{"id":13404,"date":"2024-06-22T09:02:59","date_gmt":"2024-06-22T12:02:59","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=13404"},"modified":"2024-06-22T09:03:04","modified_gmt":"2024-06-22T12:03:04","slug":"forum-panamazonico-e-festas-juninas-por-marcelo-barros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/forum-panamazonico-e-festas-juninas-por-marcelo-barros\/","title":{"rendered":"F\u00f3rum Panamaz\u00f4nico e Festas juninas \u2013 Por Marcelo Barros"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>F\u00f3rum Panamaz\u00f4nico e Festas juninas \u2013 Por Marcelo Barros<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"708\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/padre-marcelo-barros-1024x708.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13405\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/padre-marcelo-barros-1024x708.jpg 1024w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/padre-marcelo-barros-300x207.jpg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/padre-marcelo-barros-768x531.jpg 768w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/padre-marcelo-barros.jpg 1052w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Padre Marcelo Barros<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Nestes dias, em Rurenabaque, na Amaz\u00f4nia boliviana, se encerrou mais uma sess\u00e3o do F\u00f3rum Social Panamaz\u00f4nico que, de 12 a 15 de junho, reuniu mais de mil representantes de povos origin\u00e1rios e militantes sociais da Panamaz\u00f4nia, regi\u00e3o que percorre nove pa\u00edses do continente sul americano. Como a Amaz\u00f4nia \u00e9 fonte de equil\u00edbrio ecol\u00f3gico e social que regula o clima e distribui \u00e1gua e vida para todas as regi\u00f5es da Am\u00e9rica Latina e mesmo do Caribe, as propostas do XI FOSPA (F\u00f3rum Social Panamaz\u00f4nico) interessam e devem ser assumidas por todos n\u00f3s, seja qual for a regi\u00e3o em que vivemos.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u201cMandato do XI F\u00f3rum Social Pan-Amaz\u00f4nico\u201d , como foi denominado o documento, \u00e9 uma s\u00edntese das conclus\u00f5es aprovadas nas assembleias de cada Eixo Tem\u00e1tico. Eram assuntos e desafios que j\u00e1 vinham sendo aprofundados em encontros virtuais durante os meses anteriores ao f\u00f3rum e agora foram sistematizados e conclu\u00eddos durante o f\u00f3rum e sintetizados no documento final. Esses eixos m foram: 1) Povos Ind\u00edgenas e Popula\u00e7\u00f5es Amaz\u00f4nicas, 2) A M\u00e3e Terra, 3) Extrativismos e alternativas, 4) Resist\u00eancia das Mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>Cada Eixo abrigou v\u00e1rios grupos de trabalho que respondiam a temas mais espec\u00edficos, como autonomia e justi\u00e7a ind\u00edgena, direitos da terra, crise clim\u00e1tica, \u00e1gua, transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, expans\u00e3o da fronteira agr\u00edcola, territ\u00f3rios e participa\u00e7\u00e3o das mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, por todo o continente, nesses dias, come\u00e7am os festejos juninos. T\u00eam origens pr\u00e9-crist\u00e3s, nas mudan\u00e7as de esta\u00e7\u00e3o. Na Bol\u00edvia, Peru e Equador, os povos ind\u00edgenas festejam o Inti Rami, o ano novo andino. No Sul, as comunidades Guarani celebram a colheita do Mate. Em v\u00e1rias regi\u00f5es do Brasil, o povo faz brincadeiras caipiras, quadrilhas e comidas t\u00edpicas de cada regi\u00e3o. A pr\u00f3pria hist\u00f3ria das festas juninas revela uma democratiza\u00e7\u00e3o de costumes, antes restritos aos nobres e dos quais os pobres se apropriaram. Mesmo o fato de tomar santos da Igreja Cat\u00f3lica, como Santo Ant\u00f4nio, S\u00e3o Jo\u00e3o Batista e S\u00e3o Pedro para fazer festas que revelam resist\u00eancia cultural \u00e9 bom porque liga os santos com a realidade da vida dos pobres de hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>As festas juninas revelam que, quando deseja e se o assunto \u00e9 do seu mundo afetivo, o povo, mesmo o mais empobrecido, tem grande capacidade de se organizar. Mesmo de forma espont\u00e2nea, os ensaios das festas e a efici\u00eancia da sua prepara\u00e7\u00e3o mostram que essa mesma energia de unidade e de organiza\u00e7\u00e3o poderiam fortalecer mais a caminhada social e pol\u00edtica das bases, na dire\u00e7\u00e3o da luta pac\u00edfica para transformar esse mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>O F\u00f3rum Social Panamaz\u00f4nico e as festas juninas revelam que, mesmo sem dinheiro e sem poder, as comunidades pobres s\u00e3o capazes de ensaiar uma sociedade nova na qual todos e todas podem ser protagonistas. Assim, na alegria e de forma despretensiosa, grupos e comunidades populares sinalizam uma realidade nova que se aproxima daquilo que os evangelhos chamam de reinado de Deus. Do seu modo e em sua linguagem l\u00fadica, traduzem uma palavra que os evangelhos atribuem a S\u00e3o Jo\u00e3o Batista: \u201cMudem de vida porque a realiza\u00e7\u00e3o do projeto de Deus no mundo est\u00e1 pr\u00f3ximo!\u201d (Mt 3, 2).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>F\u00f3rum Panamaz\u00f4nico e Festas juninas \u2013 Por Marcelo Barros Nestes dias, em Rurenabaque, na Amaz\u00f4nia boliviana, se encerrou mais uma sess\u00e3o do F\u00f3rum Social Panamaz\u00f4nico que, de 12 a 15 de junho, reuniu mais de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":13405,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,22,27,30,43,26],"tags":[],"class_list":["post-13404","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-cebs-comunidades-eclesiais-de-base","category-direitos-humanos","category-fe-e-politica","category-pedagogia-emancipatoria","category-teologia-da-libertacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13404","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13404"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13404\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13406,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13404\/revisions\/13406"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13405"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13404"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13404"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13404"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}