{"id":13871,"date":"2024-12-07T07:36:13","date_gmt":"2024-12-07T10:36:13","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=13871"},"modified":"2024-12-07T07:36:19","modified_gmt":"2024-12-07T10:36:19","slug":"para-onde-vai-a-humanidade-por-padre-waldemir-santana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/para-onde-vai-a-humanidade-por-padre-waldemir-santana\/","title":{"rendered":"PARA ONDE VAI A HUMANIDADE &#8211; Por padre Waldemir Santana"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>PARA ONDE VAI A HUMANIDADE &#8211; <\/strong>Por padre Waldemir Santana, da Arquidiocese da Para\u00edba<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/hq720-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13872\" width=\"779\" height=\"438\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/hq720-1.jpg 686w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/hq720-1-300x169.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 779px) 100vw, 779px\" \/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o Redes Virtuais<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O mundo est\u00e1 em crise e ela se manifesta de v\u00e1rias formas. Entende-se por crise uma fratura que ocorre num continuum, ao mesmo tempo, \u00e9 tamb\u00e9m uma perturba\u00e7\u00e3o em um sistema que at\u00e9 ent\u00e3o parecia tranquilo no seu desenrolar. Diante de uma crise as incertezas eclodem. Edgar Morin foi muito preciso ao afirmar que estamos num devir no qual a crise nos aparece n\u00e3o como um acidente em nossas sociedades, mas como um modo de ser.<\/p>\n\n\n\n<p>A sociedade \u00e9 cada vez mais complexa. As mudan\u00e7as acontecem numa velocidade mete\u00f3rica, riscando de luz fugaz o c\u00e9u das nossas percep\u00e7\u00f5es. Para onde estamos indo? Qual o futuro da humanidade? Essas quest\u00f5es s\u00e3o instigantes e desafiam os grandes pensadores contempor\u00e2neos. Quem tem medo da hist\u00f3ria? As mudan\u00e7as hist\u00f3ricas amedrontavam \u00e0queles que queriam a perman\u00eancia do status quo. Hoje o medo \u00e9 generalizado, pois, a hist\u00f3ria humana pode conhecer seu fim.<\/p>\n\n\n\n<p>A opress\u00e3o, a injusti\u00e7a e a ang\u00fastia s\u00e3o algumas das experi\u00eancias que a humanidade est\u00e1 vivendo. A crise ecol\u00f3gica acompanhada pela econ\u00f4mica, que atropela grupos sociais injusti\u00e7ados, torna o cotidiano simplesmente insuport\u00e1vel. A quantidade de pessoas sem trabalho, sem os meios para continuar vivendo, sempre amea\u00e7adas de perder direitos duramente adquiridos durante muitos anos em sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e outros benef\u00edcios, faz com que o futuro se torne cada dia mais incerto. Nessas condi\u00e7\u00f5es perguntamos: Para onde vamos? Que fontes podem nos inspirar para construirmos um novo processo civilizat\u00f3rio?<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 uma constata\u00e7\u00e3o de que a atual realidade econ\u00f4mica hegemonizada com seu dinamismo estrutural avassalador revela a face nua e crua do sistema capitalista neoliberal que vai assumindo uma configura\u00e7\u00e3o preocupante. A chamada era do capital improdutivo com sua voracidade de cada vez mais auferir lucros monstruosos e com seu esp\u00edrito predador levar\u00e1 os biomas que formam a teia da vida \u00e0 uma instabilidade genocida. O mercado com sua m\u00e3o invis\u00edvel vai alimentando um culto crescente ao consumo. A sordidez do sistema capitalista produziu duas ra\u00e7as antag\u00f4nicas: a ra\u00e7a dos que tem tudo e vivem na opul\u00eancia e a dos que n\u00e3o tem nada e vivem na mis\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O velho Karl Marx j\u00e1 dizia com muita propriedade que as ideias dominantes s\u00e3o as ideias das classes dominantes. Essa ideologia com a perversidade que lhe \u00e9 peculiar atualiza a dial\u00e9tica hegeliana do senhor e do escravo, que por meio da m\u00eddia burguesa controla as mentalidades da grande maioria da