{"id":174,"date":"2012-06-04T12:50:22","date_gmt":"2012-06-04T15:50:22","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=174"},"modified":"2016-09-01T18:16:29","modified_gmt":"2016-09-01T21:16:29","slug":"a-dor-da-seca-e-das-cercas-continua-no-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/a-dor-da-seca-e-das-cercas-continua-no-nordeste\/","title":{"rendered":"A dor da seca e das cercas continua no Nordeste."},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><span style=\"color: #800000;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>A dor da seca e das cercas continua no Nordeste.<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"center\">Gilvander Lu\u00eds Moreira<a href=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=3#_ftn1\">[1]<\/a><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">In\u00edcio de junho de 2012, no sert\u00e3o da Bahia, depois de tantas promessas com o projeto da transposi\u00e7\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco. Uma crian\u00e7a de nove anos, com uma irm\u00e3zinha menor no colo, carrega um balde de \u00e1gua na cabe\u00e7a, servida por um caminh\u00e3o pipa.  <!--more-->  A m\u00e3e foi para S\u00e3o Paulo para trabalhar de dom\u00e9stica e envia, mensalmente, o pouco que ganha para a fam\u00edlia. Eis uma cena que nos leva \u00e0s l\u00e1grimas. Mais uma vez a seca est\u00e1 campeando no semi-\u00e1rido brasileiro. Quem tem cora\u00e7\u00e3o chora ao ver e sentir as agruras dos pobres e animais sem \u00e1gua. Estudos do Instituto de Atividades Espaciais \u2013 IAE -, de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, SP, prev\u00ea, atrav\u00e9s do \u201cProgn\u00f3stico do Tempo a Longo Prazo\u201d, que a cada 26 anos ocorre uma grande seca em todo o semi-\u00e1rido brasileiro. Grave \u00e9 que esta seca instalada agora promete durar todo o ano de 2012 e tamb\u00e9m por todo o ano de 2013. Mais grave \u00e9 o alerta que nos faz o engenheiro Manoel Bomfim Ribeiro \u2013 com a autoridade de uma vida dedicada \u00e0 causa dos pobres do semi-\u00e1rido, ao Projeto de Conviv\u00eancia com o semi\u00e1rido -, no artigo \u201cA seca no estado da Bahia<strong>\u201d. <\/strong>Diz ele:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO Semi-\u00c1rido dos quatro estados Cear\u00e1, Para\u00edba, Rio Grande do Norte e Pernambuco soma uma \u00e1rea total de 327.000 km\u00b2 e o da Bahia sozinho tem 320.000 km\u00b2, praticamente igual \u00e0 \u00e1rea dos quatro estados. Desde o final do s\u00e9culo XIX aqueles estados come\u00e7aram a luta pela gera\u00e7\u00e3o de \u00e1gua construindo a\u00e7udes de maneira obstinada. A seca de 1877\/80 foi tirana ceifando 500.000 vidas, 10% da popula\u00e7\u00e3o nordestina que era na \u00e9poca de 5.000.000 de habitantes. Uma grande calamidade. Morriam de fome, sede, tifo, bexiga e outras endemias. Os flagelados andrajosos e famintos perambulavam pelos caminhos \u00e0 deriva, sem destino, arrastando filhos pelo bra\u00e7o. Houve at\u00e9 casos de antropofagia. A cidade de Fortaleza superlotou de famintos, foi organizada a turma de enterros. A cidade estava nauseabunda, sepultavam 400 a 500 pessoas diariamente. Num s\u00f3 dia foram enterrados 1.012 mortos em vala comum. Uma grande trag\u00e9dia registrada na hist\u00f3ria do Nordeste e jamais esquecida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Juntar \u00e1gua foi, ent\u00e3o, o grande objetivo de todos os nordestinos uma vez que estes reservat\u00f3rios se tornaram essenciais para melhorar os terr\u00edveis efeitos da seca. O a\u00e7ude \u00e9 um n\u00facleo de vida, de atividade social e econ\u00f4mica, sobretudo nos per\u00edodos calamitosos de secas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A nuclea\u00e7\u00e3o em torno da a\u00e7udagem foi de tal import\u00e2ncia que os nossos t\u00e9cnicos se tornaram os maiores barrageiros do mundo e ao longo do s\u00e9culo XX constru\u00edram a maior rede de a\u00e7udes do planeta Terra, mais de 70.000 a\u00e7udes armazenando 40 bilh\u00f5es de m\u00b3 de \u00e1gua, volume igual a 16 baias da Guanabara. O sert\u00e3o virou mar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Semi\u00e1rido