{"id":14855,"date":"2025-11-04T15:53:07","date_gmt":"2025-11-04T18:53:07","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=14855"},"modified":"2025-11-04T15:59:15","modified_gmt":"2025-11-04T18:59:15","slug":"14855-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/14855-2\/","title":{"rendered":"CUIDAR DA VIDA COMO MORADA DIVINA (Jo\u00e3o 2,13-22). Por Marcelo Barros"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>CUIDAR DA VIDA COMO MORADA DIVINA (Jo\u00e3o 2,13-22).<\/strong> Por Marcelo Barros<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"530\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/image_processing20221226-11986-xk0m6d.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14856\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/image_processing20221226-11986-xk0m6d.jpeg 800w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/image_processing20221226-11986-xk0m6d-300x199.jpeg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/image_processing20221226-11986-xk0m6d-768x509.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption>Padre Marcelo Barros, monge e te\u00f3logo da Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A cada 9 de novembro, em Roma, recorda-se o anivers\u00e1rio da consagra\u00e7\u00e3o da bas\u00edlica de S\u00e3o Jo\u00e3o de Latr\u00e3o, considerada arquibas\u00edlica, ou seja, a primeira Igreja da Cristandade e sede da diocese de Roma. Por isso, desde muitos s\u00e9culos, esse anivers\u00e1rio \u00e9 celebrado, em todo o mundo, pelas Igrejas de tradi\u00e7\u00e3o latina. Se a sinodalidade proposta pelo saudoso Papa Francisco for levada a s\u00e9rio e acarretar maior autonomia das Igrejas locais, essa celebra\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria da Igreja de Roma ainda ser\u00e1 recordada pelas outras Igrejas locais, mas como mem\u00f3ria. De todo modo, tem sentido as Igrejas locais, mesmo mais aut\u00f4nomas, recordarem que a Igreja local de Roma (e n\u00e3o apenas o seu pastor, o papa) \u00e9 primaz da comunh\u00e3o de todas as Igrejas de tradi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lico-romana no mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa festa, atualmente, o evangelho proposto \u00e9 Jo\u00e3o 2,13-22. Trata-se da cena na qual Jesus vai a Jerusal\u00e9m e, no \u00e1trio do templo, expulsa os vendedores de animais para os sacrif\u00edcios e derruba a mesa dos cambistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os outros evangelhos colocam esse acontecimento quase no final dos evangelhos, antes dos relatos da Paix\u00e3o e Ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus, na \u00faltima semana de Jesus em Jerusal\u00e9m, poucos dias antes da paix\u00e3o. O quarto evangelho menciona que Jesus participou de, ao menos tr\u00eas festas pascais em Jerusal\u00e9m e situa esse epis\u00f3dio logo no in\u00edcio da sua atividade p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto come\u00e7a afirmando que \u201c<em>estava pr\u00f3xima a P\u00e1scoa dos juda\u00edtas\u201d<\/em>, isso \u00e9, dos judeus, colaboradores do imp\u00e9rio. O evangelho a diferencia da P\u00e1scoa do Senhor e conta que Jesus vai ao templo. Conforme o estudioso alem\u00e3o Joaquim Jeremias, na \u00e9poca da festa, a popula\u00e7\u00e3o da cidade triplicava. Chegava a 180 mil pessoas e como, na \u00e9poca, a prescri\u00e7\u00e3o era que os cordeiros pascais fossem imolados pelos sacerdotes no templo, o movimento de pessoas no \u00e1trio do templo era imenso. Entre funcion\u00e1rios do santu\u00e1rio, peregrinos e todos os vendedores de animais, provavelmente eram milhares de pessoas. A tradi\u00e7\u00e3o mandava que os animais fossem vendidos em uma colina pr\u00f3xima. No entanto, provavelmente, para facilitar o movimento e simplificar as coisas, os sacerdotes autorizavam a venda de animais para os sacrif\u00edcios no pr\u00f3prio \u00e1trio do templo. O texto de Jo\u00e3o distingue <em>o \u00e1trio<\/em> (no grego <em>hier\u00f3n) <\/em>do pr\u00f3prio <em>santu\u00e1rio<\/em> (<em>na\u00f3s, <\/em>em grego). Os vendedores e cambistas ficavam no \u00e1trio (p\u00e1tio) e n\u00e3o no santu\u00e1rio propriamente dito. Ali tamb\u00e9m ficavam os cambistas. No templo, n\u00e3o podia entrar nenhuma imagem ou