{"id":13937,"date":"2024-12-24T16:03:08","date_gmt":"2024-12-24T19:03:08","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=13937"},"modified":"2024-12-24T16:35:59","modified_gmt":"2024-12-24T19:35:59","slug":"lc-241-52-festa-da-sagrada-familia-a-quem-procuramos-e-como-procuramos-por-marcelo-barros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/lc-241-52-festa-da-sagrada-familia-a-quem-procuramos-e-como-procuramos-por-marcelo-barros\/","title":{"rendered":"Lc 2,41-52 &#8211; FESTA DA SAGRADA FAM\u00cdLIA: A QUEM PROCURAMOS E COMO PROCURAMOS? \u2013 Por Marcelo Barros e frei Gilvander"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Lc 2,41-52 &#8211; FESTA DA SAGRADA FAM\u00cdLIA: A QUEM PROCURAMOS E COMO PROCURAMOS? \u2013 Por Marcelo Barros e frei Gilvander<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"530\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/image_processing20221226-11986-xk0m6d.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13938\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/image_processing20221226-11986-xk0m6d.jpeg 800w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/image_processing20221226-11986-xk0m6d-300x199.jpeg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/image_processing20221226-11986-xk0m6d-768x509.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption>Marcelo Barros, monge, biblista e te\u00f3logo da Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Dentro dos oito dias da festa do Natal, a Igreja Cat\u00f3lica consagra esse domingo \u00e0 Sagrada Fam\u00edlia. Muitos padres aproveitam essa festa para falar da import\u00e2ncia da fam\u00edlia, sublinhar os valores morais e mostrar como a fam\u00edlia de Jesus \u00e9 modelo para nossas fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse tipo de fundamentalismo superficial n\u00e3o tem base hist\u00f3rica.&nbsp; Jesus viveu em uma cultura social totalmente diversa da nossa. Nela, a fam\u00edlia era uma institui\u00e7\u00e3o diferente daquilo que \u00e9 em nossos dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo do ponto de vista das rela\u00e7\u00f5es familiares que marcam qualquer cultura, a fam\u00edlia de Jesus n\u00e3o \u00e9 bom exemplo para os valores sociais vigentes. Basta lembrar que Jesus nasceu como filho natural. Os evangelhos dizem que Maria concebeu por obra do Esp\u00edrito Santo. Em uma cultura patriarcal, os textos que falam de Jesus, n\u00e3o dizem quase nada sobre Jos\u00e9, de quem ele era chamado filho. Seja como for, desde adolescente, o comportamento de Jesus com os pais era estranho.<\/p>\n\n\n\n<p>O evangelho diz que Jesus \u201clhes era submisso\u201d. No entanto, mostra que, v\u00e1rias vezes, ele entrou em conflito com seus pais e sua fam\u00edlia.&nbsp; Quando adulto e atuava na Galileia, os evangelhos contam que a fam\u00edlia tentou prend\u00ea-lo, como se ele estivesse louco (Mc 3, 21).&nbsp; Na ocasi\u00e3o, Jesus reagiu, dizendo aos disc\u00edpulos: \u201cQuem \u00e9 minha m\u00e3e? quem s\u00e3o meus irm\u00e3os?\u201d N\u00e3o se referiu ao pai. Continuou: \u201cS\u00e3o todas as pessoas que ouvem a Palavra de Deus e as p\u00f5em em pr\u00e1tica\u201d (Mc 3, 21. 34).<\/p>\n\n\n\n<p>O evangelho lido nesse domingo (Lucas 2, 41- 52) conta uma cena de forma simb\u00f3lica. Conforme a tradi\u00e7\u00e3o judaica, \u00e9 aos 13 anos que a crian\u00e7a come\u00e7a a participar da vida da comunidade. \u00c9 quando o menino pode fazer o seu Bar-Mizvah, rito de inser\u00e7\u00e3o na sinagoga e na comunidade. A partir de ent\u00e3o, a crian\u00e7a come\u00e7a a se emancipar dos pais. Jesus se antecipa e com 12 anos, participa da peregrina\u00e7\u00e3o a Jerusal\u00e9m para a festa da P\u00e1scoa e se coloca no di\u00e1logo com os professores da B\u00edblia. