{"id":14643,"date":"2025-08-13T14:39:05","date_gmt":"2025-08-13T17:39:05","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=14643"},"modified":"2025-08-13T14:39:11","modified_gmt":"2025-08-13T17:39:11","slug":"deus-quer-poderosos-destronados-e-ricos-de-maos-vazias-lc-139-56-por-frei-gilvander","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/deus-quer-poderosos-destronados-e-ricos-de-maos-vazias-lc-139-56-por-frei-gilvander\/","title":{"rendered":"DEUS QUER PODEROSOS DESTRONADOS E RICOS DE M\u00c3OS VAZIAS (Lc 1,39-56). Por Frei Gilvander"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>DEUS QUER PODEROSOS DESTRONADOS E RICOS DE M\u00c3OS VAZIAS (Lc 1,39-56)<\/strong>. Por Frei Gilvander Moreira<sup>1<\/sup><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/channels4_profile.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14644\" width=\"702\" height=\"702\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/channels4_profile.jpg 160w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/channels4_profile-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 702px) 100vw, 702px\" \/><figcaption>Frei Gilvander Lu\u00eds Moreira<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No Evangelho de Lucas, em Lc 1,39-56 se narra \u201ca visita de Maria a Isabel\u201d e o C\u00e2ntico de Maria, o Magnificat. Pertence aos relatos do nascimento e inf\u00e2ncia de Jo\u00e3o Batista e de Jesus (Lc 1-2). O contexto \u00e9 de aldeias do campo: Maria \u00e9 da aldeia de Nazar\u00e9 e vai a uma aldeia da Judeia para servir sua prima Isabel que estava gr\u00e1vida. Lucas n\u00e3o pretende, em primeiro lugar, mostrar como isso aconteceu, mas reler na d\u00e9cada de 80 do s\u00e9culo I esses acontecimentos \u00e0 luz da morte-ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus, a fim de iluminar a caminhada das primeiras comunidades crist\u00e3s. N\u00e3o se trata, pois, de cr\u00f4nica hist\u00f3rica, mas de leitura teol\u00f3gica. Lucas 1,49-56 se divide em dois momentos: Lc 1,39-45, onde o Deus da vida<strong>se revela aos pobres <\/strong>e Lc 1,46-56, o C\u00e2ntico de Maria (Magnificat), um c\u00e2ntico revolucion\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Na anuncia\u00e7\u00e3o, o anjo Gabriel informara Maria a respeito da gravidez de Isabel, com a garantia de que nada \u00e9 imposs\u00edvel para Deus (Lc 1,37). Ao declarar-se serva do Senhor (Lc 1,38), Maria concebe Jesus e, como sinal de seu servi\u00e7o, dirige-se apressadamente, n\u00e3o ao templo, mas \u00e0 casa de Zacarias, ao encontro de Isabel para servi-la (Lc 1,39-40). A cena mostra o encontro de duas mulheres m\u00e3es agraciadas com o dom da fecundidade e da vida (Isabel era est\u00e9ril e Maria namorava com Jos\u00e9, mas ainda n\u00e3o tinha se casado); mostra tamb\u00e9m o encontro de duas crian\u00e7as: o precursor e profeta Jo\u00e3o Batista e Jesus que seria o Messias salvador, ambos sob o dinamismo do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o no templo, mas numa casa (<em>oikia<\/em>, em grego), uma mulher idosa reconhece a presen\u00e7a do divino em uma mulher jovem e esta, Maria, ao visitar Isabel, reconhece tamb\u00e9m a presen\u00e7a do divino em uma mulher idosa. Mulheres de gera\u00e7\u00f5es diferentes se confirmando e se irmanando na caminhada de constru\u00e7\u00e3o do reino de Deus no meio dos pobres.