{"id":14274,"date":"2025-03-25T14:02:00","date_gmt":"2025-03-25T17:02:00","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=14274"},"modified":"2025-03-25T17:38:46","modified_gmt":"2025-03-25T20:38:46","slug":"mensagem-da-parabola-do-pai-amoroso-diante-de-dois-filhos-o-mais-velho-o-mais-perdido-lc-151-3-11-32-por-frei-gilvander","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/mensagem-da-parabola-do-pai-amoroso-diante-de-dois-filhos-o-mais-velho-o-mais-perdido-lc-151-3-11-32-por-frei-gilvander\/","title":{"rendered":"MENSAGEM DA PAR\u00c1BOLA DO PAI AMOROSO DIANTE DE DOIS FILHOS; O MAIS VELHO, O MAIS PERDIDO (Lc 15,1-3.11-32) &#8211; Por frei Gilvander"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>MENSAGEM DA PAR\u00c1BOLA DO PAI AMOROSO DIANTE DE DOIS FILHOS; O MAIS VELHO, O MAIS PERDIDO (Lc 15,1-3.11-32)<\/strong> &#8211; Por frei Gilvander Moreira<a id=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/parabola-do-filho-prodigo-catequistasbrasil-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14275\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/parabola-do-filho-prodigo-catequistasbrasil-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/parabola-do-filho-prodigo-catequistasbrasil-300x200.jpg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/parabola-do-filho-prodigo-catequistasbrasil-768x512.jpg 768w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/parabola-do-filho-prodigo-catequistasbrasil-420x280.jpg 420w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/parabola-do-filho-prodigo-catequistasbrasil.jpg 1068w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o Redes Virtuais<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>As par\u00e1bolas dos perdidos (uma ovelha, uma moeda e dois filhos \u2013 Lc 15,1-32) se encontram na se\u00e7\u00e3o de Lc 9,51-19,27, que \u00e9 o centro do Evangelho de Lucas. Se\u00e7\u00e3o esta denominada \u201c<em>Evangelho dos marginalizados<\/em>\u201d. Estrutura do texto: 1) Lc 15,1-2: Introdu\u00e7\u00e3o\/motiva\u00e7\u00e3o; 2) Lc 15,3: Primeiros destinat\u00e1rios: fariseus e escribas. A par\u00e1bola do pai misericordioso pode ser dividida em quatro cenas: a) O pai e o filho mais novo (Lc 15,11-12); b) O filho mais novo (Lc 15,13-19); c) O pai e o filho mais novo (Lc 15, 20-24); d) O pai e o filho mais velho (Lc 15,25-32). Em Lc 15, publicanos\/pecadores s\u00e3o encontrados, enquanto fariseus e escribas continuam perdidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme v\u00e1rios biblistas, \u00e9 poss\u00edvel que Lucas 15 tenha sido redigido como um midrash (coment\u00e1rio judaico narrativo) de Jeremias 31, o cap\u00edtulo no qual o profeta anuncia a nova alian\u00e7a entre Deus e o seu povo. De fato, Lucas 15 \u00e9 como o centro da revela\u00e7\u00e3o que Jesus faz do Deus da nova alian\u00e7a. Na profecia de Jeremias, Deus aparece como pastor que re\u00fane as suas ovelhas (Jr 31,10 em diante). Fala da mulher que encontra seus filhos perdidos (Jr 31,15-16) e, finalmente, a profecia de que Deus perdoa e se reconcilia com Efraim, o seu filho predileto (Jr 31,18-20). Logo a seguir (versos 30 em diante), o profeta anuncia a nova alian\u00e7a<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Se Lucas 15 \u00e9 um coment\u00e1rio livre de Jeremias 31, fica claro que o Evangelho revela que o cora\u00e7\u00e3o da nova alian\u00e7a de Deus conosco \u00e9 a miseric\u00f3rdia, compaix\u00e3o amorosa do Pai que nos ama com amor maternal.