{"id":13980,"date":"2025-01-18T11:16:16","date_gmt":"2025-01-18T14:16:16","guid":{"rendered":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=13980"},"modified":"2025-01-18T11:16:21","modified_gmt":"2025-01-18T14:16:21","slug":"desafios-as-forcas-progressistas-em-2025-por-frei-betto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/desafios-as-forcas-progressistas-em-2025-por-frei-betto\/","title":{"rendered":"DESAFIOS \u00c0S FOR\u00c7AS PROGRESSISTAS EM 2025 \u2013 Por Frei Betto"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>DESAFIOS \u00c0S FOR\u00c7AS PROGRESSISTAS EM 2025 \u2013 Por <\/strong>Frei Betto<a id=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\">[1]<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/images-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13981\" width=\"780\" height=\"780\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/images-1.jpg 225w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/images-1-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 780px) 100vw, 780px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Meu primeiro impulso foi intitular este texto de \u201cdesafios \u00e0 esquerda\u201d. Logo me dei conta de que, hoje em dia, resta pouco do que considero esquerda \u2013 que se empenha na supera\u00e7\u00e3o do sistema capitalista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Adoto \u201cfor\u00e7as progressistas\u201d porque a express\u00e3o inclui antibolsonaristas, apoiadores do atual governo Lula, os que se empenham para manter e ampliar a democracia formal, malgrado seu paradoxo de socializar a esfera pol\u00edtica (sufr\u00e1gio universal) e privatizar a econ\u00f4mica, excluindo a maioria da popula\u00e7\u00e3o brasileira de condi\u00e7\u00f5es dignas de exist\u00eancia (moradia, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, cultura, oportunidades de trabalho, que resulta em redu\u00e7\u00e3o significativa do desemprego etc.).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Abordo em seguida desafios que considero priorit\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;A comunica\u00e7\u00e3o do governo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Embora haja grandes feitos em apenas dois anos de governo Lula, ap\u00f3s quatro de desmontes promovidos pelo governo Bolsonaro, poucos sabem que, em 2023, a economia brasileira cresceu 2,9% (alcan\u00e7ou R$ 10,9 trilh\u00f5es), e em 2024, 3,5%; a renda dos trabalhadores aumentou 12% e consequentemente tamb\u00e9m o consumo das fam\u00edlias; o programa Bolsa Fam\u00edlia passou a atender 21,1 milh\u00f5es de fam\u00edlias (1 milh\u00e3o a mais que em 2022);&nbsp; recupera\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo acima da infla\u00e7\u00e3o (embora o ajuste fiscal tenha limitado o crescimento real a 2,5%. Em 2025 deveria ser de R$ 1.528 e passa a R$ 1.518); reestrutura\u00e7\u00e3o do IBAMA e da FUNAI; o novo programa P\u00e9 de Meia (que beneficia 3,9 milh\u00f5es de estudantes do ensino m\u00e9dio); a instala\u00e7\u00e3o de mais de 100 unidades dos Institutos Federais;&nbsp; o programa Mais M\u00e9dicos, que atende popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis, conta, atualmente, com quase 25 mil m\u00e9dicos contratados pelo governo federal; e o protagonismo do Brasil no cen\u00e1rio internacional (Brics, G20, COP30 etc.). Haveria muito mais a destacar.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Apesar de tantos avan\u00e7os, o governo falha na comunica\u00e7\u00e3o. At\u00e9 agora n\u00e3o soube montar uma trincheira digital capaz de superar a influ\u00eancia da extrema-direita nas redes. Pesquisas indicam que 76% dos brasileiros se informam por redes digitais e sites de not\u00edcias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;A guerra digital exige um n\u00famero expressivo de profissionais dedicados \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o digital, com a possibilidade de formar grandes influenciadores. O fen\u00f4meno eleitoral Pablo Mar\u00e7al, que n\u00e3o dispunha sequer de um minuto de propaganda na TV, deveria servir para alertar sobre a import\u00e2ncia dessa ofensiva.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;A batalha ideol\u00f3gica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Outro fator que julgo importante para que as for\u00e7as progressistas n\u00e3o venham a ser derrotadas pelos neofascistas na elei\u00e7\u00e3o presidencial de 2026 \u00e9 a batalha ideol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Conv\u00e9m lembrar que o fim da ditadura militar, em 1985, n\u00e3o resultou de suas inerentes contradi\u00e7\u00f5es. Pesaram sobretudo o desgaste ideol\u00f3gico com as frequentes den\u00fancias de viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos, o testemunho de ex-presos pol\u00edticos e de familiares de mortos e desaparecidos, a press\u00e3o internacional pela redemocratiza\u00e7\u00e3o do Brasil, e as grandes mobiliza\u00e7\u00f5es populares como a Passeata dos Cem Mil, as greves oper\u00e1rias do ABC paulista e as concentra\u00e7\u00f5es pelas Diretas J\u00e1!