{"id":15045,"date":"2026-03-13T07:56:12","date_gmt":"2026-03-13T10:56:12","guid":{"rendered":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=15045"},"modified":"2026-03-13T07:56:12","modified_gmt":"2026-03-13T10:56:12","slug":"jesus-cura-cego-de-nascenca-na-hora-da-decisao-calar-ou-enfrentar-jo-91-41-por-frei-gilvander","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/jesus-cura-cego-de-nascenca-na-hora-da-decisao-calar-ou-enfrentar-jo-91-41-por-frei-gilvander\/","title":{"rendered":"JESUS CURA \u201cCEGO DE NASCEN\u00c7A\u201d: NA HORA DA DECIS\u00c3O, CALAR OU ENFRENTAR? (Jo 9,1-41) &#8211; Por frei Gilvander"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>JESUS CURA \u201cCEGO DE NASCEN\u00c7A\u201d: NA HORA DA DECIS\u00c3O, CALAR OU ENFRENTAR? (Jo 9,1-41)<\/strong> &#8211; Por Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"683\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-17.34.30-683x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15046\" style=\"width:683px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-17.34.30-683x1024.jpeg 683w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-17.34.30-200x300.jpeg 200w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-17.34.30-768x1152.jpeg 768w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-17.34.30.jpeg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 683px) 100vw, 683px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Reprodu\u00e7\u00e3o Redes Virtuais<\/p>\n\n\n\n<p>No Evangelho do disc\u00edpulo\/a amado\/a, comumente chamado de Evangelho de Jo\u00e3o, no cap\u00edtulo 9,1-41, temos o sexto de sete sinais narrados por Jo\u00e3o, do cap\u00edtulo 2 a 11. Para compreendermos de forma sensata e libertadora o evangelho de Jesus vale a pena prestar aten\u00e7\u00e3o no contexto religioso e sociopol\u00edtico da \u00e9poca do quarto Evangelho, d\u00e9cadas de 80 e 90 do primeiro s\u00e9culo da era crist\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>Na d\u00e9cada de 80, a Comunidade Judaica sobreviveu \u00e0 guerra imposta pelo Imp\u00e9rio Romano, que levou seu ex\u00e9rcito a sitiar a cidade de Jerusal\u00e9m por cerca de dois anos e, no ano70<em>, <\/em>&nbsp;destruir Jerusal\u00e9m e o templo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante recordar que sobreviveram os judeus de linha dura, moralistas e fundamentalistas, os que abaixaram a cabe\u00e7a e n\u00e3o resistiram \u00e0 invas\u00e3o romana. Este juda\u00edsmo de direita e extrema-direita tinha poder, na sinagoga, para interrogar, julgar e at\u00e9 expulsar seus membros (Jo 9,13.18.22.34). Os crist\u00e3os, que, at\u00e9 ent\u00e3o, se organizavam de casa em casa, ainda estavam debaixo do grande guarda-chuva que era a sinagoga. Mas chegou o momento em que n\u00e3o dava mais para conciliar a brutal contradi\u00e7\u00e3o entre ser pessoa disc\u00edpula de Jesus e abaixar a cabe\u00e7a diante das injusti\u00e7as promovidas por um tipo dejuda\u00edsmo dogm\u00e1tico e fundamentalista.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Sinagoga<\/em> \u00e9 o equivalente grego da palavra hebraica <em>Kahal<\/em>, que significa \u201cassembleia\u201d, reuni\u00e3o de pessoas. Para haver uma assembleia legitimamente constitu\u00edda, era necess\u00e1ria a presen\u00e7a de \u201cdez Israelitas\u201d (pela maioria dos escribas, interpretado como \u201cdez homens\u201d). As sinagogas mais antigas eram, sem d\u00favida, reuni\u00f5es privadas em casas particulares. Do sentido original de \u201creuni\u00e3o\u201d, com o tempo, o termo \u201csinagoga\u201d passou a ser aplicado ao pr\u00e9dio onde estas reuni\u00f5es eram realizadas.<\/p>\n\n\n\n<p>A sinagoga tinha uma assist\u00eancia social que ajudava os cegos, vi\u00favas e \u00f3rf\u00e3os, mas com a condi\u00e7\u00e3o de que fossem judeus. Pela lei da pureza e da impureza, os sacerdotes e escribas da sinagoga definiam quem devia ser considerado justo e quem devia ser taxado como pecador.