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas tr\u00eas par\u00e1bolas da miseric\u00f3rdia, em Lc 15,1-32, Deus procura incansavelmente os pecadores marginalizados. O cap\u00edtulo 15 \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o do Evangelho de Lucas. Situado no meio da viagem de Jesus a Jerusal\u00e9m, revela o ser de Deus manifestado nas palavras e a\u00e7\u00f5es de Jesus. Revela tamb\u00e9m quem s\u00e3o os aut\u00eanticos filhos e filhas de Deus, ou seja, as pessoas que aderem a Jesus, sem manias de superioridade e sem preconceitos em rela\u00e7\u00e3o aos outros.<\/p>\n\n\n\n<p>O que provocou as par\u00e1bolas de Lc 15? Cobradores de impostos e pecadores se aproximam de Jesus (Lc 15,1-2). Os fariseus e os doutores da Lei contestam essa solidariedade manifestada no ato de acolh\u00ea-los e de ter em comum com eles inclusive as refei\u00e7\u00f5es, correndo o risco de contamina\u00e7\u00e3o e m\u00e1 fama. De fato, os rabinos fariseus ensinavam esta norma: \u201cN\u00e3o se fa\u00e7a acompanhar de um \u00edmpio, nem que seja para lev\u00e1-lo ao estudo da Lei\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Os fariseus faziam n\u00edtida distin\u00e7\u00e3o de puro e impuro, sobretudo \u00e0 mesa. De fato, n\u00e3o havendo talheres, todos enfiavam a m\u00e3o na mesma panela. Como almo\u00e7ar e jantar com os impuros sem se contaminar e sem se tornar com isso \u201cinimigo de Deus\u201d? Algumas pessoas de origem judaica, longe de se alegrar com a ades\u00e3o de estrangeiros ao movimento de Jesus, procuram perseguir os mission\u00e1rios por acolher os de fora.<\/p>\n\n\n\n<p>O filho mais velho representa parte dos judeus que se julgam \u201cirrepreens\u00edveis\u201d (t\u00edtulo mais ambicionado por parte dos fariseus) por praticar os mandamentos. Entre eles, na primeira fila, est\u00e3o os fariseus (= \u201cseparados\u201d) e parte dos doutores da Lei (especializados nos detalhes da Lei mosaica e na sua aplica\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>Nas tr\u00eas par\u00e1bolas, uma porcentagem importante: na primeira, Deus procura a ovelha perdida, que representa somente 1% do rebanho; na segunda, a moeda reencontrada representa 10% daquilo que a mulher tem; na par\u00e1bola do pai misericordioso, o filho que regressa \u00e9 50% dos filhos desse senhor. Lc 15,11-32 nos revela que o terceiro evangelho \u00e9 &#8220;o evangelho dos marginalizados&#8221;, que coloca o amor e o perd\u00e3o como colunas mestras da cristologia lucana.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta par\u00e1bola integra a categoria &#8220;das que confrontam dois tipos de personagens&#8221;, por exemplo, a dos devedores (Lc 7,41-42), o fariseu e o publicano (Lc 18,9-14), os dois filhos (Mt 21,28-31), as cinco mo\u00e7as &#8220;est\u00fapidas&#8221; e as cinco sensatas (Mt 25,1-13). Enfim Lc 15,11-32 se trata de uma par\u00e1bola com duas partes, onde o aut\u00eantico protagonista \u00e9 o Pai amoroso.<\/p>\n\n\n\n<p>A par\u00e1bola est\u00e1 indissoluvelmente relacionada com as duas precedentes, que culmina na &#8220;alegria&#8221; de haver encontrado o filho perdido. Dentro do contexto de todo o cap\u00edtulo, isto \u00e9, incluindo a introdu\u00e7\u00e3o (Lc 15,1-3), o objetivo da par\u00e1bola \u00e9 dar resposta \u00e0s observa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas dos fariseus e dos doutores da Lei. A atitude do filho maior caracteriza indubitavelmente a postura desses personagens.<\/p>\n\n\n\n<p>A par\u00e1bola apresenta o pai como s\u00edmbolo do amor do pr\u00f3prio Deus. Um amor, uma miseric\u00f3rdia incondicional, aberta, ilimitada, que n\u00e3o s\u00f3 se volta sobre o pecador arrependido &#8211; o filho menor -, mas tamb\u00e9m sobre o cr\u00edtico intransigente &#8211; o filho maior -, que se obstina na sua incompreens\u00e3o. O pr\u00f3prio Lucas anuncia mais adiante que Jesus veio para buscar o que estava perdido (cf. Lc 19,10).