baiano, entretanto, ao longo do s\u00e9culo XX, ficou totalmente esquecido pelos governantes apesar da sua mais baixa pluviosidade. N\u00e3o participou da epop\u00e9ia nordestina gerando e acumulando \u00e1gua para os per\u00edodos inditosos. N\u00e3o tivemos um programa espec\u00edfico e determinado de construir uma estrutura h\u00eddrica&#8230; O Semi-\u00c1rido baiano se constitui, portanto, na maior solid\u00e3o hidrogeogr\u00e1fica do Brasil&#8230; O Semi\u00e1rido setentrional est\u00e1 anos-luz \u00e0 frente do baiano, preparado para a grande seca e n\u00f3s aqui no estado da Bahia ainda estamos de cal\u00e7as curtas.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse \u00e1rduo contexto, participamos na cidade de Janu\u00e1ria, norte de Minas, de 25 a 27 de maio de 2012, do <strong>III Encontro popular da bacia do rio S\u00e3o Francisco<\/strong>, promovido pela <strong>Articula\u00e7\u00e3o Popular S\u00e3o Francisco Vivo<\/strong>.<a href=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=3#_ftn2\">[2]<\/a> Participaram dezenas de representantes das lutas de defesa do Rio, do povo e de todo seu bioma, lutas que est\u00e3o em curso na Bacia Sanfranciscana &#8211; de Minas, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Foi um encontro de resist\u00eancia. Foi reconfortante (re)encontrar tantas pessoas militantes da mesma causa: a do rio S\u00e3o Francisco, do seu povo e de toda a biodiversidade existente na grande bacia do Velho Chico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que beleza perceber que os povos tradicionais \u2013 quilombolas, ind\u00edgenas, geraizeiros, vazanteiros, comunidades de fundo e fechos de pasto, pescadores, ribeirinhos \u2013 est\u00e3o firmes resistindo aos projetos capitalistas. Resistem para continuarem existindo!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Visitamos algumas aldeias do povo ind\u00edgena Xacriab\u00e1, no munic\u00edpio de S\u00e3o Jo\u00e3o das Miss\u00f5es, MG. Foi emocionante constatar como os nossos parentes ind\u00edgenas t\u00eam uma m\u00edstica\/espiritualidade que os move a conviver com a terra, as \u00e1guas e toda a biodiversidade com uma postura de venera\u00e7\u00e3o pelo divino que est\u00e1 em todos e em tudo. Os Xacriab\u00e1s est\u00e3o lutando pela conquista de seu territ\u00f3rio integral. Cerca de 50 mil hectares de seu territ\u00f3rio ainda continuam grilados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Visitamos tamb\u00e9m tr\u00eas comunidades do Rio dos Cochos que, com o apoio da C\u00e1ritas, h\u00e1 mais de dez anos, est\u00e3o revitalizando o Rio dos Cochos. Com os frutos do cerrado fazem suco, doces, rem\u00e9dios, renda familiar. Fizeram barraginhas com lombadas para conten\u00e7\u00e3o das enxurradas e aproveitamento das \u00e1guas pluviais. Replantaram matas ciliares, tendo, inclusive, matas ciliares doadas para a universidade fazer pesquisa. Recuperaram nascentes e as preservam. Cobram pol\u00edticas p\u00fablicas de saneamento e de preserva\u00e7\u00e3o ambiental em toda a regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na an\u00e1lise da conjuntura ficou claro que a Transposi\u00e7\u00e3o das \u00e1guas do rio S\u00e3o Francisco vai de mal a pior. Obras paradas com rachaduras, um grande n\u00famero de fam\u00edlias expulsas de suas casas, povo desiludido. As promessas est\u00e3o se revelando falsas, conforme denunciou com autoridade o bispo dom Luiz Fl\u00e1vio Cappio. \u201c<em>V\u00e1rias construtoras largaram a Transposi\u00e7\u00e3o e foram fazer obras da COPA. Exigem aditivos contratuais acima de 40%. Quem acreditou na propaganda da transposi\u00e7\u00e3o est\u00e1 desiludido. Cad\u00ea os empregos? Demiss\u00f5es est\u00e3o acontecendo aos montes<\/em>\u201d, denuncia padre Sebasti\u00e3o Gon\u00e7alves, da Diocese de Floresta, PE.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todos os que est\u00e3o participando do Projeto de Conviv\u00eancia com o semi-\u00e1rido dizem: \u201c<em>O problema do Nordeste n\u00e3o \u00e9 a seca, mas s\u00e3o as cercas do latif\u00fandio, do hidro e agroneg\u00f3cio, da ind\u00fastria da seca que se comp\u00f5e de obras fara\u00f4nicas tal como a Transposi\u00e7\u00e3o do Velho Chico, a Transnordestina, as monoculturas, grandes projetos para exporta\u00e7\u00e3o<\/em>.