam que a migra\u00e7\u00e3o for\u00e7ada tem sido um tra\u00e7o da cultura e da hist\u00f3ria dos Povos no Brasil. Fomos muito bem acolhidos pelo bispo dom Wilmar Santin, pelas irm\u00e3s Carmelitas e por lideran\u00e7as leigas da Prelazia de Itaituba. Os mais de trinta mission\u00e1rios\/as foram subdivididos\/as em equipes em v\u00e1rias par\u00f3quias de Itaituba. Visitamos e celebramos em v\u00e1rias comunidades rurais, de posseiros e de ribeirinhos. Nestas comunidades existem e resistem um grande grau de preserva\u00e7\u00e3o da floresta amaz\u00f4nica e da sua biodiversidade, mas para chegar as estas comunidades, passamos por muitas fazendas grandes com grandes currais e muita monocultura de capim, indicando que ap\u00f3s a derrubada da floresta, a cria\u00e7\u00e3o de gado segue atr\u00e1s. Na Amaz\u00f4nia, a injusti\u00e7a agr\u00e1ria campeia, pois imensas quantidades de terra continuam aprisionadas em cativeiro, invadidas por grileiros fazendeiros e\/ou empres\u00e1rios e\/ou madeireiros, que expulsam posseiros, ribeirinhos, ind\u00edgenas e assentados da reforma agr\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_20240331_133331153_HDR-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13220\" width=\"483\" height=\"271\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_20240331_133331153_HDR-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_20240331_133331153_HDR-300x169.jpg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_20240331_133331153_HDR-768x432.jpg 768w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_20240331_133331153_HDR-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_20240331_133331153_HDR-2048x1153.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 483px) 100vw, 483px\" \/><figcaption>Castanheiras com mais de um metro de di\u00e2metro. Ecoc\u00eddio continuado. <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Ficamos impactados ao ouvir que a regi\u00e3o de Itaituba foi, nas d\u00e9cadas de 1980 e 1990, um dos grandes polos de extra\u00e7\u00e3o de ouro do Brasil. \u201c<em>O aeroporto aqui era um dos mais movimentados. Descia e subia avi\u00e3o teco-teco um atr\u00e1s do outro<\/em>\u201d, nos disseram v\u00e1rias pessoas idosas. Os ribeirinhos dizem que sentem saudade de quando o Rio Tapaj\u00f3s, um dos maiores afluentes do Rio Amazonas, tinha \u00e1guas l\u00edmpidas e cristalinas, \u201c<em>tempo em que a gente podia beber \u00e1gua com a pr\u00f3pria m\u00e3o<\/em>\u201d, mas com a expans\u00e3o do garimpo as \u00e1guas do rio Tapaj\u00f3s ficaram barrentas e contaminadas com merc\u00fario. Volta e meia encontramos peixes doentes e muitas pessoas j\u00e1 morreram com merc\u00fario no corpo causado pelo garimpo que joga merc\u00fario nas \u00e1guas e vai para os peixes e para os corpos das pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da cidade de Itaituba, do outro lado do rio Tapaj\u00f3s, no distrito de Miritituba, j\u00e1 existem seis portos graneleiros, um da Cargil, outro da Bunge e de outras empresas do agroneg\u00f3cio, com grandes silos que recebem em m\u00e9dia 1.800 carretas bitrem lotadas de soja do agroneg\u00f3cio do centro-oeste do Brasil e s\u00e3o embarcadas em balsas gigantes (umas vinte balsas amarradas umas \u00e0s outras) sendo empurradas por rebocadores com v\u00e1rios motores de Scania. De Itaituba at\u00e9 Santar\u00e9m a soja \u00e9 transportada nas gigantes barca\u00e7as 24 horas por dia. No embarque da soja, uma significativa quantidade de soja acaba caindo nas \u00e1guas do Rio Tapaj\u00f3s, o que atrai grandes cardumes de peixes em busca de alimenta\u00e7\u00e3o, que ao comer a soja acabam assimilando tamb\u00e9m a carga brutal de agrot\u00f3xicos usada na produ\u00e7\u00e3o da soja em monocultura do agroneg\u00f3cio. Os ribeirinhos pescadores pescam os peixes que s\u00e3o a principal carne na sua alimenta\u00e7\u00e3o. Resultado: adoecimento, depress\u00e3o, autoexterm\u00ednio em grau nunca visto na hist\u00f3ria das comunidades.