{"id":13977,"date":"2025-01-16T07:55:05","date_gmt":"2025-01-16T10:55:05","guid":{"rendered":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=13977"},"modified":"2025-01-16T07:55:11","modified_gmt":"2025-01-16T10:55:11","slug":"jo-21-11-o-casamenteiro-do-amor-divino-dos-serventes-o-vinho-bom-por-marcelo-barros-e-frei-gilvander","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/jo-21-11-o-casamenteiro-do-amor-divino-dos-serventes-o-vinho-bom-por-marcelo-barros-e-frei-gilvander\/","title":{"rendered":"Jo 2,1-11: O CASAMENTEIRO DO AMOR DIVINO: DOS SERVENTES O VINHO BOM. Por Marcelo Barros e frei Gilvander"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Jo 2,1-11: O CASAMENTEIRO DO AMOR DIVINO: DOS SERVENTES O VINHO BOM<\/strong> &#8211; 2\u00ba Domingo comum C &#8211; Por Marcelo Barros<a id=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\">[1]<\/a> e Gilvander Moreira<a id=\"_ftnref2\" href=\"#_ftn2\">[2]<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/maxresdefault-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13978\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/maxresdefault-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/maxresdefault-300x169.jpg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/maxresdefault-768x432.jpg 768w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/maxresdefault.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Neste ano (C), o lecion\u00e1rio lit\u00fargico nos faz escutar Jo\u00e3o 2,1-11, narrativa da festa de casamento em Can\u00e1, na Galileia, quando Jesus salvou a alegria da festa e sinalizou o casamento de Deus com a humanidade. Conforme antiga tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3, esse evangelho est\u00e1 ligado com a festa da Epifania, celebrada h\u00e1 alguns dias. O sinal das bodas de Can\u00e1 sempre foi considerado como um dos sinais da manifesta\u00e7\u00e3o (epifania\/diafania) do Cristo ao mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em muitas tradi\u00e7\u00f5es espirituais, a espiritualidade \u00e9 vista como mergulho no divino. Os pais da Igreja oriental falavam em diviniza\u00e7\u00e3o do ser humano. Por raz\u00f5es culturais e hist\u00f3ricas, a B\u00edblia insiste na alteridade de Deus. Isso significa que Deus n\u00e3o \u00e9 apenas uma part\u00edcula do universo ou uma dimens\u00e3o de n\u00f3s mesmos. N\u00e3o nega que Deus se manifesta no universo e em n\u00f3s, mas sublinha que no Mist\u00e9rio Divino h\u00e1 uma alteridade que n\u00e3o se reduz a n\u00f3s ou \u00e0 natureza. Todos os seres vivos e toda a natureza s\u00e3o sagrados, Deus est\u00e1 na iman\u00eancia, mas transcende a cria\u00e7\u00e3o. Essa vis\u00e3o b\u00edblica expressa a intimidade divina em termos de alian\u00e7a ou casamento com Deus e com a humanidade.<\/p>\n\n\n\n<p>No Evangelho chamado de Jo\u00e3o, melhor t\u00edtulo seria Evangelho do\/a disc\u00edpulo\/a amado\/a, Jesus se apresenta e revela sua miss\u00e3o atrav\u00e9s de sete sinais prof\u00e9ticos. O primeiro sinal foi transformar a \u00e1gua em vinho em uma festa de casamento. Sinal \u00e9 diferente de milagre. Sinal aponta uma realidade mais profunda que transcende o sinal em si mesmo. Trata-se de um relato simb\u00f3lico e n\u00e3o de um ato m\u00e1gico. Tem certa colora\u00e7\u00e3o macroecum\u00eanica (existem relatos semelhantes no culto oriental do deus Dion\u00edsio) e um forte conte\u00fado social e humano.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste relato simb\u00f3lico, o Evangelho, ao mostrar Jesus na festa de n\u00fapcias de um casal pobre da Galileia, indica que na festa dos corpos \u00e9 revelada a novidade: Jesus festeja junto e, assim, compartilha da profunda humanidade. Eis o mist\u00e9rio e o sinal da antecipa\u00e7\u00e3o da sua \u201chora\u201d, ou seja, da sua miss\u00e3o messi\u00e2nica: doa\u00e7\u00e3o de sua vida por amor \u00e0 humanidade, testemunhando um jeito libertador de viver, conviver e lutar pela constru\u00e7\u00e3o do reino divino, o que inclui uma sociedade com rela\u00e7\u00f5es sociais de justi\u00e7a, paz e amor.