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a destrui\u00e7\u00e3o de Jerusal\u00e9m, no ano 70, pelo ex\u00e9rcito do escravocrata Imp\u00e9rio Romano, os judeus celebraram um acordo com os vencedores. O judeu que se filiasse a uma sinagoga e nela pagasse o imposto teria parte de seus direitos reconhecidos pelo Imp\u00e9rio. Mas quem n\u00e3o se adequasse&#8230; ficaria exclu\u00eddo. Este acordo implicava reconhecer os deuses do imp\u00e9rio. Isso os impedia de aceitar Jesus como salvador e libertador. Para o imp\u00e9rio, salvador (<em>soter<\/em>, em grego) era o imperador sediado em Roma. Com este acordo, os crist\u00e3os foram expulsos da sinagoga, o que implicava perder tamb\u00e9m o acesso \u00e0 assist\u00eancia social prestada pela sinagoga e perder igualmente um v\u00ednculo que justificaria pelo menos uma prec\u00e1ria cidadania romana.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Jo 9,1-5 se diz que Jesus vai ao templo na Festa das Tendas, quando o templo e a cidade de Jerusal\u00e9m deveriam estar iluminados com tochas. Neste contexto, ao sair do templo, Jesus v\u00ea um cego de nascen\u00e7a fora do templo e subverte o que estava sendo dito no templo ao dizer \u201cEu sou a luz do mundo\u201d (Jo 2,5), ou seja, o templo e o sacerd\u00f3cio arraigado a ritualismos, a rigorismo legal e a dogmatismos n\u00e3o est\u00e3o sendo luz para o povo sedento de Deus, de p\u00e3o e de beleza, mas a luz est\u00e1 no ensinamento e testemunho de Jesus, fora do templo.<\/p>\n\n\n\n<p>O evangelho de Jo 9,1-41 \u00e9 um texto cheio de perguntas. Ele cont\u00e9m um incisivo interrogat\u00f3rio. Por que e para qu\u00ea? Em Jo 9,2 aparece a teologia\/ideologia da retribui\u00e7\u00e3o e do dom\u00ednio, na pergunta a Jesus: \u201cMestre, quem pecou, ele ou seus pais, para que nascesse cego?\u201d. Tentam espiritualizar causas reais de um problema fruto de rela\u00e7\u00f5es humanas e sociais e arrumar bodes expiat\u00f3rios e, pior, encobrir as causas reais da cegueira, que estavam na religi\u00e3o dogm\u00e1tica, fundamentalista e moralista. Entretanto, como tudo concorre para algum bem, para Jesus a cegueira d\u00e1 oportunidade para a a\u00e7\u00e3o de Deus, luz na escurid\u00e3o. Gente com cabe\u00e7a na teologia da retribui\u00e7\u00e3o e do dom\u00ednio considera o cego como v\u00edtima do pecado dos pais, o que inocenta os chefes da institui\u00e7\u00e3o religiosa.<\/p>\n\n\n\n<p>Diz o evangelho que Jesus cuspiu na terra e, com a saliva, fez lama \u2013 com a qual tocou os olhos do cego e o enviou para se lavar na piscina de Silo\u00e9, que significa O Enviado. O cego foi, se lavou e voltou vendo (Jo 9,6-7). Trata-se de uma recria\u00e7\u00e3o na rela\u00e7\u00e3o com a m\u00e3e terra. O evangelista est\u00e1 &nbsp;de forma sutil evocando a cria\u00e7\u00e3o, narrada no in\u00edcio do livro do G\u00eanesis: do barro Deus fez o ser humano e infundiu nele esp\u00edrito de vida. Eis as comunidades do\/a disc\u00edpulo\/a amado\/a recriando a vida, como novas comunidades originais. Esta cena ganha eloqu\u00eancia, ao recordarmos que o cego e a saliva eram considerados impuros e que quem tocasse em algu\u00e9m ou algo impuro ficaria impuro tamb\u00e9m. Na sua rebeldia libertadora, com a saliva, algo impuro, Jesus toca no cego, algu\u00e9m impuro, e resgata a sua capacidade de ver. O sinal, que \u00e9 mais do que milagre, acontece fora do templo, para al\u00e9m do templo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um processo, as atitudes de Jesus recriam a vida. Acostumados com a desigualdade produzida pelas rela\u00e7\u00f5es humanas e sociais promovidas pela institui\u00e7\u00e3o religiosa e os chefes da sinagoga, os vizinhos ficaram incomodados e iniciaram um processo inquisitorial sobre o cego que resgatou a vis\u00e3o. \u201cVoc\u00ea n\u00e3o \u00e9 o mendigo cego?