{"id":14008,"date":"2025-01-25T11:16:19","date_gmt":"2025-01-25T14:16:19","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=14008"},"modified":"2025-01-25T11:16:24","modified_gmt":"2025-01-25T14:16:24","slug":"precisamos-criar-pontes-por-leonardo-boff","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/precisamos-criar-pontes-por-leonardo-boff\/","title":{"rendered":"PRECISAMOS CRIAR PONTES \u2013 Por Leonardo Boff"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>PRECISAMOS CRIAR PONTES <\/strong>\u2013 Por Leonardo Boff<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image_processing20200706-26197-jxc56o.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14009\" width=\"781\" height=\"522\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image_processing20200706-26197-jxc56o.jpeg 512w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image_processing20200706-26197-jxc56o-300x200.jpeg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image_processing20200706-26197-jxc56o-420x280.jpeg 420w\" sizes=\"auto, (max-width: 781px) 100vw, 781px\" \/><figcaption>Leonardo Boff. Reprodu\u00e7\u00e3o Redes Virtuais<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Por raz\u00f5es pol\u00edticas e ideol\u00f3gicas e com o enfrentamento entre os que pretendiam desestabilizar a democracia vigente e os que se opunham surgiram muitas desaven\u00e7as. Fam\u00edlias se dividiram, amigos foram perdidos. Destru\u00edram-se pontes que mantinham as comunica\u00e7\u00f5es. Urge refazer as pontes. Este conto pode nos ajudar.<\/p>\n\n\n\n<p>Dois irm\u00e3os viviam harmoniosamente em duas fazendas vizinhas. Tinham boa produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os, algumas cabe\u00e7as de gado e su\u00ednos bem tratados.<\/p>\n\n\n\n<p>Certo dia, eles tiveram uma pequena discuss\u00e3o. Uma vaquinha do irm\u00e3o mais novo escapou e comeu um peda\u00e7o do milho do outro irm\u00e3o mais velho. Discutiram alto e com certa irrita\u00e7\u00e3o. A coisa parecia que tinha morrido ai mesmo. Mas n\u00e3o foi bem assim. De repente, n\u00e3o se falavam mais. Evitam de se encontrar no bar ou pelo caminho. Faziam-se de desconhecidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas eis que num belo dia, um carpinteiro apareceu na fazenda do irm\u00e3o mais velho pedindo trabalho. O fazendeiro o olhou de cima abaixo e, meio com pena, lhe disse: \u201cest\u00e1 vendo aquele riacho ali em baixo? \u00c9 a divisa entre a minha fazenda e a de meu irm\u00e3o. Pegue toda aquela madeira que est\u00e1 no paiol, e construa uma cerca bem alta, para que eu n\u00e3o seja obrigado a ver o meu irm\u00e3o, nem a fazenda dele. Assim ficarei em paz\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O carpinteiro aceitou o servi\u00e7o, pegou as ferramentas, e foi trabalhar. Nesse entretempo, o irm\u00e3o que lhe dera o trabalho, foi \u00e0 cidade para resolver alguns neg\u00f3cios. Quando voltou \u00e0 fazenda, j\u00e1 no final do dia, ficou estarrecido com o que viu. O carpinteiro n\u00e3o havia feito cerca nenhuma, mas uma ponte que atravessava o&nbsp; riacho e ligava as duas fazendas.<\/p>\n\n\n\n<p>Eis sen\u00e3o quando, no meio da ponte, vinha o seu irm\u00e3o mais novo dizendo: \u201cMano, depois de tudo que aconteceu entre n\u00f3s, eu mal posso acreditar que&nbsp; voc\u00ea fez essa ponte s\u00f3 para se encontrar comigo. Voc\u00ea tem raz\u00e3o, est\u00e1 na hora de acabar com a nossa desaven\u00e7a. Me d\u00ea aqui um abra\u00e7o, mano. \u201cE se abra\u00e7aram efusivamente e se reconciliaram. Irm\u00e3o reencontrou o outro irm\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>E a\u00ed viram que o carpinteiro estava indo embora. Eles gritaram dizendo: \u201cEi, carpinteiro, n\u00e3o v\u00e1 embora, fique uns dias com a gente&#8230; Voc\u00ea nos trouxe tanta alegria\u201d. Mas ele respondeu:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o posso, h\u00e1 outras pontes a construir pelo mundo afora. H\u00e1 muitos que precisam ainda se reconciliar\u201d. E foi caminhando, serenamente, at\u00e9 desaparecer na curva da estrada.<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez este seja um dos imperativos \u00e9ticos e humanit\u00e1rios mais urgentes no atual momento hist\u00f3rico: construir pontes para que as pessoas separadas possam passar por elas e se encontrar num lado ou no outro e refazer os la\u00e7os de amizade e de conviv\u00eancia pac\u00edfica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PRECISAMOS CRIAR PONTES \u2013 Por Leonardo Boff Por raz\u00f5es pol\u00edticas e ideol\u00f3gicas e com o enfrentamento entre os que pretendiam desestabilizar a democracia vigente e os que se opunham surgiram muitas desaven\u00e7as. 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