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como todas as pessoas fieis ao Juda\u00edsmo, os pais de Jesus iam ao templo para oferecer sacrif\u00edcios. Jesus, n\u00e3o. Ele vai ao templo para \u201cse ocupar das coisas que s\u00e3o do meu Pai\u201d. Mas, conforme o evangelho, essas coisas n\u00e3o eram coisas comuns ao templo. N\u00e3o se tratava do culto. Ele se colocou em uma sinagoga que havia ligada ao templo e na qual se estudava a lei de Deus, a Tor\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>A cena mostra Jesus ouvindo e interrogamdo os professores da B\u00edblia, \u201cmestres\u201d da lei. Isso revela, primeiramente, que Jesus se liga \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o de Israel, se interessa por ela e quer aprend\u00ea-la. Em nenhum momento o texto diz que ele ensinava aos doutores da lei. Diz que ele perguntava e ouvia. Sobre o que eram as perguntas? O texto diz que os mestres e professores da B\u00edblia ficaram espantados com a intelig\u00eancia das suas perguntas.<\/p>\n\n\n\n<p>No templo, aqui chamado de \u201ccasa do meu Pai\u201d, Jesus interroga e p\u00f5e quest\u00f5es aos doutores da lei. De certo modo, antecipa as futuras discuss\u00f5es que ter\u00e1 com os doutores da B\u00edblia, quando voltar para a P\u00e1scoa da sua condena\u00e7\u00e3o \u00e0 morte em Jerusal\u00e9m. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na ocasi\u00e3o dos doze anos, o texto sublinha que sua m\u00e3e Maria e seu pai Jos\u00e9 o procuram sem encontr\u00e1-lo e o encontram somente ap\u00f3s tr\u00eas dias. Aquela P\u00e1scoa que dos doze anos ser\u00e1 an\u00fancio da outra P\u00e1scoa na qual, j\u00e1 adulto, vir\u00e1 a Jerusal\u00e9m. Tamb\u00e9m ali, os seus o perder\u00e3o e ele s\u00f3 ser\u00e1 reencontrado ao terceiro dia, ao ressuscitar. Naquela primeira P\u00e1scoa, a dos doze anos, Maria e Jos\u00e9 o reencontram, mas se queixam de que ele tenha ficado em Jerusal\u00e9m sem ter avisado e a resposta que Jesus d\u00e1 n\u00e3o \u00e9 muito delicada, \u201cVoc\u00eas n\u00e3o sabiam que eu devo me ocupar das coisas que s\u00e3o do meu Pai?|\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme o texto que lemos hoje, \u00e9 ao voltar para a Galileia e, portanto, fora do templo, que o menino cresce em sabedoria, idade e gra\u00e7a, diante de Deus e das pessoas. Essa rela\u00e7\u00e3o \u00edntima de Jesus com Deus \u00e9 um mist\u00e9rio e mesmo as pessoas mais pr\u00f3ximas de Jesus, como Maria e Jos\u00e9, t\u00eam dificuldade de compreender o sentido do que est\u00e1 acontecendo.<\/p>\n\n\n\n<p>Quantas vezes isso acontece conosco? Temos mais dificuldade de perceber o maravilhoso, quando esse ocorre em nosso cotidiano.<\/p>\n\n\n\n<p>Provavelmente por tr\u00e1s desses relatos, est\u00e1 a realidade das comunidades crist\u00e3s dos anos 70 e 80 do primeiro s\u00e9culo. No tempo das primeiras comunidades crist\u00e3s, houve tens\u00f5es e dificuldades de compreens\u00e3o entre disc\u00edpulos e aqueles que se chamavam \u201cparentes\u201d ou \u201cirm\u00e3os\u201d do Senhor. Essa refer\u00eancia a Maria e a Jos\u00e9 se incluiria, talvez, nesse registro. \u00c9 como se dissesse que quem procura Jesus, como se fosse com direito de parente, n\u00e3o o encontra profundamente. Na segunda carta aos cor\u00edntios, o ap\u00f3stolo Paulo escreve: \u201cMesmo que tiv\u00e9ssemos conhecido Jesus conforme a carne, (ou segundo as apar\u00eancias), agora j\u00e1 n\u00e3o o conhecemos assim. Se algu\u00e9m \u00e9 de Cristo, tem de ser uma nova criatura\u201d (2 Cor 5, 16).<\/p>\n\n\n\n<p>Isso quer dizer que, para se encontrar Jesus, a pessoa tem de procurar de modo novo. N\u00e3o pode ser \u201cdo jeito da carne, isto \u00e9, de forma ego\u00edsta ou por interesses, que n\u00e3o s\u00e3o os de Deus. \u00c9 a primeira vez que o evangelho fala em atitude independente e consciente de Jesus. Como se, com um gesto simb\u00f3lico, o adolescente Jesus quisesse romper com v\u00ednculos familiares opressivos. Ele n\u00e3o corta os la\u00e7os afetivos. Tanto que o evangelho termina dizendo que ele voltou com eles a Nazar\u00e9 e lhes era submisso.