{"id":14611,"date":"2025-07-29T13:26:40","date_gmt":"2025-07-29T16:26:40","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=14611"},"modified":"2025-07-29T13:26:45","modified_gmt":"2025-07-29T16:26:45","slug":"a-ganancia-de-uns-rouba-as-condicoes-de-vida-do-povo-lc-1213-21-por-frei-gilvander","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/a-ganancia-de-uns-rouba-as-condicoes-de-vida-do-povo-lc-1213-21-por-frei-gilvander\/","title":{"rendered":"A GAN\u00c2NCIA DE UNS ROUBA AS CONDI\u00c7\u00d5ES DE VIDA DO POVO (Lc 12,13-21). Por frei Gilvander"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>A GAN\u00c2NCIA DE UNS ROUBA AS CONDI\u00c7\u00d5ES DE VIDA DO POVO (Lc 12,13-21)<\/strong>. Por frei Gilvander Moreira<a id=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/LUCAS-1213-21-RICO-INSENSATO-2019.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14612\" width=\"782\" height=\"357\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/LUCAS-1213-21-RICO-INSENSATO-2019.jpg 550w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/LUCAS-1213-21-RICO-INSENSATO-2019-300x137.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 782px) 100vw, 782px\" \/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o Redes Virtuais<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201c<em>Fica mal com Deus \/ Quem n\u00e3o sabe dar \/ Fica mal comigo \/ Quem n\u00e3o sabe amar<\/em>\u201d (Geraldo Vandr\u00e9)<\/p>\n\n\n\n<p>Para melhor entender o texto evang\u00e9lico de Lc 12,13-21 \u00e9 importante ter presente que, de acordo com o evangelista Lucas, na Palestina do tempo de Jesus vigoravam dois modelos econ\u00f4micos contrastantes: o sistema das aldeias no campo e o sistema das cidades.<\/p>\n\n\n\n<p>No campo, nas aldeias, as rela\u00e7\u00f5es humanas e sociais eram de partilha, solidariedade, troca de produtos, mutir\u00f5es etc., de modo que dificilmente algu\u00e9m ficava exclu\u00eddo do m\u00ednimo para viver com dignidade. Quem, por qualquer motivo, acabasse exclu\u00eddo desse sistema n\u00e3o teria outra solu\u00e7\u00e3o sen\u00e3o ir para as cidades, tentar sobreviver de bicos na informalidade ou tornar-se mendigo, assaltante\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema de rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas das aldeias contrastava com o das cidades. Desde o s\u00e9culo 4\u00ba antes da Era Crist\u00e3, a domina\u00e7\u00e3o do imp\u00e9rio grego privilegiava a cidade com sua burocracia e elite pol\u00edtico-econ\u00f4mica, em preju\u00edzo dos camponeses, que deviam sustentar todo esse aparato burocr\u00e1tico, o luxo e os privil\u00e9gios de quem dominava os povos a partir da cidade. Desse modo, a cidade se tornou lugar em que poucos tinham acesso ao topo da pir\u00e2mide social, gerando consequentemente um subproduto social composto de desempregados, mendigos, ladr\u00f5es, assaltantes etc. (A par\u00e1bola dos \u201coper\u00e1rios da vinha\u201d, a do reino divino \u00e9 vida, em Mt 20,1-16, mostra que, no fim do dia, a pra\u00e7a da cidade continuava cheia de pessoas, pois \u201cningu\u00e9m nos contratou\u201d, alegam os marginalizados.)<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e1, dessa forma, estabelecido o contraste: no campo (nas aldeias), com esfor\u00e7o, mant\u00e9m-se um sistema de rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas baseado na troca e na partilha (e isso quase sempre impede que os endividados caiam na mis\u00e9ria e virem mendigos ou bandidos), ao passo que nas cidades acontece o contr\u00e1rio: a\u00ed vale a lei do mais forte, daquele que teve melhores oportunidades, gerando consequentemente a exclus\u00e3o e a marginalidade, acompanhadas de suas crias: mendic\u00e2ncia, viol\u00eancia, roubo etc.