<\/p>\n\n\n\n<p>Lucas 15 termina com a proclama\u00e7\u00e3o lapidar de que acima de tudo, inclusive do pecado mais inconceb\u00edvel, est\u00e1 o amor e a compreens\u00e3o do pai. Lucas 15,11-32 n\u00e3o insiste &#8211; como as par\u00e1bolas da ovelha e da moeda, perdidas &#8211; na &#8220;busca do perdido&#8221;. Em sua integralidade, Lc 15 transborda um clima de alegria e de celebra\u00e7\u00e3o jubilosa, porque &#8220;encontraram o que estava perdido&#8221; (Lc 15,6.9.24.32).<\/p>\n\n\n\n<p>No contexto narrativo de Lucas, a finalidade desta espl\u00eandida par\u00e1bola consiste fundamentalmente em legitima\u00e7\u00e3o do comportamento de Jesus com os pecadores, demonstrando que na sua atitude de acolhida se cumpre a vontade salv\u00edfica de Deus, enquanto que a cr\u00edtica dos fariseus e dos doutores da Lei vai contra o plano de Deus. Deus ama o pecador ainda na sua situa\u00e7\u00e3o de pecado, isto \u00e9, inclusive antes que se converta; de certo modo isto \u00e9 o que realmente torna poss\u00edvel a convers\u00e3o: esse amor extremado ao outro.<\/p>\n\n\n\n<p>O pai e o filho mais novo (Lc 15,12):A cena \u00e9 muito breve. Num gesto ousado, contrariando as regras do jogo, o filho mais novo pede sua parte na heran\u00e7a. A divis\u00e3o da heran\u00e7a era feita normalmente ap\u00f3s a morte do pai. Faltando este, o primog\u00eanito assumia a gest\u00e3o dos bens, cabendo-lhe dupla por\u00e7\u00e3o. Aqui o pai n\u00e3o reage e consente, dando a entender que para ele todos os filhos s\u00e3o iguais e t\u00eam os mesmos direitos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;<em>A parte dos bens que me toca<\/em>&#8221; (Lc 15,11). Pode ser bens, terras, propriedades. Segundo os costumes ancestrais da Palestina, o pai podia dispor de seus bens de duas maneiras: fazendo testamento, que seria efetivado na morte do doador (cf. Nm 36,7-9; 27,8-11), ou atrav\u00e9s de uma doa\u00e7\u00e3o em vida, em benef\u00edcio de seus filhos. Esta \u00faltima modalidade, desaconselhada por Eclo 33,19-23, parece haver sido pr\u00e1tica corrente. Em qualquer caso, a heran\u00e7a do primog\u00eanito, ou a doa\u00e7\u00e3o em vida, tinha que equivaler ao dobro do correspondente aos demais filhos (Cf. Lv 21,17: &#8220;<em>reconhecer\u00e1 o primog\u00eanito (&#8230;) dando-lhe dois ter\u00e7os de todos seus bens, porque \u00e9 a prim\u00edcia de sua virilidade e \u00e9 sua a primogenitura<\/em>&#8220;). Na nossa par\u00e1bola, ao tratar-se somente de dois filhos, ao maior lhe corresponderiam dois ter\u00e7os da heran\u00e7a ou da fortuna, e ao menor, somente um ter\u00e7o. Em todo caso, em virtude da doa\u00e7\u00e3o, o filho adquiria unicamente o t\u00edtulo de propriedade, enquanto que o usufruto seguia com o pai at\u00e9 a morte. Se o filho vendia sua propriedade, o comprador somente podia entrar em possess\u00e3o dos bens na morte do pai, e o filho perdia todos seus direitos sobre o capital e sobre o usufruto.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cRepartiu-lhes os bens\u201d<\/em> (Lc 15,11). Isso n\u00e3o significa que, a partir daquele momento, o pai tinha transferido a propriedade aos dois irm\u00e3os. No resto da par\u00e1bola o pai atua como aut\u00eantico propriet\u00e1rio: d\u00e1 ordens a seus servos (Lc 15,22), manda sacrificar o melhor novilho (Lc 15,23) e fala simplesmente de &#8220;<em>todo o meu<\/em>&#8221; (Lc 15,31).