popula\u00e7\u00e3o. Ser\u00e1 que existe alternativa ao capitalismo neoliberal? Muitos se questionam a esse respeito. Devemos ter a esperan\u00e7a que o novo est\u00e1 sendo gestado a partir das contradi\u00e7\u00f5es do presente. N\u00e3o podemos nos deixar escravizar pelo pessimismo. Como disse acertadamente Frei Betto, \u201cdeixemos o pessimismo para dias melhores\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse momento de incertezas e fanatismos crescentes devemos ter a lucidez do esp\u00edrito para podermos perceber as articula\u00e7\u00f5es que est\u00e3o acontecendo em v\u00e1rias frentes. Estamos navegando num mar extremamente tempestuoso, as ondas s\u00e3o gigantes e podem nos engolir, por isso, precisamos de um timoneiro que mantenha a chama da esperan\u00e7a acesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Estamos dentro de uma mudan\u00e7a de \u00e9poca. As transforma\u00e7\u00f5es ocorridas a n\u00edvel cultural, antropol\u00f3gico, econ\u00f4mico, fez com que viessem \u00e0 tona sentimentos variados de exulta\u00e7\u00e3o como de temor e perplexidade. Alguns pensadores, devidos \u00e0s mudan\u00e7as ocorridas no campo das comunica\u00e7\u00f5es, afirmam peremptoriamente que estamos em um tempo revolucion\u00e1rio marcado por grandes realiza\u00e7\u00f5es que deixam a humanidade em estado de estupefa\u00e7\u00e3o. H\u00e1 uma tese elaborada nos EUA que preconiza um transumanismo, isto \u00e9, um melhoramento, aperfei\u00e7oamento do ser humano. As controv\u00e9rsias sobre esse transumanismo \u00e9 crescente em v\u00e1rios campos, inclusive para a teologia. Sem d\u00favida as implica\u00e7\u00f5es \u00e9ticas desse fen\u00f4meno s\u00f3 ir\u00e3o aumentar.<\/p>\n\n\n\n<p>A sociedade encontra-se embriagada pela tecnologia das comunica\u00e7\u00f5es. Com o advento da Intelig\u00eancia Artificial essa embriaguez s\u00f3 tende a aumentar. O humanismo do passado parece m\u00e3o mais influenciar a sociedade moderna. Uma nova onda civilizat\u00f3ria da tecnologia est\u00e1 surgindo. A tecnologia com seus inventos mais sofisticados parece hoje ter uma palavra sobre quase tudo o que diz respeito ao ser humano, desde os aspectos biol\u00f3gicos ao afetivo-cognitivo. A quest\u00e3o \u00e9tica que se manifesta est\u00e1 na pergunta: o que \u00e9 meio e o que \u00e9 fim? Meio \u00e9 um instrumento para se chegar a uma resposta de uma determinada quest\u00e3o. O fim \u00e9 o objetivo alcan\u00e7ado. O perigo do avan\u00e7o produzido pela t\u00e9cnica moderna \u00e9 a aus\u00eancia de fins. O avan\u00e7o t\u00e9cnico transformou-se num fim em si mesmo. Nesta perspectiva a tecnologia passou para o primeiro plano. O perigo \u00e9 a aus\u00eancia substantiva do elemento axiol\u00f3gico, ou seja, valorativo.<\/p>\n\n\n\n<p>O poder migrou para a tecnologia e os impactos que surgir\u00e3o nos v\u00e1rios campos da exist\u00eancia humana ser\u00e1 significativa. Quem dominar a biotecnologia provavelmente ter\u00e1 a pretens\u00e3o de dominar a pr\u00f3pria vida. As implica\u00e7\u00f5es \u00e9ticas e pol\u00edticas j\u00e1 come\u00e7aram por parte de muitos governos. Diante de uma quest\u00e3o que levanta grandes questionamentos, deve se levar a s\u00e9rio a inspira\u00e7\u00e3o do fil\u00f3sofo Hans Jonas no seu livro de grande envergadura: \u201cO Princ\u00edpio Responsabilidade\u201d. Sem um horizonte \u00e9tico que imponha limites a essa loucura humana de querer ser deus, caminharemos para o fim dos dinossauros.<\/p>\n\n\n\n<p>Fica a advert\u00eancia de Edgar Morin: \u201cN\u00e3o sabemos se a agonia em que entramos \u00e9 aquela do nascimento ou da morte da humanidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Por padre Waldemir Santana, da Arquidiocese da Para\u00edba<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PARA ONDE VAI A HUMANIDADE &#8211; Por padre Waldemir Santana, da Arquidiocese da Para\u00edba O mundo est\u00e1 em crise e ela se manifesta de v\u00e1rias formas. 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