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme o Evangelho de Lucas, os principais mantenedores desse sistema desigual da cidade s\u00e3o os fariseus. Lucas \u00e9 o \u00fanico evangelista a cham\u00e1-los de \u201camigos do dinheiro\u201d (Lc 16,14) e os apresenta como o inimigo n\u00famero 1 de Jesus. Por qu\u00ea? Evidentemente porque est\u00e3o em jogo duas propostas de sociedade: uma fundada na partilha solid\u00e1ria, vivida entre os\/as camponeses\/sas e assumida por Jesus. Ele a prop\u00f5e aos disc\u00edpulos e disc\u00edpulas como caminho que conduz ao Reino de Justi\u00e7a, amor e paz. A outra alternativa \u00e9 a proposta da sociedade, vivida pela sociedade dominante, enraizada no ac\u00famulo e concentra\u00e7\u00e3o de bens e poder, cujos defensores principais s\u00e3o os fariseus, \u201camigos do dinheiro\u201d. No Evangelho de Lucas, essas pessoas jamais se relacionam com os pobres, camponeses, mutilados, doentes etc. (cf. Lc 14,12-14). Como diz a par\u00e1bola do rico esbanjador e do pobre L\u00e1zaro, j\u00e1 nesta vida h\u00e1 entre o rico e o pobre um abismo intranspon\u00edvel (cf. Lc 16,19-31).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Evangelho de <\/strong>Lucas 12,13-21 inicia com o pedido de algu\u00e9m do meio da multid\u00e3o: \u201cMestre, dize ao meu irm\u00e3o que reparta a heran\u00e7a comigo\u201d (Lc 12,13). Lucas n\u00e3o identifica a pessoa que fez o pedido. \u00c9 sinal de que muita gente est\u00e1 sentindo a necessidade de que lhe seja feita justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Certamente, essa pessoa que pede a Jesus para ser juiz nessa disputa pela heran\u00e7a pertence ao sistema de rela\u00e7\u00f5es da cidade, fundado na concentra\u00e7\u00e3o de bens. A heran\u00e7a soa como resultado de concentra\u00e7\u00e3o de bens. E Jesus n\u00e3o se p\u00f5e do lado da concentra\u00e7\u00e3o, mas da partilha.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u00c9 justo e<strong>sperar que Jesus fa\u00e7a a distribui\u00e7\u00e3o dos bens de heran\u00e7a? (Lc 12,13-15). <\/strong>A resposta de Jesus parece desencorajar qualquer clamor: \u201cHomem, quem me encarregou de julgar ou de dividir os bens entre voc\u00eas?\u201d (Lc 12,14). \u00c9 evidente que a resposta deve ser: \u201cNingu\u00e9m!\u201d A partir disso, entre n\u00f3s, na Igreja, muita gente tira conclus\u00f5es apressadas: \u201cEst\u00e1 vendo? Jesus n\u00e3o se importou com o clamor por justi\u00e7a. Os que associam Evangelho de Jesus Cristo e justi\u00e7a social s\u00e3o traidores da mensagem de Jesus\u201d, afirmam os crist\u00e3os que tentam justificar sua vida baseada na acumula\u00e7\u00e3o de riqueza.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, se Jesus n\u00e3o tivesse acrescentado mais nada, poder\u00edamos dormir tranquilos diante das injusti\u00e7as sociais que assolam brutalmente nossa sociedade. Contudo, Jesus acrescentou uma advert\u00eancia e contou uma par\u00e1bola que interpela nossa consci\u00eancia. Elas s\u00e3o como uma fisga que pega a todos e todas desprevenidos: \u201cAten\u00e7\u00e3o! Tenham cuidado com todo tipo de gan\u00e2ncia, porque mesmo que algu\u00e9m tenha muitas coisas, o sentido da vida do homem n\u00e3o consiste na abund\u00e2ncia de bens\u201d (Lc 12,14). Com essa advert\u00eancia, Jesus p\u00f5e a nu o que estava escondido. Por tr\u00e1s da n\u00e3o-partilha esconde-se a gan\u00e2ncia do ac\u00famulo de bens e a consequente perda do sentido da vida que ela gera, tanto para quem acumula, quanto para os que s\u00e3o despojados.