\u201d; \u201cQuem te curou?\u201d. Sob interrogat\u00f3rio, o cego, que tinha encontrado o caminho da vida fora do templo, n\u00e3o se calou, n\u00e3o se acovardou e teve a coragem de afirmar verdades que incomodam e fazem desmoronar as institui\u00e7\u00f5es ancoradas em l\u00f3gicas discriminat\u00f3rias. De cabe\u00e7a erguida, o ex-cego disse: \u201cSou eu mesmo. Quem me curou foi Jesus, ao fazer lama e aplicar nos meus olhos e me enviar para banhar na piscina de Silo\u00e9. Fui, me lavei e voltei a ver. N\u00e3o sei para onde foi Jesus\u201d (Jo 9, 8-12).<\/p>\n\n\n\n<p>A inquisi\u00e7\u00e3o aumentou ao conduzirem o ex-cego aos fariseus. Estes, escandalizados diante do an\u00fancio de um \u201cmilagre\u201d no s\u00e1bado, e cura operada com algo impuro: saliva, maldiziam Jesus: \u201cN\u00e3o \u00e9 de Deus, pois n\u00e3o respeita a lei do s\u00e1bado\u201d. Amea\u00e7ado de forma mais incisiva, o ex-cego n\u00e3o se calou e de forma altaneira profetizou: \u201cJesus \u00e9 um profeta\u201d. Estava \u201ccutucando a on\u00e7a com vara curta\u201d, ao legitimar Jesus como profeta, ou seja, enviado e porta-voz do Deus da vida no meio do povo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pais do ex-cego foram trazidos para a sinagoga e submetidos a interrogat\u00f3rio. Afirmaram que ele era o filho deles, mas n\u00e3o tiveram coragem de afirmar que fora Jesus quem o curou, por medo da expuls\u00e3o que sofreriam da sinagoga, pois \u201cos judeus j\u00e1 tinham combinado entre eles que, se algu\u00e9m reconhecesse Jesus como Cristo, seria expulso da sinagoga\u201d (Jo 2,22). Eram, provavelmente, pais pobres, que dependiam da assist\u00eancia social que a sinagoga oferecia. Muitas pessoas \u00e9ticas e justas, que gostariam de dizer verdades, muitas vezes n\u00e3o podem se pronunciar, pois as retalia\u00e7\u00f5es que sofrem s\u00e3o insuport\u00e1veis. Entretanto, os pais afirmam a autonomia do ex-cego: \u201cInterrogue ele, que j\u00e1 \u00e9 adulto\u201d (Jo 9,23).<\/p>\n\n\n\n<p>Fariseus voltaram a interrogar o ex-cego, que, de forma altiva, reiterou tudo o que j\u00e1 havia afirmado. Odiando, parte dos fariseus disseram: \u201cVoc\u00ea \u00e9 disc\u00edpulo dele (Jesus), n\u00f3s somos disc\u00edpulos de Mois\u00e9s\u201d (Jo 9,28). O irm\u00e3o curado por Jesus n\u00e3o abaixou a cabe\u00e7a; intr\u00e9pido, desmascarou os chefes da sinagoga e, por isso, \u201cfoi expulso\u201d (Jo 9,34). O cego expulso significa os crist\u00e3os sendo expulsos da sinagoga.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma vez expulso, o irm\u00e3o reencontrou Jesus, que o acolheu em um di\u00e1logo permeado pela alteridade, fazendo com que o ex-cego reconhecesse que Jesus \u00e9 \u201co Senhor\u201d. O Evangelho conclui alertando que os verdadeiros cegos s\u00e3o os que est\u00e3o apegados ao dogmatismo, ao legalismo e a posturas discriminadoras, que segregam e cegam muitas pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Jesus cura um cego de nascen\u00e7a, que, por ter sido curado, passa a ser interrogado pelos senhores da institui\u00e7\u00e3o religiosa dominante. E o cego, ao ser submetido \u00e0 inquisi\u00e7\u00e3o, fala a verdade: \u201cFoi Jesus que me curou\u201d. Fariseus e escribas ficam furiosos, pois como pode, em um s\u00e1bado, quando \u00e9 proibido trabalhar e curar, fora do templo, Jesus, em um processo de solidariedade, curar? Isto estremece as r\u00edgidas estruturas do templo\/sinagoga, pois revela que o culto oficial estava cegando as pessoas, ao inv\u00e9s de resgatar a sua vis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Mc 8,22-26, Jesus tem dificuldade para curar um cego. Em Jo\u00e3o 9,1-41, a cura se d\u00e1 em um processo. O principal em Jo 9 n\u00e3o \u00e9 que Jesus cura em um s\u00e1bado, mas sim mostrar quem verdadeiramente \u00e9 cego. Quem assume o caminho da f\u00e9 e da vida, mesmo fora dos esquemas estabelecidos, ou quem prefere a comodidade das institui\u00e7\u00f5es e a garantia do poder? A narrativa de Jo 9 demonstra que, de fato, os \u201ccegos de nascen\u00e7a\u201d eram os judeus arraigados \u00e0 institui\u00e7\u00e3o do templo, enquanto o cego fora do templo era o que via, falava e reconhecia Jesus como Cristo, o nosso salvador e libertador.