{"id":15184,"date":"2026-09-21T19:02:55","date_gmt":"2026-09-21T22:02:55","guid":{"rendered":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=15184"},"modified":"2026-09-21T19:05:55","modified_gmt":"2026-09-21T22:05:55","slug":"livro-de-daniel-pedrada-anticapitalista-do-cebi-mg-set-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/livro-de-daniel-pedrada-anticapitalista-do-cebi-mg-set-2026\/","title":{"rendered":"LIVRO DE DANIEL: PEDRADA ANTICAPITALISTA &#8211; do CEBI-MG, set.\/2026"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>LIVRO DE DANIEL: PEDRADA ANTICAPITALISTA &#8211; do CEBI-MG, set.\/2026<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cebimg.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/WhatsApp-Image-2026-09-21-at-18.51.21-211x300.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17262\" style=\"width:780px;height:auto\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>\u00ca, Rep\u00fablica de parentes pode crer<\/strong><br><strong>na nova Babibl\u00f4nia eu e voc\u00ea<\/strong><br><strong>Somos s\u00f3 carne humana para moer&#8230;<\/strong><br><strong>E o amor n\u00e3o \u00e9 para n\u00f3s!<\/strong><br><strong>Mas, n\u00f3s temos a pedrada para jogar,<\/strong><br><strong>a bola incendi\u00e1ria est\u00e1 no ar:<\/strong><br><strong>fogo nos racistas!<\/strong><br><strong>Chico C\u00e9sar, Pedrada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><br>E fogo em toda estrutura e sistema de opress\u00e3o que geram silenciamentos, apagamentos, deslocamentos for\u00e7ados,<br>femin\u00edcidos, viol\u00eancia&#8230; morte (aquela imediata e a dada lentamente, com a fome ou a escala 6&#215;1). \u00c9 a partir desta realidade<br>que, no ano de 2026, somos chamados, convocadas a ler, estudar, aprofundar o livro de Daniel para o m\u00eas da B\u00edblia.<br>N\u00f3s que somos do CEBI-MG, da caminhada do movimento b\u00edblico libertador, que tentamos, com nosso esfor\u00e7o<br>militante e comprometido a responder aos desafios e urg\u00eancias da nossa hist\u00f3ria, sabemos que ler a B\u00edblia nunca ser\u00e1 um<br>exerc\u00edcio neutro.<br>Contra toda pretensa nossa op\u00e7\u00e3o \u00e9tica-hermen\u00eautica \u00e9 a de lutar com a Palavra, desconfiar, suspeitar, dos usos (e<br>abusos) do texto bibl\u00edco para fazer descobrir o conflito, os de ontem e os de hoje.<br>Se o fundamentalismo paralisa a cr\u00edtica e encobre, subsumindo num caldo neutro e requentado pela rotina de<br>uma pastoral bibl\u00edca gen\u00e9rica e covarde, a gente tenta promover um encontro fecundo entre a trama que comp\u00f5e o texto<br>da B\u00edblia e o tecido que faz nosso corpo (pessoal, social, do mundo).<br>Para isso, a educa\u00e7\u00e3o popular: quando na nossa conversa b\u00edblica n\u00e3o faltam as perguntas e quest\u00f5es que tocam no modo de produzir e reproduzir a Vida. Esta tarefa biopedag\u00f3gica-teol\u00f3gica n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil nem c\u00f4moda: habitamos o aperto, a perversidade da luta de classes, o lugar sufocado da fronteira, o entremeio, experimentando e compartilhando com as maiorias pobres e trabalhadoras aquele desespero de n\u00e3o saber como ir\u00e1 sobreviver \u00e0 semana.<br>Deste (n\u00e3o)lugar, a gente precisa (de precis\u00e3o), alguns mundos. A gente fala e a pron\u00fancia da nossa vez vem do ch\u00e3o em que a gente pisa. Onde pisam os p\u00e9s, a cabe\u00e7a pensa e sente o cora\u00e7\u00e3o: est\u00e1. Cada ser- da-cultura \u00e9 um mundo peculiar, pr\u00f3prio. A cultura existe como acontecimento, imagin\u00e1rio, afeto, vis\u00e3o de vida, das rela\u00e7\u00f5es, das identidades.<br>Nossa Educa\u00e7\u00e3o (e nossa leitura b\u00edblica) \u00e9 Popular n\u00e3o somente porque lan\u00e7amos m\u00e3o de m\u00e9todos e metodologias que facilitam a participa\u00e7\u00e3o; nem porque \u00e9 uma tend\u00eancia da moda, \u00abtrend\u00bb, nem muito menos uma roupagem acad\u00eamica neutra e despolitizada, mas porque conhecemos e reconhecemos que nosso horizonte hermen\u00eautico se d\u00e1 a partir de \u201cpessoas postas \u00e0 margem: os muito pobres, os servos, os exclu\u00eddos, os migrantes \u2018sem eira nem beira\u2019, os aquietados, mas sempre \u00e0 beira da revolta\u201d (Brand\u00e3o).