<\/p>\n\n\n\n<p>Jesus havia sido concebido por obra do Esp\u00edrito, o que n\u00e3o exclui a participa\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 na concep\u00e7\u00e3o de Jesus, pois \u201ca gra\u00e7a sup\u00f5e a natureza\u201d, j\u00e1 dizia o fil\u00f3sofo e te\u00f3logo Tom\u00e1s de Aquino; Jo\u00e3o Batista exulta no seio de Isabel que, cheia do Esp\u00edrito Santo, proclama Maria bem-aventurada: \u201cBendita \u00e9s tu entre as mulheres, bendito o fruto do teu ventre\u201d (Lc 1,42). A cena mostra, sobretudo, que Deus se revela aos pobres e faz deles sua morada permanente. O mensageiro divino havia revelado a Maria o dom feito a Isabel, a marginalizada porque est\u00e9ril; o Esp\u00edrito revela a Isabel que Maria, a serva do Pai, se tornou \u201cm\u00e3e do meu Senhor\u201d (Lc 1,43). Assim, Deus entra na casa dos pobres e humilhados que esperam a liberta\u00e7\u00e3o, cansados de opress\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o pelo imp\u00e9rio romano escravocrata, pelos saduceus que grilavam as terras, pelo sin\u00e9drio que taxava os pobres como impuros e, assim, era c\u00famplice das opress\u00f5es dos reis bi\u00f4nicos Herodes e Pilatos, impostos pelo imperador.<\/p>\n\n\n\n<p>A etimologia dos nomes das personagens nos ajuda a ver melhor: Jesus significa \u2018Deus salva\u2019; Jo\u00e3o, \u2018Deus \u00e9 miseric\u00f3rdia\u2019; Zacarias, \u2018Deus se lembrou de n\u00f3s\u2019; Isabel, \u2018Deus \u00e9 plenitude\u2019, \u2018mulher de Deus\u2019; Maria, \u2018a amada\u2019. Maria se torna, assim, pioneira insuper\u00e1vel de evangeliza\u00e7\u00e3o, pois leva Jesus-Messias \u00e0s pessoas desde quando ele estava em seu ventre.<\/p>\n\n\n\n<p>As palavras de Isabel a Maria (Lc 1,42b-45) se inspiram nos elogios das mulheres libertadoras do Primeiro Testamento: Jael, mulher estrangeira do Povo Quenita (\u201cQue Jael seja bendita entre as mulheres\u201d, Jz 5,24.) e Judite, mulher imprescind\u00edvel na salva\u00e7\u00e3o do povo amea\u00e7ado (\u201cQue o Deus Alt\u00edssimo aben\u00e7oe voc\u00ea, minha filha\u201d, Jt 13,18; cf. Gn 14,19-20.).<\/p>\n\n\n\n<p>A express\u00e3o de alegria de Isabel ao acolher Maria (Lc 1,43) recorda a surpresa de Davi ao acolher a Arca (\u201cComo \u00e9 que a Arca de Jav\u00e9 poder\u00e1 ser introduzida em minha casa?\u201d, 2Sm 6,9.). Em base a esse paralelismo, alguns veem em Maria a arca da nova Alian\u00e7a, por ser ela a m\u00e3e do menino que \u00e9 chamado Santo, Filho de Deus (Lc 1,35). Mas o elogio de Isabel a Maria vai al\u00e9m de sua maternidade f\u00edsica. A grande bem-aventuran\u00e7a de Maria \u00e9 ter acreditado que as coisas ditas pelo Senhor iriam cumprir-se (Lc 1,45). Isso est\u00e1 em perfeita sintonia com o Evangelho de Lucas, no qual ela aparece como modelo de disc\u00edpula. O pr\u00f3prio Jesus afirma haver uma bem-aventuran\u00e7a que supera a da maternidade f\u00edsica: \u201c<em>Felizes, antes, as pessoas que ouvem a palavra de Deus e a colocam em pr\u00e1tica<\/em>\u201d (cf. Lc,11,17-28).<\/p>\n\n\n\n<p>Duas s\u00e3o as caracter\u00edsticas mais importantes de Maria no relato da visita a Isabel. E s\u00e3o exatamente as qualidades do discipulado no Evangelho de Lucas: aten\u00e7\u00e3o e ades\u00e3o absolutas \u00e0 palavra de Deus e, como conseq\u00fc\u00eancia disso, servi\u00e7o incondicional a quem necessita. Maria \u00e9 disc\u00edpula fiel (em rela\u00e7\u00e3o a Deus) e solid\u00e1ria (em rela\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3ximo).