<\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;Recolheu todas suas coisas&#8221;<\/em> (Lc 15,13) tem, provavelmente, a conota\u00e7\u00e3o de vender e converter em dinheiro as propriedades. <em>&#8220;E partiu para uma regi\u00e3o long\u00ednqua&#8221;<\/em> (Lc 15,13) significa emigrou-se para algum pa\u00eds da di\u00e1spora judaica (Cf. Lc 19,12).<\/p>\n\n\n\n<p>O filho mais novo (Lc 15,13-19):Longe dos cuidados paternos, a vida do filho se torna extremamente amb\u00edgua. Estranho em terra estranha, passa a viver a condi\u00e7\u00e3o de servo: deixa de ser filho para ser escravo. Sua condi\u00e7\u00e3o \u00e9 extremamente humilhante, pois cuida de porcos (animais impuros por excel\u00eancia para os judeus) e quer disputar com eles um bocado de comida (Lc 15,16). Atingindo o fundo da humilha\u00e7\u00e3o (exclu\u00eddo da macabra &#8220;mesa comum&#8221; com os porcos), planeja a possibilidade de retorno: seu discurso de apresenta\u00e7\u00e3o constar\u00e1 de tr\u00eas partes: reconhecimento do pecado; reconhecimento da perda da filia\u00e7\u00e3o; pedido para ser admitido como servo (Lc 18-19).<\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;Um patr\u00e3o o mandou cuidar de porcos&#8221;<\/em> (Lc 15,15). O contraste \u00e9 o mais horr\u00edvel: um jovem judeu e, mais ainda, de boa fam\u00edlia, obrigado a cuidar de porcos. O porco, mesmo que animal com as unhas rachadas, \u00e9 considerado impuro no juda\u00edsmo, por n\u00e3o ser ruminante (Cf. Lv 11,7; Dt 14,8; 1 Mac 1,47). Este detalhe \u00e9 um ind\u00edcio da degrada\u00e7\u00e3o moral a que foi submetido o filho mais novo.<\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;Pai, pequei contra o c\u00e9u e contra ti&#8221;<\/em> (Lc 15,18).O filho reconhece a dimens\u00e3o mais profunda da ofensa que fez contra o pai: ofendeu tamb\u00e9m o pr\u00f3prio Deus. <em>&#8220;Trata-me como um dos seus empregados&#8221;<\/em> (Lc 15,19). A disposi\u00e7\u00e3o do filho \u00e9 pedir a seu pai que o mande trabalhar no campo, que o considere como um diarista a mais. A par\u00e1bola n\u00e3o idealiza o pecador.<\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;O pai se comoveu&#8221;<\/em> (Lc 15,20). Usa-se o verbo <em>splanchnizesthai<\/em>, em grego, que significafoi comovido at\u00e9 as entranhas<a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>. Isto ocupa uma posi\u00e7\u00e3o central na narra\u00e7\u00e3o, associado ao verbo ver (Cf. Lc 7,13; 10,33; 15,20). Ver \u00e9 um dos passos necess\u00e1rios para que algu\u00e9m se comova. Aquele do qual se tem compaix\u00e3o se encontra em uma situa\u00e7\u00e3o de necessidade, de indig\u00eancia, de exclus\u00e3o, que n\u00e3o atend\u00ea-lo seria um pecado de grave omiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de Lc 10,29-37, Lucas utiliza este verbo no epis\u00f3dio da ressurrei\u00e7\u00e3o do filho da vi\u00fava de Naim, onde Jesus \u201c<em>se comove at\u00e9 \u00e0s entranhas<\/em>\u201d ao ver a vi\u00fava chorar o morte do filho \u00fanico (Lc 7,13) e na par\u00e1bola do Pai Misericordioso, onde o pai \u201c<em>se comove de compaix\u00e3o at\u00e9 \u00e0s entranhas<\/em>\u201d ao ver o \u201cfilho pr\u00f3digo\u201d retornar \u00e0 casa paterna (Lc 15,20).<\/p>\n\n\n\n<p>O pai e o filho mais novo (Lc 15,20-24): filia\u00e7\u00e3o reconquistada. Tem-se a impress\u00e3o de que o pai jamais desistira da ideia de que o filho n\u00e3o voltasse<a href=\"#_ftn4\" id=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>. Vendo-o ainda longe, encheu-se de compaix\u00e3o. \u00c9 Deus se comovendo com o sofrimento e a humilha\u00e7\u00e3o das pessoas.<a href=\"#_ftn5\" id=\"_ftnref5\">[5]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;Saiu correndo ao seu encontro&#8221;<\/em> (Lc 15,20).O pai \u00e9 quem toma a iniciativa.