{"id":13263,"date":"2024-05-09T17:51:58","date_gmt":"2024-05-09T20:51:58","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=13263"},"modified":"2024-05-09T17:52:04","modified_gmt":"2024-05-09T20:52:04","slug":"sem-limites-para-as-chuvas-diluvios-extremos-e-o-futuro-do-clima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/sem-limites-para-as-chuvas-diluvios-extremos-e-o-futuro-do-clima\/","title":{"rendered":"Sem limites para as chuvas: dil\u00favios extremos e o futuro do clima"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Sem limites para as chuvas: dil\u00favios extremos e o futuro do clima.<\/strong> Artigo de Roberto Malvezzi<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"488\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Roberto-Malvezzi-gogo-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-13264\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Roberto-Malvezzi-gogo-1.png 700w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Roberto-Malvezzi-gogo-1-300x209.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption>Roberto Malvezzi<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Havia ca\u00eddo perto de 280 mm de chuva em poucos dias no Vale do Taquari. Outras informa\u00e7\u00f5es d\u00e3o mais de 700 mm em poucos dias. Ser\u00e1 que as pessoas fazem ideia do volume de \u00e1gua que esses n\u00fameros representam?<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui no&nbsp;Nordeste, quando constru\u00edmos uma cisterna no p\u00e9 da casa para as fam\u00edlias, sempre tem um debate para que as pessoas entendam a tecnologia e como ela deve ser cuidada. E come\u00e7a pela \u00e1rea de capta\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, o telhado. Ent\u00e3o, se uma pessoa tem um telhado de 5 x 8 metros, ela tem um telhado de 40 m2. Ela vai aprender que cada mil\u00edmetro de chuva que cai em um m2 est\u00e1 captando 1 litro de \u00e1gua. Ent\u00e3o, se a chuva for de 50 mm, \u00e9 s\u00f3 multiplicar por 40 que ela ter\u00e1 recolhido 2 mil litros de \u00e1gua na sua cisterna s\u00f3 naquela&nbsp;chuva.<\/p>\n\n\n\n<p>Imaginem 280 mm em 26 mil km2, como \u00e9 o caso do&nbsp;vale do Taquari. Um km2 tem 1 milh\u00e3o de metros quadrados. Ent\u00e3o, mais uma vez \u00e9 s\u00f3 fazer as contas, isto \u00e9, 1.000.000 de m2, vezes 26 mil km2, vezes 280 mm de chuva. Equa\u00e7\u00e3o: 1.000.000 x 26000 x 280 = 7.280.000.000.000 litros de \u00e1gua, isto \u00e9, 7 trilh\u00f5es e 280 bilh\u00f5es de litros de \u00e1gua ca\u00edram no&nbsp;vale do Taquari&nbsp;em aproximadamente 3 dias. Dividido por mil, dar\u00e1 7 bilh\u00f5es e 280 milh\u00f5es de m3 de \u00e1gua. S\u00f3 para efeito de compara\u00e7\u00e3o, todos os reservat\u00f3rios do&nbsp;Rio Grande do Norte&nbsp;somados tem capacidade para armazenar 4.438.663.499 m3 de \u00e1gua. Logo, a chuva que caiu em 3 dias no&nbsp;vale do Taquari&nbsp;\u00e9 quase o dobro de toda capacidade de armazenamento do Rio Grande do Norte.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um dil\u00favio em qualquer lugar do mundo. As famosas&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/605814-mudancas-climaticas-alteram-os-padroes-globais-de-precipitacao\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Mon\u00e7\u00f5es Asi\u00e1ticas<\/a>&nbsp;chegam a 160 mm e j\u00e1 s\u00e3o descomunais.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, o desafio n\u00e3o para a\u00ed. At\u00e9 aqui em&nbsp;Uau\u00e1, sert\u00e3o da&nbsp;Bahia, nascente do&nbsp;Vaza Barris, caiu uma chuva perto de 200 mm em 24 horas. Exatamente a \u00e1rea em que alguns cientistas do clima disseram que est\u00e1 se desertificando, embora n\u00f3s da sociedade civil tenhamos certa desconfian\u00e7a porque essa quest\u00e3o \u00e9 debatida h\u00e1 muito tempo e agora aparece como a descoberta da p\u00f3lvora.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 mais limite para as chuvas. Com maior&nbsp;aquecimento global, maior ser\u00e1 a evapora\u00e7\u00e3o e dil\u00favios como esses ir\u00e3o se repetir com mais frequ\u00eancia e mais intensidade. Se j\u00e1 estamos espantados com o Rio Grande do Sul&nbsp;de hoje, muito mais veremos com o passar dos anos. Como diz a meme da internet: \u201cDindinha j\u00e1 dizia, voc\u00eas v\u00e3o ver coisas\u2026\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em tempo, n\u00e3o basta constatar o fen\u00f4meno e n\u00e3o \u00e9 suficiente nos sensibilizarmos com o sofrimento das pessoas. As&nbsp;mudan\u00e7as clim\u00e1ticas&nbsp;s\u00e3o o resultado da&nbsp;emiss\u00e3o dos gases de efeito&nbsp;estufa&nbsp;na atmosfera, causadas sobretudo pelos combust\u00edveis f\u00f3sseis e a derrubada e queima das florestas. Nem vamos falar das impermeabiliza\u00e7\u00f5es, devasta\u00e7\u00f5es e mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o ambiental para facilitar a vida do capital predador.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;Brasil&nbsp;\u00e9 quarto poluidor mundial, atr\u00e1s apenas dos&nbsp;EEUU,&nbsp;China&nbsp;e&nbsp;R\u00fassia. E n\u00e3o h\u00e1 nenhum sinal de&nbsp;controle sobre o agroneg\u00f3cio&nbsp;e as explora\u00e7\u00f5es petroleiras no pa\u00eds. Portanto, temos todos os ingredientes para s\u00e9culos de tempestades descomunais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sem limites para as chuvas: dil\u00favios extremos e o futuro do clima. Artigo de Roberto Malvezzi Havia ca\u00eddo perto de 280 mm de chuva em poucos dias no Vale do Taquari. 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