<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Hoje, a esquerda se encontra \u00f3rf\u00e3 de refer\u00eancias ideol\u00f3gicas. Elas se multiplicavam antes da queda do Muro de Berlim (1989). Pa\u00edses socialistas serviam de par\u00e2metros \u00e0s utopias libert\u00e1rias. O estudo do marxismo e a sua aplica\u00e7\u00e3o nas an\u00e1lises da realidade vigoravam. Havia uma milit\u00e2ncia aguerrida que atuava voluntariamente nas campanhas eleitorais. A extrema-direita se sentia acuada e a polariza\u00e7\u00e3o da esquerda se dava com a social-democracia.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Isso acabou. Os tempos s\u00e3o outros. E sombrios. A direita se encontra em ascens\u00e3o eleitoral no mundo. Sua m\u00e1xima express\u00e3o, Donald Trump, ocupa o cargo mais poderoso do planeta. A direita passou a fazer intensa (des)educa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do povo, enquanto as for\u00e7as progressistas deixaram Paulo Freire dormitar nas prateleiras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; As for\u00e7as progressistas perderam a capacidade de promover grandes mobiliza\u00e7\u00f5es populares diante da falta de educa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do povo, da excessiva burocratiza\u00e7\u00e3o dos partidos progressistas, da perda de refer\u00eancias hist\u00f3ricas e do esgar\u00e7amento do movimento sindical.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Empreendedorismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;O fen\u00f4meno do empreendedorismo n\u00e3o \u00e9 novo. A novidade \u00e9 ter se tornado um modismo para as classes populares. V\u00e1rios fatores concorrem para isso: retrocessos e perda dos direitos trabalhistas, precariza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de trabalho, desarticula\u00e7\u00e3o das estruturas sindicais, supremacia da financeiriza\u00e7\u00e3o sobre a produ\u00e7\u00e3o, esgar\u00e7amento das rela\u00e7\u00f5es sociais provocado pelas redes digitais etc.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;O neoliberalismo, em sua era digital, mina as rela\u00e7\u00f5es corporativas. A uberiza\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho e a s\u00edndrome dos influenciadores intern\u00e1uticos, bem como a monetiza\u00e7\u00e3o das redes, criam a ilus\u00e3o de que todos podem ascender socialmente sem muito esfor\u00e7o. Basta ousar ser patr\u00e3o de si mesmo. \u00c9 a nova vers\u00e3o do self-made man.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Outrora a elite era constitu\u00edda pela nobreza. Na medida em que os t\u00edtulos nobili\u00e1rquicos foram sendo substitu\u00eddos pelos t\u00edtulos da Bolsa de Valores, o sangue azul cedeu lugar aos milion\u00e1rios que alcan\u00e7aram o topo da pir\u00e2mide social gra\u00e7as ao empreendedorismo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;H\u00e1 que acrescer a isso a despolitiza\u00e7\u00e3o da sociedade, agravada desde a queda do Muro de Berlim. <strong>Como falar de sociedade p\u00f3s-capitalista se o socialismo real fracassou? Como incutir nas novas gera\u00e7\u00f5es a consci\u00eancia cr\u00edtica se o marxismo j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 em voga? Como ampliar o espectro social e eleitoral das for\u00e7as progressistas se elas abandonaram o trabalho de base?&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;S\u00e3o desafios que ainda n\u00e3o encontram respostas. E a falta de respostas acelera a ascens\u00e3o da direita. Faz com que se repitam fatos surpreendentes, como a vit\u00f3ria de Lula sobre Bolsonaro, nas elei\u00e7\u00f5es de 2022, por apenas pouco mais de 2 milh\u00f5es votos, em um universo de 156 milh\u00f5es de eleitores. Ou a reelei\u00e7\u00e3o de Trump em 2024, vitorioso no col\u00e9gio eleitoral e no voto popular.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Hoje, o eleitor, desprovido de consci\u00eancia de classe, de rela\u00e7\u00f5es corporativas (como as sindicais) e imunizado pelos impactos da grande m\u00eddia gra\u00e7as \u00e0s suas bolhas digitais, busca eleger quem lhe possa garantir um lugar ao sol na praia das oportunidades. Na falta de refer\u00eancias revolucion\u00e1rias (Vietn\u00e3, Sierra Maestra, figuras como Mao Ts\u00e9-Tung e Fidel) ele vota pensando, primeiro, na prosperidade individual, e n\u00e3o coletiva.