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s muitas trocas de experi\u00eancias, palestras, debates e planejar a continuidade da luta, o Encontro encerrou-se nas \u00e1guas do Velho Chico, onde os ind\u00edgenas cantaram e todos, em duplas, se \u201cbatizaram\u201d nas \u00e1guas que clamam por revitaliza\u00e7\u00e3o. Assim, revigorados na esperan\u00e7a e conspirando uma causa justa e sublime voltaram para suas bases, os de Alagoas e de Sergipe tendo que pegar 36 horas de viagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voltaram para suas bases com o compromisso com a luta reafirmado. L\u00e1 nas bases, sobretudo os que est\u00e3o no Nordeste, sabem que a cena acima apresentada, uma crian\u00e7a de nove anos com a lata de \u00e1gua na cabe\u00e7a e uma irm\u00e3zinha no colo tem sido as cenas do dia-a-dia, com a falta de chuva e de pol\u00edticas p\u00fablicas que priorizem, de fato, a conviv\u00eancia com o semi\u00e1rido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eis, abaixo, o Documento produzido pelo III Encontro Popular da Bacia do S\u00e3o Francisco: a Carta de Janu\u00e1ria, documento prof\u00e9tico e inspirador.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>= = = = = = = =<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #008000;\"><span style=\"font-size: medium;\"><strong>CARTA DE JANU\u00c1RIA<\/strong><br \/><strong>III ENCONTRO POPULAR DA BACIA DO S\u00c3O FRANCISCO<br \/> \u201cPor uma revitaliza\u00e7\u00e3o popular.\u201d<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00f3s, ind\u00edgenas, quilombolas, comunidades de fundo e fechos de pasto, pescadores, ribeirinhos, geraizeiros, comunicadores populares, pastorais, ONGs, representantes do povo do rio S\u00e3o Francisco, reunidos entre os dias 25 a 27 de maio de 2012, em Janu\u00e1ria\/MG, constatamos a triste e repetitiva situa\u00e7\u00e3o de nosso rio e dos povos que lhe pertencem, mas tamb\u00e9m as resist\u00eancias, lutas e esperan\u00e7as populares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A revitaliza\u00e7\u00e3o do governo n\u00e3o anda. Os investimentos em saneamento existem, mas \u00e9 imposs\u00edvel ver resultados concretos. N\u00e3o h\u00e1 controle sobre as obras, n\u00e3o h\u00e1 transpar\u00eancia. Em termos de a\u00e7\u00e3o governamental \u00e9 a \u00fanica iniciativa da propalada revitaliza\u00e7\u00e3o em toda a bacia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A degrada\u00e7\u00e3o continua em n\u00edvel crescente.\u00a0 O despejo incessante de agrot\u00f3xicos e esgotos sem tratamento; o desmatamento e o assoreamento do leito dos afluentes e do pr\u00f3prio rio; o uso abusivo de suas \u00e1guas por empresas ligadas ao ramo do agro e hidroneg\u00f3cio e da minera\u00e7\u00e3o; os grandes projetos de irriga\u00e7\u00e3o para monoculturas de exporta\u00e7\u00e3o e a explora\u00e7\u00e3o do setor el\u00e9trico s\u00f3 v\u00eam a agravar o imenso passivo socioambiental que historicamente se acumulou na bacia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 uma resist\u00eancia her\u00f3ica de v\u00e1rias comunidades para \u201cresistir e existir\u201d em seu lugar, mas continua a expropria\u00e7\u00e3o de terras e territ\u00f3rios dos povos que tradicionalmente ocupam a bacia, contra os quais persistem as a\u00e7\u00f5es violentas de despejo, persegui\u00e7\u00e3o, criminaliza\u00e7\u00e3o e assassinatos, bem como o descaso e a lentid\u00e3o nas a\u00e7\u00f5es de demarca\u00e7\u00e3o e titula\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios. Por outro lado, t\u00eam-se a cess\u00e3o ilegal desses territ\u00f3rios para dom\u00ednio de grandes empresas e implanta\u00e7\u00e3o de atividades que exploram os bens naturais de forma criminosa e ainda impedem o acesso \u00e0 terra, \u00e0s \u00e1guas e aos peixes do rio. Todas s\u00e3o pr\u00e1ticas que amea\u00e7am a exist\u00eancia f\u00edsico-cultural de muitas das comunidades do S\u00e3o Francisco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Persistem a