<em>&#8220;E lan\u00e7ou-se-lhe ao pesco\u00e7o&#8221;<\/em> (Lc 15,20).Pai e filho se fundem em um abra\u00e7o.<a href=\"#_ftn6\" id=\"_ftnref6\">[6]<\/a><em>&#8220;Cobrindo-o de beijos&#8221; <\/em>&nbsp;(Lc 15,20).N\u00e3o \u00e9 o beijo convencional de boas vindas, mas uma efusiva manifesta\u00e7\u00e3o de amor e perd\u00e3o paterno (Cf. 2 Sm 14,33).<\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;A melhor t\u00fanica&#8221;<\/em> (Lc 15,22). Literalmente &#8220;a primeira t\u00fanica&#8221;, isto \u00e9, a de primeira qualidade, a de mais valor, a melhor.<a href=\"#_ftn7\" id=\"_ftnref7\">[7]<\/a> <em>&#8220;O filho mais velho se indignou e n\u00e3o queria entrar&#8221;<\/em> (Lc 15,28). Literalmente: &#8220;n\u00e3o queria&#8221;, &#8220;se negava&#8221;. Rea\u00e7\u00e3o desdenhosa do irm\u00e3o mais velho.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o do pai visa restabelecer plenamente o filho perdido. Seu primeiro gesto \u00e9 n\u00e3o deixar que o filho repita o discurso de apresenta\u00e7\u00e3o, e, sobretudo, evita que fa\u00e7a o pedido de ser tratado como servo. Imediatamente os servos s\u00e3o chamados para vestir o filho, devolvendo-lhe a dignidade e tornando-o h\u00f3spede importante. Ordena que lhe ponham o anel, conferindo-lhe plenos poderes (talvez o anel fosse o sinete da fam\u00edlia, com o qual o portador podia dispor livremente dos bens da mesa), e que o fa\u00e7am cal\u00e7ar sand\u00e1lias, sinal da liberdade adquirida. Por fim, manda matar o boi de engorda, pois a data era extremamente importante: ele havia recuperado o <em>seu filho.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;Esse filho <strong>teu<\/strong>&#8220;<\/em> (Lc 15,30).O desd\u00e9m do filho maior alcan\u00e7a aqui sua m\u00e1xima incisividade; sua indigna\u00e7\u00e3o o impede chamar &#8220;meu irm\u00e3o&#8221; ao filho mais novo.<em>&#8220;Tu sempre est\u00e1s comigo&#8221;<\/em> (Lc 15,31), express\u00e3o de bondade e amor do pai.<\/p>\n\n\n\n<p>O pai e o filho mais velho (Lc 15,24.32): Convite \u00e0 reconcilia\u00e7\u00e3o. O filho mais velho estivera, at\u00e9 agora, fora de cena. Tinha-se a impress\u00e3o de que fosse bonzinho, verdadeiro ideal de filho. Mas suas declara\u00e7\u00f5es o condenam. Sua irresponsabilidade fundamental \u00e9 n\u00e3o querer se reconciliar, n\u00e3o aderir ao projeto do pai (Lc 15,28). E nas palavras que dirige ao pai d\u00e1 a conhecer quem ele \u00e9: <em>&#8220;H\u00e1 tantos anos que te sirvo&#8221;<\/em> (Lc 15,29). Em outras palavras, n\u00e3o pauta sua vida no relacionamento pai-filho, mas no de patr\u00e3o-servo; at\u00e9 agora ele se comportou como um dos empregados de Lc 15,22. \u00c9 ainda mais radical em rela\u00e7\u00e3o ao irm\u00e3o mais novo: calunia-o de ter devorado os bens do pai com prostitutas (Lc 15,30; cf. Lc 15,13) e n\u00e3o admite cham\u00e1-lo de irm\u00e3o. Limita-se a dizer &#8220;<em>esse <strong>teu<\/strong> filho<\/em>&#8221; (Lc 15,30). O pai tenta suscitar a reconcilia\u00e7\u00e3o: <em>&#8220;Meu filho, esse teu irm\u00e3o estava morto e voltou a viver&#8221;<\/em> (Lc 15,31-32). O verdadeiro pai quer aut\u00eanticos filhos, e essa autenticidade requer a reconcilia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A par\u00e1bola n\u00e3o diz se o filho mais velho assumiu a reconcilia\u00e7\u00e3o para &#8220;entrar em casa&#8221;, ou se preferiu &#8220;ficar fora da festa&#8221;. A resposta \u00e9 n\u00f3s, pessoas crist\u00e3s, que, com nossa pr\u00e1tica em favor dos marginalizados e exclu\u00eddos, devemos dar.