representa\u00e7\u00e3o humana. Como as moedas estrangeiras tinham imagens de reis e pr\u00edncipes, deviam ser trocadas pelas moedas judaicas que n\u00e3o tinham imagem. Conforme a tradi\u00e7\u00e3o, como todo judeu fiel, Jesus fazia sua peregrina\u00e7\u00e3o ao templo ao menos uma vez por ano, na P\u00e1scoa. Portanto, estava habituado a ver aquilo. Em qualquer templo antigo, era normal o movimento dos vendedores de sacrif\u00edcios, como at\u00e9 hoje, nos santu\u00e1rios cat\u00f3licos de romaria, \u00e9 normal o com\u00e9rcio de objetos sagrados no p\u00e1tio do santu\u00e1rio, assim como o movimento dos que pagam promessas e trazem ex-votos.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso torna mais estranha e desconcertante a atitude de Jesus. Parece ter sido algo preparado, j\u00e1 que ele fez um chicote de cordas e entrou com isso no \u00e1trio do templo, embora fosse proibido entrar ali com qualquer tipo de arma. O verbo que o evangelho emprega\u00e9 o mesmo usado para afirmar que ele expulsava o dem\u00f4nio (<em>exebalen, <\/em>em grego<em>)<\/em>: exorcizou&#8230;, expulsou&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 dif\u00edcil imaginar a cena. Para, sozinho, expulsar aquela multid\u00e3o de vendedores, soltar os animais de suas gaiolas e derrubar as mesas dos cambistas, precisava de muita for\u00e7a e coragem. Com um chicote nas m\u00e3os, ele agrediu aqueles homens, talvez mais de cem e sem falar nos bois, ovelhas e pombas que ele soltou e tangeu para longe. Derrubou as mesas dos cambistas. Imaginem as moedas espalhadas pelo ch\u00e3o. Como eles podiam reagir? A \u00fanica fala de Jesus que o evangelho reproduz \u00e9 dirigida aos vendedores de pombas, que se destinavam aos sacrif\u00edcios dos pobres que n\u00e3o podiam pagar um boi ou ovelha. A esses, Jesus diz: \u201c<em>Tirem isso daqui. N\u00e3o transformem a casa do meu Pai em casa de com\u00e9rcio<\/em> (em grego: <em>emporiou<\/em>)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto se refere a duas rea\u00e7\u00f5es diferentes:<\/p>\n\n\n\n<p>1\u00aa) a dos disc\u00edpulos que se lembraram do salmo: \u201c<em>o zelo da tua casa me devora\u201d (Sl 69, 10).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>2\u00aa ) a dos funcion\u00e1rios do templo (juda\u00edtas) que o interrogam: \u201c<em>Que sinal voc\u00ea nos mostra para agir assim?\u201d<\/em> .<\/p>\n\n\n\n<p>Ambos interpretaram o gesto de Jesus de forma errada. Os disc\u00edpulos julgaram que Jesus cumpria a profecia de purificar o templo, que tinha sido desvirtuado. Compreenderam errado. Se fosse para purificar o templo, Jesus teria legitimado os sacrif\u00edcios e os impostos pagos ao templo. Mas, ele se posicionou contra isso.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, os religiosos do templo pensaram que, provavelmente, Jesus agiu contra o templo por este ter sido reconstru\u00eddo pelo rei Herodes, que nem era judeu. Tamb\u00e9m se enganaram.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses \u00faltimos exigem uma prova de que ele, Jesus, \u00e9 profeta e fazia aquele gesto em nome de Deus. Jesus responde enigmaticamente: \u201c<em>Destruam esse santu\u00e1rio \u2013 (na\u00f3s) e eu o reerguerei em tr\u00eas dias<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Os juda\u00edtas lembraram que Herodes tinha levado 46 anos para construir aquele templo. Como Jesus poderia reconstru\u00ed-lo em tr\u00eas dias?<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com os evangelhos sin\u00f3ticos, mais tarde, quando Jesus foi preso, os sacerdotes o acusaram a Pilatos, afirmando que ele teria dito: \u201c<em>Destruirei esse santu\u00e1rio e em tr\u00eas dias, o reerguerei<\/em>\u201d(Mt 26, 61 e Mc 14, 57). No entanto, era uma acusa\u00e7\u00e3o falsa. Jesus nunca disse que ele destruiria o templo. O que ele disse foi:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c- <em>Podem destru\u00ed-lo, voc\u00eas, que eu o reerguerei\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O evangelho comenta:<em> \u201cele falava do templo do seu corpo. Quando ele foi reerguido de entre os mortos, os disc\u00edpulos se lembraram disso e creram no que est\u00e1 escrito (na B\u00edblia) e na sua Palavra.