<\/p>\n\n\n\n<p>No segundo semestre de 2023, as Comunidades Ribeirinhas, de Posseiros e tamb\u00e9m os Povos das cidades na Amaz\u00f4nia sofreram em demasia com uma das maiores secas na Amaz\u00f4nia, uma onda de calor infernal e com nuvens gigantes de fuma\u00e7a oriunda das queimadas na Floresta Amaz\u00f4nica. Dona Maria Jos\u00e9, da Comunidade Ribeirinha de Barreiras, no munic\u00edpio de Itaituba, PA, relata comovida: \u201c<em>Foi de cortar nosso cora\u00e7\u00e3o de dor ao vermos a mortandade de peixe pela escassez de \u00e1gua e principalmente porque a \u00e1gua dos rios, igarap\u00e9s e lagoas estavam quase fervendo. N\u00f3s fomos sacrificados aqui, porque era quase imposs\u00edvel tomar banho, porque a \u00e1gua do rio ou das torneiras saia quente demais. Para piorar a situa\u00e7\u00e3o. durantes v\u00e1rios meses tivemos que sobreviver dentro de uma nuvem gigante de fuma\u00e7a, vinda das queimadas na Floresta. Era tanta fuma\u00e7a que a gente n\u00e3o conseguia enxergar o Rio Tapaj\u00f3s aqui ao nosso lado. Aconteceram acidentes com voadeiras e rabetas (canoas com motores), porque com tanta fuma\u00e7a n\u00e3o se via nem a cinco metros de dist\u00e2ncia. Com o barulho do motor da voadeira ou rabeta, n\u00e3o se podia perceber que vinha outra em dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria. Os Postos de Sa\u00fade e os hospitais da regi\u00e3o ficaram superlotados de pessoas com pneumonia, doen\u00e7as nos olhos, alergias e outras doen\u00e7as respirat\u00f3rias. A gente sentia que estava em uma sexta-feira da paix\u00e3o, como a sofrida por Jesus Cristo. Estamos preocupados com o pr\u00f3ximo ver\u00e3o. E como p\u00e9ssimo sinal, o Rio Tapaj\u00f3s, agora no final de mar\u00e7o de 2024, est\u00e1 muito mais baixo que estava em mar\u00e7o do ano passado, pois est\u00e1 chovendo bem menos. <\/em>O progresso est\u00e1 cada vez mais brutal e invadindo nossos territ\u00f3rios e nossos modos de vida.<em>\u201d<\/em> Esta narrativa pude conferir com muitas outras pessoas da comunidade. Todos diziam: \u201c<em>Foi isso mesmo que aconteceu. \u00c9 a pura verdade<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficamos sabendo que uma multinacional do Canad\u00e1, em parceria com uma empresa brasileira, est\u00e1 instalando mais um megaprojeto de minera\u00e7\u00e3o de ouro na regi\u00e3o de Itaituba. \u201c<em>Instalamos um linh\u00e3o de energia exclusivo para este projeto de minera\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d, nos disse um engenheiro el\u00e9trico. Em 1998, a CELPA (Centrais El\u00e9tricas do Par\u00e1) foi privatizada e passou a se chamar Rede Energia. Em 2012, a Equatorial Energia S\/A adquiriu o controle da quase falida Rede Energia por apenas 1 real. O povo paraense est\u00e1 reclamando muito da privatiza\u00e7\u00e3o da energia, porque o pre\u00e7o mensal da energia est\u00e1 sendo muito caro e falta energia com muita frequ\u00eancia. Nas vilas rurais todo o dia falta energia muitas vezes. Sem energia, o povo fica sem \u00e1gua, porque se precisa de energia para bombear a \u00e1gua de po\u00e7os artesianos, queimam-se com frequ\u00eancia os eletrodom\u00e9sticos, n\u00e3o h\u00e1 como ligar ventiladores para amenizar o calor e as pessoas com diabete ou di\u00e1lise ficam sem poder ser medicadas. Quem pode se vira comprando gerador pr\u00f3prio com motor movido \u00e0 gasolina, o que consome os poucos recursos econ\u00f4micos que as fam\u00edlias t\u00eam. Eis outra injusti\u00e7a que se abate sobre o povo paraense. Energia \u00e9 bem comum e \u00e9 injusto reduzi-la a mercadora para se lucrar na bolsa de valores.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficamos felizes ao chegar \u00e0 Casa de Forma\u00e7\u00e3o da Prelazia de Itaituba, ao lado da cidade, e passar por entre v\u00e1rias imponentes castanheiras centen\u00e1rias. Degustamos castanha do Par\u00e1 e v\u00e1rias outras del\u00edcias da culin\u00e1ria paraense, mas ao retornarmos da Miss\u00e3o, dia 31 de mar\u00e7o, fomos tomados de um profundo espanto ao vermos que tinham sido derrubadas cinco daquelas castanheiras que admir\u00e1vamos, cada uma com mais de 60 metros de altura, com troncos com mais de um metro de di\u00e2metro. Quem cortou? Quem mandou cortar estas castanheiras? O IBAMA deu licen\u00e7a? Uma das \u00e1rvores s\u00edmbolo da Amaz\u00f4nia, as castanheiras s\u00e3o madeira de lei, h\u00e1 lei que pro\u00edbe cort\u00e1-las, mas ouvimos tamb\u00e9m de muitos ribeirinhos que o IBAMA e a Pol\u00edcia Federal s\u00e3o implac\u00e1veis com os ribeirinhos e condescendentes\/c\u00famplices com grandes e poderosos desmatadores. Uma pessoa nos informou que este bairro aqui era uma mata de castanheiras. Foram todas derrubadas para se construir o bairro. Estes troncos gigantes das castanheiras derrubadas ser\u00e3o vendidos e se transformar\u00e3o em m\u00f3veis de luxo n\u00e3o sabemos em qual capital do brasil ou do exterior.