<\/p>\n\n\n\n<p>O Evangelho de Jesus diz que <strong>ac\u00famulo \u00e9 loucura (Lc 12,16-21). <\/strong>A par\u00e1bola \u00e9 um alerta. Acumular bens e poder \u00e9 loucura. N\u00e3o garante a vida de ningu\u00e9m. De fato, a par\u00e1bola afirma que o homem j\u00e1 era rico antes de obter uma grande colheita (Lc 12,16). E pelo fato de a colheita ser grande, temos a impress\u00e3o de que era dono de grandes propriedades, possuidor de celeiros onde acumulava o produto do campo. Ele n\u00e3o pensa naqueles que trabalharam em suas terras a fim de que a colheita fosse abundante. O que planeja \u00e9 derrubar os celeiros antigos a fim de construir outros maiores para l\u00e1 armazenar todo o trigo, junto com os seus bens (Lc 12,18). Mais uma vez n\u00e3o pensa naqueles que ir\u00e3o trabalhar para derrubar os velhos armaz\u00e9ns e construir os novos. Ele s\u00f3 pensa em acumular bens para ter vida: \u201cEnt\u00e3o poderei dizer a mim mesmo: \u2018Meu caro, voc\u00ea tem um bom estoque, uma reserva para muitos anos; descanse, coma, beba, alegre-se!\u2019 \u201d (Lc 12,19).<\/p>\n\n\n\n<p>O homem da par\u00e1bola \u00e9 louco, pois sua riqueza foi constru\u00edda sobre colunas de injusti\u00e7a e viol\u00eancia. Por um lado, despojou outros trabalhadores: produziu, derrubou, construiu e acumulou com o suor dos trabalhadores; quer descansar, comer, beber e alegrar-se por longos anos \u00e0 custa do trabalho de outros e da fome, sede e tristeza dos outros. Esse homem \u00e9 louco tamb\u00e9m, porque pretende se tornar absoluto, pensando ter garantido a vida. Mas a vida \u00e9 dom de Deus. E Deus n\u00e3o se deixa comprar: \u201cLouco! Nesta mesma noite voc\u00ea vai ter que devolver a sua vida. E as coisas que voc\u00ea preparou, para quem v\u00e3o ficar?\u201d (Lc 12,20).<\/p>\n\n\n\n<p>Deus quer todos e todas tenham vida em abund\u00e2ncia (Jo 10,10). O bem-estar de alguns, conseguido \u00e0 custa da injusti\u00e7a e da explora\u00e7\u00e3o de outros, n\u00e3o \u00e9 dom de Deus e nem pode ser chamado de vida, pois esta vem de Deus e se destina a todos e todas. A vida \u00e9 para ser partilhada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que fazer?\u201d Esta era a pergunta a que o homem rico levantou segundo os crit\u00e9rios da gan\u00e2ncia. \u00c9 a mesma pergunta que a par\u00e1bola faz a cada um de n\u00f3s: \u201cO que fazer?\u201d Um pouco adiante Jesus dir\u00e1: \u201cBusquem o Reino de Deus, e ele dar\u00e1 a voc\u00eas essas coisas em acr\u00e9scimo\u201d (Lc 12,31), pois o Reino de Deus \u00e9 a vida que se manifesta na partilha de tudo o que temos e de tudo o que somos.<\/p>\n\n\n\n<p>Lucas 12,13-21 nos faz pensar se o repasse de heran\u00e7a para as pessoas herdeiras \u00e9 algo justo. Varia muito o imposto sobre heran\u00e7a nos pa\u00edses. Na B\u00e9lgica, o imposto sobre heran\u00e7a pode chegar a 80% do valor da heran\u00e7a; na Fran\u00e7a, pode chegar a 60%; no Jap\u00e3o, at\u00e9 55%; na Alemanha, at\u00e9 50%; na Coreia do Sul, at\u00e9 50%; no L\u00edbano, at\u00e9 45%; nos Estados Unidos, at\u00e9 40%; nos Pa\u00edses Baixos e Reino Unido, at\u00e9 40%. No entanto, no Brasil, o imposto sobre heran\u00e7a varia entre 2% e 8%, dependendo do estado. Sem taxar de forma justa os super-ricos no Imposto de renda e na heran\u00e7a, a desigualdade socioecon\u00f4mica vai se reproduzindo. Especialmente na sociedade capitalista como a nossa, o m\u00ednimo que devia existir \u00e9 o imposto sobre heran\u00e7a com al\u00edquota de 50% e destinado \u00e0s \u00e1reas sociais para melhorar a vida do povo empobrecido. O justo seria a heran\u00e7a ser partilhada entre todos os filhos e filhas \u2013 a sociedade inteira \u2013 e n\u00e3o apenas com os filhos de uma fam\u00edlia nuclear.