aus\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas apropriadas ao semi\u00e1rido e ao cerrado brasileiros e a recorr\u00eancia de fen\u00f4menos naturais como a seca, onde o governo ainda se vale de a\u00e7\u00f5es emergenciais e assistencialistas que acabam por sustentar os interesses pol\u00edtico-econ\u00f4micos da \u201cind\u00fastria da seca\u201d, sobretudo em anos eleitorais como esse. No mesmo sentido, a op\u00e7\u00e3o equivocada pelas grandes obras h\u00eddricas, como a transposi\u00e7\u00e3o de \u00e1guas do rio S\u00e3o Francisco, cujo atual estado das obras e superfaturamento dos contratos s\u00f3 v\u00eam a comprovar as den\u00fancias realizadas por tantos que se contrapuseram ao projeto. O que temos de positivo no semi-\u00e1rido s\u00e3o as iniciativas da sociedade civil na l\u00f3gica da conviv\u00eancia com o semi-\u00e1rido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O S\u00e3o Francisco \u00e9 um rio dos cerrados mineiro e baiano, respons\u00e1veis pela quase totalidade de suas \u00e1guas. A expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio, das hidrel\u00e9tricas e das mineradoras nestas regi\u00f5es tem acelerado violentamente a depreda\u00e7\u00e3o dos bens naturais e culturais destes cerrados. Passa da hora a aprova\u00e7\u00e3o das Propostas de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o &#8211; PECs &#8211; que tornam patrim\u00f4nios nacionais o cerrado e outros biomas e criam fundos p\u00fablicos para sua preserva\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 sa\u00edda sem restringir e submeter a a\u00e7\u00e3o do capital sobre a natureza e os povos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Repudiamos as pol\u00edticas de interven\u00e7\u00e3o no Rio S\u00e3o Francisco previstas em planos atuais e futuros do governo federal, como a proposta de implementa\u00e7\u00e3o de usinas nucleares &#8211; a exemplo da usina no munic\u00edpio de Itacuruba, PE -, a implementa\u00e7\u00e3o de parques e\u00f3licos por meios que agridem as comunidades e o ambiente, a expans\u00e3o das atividades de minera\u00e7\u00e3o e dos grandes projetos de irriga\u00e7\u00e3o; a proposta de emenda constitucional 215 e a amea\u00e7a de revoga\u00e7\u00e3o do Decreto 4887\/03, objeto de manobras da bancada ruralista e que amea\u00e7am a efetiva\u00e7\u00e3o dos direitos territoriais das comunidades tradicionais, significando imenso retrocesso democr\u00e1tico no nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vimos aqui mesmo em Janu\u00e1ria e na vizinha S\u00e3o Jo\u00e3o das Miss\u00f5es experi\u00eancias significativas de revitaliza\u00e7\u00e3o popular do Rio dos Cochos e do territ\u00f3rio reconquistado pelo Xacriab\u00e1s, respectivamente. Nossos povos t\u00eam iniciativas que precisam ser consideradas e valorizadas na revitaliza\u00e7\u00e3o do rio S\u00e3o Francisco. Basta que aqueles que governam tenham olhos para ver. S\u00e3o estas experi\u00eancias as estrelas que guiam nossos passos. Continuamos a fluir com as \u00e1guas do nosso rio. Parar, jamais. Nosso destino \u00e9 o oceano da justi\u00e7a, da solidariedade e da paz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"color: #ff00ff;\"><strong>S\u00e3o Francisco Vivo, terra, \u00e1gua, rio e povo!<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Janu\u00e1ria, 27 de maio de 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Col\u00f4nia de Pescadores Z-026, Pescadores do Baixio de Irec\u00ea, Rizicultores de Sergipe, Comiss\u00e3o Pastoral da Terra BA\/MG\/Nacional,Conselho Indigenista Mission\u00e1rio PE\/MG, Conselho Pastoral dos Pescadores Nacional\/ BA, Associa\u00e7\u00e3o de Fundo e Fecho de Pasto, Povo Pankar\u00e1, Povo Xacriab\u00e1, IRPAA (Instituto Regional da Pequena Agropecu\u00e1ria Apropriada), AATR (Associa\u00e7\u00e3o de Advogados de Trabalhadores Rurais no Estado da Bahia), CETA\/BA, SINDSERV\/SE, SINTAGRO\/BA, STR Porteirinha, STR B. Jesus da Lapa,EFA Guimar\u00e3es Rosa, C\u00e1ritas Diocesana de Janu\u00e1ria, Movimento pelas Serras e \u00c1guas de Minas, Diocese de Floresta, Diocese de Bom Jesus da Lapa, Comit\u00ea da Bacia Hidrogr\u00e1fica do rio Salitre, Associa\u00e7\u00e3o Quilombola de Brejo dos Crioulos (MG), Associa\u00e7\u00e3o Quilombola de Brej\u00f5es dos Negros (SE), Associa\u00e7\u00e3o Quilombola de Barra do Parateca (BA), CADAESF, Assent. 