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em Lc 1,46-56, no C\u00e2ntico de Maria: Deus realiza a esperan\u00e7a dos pobres. <\/strong>O Magnificat se inspira fortemente no C\u00e2ntico de Ana (1Sm 2,1-10), m\u00e3e de Samuel, depois que Deus a livrou da humilha\u00e7\u00e3o da esterilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Os biblistas afirmam que o Magnificat, assim como se encontra, n\u00e3o foi composto por Maria. Uma prova disso s\u00e3o os verbos no passado: agiu com a for\u00e7a de seu bra\u00e7o, dispersou, dep\u00f4s, exaltou, cumulou, despediu etc. (Lc 1,51-55). Esses verbos no passado revelam que o hino \u00e9 lido \u00e0 luz da vida, morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus. Deus subverteu a realidade brutal que a condena\u00e7\u00e3o de Jesus \u00e0 morte havia criado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 bem prov\u00e1vel que este C\u00e2ntico de Maria fosse um hino das primeiras comunidades crist\u00e3s, onde se louva a interven\u00e7\u00e3o de Deus em favor dos pobres, humilhados e famintos, contra os orgulhosos, poderosos e ricos (caracter\u00edstica dos hinos de louvor). O contraste de sortes ressalta o poder de Deus e as maravilhas que realiza em favor dos pobres, coroando suas esperan\u00e7as. O evangelista Lucas atribuiu esse hino a Maria porque ela, mais que todas as pessoas seguidoras de Jesus, expressa os sentimentos e as atitudes de compromisso, esperan\u00e7a e confian\u00e7a no poder de Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>Lucas foi muito corajoso ao atribuir esse hino a Maria, ressaltando-lhe o valor e a import\u00e2ncia enquanto figura representativa de uma coletividade. Ela, portanto, \u00e9 porta-voz qualificada dos disc\u00edpulos e disc\u00edpulas de Jesus Cristo, dos pobres que anseiam e lutam por liberta\u00e7\u00e3o. Maria \u00e9 porta-voz dos oprimidos, pobres, aflitos, vi\u00favas e \u00f3rf\u00e3os. Opostos a estes estavam os ricos, mas tamb\u00e9m os orgulhosos e autossuficientes que punham suas esperan\u00e7as nos pr\u00f3prios recursos, n\u00e3o sentindo qualquer necessidade de Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>O C\u00e2ntico de Maria, um dos mais revolucion\u00e1rios da B\u00edblia, \u00e9 prof\u00e9tico, n\u00e3o no sentido de previs\u00e3o do futuro, mas no sentido genu\u00edno da profecia, que pode ser traduzida como den\u00fancia de algo injusto e an\u00fancio de uma transforma\u00e7\u00e3o. Maria \u00e9 profetisa porque, movida pelo Esp\u00edrito de vida, encarna os ideais dos profetas e das profetisas do Primeiro Testamento, do qual tamb\u00e9m ela faz parte.<\/p>\n\n\n\n<p>O esp\u00edrito do Magnificat combina com o da comunidade crist\u00e3 de Jerusal\u00e9m (At 2,43-47; 4,32-37), na qual provavelmente o hino tomou corpo, tornando-se canto de louvor pela liberta\u00e7\u00e3o. Pondo-o nos l\u00e1bios de Maria, Lucas atribui a ela um papel importante na hist\u00f3ria da humanidade. Como os salmos de louvor, o Magnificat cont\u00e9m uma introdu\u00e7\u00e3o (Lc 1,46b-47) onde se louva Deus; um corpo (Lc 1,48-53), que enumera os motivos de louvor (cf. Lc 1,48: porque\u2026), e uma conclus\u00e3o (Lc 1,54-55), que ressalta porque Deus agiu assim, cumprindo as promessas feitas aos antepassados. Dentro do hino h\u00e1 pares que fazem de Maria a figura representativa de todo o povo: serva\/servo; humilha\u00e7\u00e3o\/humildade\/humildes; a miseric\u00f3rdia de Deus que se estende&#8230;, Deus que se lembra de sua miseric\u00f3rdia.<\/p>\n\n\n\n<p>A introdu\u00e7\u00e3o v\u00ea realizadas as expectativas da profetisa Ana (cf. 1Sm 1,11) e do profeta Habacuc (Hab 3,18), que traduzem as esperan\u00e7as dos pobres (<em>anawim<\/em>). Atribuindo a Maria este hino, Lucas a torna int\u00e9rprete dos anseios dos humilhados que veem, finalmente, realizadas suas esperan\u00e7as. Todo o ser de Maria \u00e9 envolvido no louvor.