<\/em>\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O evangelho usa para a ressurrei\u00e7\u00e3o o mesmo verbo que Jesus usou ao prometer reerguer o templo em tr\u00eas dias: reerguer-se dos mortos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Meditar esse evangelho na festa de consagra\u00e7\u00e3o de um templo parece indicar que a Igreja continua interpretando esse texto como se Jesus tivesse querido purificar o santu\u00e1rio. Ao contr\u00e1rio, <strong>a profecia de Jesus \u00e9 que o templo como lugar de sacrif\u00edcios est\u00e1 superado e que Deus quer morar em n\u00f3s.<\/strong> <strong>O Evangelho diz que o Cristo Ressuscitado \u00e9 o verdadeiro templo no qual Deus mora e n\u00f3s somos, como o Cristo, moradias vivas de sua presen\u00e7a. <\/strong>Infelizmente at\u00e9 hoje, nas Igrejas, fala-se dos templos como \u201ccasas de Deus\u201d e a espiritualidade sacrificial est\u00e1 em alta. At\u00e9 a ceia de Jesus \u00e9 interpretada como sacrif\u00edcio oferecido ao Pai. Essa vis\u00e3o sacrificial, mesmo se espirit\u00ad\u00adualiza o sacrif\u00edcio e deixa claro que Deus nos salva gratuitamente, acaba sempre por legitimar que o Pai acolhe a morte do Filho como dom oferecido a Ele. N\u00e3o h\u00e1 como manter essa vis\u00e3o espiritual e n\u00e3o aceitar que alguma viol\u00eancia possa ser necess\u00e1ria. No tempo da condena\u00e7\u00e3o de Jesus, o sumo-sacerdote Caifas afirmou: <em>\u201c\u00e9 melhor que um s\u00f3 homem morra pelo povo do que deixar que a na\u00e7\u00e3o inteira pere\u00e7a\u201d (Jo 11, 50- 52).&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Neste ano de 2025, esta celebra\u00e7\u00e3o da dedica\u00e7\u00e3o da Igreja de Latr\u00e3o em Roma coincide com esse domingo no qual o Brasil acolhe as delega\u00e7\u00f5es estrangeiras e chefes de Estado de todo o mundo para, nessa semana, realizar, em Bel\u00e9m a 30\u00aa Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (COP 30).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse cen\u00e1rio de um mundo devastado por mais de 50 guerras e no qual as cat\u00e1strofes ambientais s\u00e3o cada vez mais frequentes e mais violentas, a humanidade \u00e9 chamada a transformar o seu modo de ver a M\u00e3e Terra e transfigurar as rela\u00e7\u00f5es humanas, sociais e ecol\u00f3gicas. As culturas ind\u00edgenas e negras nos convidam a ver todo o universo como sagrado e a pr\u00f3pria Vida de todas as pessoas, sem exce\u00e7\u00e3o, e de todos os seres vivos como santu\u00e1rio divino no mundo. &nbsp;<em>&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em><strong>Tudo est\u00e1 interligado<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em><strong>Cirineu Kuhn<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>TUDO EST\u00c1 INTERLIGADO<br>COMO SE F\u00d4SSEMOS UM<br>TUDO EST\u00c1 INTERLIGADO<br>NESTA CASA COMUM<br><br><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>O cuidado com as flores do jardim,<br>com as matas, os rios e mananciais<br>O cuidado com o ar e os biomas<br>com a terra e com os animais<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em><br>O cuidado com o ser em gesta\u00e7\u00e3o<br>co\u00b4as crian\u00e7as um amor especial<br>O cuidado com doentes e idosos<br>pelos pobres, op\u00e7\u00e3o preferencial<br><br><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>A luta pelo p\u00e3o de cada dia,<br>por trabalho, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o<br>A luta pra livrar-se do ego\u00edsmo<br>e a luta contra toda corrup\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em><br>O esfor\u00e7o contra o mal do consumismo<br>a busca da verdade e do bem<br>Valer-se do tempo de descanso,<br>da beleza deste mundo e do al\u00e9m<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em><br>O di\u00e1logo na escola e na fam\u00edlia<br>entre povos, culturas, religi\u00f5es<br>Os saberes da ci\u00eancia, da pol\u00edtica,<br>da f\u00e9, da economia em comunh\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em><br>O cuidado pelo eu e pelo tu<br>pela nossa ecologia integral<br>O cultivo do amor de S\u00e3o Francisco<br>feito solidariedade universal.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CUIDAR DA VIDA COMO MORADA DIVINA (Jo\u00e3o 2,13-22). 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