<\/p>\n\n\n\n<p>Enfim, a centralidade da mensagem de Lc 15,1-3.11-32 n\u00e3o est\u00e1 no filho mais novo, que foi embora e voltou (apesar da import\u00e2ncia da sua convers\u00e3o), mas, sobretudo, na atitude do Pai bom, misericordioso, amoroso. Um Pai cujo amor est\u00e1 acima da moralidade convencional, que n\u00e3o se apega a regras e quer mesmo \u00e9 que seus filhos e filhas sejam felizes!<\/p>\n\n\n\n<p>E \u00e9 forte tamb\u00e9m a atitude do filho mais velho, que tem muito a ver com os que se acham santos hoje em dia e julgam os outros com maldade, com desd\u00e9m, atiram pedras&#8230; Fazem tudo &#8220;certinho&#8221;, s\u00e3o &#8220;comportados&#8221;, como &#8220;pessoas de Deus&#8221;, &#8220;de fam\u00edlia&#8221;, \u201ccidad\u00e3os de bem<a id=\"_ftnref8\" href=\"#_ftn8\">[8]<\/a>\u201d, mas s\u00e3o incapazes de se abrir ao irm\u00e3o, \u00e0 irm\u00e3, aos marginalizados\/as, totalmente feridos\/as em sua dignidade humana, perdidos\/as&#8230;\u00a0 Entretanto, a\u00ed tamb\u00e9m Jesus mostra o infinito amor de Deus: o Pai acolhe esse filho turr\u00e3o com ternura, escuta o filho e quer que ele tamb\u00e9m participe da mesa comum da festa, que \u00e9 para todos e todas! &#8220;O Deus da vida se faz comunh\u00e3o!&#8221; Um lindo chamado \u00e0 convers\u00e3o!\u00a0\u00c9 lament\u00e1vel que tantas lideran\u00e7as, incluindo bispos, padres, pastores insistem em valorizar nesse Evangelho apenas a figura do filho mais novo, &#8220;o filho pr\u00f3digo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>25\/03\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.: As videorreportagens nos links, abaixo, ATUALIZAM o assunto tratado, acima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1 &#8211; MEMORIAL MERONG KAMAK\u00c3: ENCON DE LEMBRAN\u00c7A E RESPEITO, ALDEIA KAMAK\u00c3 MONGOI\u00d3, BRUMADINHO\/MG. V\u00eddeo 1<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_10714\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HYwD505fsyc?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>2 &#8211; CACIQUE MERONG VIVE NO TERRIT\u00d3RIO SAGRADO E EM N\u00d3S. NA ALDEIA KAMAK\u00c3 MONGOI\u00d3, BRUMADINHO\/MG. V\u00eddeo 2<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_87700\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/kIGabX58wMk?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>3 &#8211; MEM\u00d3RIA DO CACIQUE MERONG, DO POVO KAMAK\u00c3 MONGOI\u00d3: \u201cSE SENTE, SE VIVE, MERONG EST\u00c1 PRESENTE, VIVO!\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_99249\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/o2GaX6TM6HE?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>4 &#8211; DOENTES NOS BRA\u00c7OS, GR\u00c1VIDAS EM RISCO, IDOSOS ILHADOS NA OCUPA\u00c7\u00c3O ESPERAN\u00c7A. E PBH\/URBEL? V\u00eddeo 1<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_43356\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ksoIS408tww?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>5 &#8211; Acampamento Novo Para\u00edso, Jequita\u00ed\/MG, 28 fam\u00edlias c 28 lotes e Nova Esperan\u00e7a 2: EXEMPLO. V\u00eddeo 1<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_71048\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/WdXMXBGwi4U?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>6 &#8211; Acampamento Nova Esperan\u00e7a 2, C\u00f3rrego Danta\/MG: EXEMPLO DE LUTA POR REFORMA AGR\u00c1RIA. PRODU\u00c7\u00c3O. V\u00edd 2<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_12441\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Lq3KVbCU6lw?