<\/p>\n\n\n\n<p>O corpo do Magnificat ressalta a a\u00e7\u00e3o de Deus em favor dos humilhados (inicia com porque&#8230;). Essa a\u00e7\u00e3o \u00e9 descrita como maravilha, termo que, na B\u00edblia, marca as grandes interven\u00e7\u00f5es de Deus em vista da liberta\u00e7\u00e3o (por exemplo, a Cria\u00e7\u00e3o, o \u00caxodo, a Caminhada no deserto, a Conquista da terra prometida&#8230;). A maravilha divina \u00e9 libertar os que sofrem e esperam nele, exaltando-os e cumulando-os de bens. Os beneficiados s\u00e3o dois: Maria e os pobres. Os aspectos pol\u00edtico e econ\u00f4mico est\u00e3o bem representados (poderosos destronados; ricos despedidos de m\u00e3os vazias).<\/p>\n\n\n\n<p>A conclus\u00e3o salienta que a a\u00e7\u00e3o de Deus em favor dos pobres \u00e9 fruto da mem\u00f3ria de sua miseric\u00f3rdia, renovando hoje os benef\u00edcios e op\u00e7\u00f5es feitos no passado, mantendo assim a fidelidade prometida a Abra\u00e3o e a seus descendentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Enfim, o C\u00e2ntico de Maria \u00e9 um dos mais revolucion\u00e1rios dos povos da B\u00edblia que lutam pela supera\u00e7\u00e3o de todo tipo de opress\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o. \u201c<em>O Todo-Poderoso dispersa os soberbos de cora\u00e7\u00e3o, derruba do trono os poderosos e eleva os humildes; aos famintos enche de bens, e despede os ricos de m\u00e3os vazias<\/em>\u201d (Lc 1,51-553). A profetisa Maria brada em alto e bom som que os poderosos ser\u00e3o derrubados e os ricos esvaziados de suas riquezas. Isso \u00e9 profecia, n\u00e3o \u00e9 vingan\u00e7a, porque em uma sociedade capitalista com idolatria do mercado n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel se tornar rico sem oprimir e sem explorar, seja por receber heran\u00e7a que deveria ser de todos os filhos e filhas de Deus, seja pela acumula\u00e7\u00e3o de riqueza e poder, o que exige o empobrecimento da maioria. Portanto, denunciar os poderosos e ricos \u00e9 quest\u00e3o de justi\u00e7a e n\u00e3o de vingan\u00e7a. E temos que anunciar: Benditos os pobres humildes que testemunham o projeto de Jesus no meio da humanidade aqui e agora, pois agindo assim s\u00e3o presen\u00e7a do divino no nosso meio.<\/p>\n\n\n\n<p>O Magnificat&#8230; Um verdadeiro canto de esperan\u00e7a e revolucion\u00e1rio porque entoado por uma mulher que se faz porta-voz das comunidades com f\u00e9, ternura, coragem. Maria&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>A devo\u00e7\u00e3o a Maria, os Ter\u00e7os, os Ros\u00e1rios, as Ave-Marias salpicadas no dia a dia da caminhada do povo de Deus manifestam a beleza e a riqueza da nossa f\u00e9.&nbsp; Maria \u00e9 merecedora desse louvor e acolhe com amor as s\u00faplicas dos seus filhos e filhas, mas n\u00e3o podemos nos esquecer do Magnificat&#8230; Rezemos a Maria para que nos ajude a ter, como ela, o olhar prof\u00e9tico, o cora\u00e7\u00e3o solid\u00e1rio, a vida a servi\u00e7o da causa de liberta\u00e7\u00e3o dos pobres e em defesa da vida!<\/p>\n\n\n\n<p>O C\u00e2ntico de Maria nos pede: Sejamos humildes e n\u00e3o soberbos e nem gananciosos. Livra-nos, Deus da vida, da sede de poder! Doar a vida no servi\u00e7o aos pobres e na luta pela liberta\u00e7\u00e3o de todos\/as e tudo seja nossa meta. Livra-nos, Deus-Amor, da sedu\u00e7\u00e3o de riqueza! De m\u00e3os vazias, em estilo de vida simples, sejamos disc\u00edpulos e disc\u00edpulas de Jesus Cristo, fazendo o que ele nos pede: amar como ele amou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DEUS QUER PODEROSOS DESTRONADOS E RICOS DE M\u00c3OS VAZIAS (Lc 1,39-56). 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