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Os eleitores pobres manifestam seu inconformismo ao dar apoio aos que ostentam a bandeira da \u201cantipol\u00edtica\u201d. Decepcionados com os pol\u00edticos tradicionais, preferem os arrivistas, os messi\u00e2nicos, os que ousam contrariar o perfil da institucionalidade pol\u00edtica e se glamourizam pelo histrionismo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Conv\u00e9m ressaltar que aqueles que se encontram sociologicamente na pobreza n\u00e3o mais se consideram pobres. Para eles, pobres s\u00e3o aqueles que vivem em situa\u00e7\u00e3o de rua. Um epis\u00f3dio demonstra bem o que assinalo: durante a campanha eleitoral \u00e0 prefeitura de S\u00e3o Paulo, em 2024, um l\u00edder do MTST visitou uma invas\u00e3o urbana. N\u00e3o se tratava de ocupa\u00e7\u00e3o. Um terreno privado havia sido invadido por in\u00fameras pessoas induzidas por um espertalh\u00e3o que cobrou por cada espa\u00e7o em que barracos prec\u00e1rios foram erguidos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Na conversa com um dos invasores, o l\u00edder do movimento social indagou como ele se sentia naquela situa\u00e7\u00e3o de pobreza. O cidad\u00e3o, vendedor ambulante, reagiu: \u201cN\u00e3o sou pobre. Tenho um terreno, uma casa e paguei por esse espa\u00e7o.\u201d Espa\u00e7o que, com certeza, passado o per\u00edodo eleitoral, o dono da \u00e1rea pedir\u00e1 reintegra\u00e7\u00e3o de posse e todos ser\u00e3o expulsos dali pela Pol\u00edcia Militar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;O fator religioso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Outro importante fator que explica como a esquerda perdeu a m\u00edstica e a direita \u201csaiu do arm\u00e1rio\u201d \u00e9 a invers\u00e3o da motiva\u00e7\u00e3o religiosa. Entre as d\u00e9cadas de 1970 e 1990, a principal rede de organiza\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o popular no Brasil eram as CEBs (Comunidades Eclesiais de Base) e as pastorais populares, inspiradas pela Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o. Isso foi desmantelado com os 34 anos (1978-2013) de pontificados conservadores de Jo\u00e3o Paulo II e Bento XVI. Coincidiu com o espantoso crescimento das Igrejas evang\u00e9licas, cuja maioria de fi\u00e9is faz uma leitura salvacionista da B\u00edblia (pauta de costumes) e n\u00e3o libert\u00e1ria como faziam as CEBs.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<strong>A Igreja Cat\u00f3lica, que havia feito \u201cop\u00e7\u00e3o pelos pobres\u201d, viu os pobres optarem pelas Igrejas evang\u00e9licas, nas quais encontram acolhimento e suporte social, inexistentes na maioria das par\u00f3quias cat\u00f3licas. Acresce-se a isso o erro de os legisladores brasileiros isentarem as Igrejas de pagar impostos como IPTU, ISS e imposto de renda sobre d\u00edzimos e doa\u00e7\u00f5es. Assim, muitas novas Igrejas surgem para facilitar a lavagem de dinheiro&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;As for\u00e7as progressistas, acuadas pelo fundamentalismo religioso dotado de ineg\u00e1vel poder eleitoral, ainda n\u00e3o sabem como enfrentar esse fator que constitui o substrato cultural de nosso povo. E o governo n\u00e3o encontrou ainda uma estrat\u00e9gia que se contraponha ao fen\u00f4meno do conservadorismo religioso, cujo impacto cultural e pol\u00edtico \u00e9 significativo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<strong>Em resumo, a direita pode, sim, vencer as elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 2026 caso o governo Lula e as for\u00e7as progressistas n\u00e3o recalibrem suas estrat\u00e9gias na comunica\u00e7\u00e3o, nas trincheiras digitais, na educa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da popula\u00e7\u00e3o, na quest\u00e3o religiosa, no trabalho de base dos partidos pol\u00edticos progressistas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Pol\u00edticas sociais, por mais necess\u00e1rias e eficientes que sejam, n\u00e3o mudam a cabe\u00e7a do povo. S\u00f3 uma ofensiva cultural, ideol\u00f3gica, ser\u00e1 capaz de disseminar na popula\u00e7\u00e3o brasileira um novo consenso progressista como o que elegeu Dilma Rousseff duas vezes e Lula, tr\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Frei Betto \u00e9 escritor e educador popular, autor de \u201cPor uma educa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica e participativa\u201d (Rocco), entre outros livros. Livraria virtual:&nbsp;<a href=\"http:\/\/freibetto.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">freibetto.org<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DESAFIOS \u00c0S FOR\u00c7AS PROGRESSISTAS EM 2025 \u2013 Por Frei Betto[1] &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Meu primeiro impulso foi intitular este texto de \u201cdesafios \u00e0 esquerda\u201d. 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