<\/p>\n\n\n\n<p>Para as culturas latino-americanas t\u00e3o ligadas \u00e0 alegria do conv\u00edvio, \u00e9 bom ver que Jesus come\u00e7a seus sinais ao participar de uma festa de casamento e cuidar de que haja vinho e de excelente qualidade. Por que falta vinho na festa em CAN\u00c1? (Cf. Jo 2,4) Por causa do vinho muito sangue foi derramado naquela regi\u00e3o (cf. Jz 9,12-13; I Sam 8,14; I Rs 21). A realidade \u00e9 de escassez, de car\u00eancia. A solu\u00e7\u00e3o aparece a partir da interven\u00e7\u00e3o de uma Mulher, pelo trabalho dos servos (pequenos e insignificantes) e a solidariedade de Jesus. \u00c9 na m\u00e3o dos serventes que a \u00e1gua se torna vinho. Depois da festa em Can\u00e1, cidade da periferia da Palestina, Jesus vai \u00e0 festa da P\u00e1scoa em Jerusal\u00e9m e l\u00e1 ele \u201cestraga\u201d a festa (cf. Jo 2,13-22 \u2013 expulsa os vendilh\u00f5es do Templo. Este epis\u00f3dio, segundo os sin\u00f3pticos, \u00e9 o que precipita a decis\u00e3o de assassinar Jesus. Mas j\u00e1 segundo Jo 11,45-54 o que precipita a decis\u00e3o de sacrificar Jesus foi a ressurrei\u00e7\u00e3o de L\u00e1zaro, Jesus se revelando como fonte de vida. Quem gera vida deve ser assassinado, n\u00e3o pode ser tolerado, concluem os advers\u00e1rios \u201cjudeus\u201d). Seis talhas de pedra significam as seis festas judaicas e recordam a Lei inscrita em \u201cpedras\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na B\u00edblia casamento significa a realiza\u00e7\u00e3o do \u00edntegro relacionamento entre Deus e o povo, as n\u00fapcias definitivas. Desde Os\u00e9ias (Os 2,21-22). Jeremias tamb\u00e9m aponta para a esperan\u00e7a de um casamento \u00edntegro (Jr 31,1-4) com esta novidade: ser\u00e1 a mulher que seduzir\u00e1 o marido (Jr 31,17-22). O casamento em Can\u00e1 quer mostrar que Jesus \u00e9 o verdadeiro noivo que veio para o t\u00e3o esperado casamento, trazendo um vinho gostoso e abundante.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 quem estranhe que o texto fale de uma festa de casamento e n\u00e3o diga nada dos esposos. O fato de n\u00e3o nome\u00e1-los \u00e9 como se o noivo e a noiva pudessem ser qualquer um de n\u00f3s. \u00c9 mais um dado para compreendermos que esse relato \u00e9 simb\u00f3lico. N\u00e3o deixa de ser significativo comparar a alian\u00e7a de Deus conosco com uma festa de casamento.<\/p>\n\n\n\n<p>No tempo de Jesus, as festas de casamento duravam oito dias. O evangelho conta que nesse casamento na aldeia de Can\u00e1 da Galileia, a m\u00e3e de Jesus estava presente e Jesus tamb\u00e9m foi com seus disc\u00edpulos e suas disc\u00edpulas. O evangelho chama a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que, no meio da festa faltou vinho. Ainda mais do que atualmente, no mundo de Jesus, o vinho \u00e9 elemento fundamental da festa. Faltar vinho era como dizer que a festa fracassou.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas vezes, esse texto \u00e9 comentado em uma perspectiva antijudaica. Conforme tal leitura, a religi\u00e3o judaica estaria superada, como, nesse relato do evangelho, as talhas destinadas aos ritos de purifica\u00e7\u00e3o estavam vazias. No texto grego do quarto evangelho, h\u00e1 um jogo de palavras entre os termos <em>mordomo<\/em> (<em>arquitricl\u00ednio) <\/em>e <em>sacerdote<\/em> (<em>arquihereus). <\/em>De fato, afirmar que o mordomo n\u00e3o sabia de onde veio o vinho melhor \u00e9 uma forma de dizer que a religi\u00e3o do templo e dos sacrif\u00edcios n\u00e3o era mais capaz de proporcionar a alian\u00e7a da humanidade com Deus. A religi\u00e3o ritualista e fundamentalista n\u00e3o consegue transformar a vida em uma festa com alegria para todos e todas.