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e9poca em que Lucas escreveu esse evangelho, o templo de Jerusal\u00e9m j\u00e1 j\u00e1 tinha sido destru\u00eddo pelo ex\u00e9rcito do imp\u00e9rio Romano na Guerra Judaica entre os anos de 66 a 70. O evangelho coloca na boca de Jesus que ele deveria se ocupar das coisas que s\u00e3o do \u201cmeu Pai\u201d. \u00c9 a mesma express\u00e3o usada outras vezes para a miss\u00e3o de salvar o mundo. No domingo da P\u00e1scoa, aos disc\u00edpulos de Ema\u00fas, Jesus Ressuscitado afirma: \u201cera preciso que o Cristo sofresse para entrar na sua gl\u00f3ria\u201d. Nesse evangelho, a express\u00e3o \u00e9 a mesma: \u00c9 preciso. Devo&#8230; Trata-se da preocupa\u00e7\u00e3o de ligar as coisas do meu Pai, portanto o projeto divino com a realidade do mundo e sua liberta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje se quisermos ser aut\u00eanticos\/as disc\u00edpulos\/as de Jesus temos de compreender que, para n\u00f3s, a sagrada fam\u00edlia \u00e9 toda fam\u00edlia humana, de todos os modos e configura\u00e7\u00f5es que essa fam\u00edlia tomar. Segundo pesquisas de doutorado existem no Brasil atualmente mais de 40 tipos de fam\u00edlias. N\u00e3o existe somente a \u201cfam\u00edlia tradicional patriarcal e machista\u201d. \u00c9 preciso que toda pessoa humana se torne como nosso familiar e mais do que se fosse nosso sangue. Isso n\u00e3o \u00e9 natural. N\u00e3o \u00e9 instintivo. Por isso, \u00e9 dif\u00edcil. Nem significa em si desprezar ou diminuir o valor dos la\u00e7os familiares. Ao contr\u00e1rio, como afirma a Regra de Taiz\u00e9 para os irm\u00e3os da comunidade: \u201ca qualidade do seu amor a seus pais e familiares revela a profundidade do seu amor a todas as pessoas\u201d. N\u00e3o podemos absolutizar nossa fam\u00edlia nuclear, a de sangue, e coloca-la como superior \u00e0s outras. Com olhar mais profundo, \u00e9 preciso compreendermos que pertencemos a uma fam\u00edlia muito maior, a humanidade, incluindo todos os seres vivos. Integramos uma fraternidade universal como nos ensina Francisco de Assis.<\/p>\n\n\n\n<p>O amor aos mais \u00edntimos abre e nos ajuda a viver o amor da forma mais universal poss\u00edvel. Jesus fala da \u201ccasa do meu Pai\u201d. Essa casa de Deus n\u00e3o \u00e9 o templo, seja de que religi\u00e3o for. \u00c9 o planeta Terra, nossa casa comum, \u00e9 tamb\u00e9m todo corpo vivo, templos da morada divina. Esse evangelho nos confirma no caminho do aprofundamento de uma espiritualidade s\u00f3cio-pol\u00edtica libertadora. A f\u00e9 deve nos levar a cultivarmos o insond\u00e1vel mist\u00e9rio de infinito amor que nos envolve. Lemos neste evangelho: \u201cMaria guardava essas coisas no seu cora\u00e7\u00e3o\u201d. Isso quer dizer que ela cultivava a esperan\u00e7a messi\u00e2nica no \u00edntimo do ser, mas essa esperan\u00e7a se expressa no social e para uma transforma\u00e7\u00e3o de n\u00f3s mesmos e do mundo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na MPB, Chico Buarque de Holanda tem uma composi\u00e7\u00e3o que ele traduziu e adaptou do italiano (<em>Ges\u00f9bambino<\/em>) e intitulou \u201c<em>Minha hist\u00f3ria<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Aparentemente, nada tem a ver com a hist\u00f3ria do evangelho, mas narra o desacerto e a dificuldade de reconhecer a sacralidade de cada pessoa em situa\u00e7\u00f5es de marginalidade humana e de comportamentos diferentes do que a sociedade considera \u201cnormais\u201d. Veja se ao ler e lembrar dessa m\u00fasica, voc\u00ea a associa de alguma forma ao evangelho que comentamos hoje:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em>Minha Hist\u00f3ria (Gesubambino)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Chico