<br>Contra as c\u00f4modas e adequadas generalidades, est\u00e1 nossa posi\u00e7\u00e3o carregada da mais radical intencionalidade. Radical n\u00e3o no sentido de ser extremista, mas no sentido etimol\u00f3gico de superar as injusti\u00e7as pela raiz. Quando indicamos \u00abeduca\u00e7\u00e3o\u00bb, pensamos em \u00abpopular\u00bb. Quando falamos em teologias, queremos sublinhar \u00ablibertadoras\u00bb. Quando dizemos Leitura Popular da B\u00edblia, sublinhamos \u00abrevolu\u00e7\u00e3o\u00bb.<br>Quando dizemos \u201clivro de Daniel\u201d, supomos a apocal\u00edptica, a linguagem dos vencidos, que tiveram de inventar sua esperan\u00e7a num momento de esgotamento das possibilidades, de aplastamento, esmagamento de qualquer alternativa.<br>Quando falamos da pedrinha mi\u00fada, dizemos da organiza\u00e7\u00e3o dos sem-poder que, desde a marginalidade, encontram formas de vencer o gigante que pisa forte e cruel.<br>Quando falamos de novela b\u00edblica, com as apocal\u00edpticas (que sempre foram profecias), queremos indicar a necessidade de<br>se criar imagin\u00e1rios que engendrem novos mundos, com arte, poesia e beleza.<br>Quando sublinhamos resist\u00eancia, lembramos dos corpos que valem nada, dos que est\u00e3o na mira l\u00f3gica da calculadora depredadora e depravada do capitalismo-patriarcado e das companheiras mulheres que resistem com Susana.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando dizemos \u201cm\u00eas da B\u00edblia\u201d n\u00e3o queremos s\u00f3 falar de uma agenda da Igreja Cat\u00f3lica, mas da oportunidade de encontro, conversa, discuss\u00e3o, estudo e mutir\u00e3o&#8230; no meio do Povo. Quando falamos Povo, dizemos daqueles que sabem de antecipar bravamente um futuro outro&#8230; os palestinos, quem em intifada, com as pedras na m\u00e3o, nos ensinam sobre coragem e hist\u00f3ria.<br>Intifada, com a pedra nas m\u00e3os, derrotar os gigantes, em sonho novo, sangue Povo, cantar o amanh\u00e3 que vir\u00e1&#8230; n\u00e3o porque promessa,<br>mas porque outros mundos j\u00e1 existem entre n\u00f3s!<\/p>\n\n\n\n<p>Denis e Thalita,<br>pela Equipe de Publica\u00e7\u00f5es do CEBI-MG<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.: Segue,<strong> abaixo, em pdf, a \u00edntegra do LIVRO DE DANIEL: PEDRADA ANTICAPITALISTA, do CEBI-MG, Set.\/2026.<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<p>Pode baixar gratuitamente, ler e compartilhar. Oxal\u00e1 a leitura atenta nos inspire nas lutas necess\u00e1rias pelo que \u00e9 justo, bom e belo.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/cebimg.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Livro-de-Daniel-em-PDF-Pedrada-anticapitalista-Texto-base-do-CEBI-MG-2026.pdf\">Livro de Daniel em PDF Pedrada anticapitalista Texto-base do CEBI-MG 2026<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LIVRO DE DANIEL: PEDRADA ANTICAPITALISTA &#8211; do CEBI-MG, set.\/2026 \u00ca, Rep\u00fablica de parentes pode crerna nova Babibl\u00f4nia eu e voc\u00eaSomos s\u00f3 carne humana para moer&#8230;E o amor n\u00e3o \u00e9 para n\u00f3s!Mas, n\u00f3s temos a pedrada<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":15185,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,22,44,27,30,43,26],"tags":[],"class_list":["post-15184","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-cebs-comunidades-eclesiais-de-base","category-direito-a-memoria","category-direitos-humanos","category-fe-e-politica","category-pedagogia-emancipatoria","category-teologia-da-libertacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15184","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15184"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15184\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15187,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15184\/revisions\/15187"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15185"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15184"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15184"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15184"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}