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de que tal exegese se pode explicar historicamente pelo momento de confronto entre as primeiras comunidades crist\u00e3s com as comunidades do Juda\u00edsmo rab\u00ednico rigorista, o que sobreviveu \u00e0 invas\u00e3o do imp\u00e9rio Romano na chamada Guerra Judaica. Essa interpreta\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode nos levar \u00e0 conclus\u00e3o de que o Juda\u00edsmo seria essa religi\u00e3o vazia e ultrapassada. Tal postura conteria forte arrog\u00e2ncia e \u00e9 contr\u00e1ria ao modo de ser de Jesus e \u00e0 sua proposta. No relato de Can\u00e1, se existe oposi\u00e7\u00e3o, s\u00f3 pode ser entre a religi\u00e3o institucional \u2013 fundamentalista, ritualista e moralista &#8211; (qualquer religi\u00e3o), simbolizada nos ritos de purifica\u00e7\u00e3o (as talhas vazias) e uma espiritualidade de intimidade com Deus (simbolizada no casamento). Essa nos vem de gra\u00e7a como o vinho novo dado por Jesus, espiritualidade comunit\u00e1ria e enraizada na vida, n\u00e3o presa a uma institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A boa noticia desse Evangelho \u00e9 que, na nossa vida de cada dia, na realidade de nossas pobrezas (social ou cultural), Jesus se mostra presente e nos revela, em sua pessoa e em cada ser humano, a gl\u00f3ria de Deus, isso \u00e9, o sinal da presen\u00e7a divina. Em Can\u00e1, todo mundo bebe o vinho melhor e se alegra. S\u00f3 os disc\u00edpulos (os serventes) sabem o que Jesus tinha feito. O trabalho dos serventes \u00e9 imprescind\u00edvel para que a vida seja uma festa. Jesus n\u00e3o se imp\u00f5e, nem chama a aten\u00e7\u00e3o sobre si. O importante \u00e9 ver os esposos felizes e os\/as convidados\/as satisfeitos\/as. No Brasil, as comunidades eclesiais de base cantam: \u201cVinho melhor foi guardado para a festa que vir\u00e1\u201d. \u00c9 a festa da justi\u00e7a e da liberta\u00e7\u00e3o de toda a humanidade. Jo 2,1-11 n\u00e3o referenda festa luxuosa, festa de ricos, como se fosse a festa aben\u00e7oada por Deus. \u00c9 a partir do trabalho dos serventes com a \u00e1gua que se tem que se produz festa linda para todos e todas. A festa aqui \u00e9 met\u00e1fora da vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme esse evangelho, a f\u00e9 n\u00e3o pode ser algo triste e pesado. Atualmente h\u00e1 l\u00edderes religiosos que incutem ideia de pecado em muitas realidades humanas e ficam impondo complexo de culpa nas pessoas. Alardeiam o tempo todo: \u201cIsso \u00e9 pecado!\u201d &nbsp;O libertador \u00e9 vermos a dimens\u00e3o sagrada no humano e em tudo o que \u00e9 humano e natural. A nossa f\u00e9 deve ser alegre e afetuosa como uma festa de casamento. \u00c9 claro que, \u00e0s vezes, a f\u00e9 parece mais um tempo de luta do que de festa. Assumimos a luta como ensaio que antecipa as condi\u00e7\u00f5es objetivas, para que a vida se torne festa como a hora de Deus em nossa vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Numa Comunidade Eclesial de Base (CEB) algu\u00e9m comentou: \u201cJesus transformou muito vinho. Foram 600 litros. Ser\u00e1 que beberam tudo?\u201d Uma mulher respondeu repentinamente: \u201cO vinho novo \u00e9 Jesus com seu projeto e n\u00f3s continuamos tomando at\u00e9 hoje. \u00c9 quem sustenta nossas vidas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Na prepara\u00e7\u00e3o desta festa podemos crer que somos divinizados, isso \u00e9, cheios do amor e da intimidade do Esp\u00edrito Divino, que nos chama a viver o seu amor universal.&nbsp; O evangelho das bodas de Can\u00e1 nos recorda o que Gonzaguinha expressa na m\u00fasica &#8220;O que \u00e9, o que \u00e9&#8221;, de 1982.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_50833\"  width=\"810\" height=\"608\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"608\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/wZL7EnZtBss?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong><em>Poema de Pedro Casald\u00e1liga<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00c9 verdade que n\u00e3o temos vinho.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Temos muitos frascos, e muita festa,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00e9 perturbado para todos, porque o destino<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00e9 comum e a \u00fanica sala \u00e9 esta.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Falta-nos alegria compartilhada<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Asas quebrada, chacais liberados,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>cegamos o percurso da vida<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>na mesa dos v\u00e1rios povos congregados.