Buarque<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Ele vinha sem muita conversa, sem muito explicar<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Eu s\u00f3 sei que falava e cheirava e gostava de mar<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Sei que tinha tatuagem no bra\u00e7o e dourado no dente<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>E minha m\u00e3e se entregou a esse homem perdidamente, lai\u00e1, lai\u00e1, l<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Ele assim como veio partiu n\u00e3o se sabe pra onde<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>E deixou minha m\u00e3e com o olhar cada dia mais longe<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Esperando, parada, pregada na pedra do porto<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Com seu \u00fanico velho vestido, cada dia mais curto, lai\u00e1, lai\u00e1, lai\u00e1,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Quando enfim eu nasci, minha m\u00e3e embrulhou-me num manto<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Me vestiu como se eu fosse assim uma esp\u00e9cie de santo<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Mas por n\u00e3o se lembrar de acalantos, a pobre mulher<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Me ninava cantando cantigas de cabar\u00e9, lai\u00e1, lai\u00e1, lai\u00e1, lai\u00e1<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Minha m\u00e3e n\u00e3o tardou alertar toda a vizinhan\u00e7a<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>A mostrar que ali estava bem mais que uma simples crian\u00e7a<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>E n\u00e3o sei bem se por ironia ou se por amor<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Resolveu me chamar com o nome do Nosso Senhor, lai\u00e1, lai\u00e1, lai\u00e1,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Minha hist\u00f3ria e esse nome que ainda hoje carrego comigo<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Quando vou bar em bar, viro a mesa, berro, bebo e brigo<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Os ladr\u00f5es e as amantes, meus colegas de copo e de cruz<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Me conhecem s\u00f3 pelo meu nome de menino Jesus, lai\u00e1, lai\u00e1<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Os ladr\u00f5es e as amantes, meus colegas de copo e de cruz<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Me conhecem s\u00f3 pelo meu nome de menino Jesus, lai\u00e1, lai\u00e1, lai\u00e1,<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lc 2,41-52 &#8211; FESTA DA SAGRADA FAM\u00cdLIA: A QUEM PROCURAMOS E COMO PROCURAMOS? \u2013 Por Marcelo Barros e frei Gilvander Dentro dos oito dias da festa do Natal, a Igreja Cat\u00f3lica consagra esse domingo \u00e0<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":13938,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,22,46,44,27,30,43,26],"tags":[],"class_list":["post-13937","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-cebs-comunidades-eclesiais-de-base","category-direito-a-cultura-popular","category-direito-a-memoria","category-direitos-humanos","category-fe-e-politica","category-pedagogia-emancipatoria","category-teologia-da-libertacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13937","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13937"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13937\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13940,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13937\/revisions\/13940"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13938"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13937"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13937"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13937"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}