17 de abril,MPA\/SE, Escola de F\u00e9 e Pol\u00edtica, ACOMA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eis, abaixo, algumas entrevistas, em v\u00eddeo, que eu, Gilvander Moreira, gravei durante o III Encontro Popular da bacia do S\u00e3o Francisco.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>1) <\/strong><strong>Transposi\u00e7\u00e3o do rio S\u00e3o Francisco: bem disse dom Cappio. Padre Sebasti\u00e3o e Ruben. 02\/06\/2012.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=204\">http:\/\/www.gilvander.org.br\/galeria-de-videos?task=play&amp;id=216&amp;sl=latest&amp;layout=listview<\/a><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>2) <\/strong><strong>Povo ind\u00edgena Xacriab\u00e1s, no Norte de Minas, luta pelo seu territ\u00f3rio. Juvenal Seixas. 31\/05\/2012.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=198\">http:\/\/www.gilvander.org.br\/galeria-de-videos?task=play&amp;id=210&amp;sl=latest&amp;layout=listview&amp;start=6<\/a><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>3) <\/strong><strong>Quilombo Brejo dos Crioulos, no Norte de Minas: Jos\u00e9 Carlos (o Veio) e Alvimar (CPT). 31\/05\/2012.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=197\">http:\/\/www.gilvander.org.br\/galeria-de-videos?task=play&amp;id=209&amp;sl=latest&amp;layout=listview&amp;start=6<\/a><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>4) <\/strong><strong>Soraya Fanini no III Encontro da Articula\u00e7\u00e3o Popular da bacia do rio S\u00e3o Francisco. 30\/05\/2012.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=195\">http:\/\/www.gilvander.org.br\/galeria-de-videos?task=play&amp;id=207&amp;sl=latest&amp;layout=listview&amp;start=6<\/a><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>5) <\/strong><strong>Roberto Malvezzi (Gog\u00f3): Por uma revitaliza\u00e7\u00e3o popular do rio S\u00e3o Francisco. 30\/05\/2012.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=194\">http:\/\/www.gilvander.org.br\/galeria-de-videos?task=play&amp;id=206&amp;sl=latest&amp;layout=listview&amp;start=12<\/a><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 de junho de 2012.<\/p>\n<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"> <\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"> <\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr width=\"33%\" size=\"1\" \/>\n<p><a href=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=3#_ftnref1\">[1]<\/a> Frei e padre carmelita; mestre em Exegese B\u00edblica; professor do Evangelho de Lucas e Atos dos Ap\u00f3stolos, no Instituto Santo Tom\u00e1s de Aquino \u2013 ISTA -, em Belo Horizonte \u2013 e no Semin\u00e1rio da Arquidiocese de Mariana, MG; assessor da CPT, CEBI, SAB e Via Campesina; e-mail: <a href=\"mailto:gilvander@igrejadocarmo.com.br\">gilvander@igrejadocarmo.com.br<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\/\">www.gilvander.org.br<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a> &#8211; No facebook busque \u201cGilvander Moreira\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=3#_ftnref2\">[2]<\/a> <a href=\"http:\/\/www.saofranciscovivo.com.br\/\">www.saofranciscovivo.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A dor da seca e das cercas continua no Nordeste. Gilvander Lu\u00eds Moreira[1] In\u00edcio de junho de 2012, no sert\u00e3o da Bahia, depois de tantas promessas com o projeto da transposi\u00e7\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-174","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/174","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=174"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/174\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":269,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/174\/revisions\/269"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=174"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=174"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=174"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}