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Na bacia do Rio Tapaj\u00f3s h\u00e1 v\u00e1rios Povos Ind\u00edgenas, entre eles o Povo Mundurucu com mais de 13 mil parentes que resistem e est\u00e3o lutando pela demarca\u00e7\u00e3o do seu territ\u00f3rio. Igrejas evang\u00e9licas e (neo)pentecostais est\u00e3o se espalhando no meio dos povos ind\u00edgenas e das comunidades ribeirinhas e nas cidades tamb\u00e9m, muitas delas desrespeitando as culturas dos povos origin\u00e1rios e solapando lutas coletivas pelos direitos dos povos.<\/p>\n\n\n\n<p>Enfim, a Amaz\u00f4nia, os Povos Amaz\u00f4nidas e todos os seres vivos da Amaz\u00f4nia est\u00e3o clamando por cuidado, respeito e solidariedade. Preservar a Amaz\u00f4nia e o que ainda resta de todos os biomas e ecossistemas se tornou uma quest\u00e3o de sobreviv\u00eancia para a humanidade. Os clamores s\u00e3o ensurdecedores. Feliz quem ouvi-los e se comprometer com a supera\u00e7\u00e3o do capitalismo, m\u00e1quina b\u00e1rbara de moer vidas, e do agroneg\u00f3cio, com suas monoculturas e minera\u00e7\u00e3o, que est\u00e3o causando brutais sextas-feiras da paix\u00e3o em plena terceira d\u00e9cada do s\u00e9culo XXI!<\/p>\n\n\n\n<p>03\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.: As videorreportagens nos links, abaixo, versam sobre o assunto tratado, acima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1 &#8211; Leonardo Boff no Palavra \u00c9tica da TVC\/BH, com frei Gilvander: S\u00ednodo da Amaz\u00f4nia. 23\/11\/2019<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_25708\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/AXnHmvGduQ4?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>2 &#8211; &#8220;Lavando os p\u00e9s uns dos outros e beijando os p\u00e9s do pr\u00f3ximo.&#8221; &#8211; Comunidade Ribeirinha de Barreiras, no munic\u00edpio de Itaituba, no Par\u00e1 &#8211; 28\/03\/2024<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_29211\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/dezisC2YUVA?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>3 &#8211; Os Ladr\u00f5es e Poluidores das \u00c1gua &#8211; V\u00eddeo produzido pela FASE &#8211; Solidariedade e Educa\u00e7\u00e3o &#8211; Mar\u00e7o\/2024<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_86627\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/WgttwkaH6tQ?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>4 &#8211; Realidade\/desafios das CEBs do Oeste e Amaz\u00f4nia no XV Intereclesial das CEBs, Rondon\u00f3polis\/MG. V\u00edd11<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_16162\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/eDlFAkMDzDY?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>5 &#8211; Amaz\u00f4nia. O Resgate dos Yanomani, com a urbanista Regina Fittipaldi<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_71942\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/e3jwrYDiwDY?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>6 &#8211; Estudo: Em tr\u00eas d\u00e9cadas Amaz\u00f4nia perde o equivalente aos estados de SC, PR, SP, RJ e ES\/JN\/02-7-2020<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_21818\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4o7F5Tsua0w?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>7 &#8211; Desmatamento na Amaz\u00f4nia \u00e9 o maior dos \u00faltimos dez anos &#8211; JN &#8211; 19\/1\/2021<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_81623\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xYZ9x_IXIBg?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP\/SP; mestre em Exegese B\u00edblica pelo Pontif\u00edcio Instituto B\u00edblico, em Roma, It\u00e1lia; assessor da CPT, CEBI, SAB e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de \u201cMovimentos Sociais Populares e Direitos Humanos\u201d no IDH, em Belo Horizonte, MG. Autor de livros e artigos. E \u201ccineasta amador\u201d (videotuber) com mais de 6.000 v\u00eddeos de luta por direitos no youtube, canal \u201cFrei Gilvander luta pela terra e por direitos\u201d. E-mail:&nbsp;<a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a>&nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\/\">www.gilvander.org.br<\/a>&nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\/\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;Facebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Clamores dos Povos, da Amaz\u00f4nia e das \u00e1guas &#8211; Por frei Gilvander Moreira[1] De 22 de mar\u00e7o a 1\u00ba de abril de 2024, participamos de Miss\u00f5es na Amaz\u00f4nia, na Prelazia de Itaituba, no Par\u00e1. 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