<\/p>\n\n\n\n<p>Lucas 12,13-31 nos mostra que \u00e9 imposs\u00edvel ser pessoa crist\u00e3 aut\u00eantica e ser capitalista ao mesmo tempo, pois para ser disc\u00edpulo\/a de Jesus Cristo \u00e9 preciso viver sob a l\u00f3gica da partilha, da justi\u00e7a, da \u00e9tica e da solidariedade com todos e todas. \u201cPara n\u00e3o ficar mal com Deus \u00e9 preciso dar\u201d e se doar para poder amar, conforme canta Geraldo Vandr\u00e9. Por outro lado, o sistema capitalista se reproduz pela l\u00f3gica da gan\u00e2ncia que impulsiona a busca desenfreada pela acumula\u00e7\u00e3o de bens e poder, o que desumaniza as pessoas, tornando-as egoc\u00eantricas e ensimesmadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Jesus prop\u00f5e aos disc\u00edpulos e disc\u00edpulas acumular \u201criquezas em Deus\u201d. No pr\u00f3ximo domingo, 10 de agosto, a Igreja celebra a mem\u00f3ria de S\u00e3o Louren\u00e7o, di\u00e1cono da Igreja de Roma, no s\u00e9culo III. Na persegui\u00e7\u00e3o do imperador Val\u00e9rio, os algozes que o prenderam queriam que ele mostrasse onde ficava o tesouro da Igreja. Ele apontou para os pobres e disse: \u201cOs pobres s\u00e3o o tesouro da Igreja\u201d. Que hoje tamb\u00e9m a comunh\u00e3o com os empobrecidos seja nossa riqueza e nosso tesouro. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Lucas nos mostra Jesus apresentando claramente a ordem econ\u00f4mica e social do Reino de Deus: um reino fundamentado na fraternidade que gera partilha, justi\u00e7a, solidariedade, cuidado uns com os outros, sem ac\u00famulo de riquezas, sem explora\u00e7\u00e3o, onde todos e todas tenham o necess\u00e1rio para viver com dignidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Oxal\u00e1 toda a Igreja beba da sua pr\u00f3pria fonte, volte a Jesus, se deixe iluminar pelo Evangelho de Cristo e por seus pr\u00f3prios ensinamentos.&nbsp;A aten\u00e7\u00e3o com os pobres est\u00e1 na tradi\u00e7\u00e3o da Igreja.&nbsp;Veja, por exemplo, um trecho de homilia de Santo Ambr\u00f3sio, Padre da Igreja nos primeiros s\u00e9culos do Cristianismo:&nbsp;&#8220;N\u00e3o \u00e9 dos teus bens que tu doas ao pobre; tu s\u00f3 lhe&nbsp;devolves&nbsp;o que lhe pertence. Porque \u00e9 \u00e0quilo que \u00e9 dado em comum para o uso de todos que tu te apegas. A terra \u00e9 dada a todos, e n\u00e3o somente aos ricos&#8221;. Suas palavras inspiraram o Papa Paulo VI a afirmar na Enc\u00edclica Populorum Progressio, de 1967, que a propriedade privada n\u00e3o constitui para alguns um direito incondicional e absoluto, e que ningu\u00e9m est\u00e1 autorizado a reservar para o seu uso exclusivo aquilo que supera a sua necessidade, quando aos outros falta o necess\u00e1rio.&nbsp;Portanto,&nbsp; lutar por essa riqueza que \u00e9 o Reino de Deus, t\u00e3o bem apresentado neste Evangelho de Lucas 12,13-21, deve ser a miss\u00e3o de todos os crist\u00e3os e crist\u00e3s, em comunh\u00e3o com todas as pessoas de boa vontade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP\/SP; mestre em Exegese B\u00edblica pelo Pontif\u00edcio Instituto B\u00edblico, em Roma, It\u00e1lia; assessor da CPT, CEBI e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; autor de livros e artigos. E-mail:&nbsp;<a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a>&nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\/\">www.gilvander.org.br<\/a>&nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\/\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Canal no You Tube: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/@freigilvander\">https:\/\/www.youtube.com\/@freigilvander<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp; &nbsp;No Instagram: @gilvanderluismoreira &#8211;&nbsp;Facebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A GAN\u00c2NCIA DE UNS ROUBA AS CONDI\u00c7\u00d5ES DE VIDA DO POVO (Lc 12,13-21). 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