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; Mestre em Ci\u00eancias B\u00edblicas; Bacharel e Licenciado em Filosofia; Bacharel em Teologia; frei e padre da Ordem dos Carmelitas; e Agente de Pastoral da CPT (Comiss\u00e3o Pastoral da Terra \u2013 <a href=\"http:\/\/www.cptmg.org.br\">www.cptmg.org.br<\/a> ); e-mail: <a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/@freigilvander\">www.youtube.com\/@freigilvander<\/a> \u2013 No instagram: @gilvanderluismoreira<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> &#8211; Ver por exemplo: THIERRY MAERTENS e JEAN FRISQUE, <strong>Guia da Assembleia Crist\u00e3, <\/strong>Tomo 3 (da Quaresma), Vozes, 1970, p. 180.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a> Vulgarmente traduzido por \u201ctorcer as tripas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\" id=\"_ftn4\">[4]<\/a> O filme <em>Central do Brasil<\/em> mostra um filho \u00e0 procura do Pai e uma mulher \u00e0 procura dos seus sentimentos, um pa\u00eds \u00e0 procura de suas ra\u00edzes. Em &#8220;Central do Brasil&#8221; diversos temas teol\u00f3gicos s\u00e3o trabalhados de modo art\u00edstico: a) os nomes dos membros da fam\u00edlia do garoto Josu\u00e9 s\u00e3o todos chamados com nomes b\u00edblicos; b) O roteiro \u00e9 o caminho da busca do Pai; c) O diretor inverte o \u00eaxodo rural, fazendo o caminho do centro para a periferia &#8211; e, portanto, localizando na periferia a fonte de sentido para a vida; Outra invers\u00e3o: uma mulher que migrou para a cidade e ali se emancipou, conseguiu emprego (a m\u00e3e de&nbsp; Josu\u00e9). No campo, ficam os homens, analfabetos, ing\u00eanuos sem iniciativas&#8230; No caminho da f\u00e9 e da humaniza\u00e7\u00e3o tem momentos de crise, de chegar at\u00e9 o fundo do po\u00e7o, o que d\u00f3i e muito, mas \u00e9 a partir da\u00ed que se pode recriar a fase de ser crian\u00e7a, entregar-se nas m\u00e3os de Deus e em seguida reassumir a vida adulta.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref5\" id=\"_ftn5\">[5]<\/a> Cf. Mt 9,36; 14,14; 15,32; 18,27; 20,34; Mc 1,41; 6,34; 8,2; 9,22; Lc 7,13.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref6\" id=\"_ftn6\">[6]<\/a> Cf. At 20,37; Gn 33,4; 45,14-15; 3 Mac 5,49.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref7\" id=\"_ftn7\">[7]<\/a> Esse \u00e9 o sentido de <em>protos, <\/em>em grego, em muitos textos da tradu\u00e7\u00e3o da LXX (cf. Ez 27,22; Am 6,6; Ct 4,14).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref8\" id=\"_ftn8\">[8]<\/a> Na realidade, pessoas de bens.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MENSAGEM DA PAR\u00c1BOLA DO PAI AMOROSO DIANTE DE DOIS FILHOS; O MAIS VELHO, O MAIS PERDIDO (Lc 15,1-3.11-32) &#8211; Por frei Gilvander Moreira[1] As par\u00e1bolas dos perdidos (uma ovelha, uma moeda e dois filhos \u2013<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":14275,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,22,44,27,30,43,26,18],"tags":[],"class_list":["post-14274","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-cebs-comunidades-eclesiais-de-base","category-direito-a-memoria","category-direitos-humanos","category-fe-e-politica","category-pedagogia-emancipatoria","category-teologia-da-libertacao","category-videos-de-frei-gilvander"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14274","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14274"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14274\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14278,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14274\/revisions\/14278"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14275"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14274"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14274"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14274"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}