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00d3bvio que \u201cdar luz\u201d, em Jo 9, n\u00e3o significa fazer uma m\u00e1gica e fazer um \u201ccego de nascen\u00e7a\u201d, com problema irrevers\u00edvel, adquirir a capacidade de boa vis\u00e3o, mas significa adquirir vis\u00e3o cr\u00edtica e criativa e acolher o que expressava o reinado divino no nosso meio. Os milagres nos evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas e os sete sinais do quarto Evangelho n\u00e3o violam as leis da natureza. O fil\u00f3sofo e te\u00f3logo Tom\u00e1s de Aquino j\u00e1 dizia: \u201ca gra\u00e7a sup\u00f5e a natureza.\u201d \u00c9 nas rela\u00e7\u00f5es humanas e sociais que podem acontecer milagres e sinais, n\u00e3o fora.<\/p>\n\n\n\n<p>Em suma, em Jo 9,1-41, o cego expulso representa a comunidade joanina, que \u00e9 de periferia, sem poder, marginalizada e exclu\u00edda. De resist\u00eancia, perseguida e minorit\u00e1ria. Organizada sob a lideran\u00e7a do\/a disc\u00edpulo\/a amado\/a.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um cego que passa a enxergar faz tremer o <em>status quo<\/em>, subverte muita coisa. Ver \u00e9 algo revolucion\u00e1rio. Quem passa a ver n\u00e3o precisa mais de esmolas e cria autonomia. O pior cego n\u00e3o \u00e9 apenas o que n\u00e3o quer ver, mas aquele que impede os outros de verem, isto \u00e9, quem fura os olhos dos outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, com outros r\u00f3tulos, pr\u00e1ticas e linguagens, pessoas humanas que seguem Jesus e buscam vivenciar os valores do reinado divino, muitas vezes, s\u00e3o perseguidas e expulsas de institui\u00e7\u00f5es religiosas dogmatizadas, fundamentalistas, clericalistas e moralistas. \u00c9 hora de formar e cultivar comunidades que primam pelo amor, justi\u00e7a, paz, respeito, cuidado, empatia, para al\u00e9m dos templos e das institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.: Assista, abaixo, v\u00eddeo com o conte\u00fado acima:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>JESUS CURA CEGO DE NASCEN\u00c7A: NA HORA DA DECIS\u00c3O, CALAR OU ENFRENTAR? (Jo 9,1-41) \u2013 Por frei Gilvander Moreira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_32773\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/dP4cJgeEwmU?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos Carmelitas; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP\/SP; mestre em Exegese B\u00edblica pelo Pontif\u00edcio Instituto B\u00edblico de Roma, It\u00e1lia; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; assessor da CPT e CEBI, em Minas Gerais.<\/p>\n\n\n\n<p>E-mail: <a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a>&nbsp;&nbsp; &#8211;&nbsp;&nbsp; <a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp; &#8211;&nbsp;&nbsp; <a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a>&nbsp; http:\/\/<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a>&nbsp;&nbsp; &#8211;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Facebook: Gilvander Moreira&nbsp; &#8211; No Instagram: @gilvanderluismoreira<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>JESUS CURA \u201cCEGO DE NASCEN\u00c7A\u201d: NA HORA DA DECIS\u00c3O, CALAR OU ENFRENTAR? 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