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><br>Sangue nosso e de Deus, vinho completo,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>embriaga-nos de Ti para este dif\u00edcil projeto<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>de sermos iguais na alteridade.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Uva pisada em nossa dura hist\u00f3ria,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>vinho final bebido&nbsp; em plena gl\u00f3ria,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>na bodega do Deus Trindade<a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\"><strong>[3]<\/strong><\/a>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Na festa do meu povo<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Na festa do meu povo<br>H\u00e1 vinho, arte, comida<br>Mesa fraterna servida<br>A gente pode saciar!<br>\u00c9 nossa sociedade<br>\u00c9 mundo novo nascendo<br>Plantado entre os pequenos<br>A vida vai transformar!<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Vinho melhor foi guardado<br>Pra hora que j\u00e1 soou<br>Novo c\u00e9u e nova terra (2x)<br>Primavera j\u00e1 chegou!<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Na festa do meu povo<br>H\u00e1 dor transformada em canto<br>Que brota de rios de pranto<br>E leva toda a na\u00e7\u00e3o!<br>Na for\u00e7a dos humilhados<br>Como semente escondida<br>Vencendo a morte, eis a vida<br>No canto do nosso ch\u00e3o!<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Na festa do meu povo<br>H\u00e1 m\u00e3os unidas em prece<br>Que ao nosso Deus agradecem<br>Cantigas de louva\u00e7\u00e3o!<br>Vestes de sangue alvejadas<br>M\u00e1rtires que a luta faz<br>Filhos e filhas da paz<br>Em P\u00e1scoa-Revolu\u00e7\u00e3o!<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Na festa do meu povo<br>H\u00e1 esperan\u00e7a dan\u00e7ando<br>Cirandas anunciando:<br>O Reino j\u00e1 come\u00e7ou!<br>Gente nas ruas da hist\u00f3ria<br>Trabalhando a igualdade<br>Caminhoneiros da verdade<br>Na manh\u00e3 que hoje chegou!<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Aleluia! Aleluia! Aleluia!<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Monge, padre, biblista, te\u00f3logo, Dr. em Ci\u00eancias da Religi\u00e3o, autor de mais de 60 livros&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG, mestre em Exegese B\u00edblica pelo Pontif\u00edcio Instituto B\u00edblico de Roma, It\u00e1lia; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP<strong>\/<\/strong>SP; assessor da CPT, CEBI, Movimentos Sociais e Ocupa\u00e7\u00f5es. E-mail: <a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &#8211; <a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Face book: Gilvander Moreira III \u2013 Canal no You Tube: Frei Gilvander luta pela terra e por direitos<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a> &#8211; CASALD\u00c1LIGA, Pedro, <strong>Sonetos neob\u00edblicos precisamente, <\/strong>S\u00e3o Paulo, Ed. Musa, 1996, p. 45.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jo 2,1-11: O CASAMENTEIRO DO AMOR DIVINO: DOS SERVENTES O VINHO BOM &#8211; 2\u00ba Domingo comum C &#8211; Por Marcelo Barros[1] e Gilvander Moreira[2] Neste ano (C), o lecion\u00e1rio lit\u00fargico nos faz escutar Jo\u00e3o 2,1-11,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":13978,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-13977","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13977","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13977"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13977\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13979,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13977\/revisions\/13979"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13978"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13977"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13977"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13977"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}