{"id":180,"date":"2012-07-09T12:26:29","date_gmt":"2012-07-09T15:26:29","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=180"},"modified":"2016-09-01T18:16:29","modified_gmt":"2016-09-01T21:16:29","slug":"mst-pre-assentamento-dois-de-julho-13-anos-de-luta-e-resistencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/mst-pre-assentamento-dois-de-julho-13-anos-de-luta-e-resistencia\/","title":{"rendered":"MST: Pr\u00e9-assentamento Dois de Julho: 13 anos de luta e resist\u00eancia."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><span style=\"font-size: medium;\"><strong>MST: Pr\u00e9-assentamento Dois de Julho: 13 anos de luta e resist\u00eancia.<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #0000ff;\"><strong><em>Reforma agr\u00e1ria continua sendo um caminho para reduzir as desigualdades sociais.<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Gilvander Lu\u00eds Moreira<a href=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=3#_ftn1\">[1]<\/a><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na noite do dia 07 de julho de 2012, aconteceu no Pr\u00e9-assentamento Dois de Julho, em Betim, regi\u00e3o metropolitana de Belo Horizonte, MG, uma celebra\u00e7\u00e3o religiosa e uma festa.  <!--more-->  Motivo: Celebrar 13 anos de luta e resist\u00eancia no Pr\u00e9-assentamento Dois de Julho. Ap\u00f3s um dia inteiro de prepara\u00e7\u00e3o de uma grande fogueira, barraquinhas, palco, caldos, canjica, quent\u00e3o, churrasquinho, pinga com mel, decora\u00e7\u00e3o do ambiente, em uma singela celebra\u00e7\u00e3o, oramos, cantamos e ouvimos o Evangelho da Partilha dos P\u00e3es e outras mensagens de Jesus de Nazar\u00e9, tais como: \u201c<em>Feliz os humildes, porque possuir\u00e3o a terra. Felizes os que t\u00eam sede e fome de justi\u00e7a, porque ser\u00e3o saciados. Felizes os que s\u00e3o perseguidos por causa da justi\u00e7a, porque deles \u00e9 o Reino dos C\u00e9us.<\/em>\u201d (Mateus 5,4.6.10)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A festa transcorreu em paz e com muita alegria at\u00e9 altas horas da noite, animada por cantadores locais, com a participa\u00e7\u00e3o de um violeiro ligado a Funda\u00e7\u00e3o Art\u00edstico-Cultural de Betim \u2013 FUNARBE &#8211; que encantaram a todos com m\u00fasicas sertanejas cl\u00e1ssicas, al\u00e9m de ritmos ligados \u00e0s festividades juninas. Crian\u00e7as, adultos e idosos em uma sinergia comunit\u00e1ria, cantaram e bailaram ao som da viola, sob a lua cheia e o calor da fogueira, pisando na terra firme e sagrada, antes abandonada, mas agora aquecida e repleta de vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia 08 de julho continuou a festa com almo\u00e7o comunit\u00e1rio com a presen\u00e7a de lideran\u00e7as do MST, autoridades, parceiros municipais e o Superintendente do INCRA\/MG que prometeu dentro de algumas semanas emitir na posse da terra as 50 fam\u00edlias do Pr\u00e9-assentamento Dois de Julho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u00e1rea compreende 765 hectares, das quais 52% s\u00e3o reserva ambiental \u2013 remanescente de Mata Atl\u00e2ntica -, ou seja, 385 hectares. No parcelamento cada fam\u00edlia dever\u00e1 ficar com 5 a 7 hectares, excetuando-se a reserva ambiental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 13 anos atr\u00e1s, na madrugada do dia 02 de julho de 1999, dezenas de fam\u00edlias Sem Terra, lideradas pelo MST, quebraram o cadeado da porteira da ent\u00e3o Fazenda Ponte Nova. Entraram em uma fazenda que n\u00e3o cumpria sua fun\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tr\u00eas anos ap\u00f3s a ocupa\u00e7\u00e3o, um belo dia, dezenas de policiais da Pol\u00edcia Federal chegaram para expulsar as fam\u00edlias acampadas e reintegrar na posse o fazendeiro dono de outras duas fazendas. Houve resist\u00eancia e ap\u00f3s quase um dia inteiro de luta para evitar o despejo, os Sem Terra conseguiram expulsar a pol\u00edcia com reza, cantoria, Pai Nosso, di\u00e1logo, muita argumenta\u00e7\u00e3o e determina\u00e7\u00e3o de n\u00e3o arredar o p\u00e9 do acampamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por diversas vezes a rodovia que corta o pr\u00e9-assentamento foi bloqueada. Dezenas de lutas junto ao INCRA e marchas foram feitas. Muitas fam\u00edlias desistiram depois de tanta demora do INCRA em liberar a terra. Outras fam\u00edlias que lutavam a muitos anos em outros acampamentos foram aceitas no acampamento no lugar das que desistiram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na celebra\u00e7\u00e3o, sob o calor de uma grande fogueira, em mutir\u00e3o, elencamos <strong>13 conquistas dos 13 anos de luta e resist\u00eancia do Pr\u00e9-assentamento Dois de Julho<\/strong>. Ei-las, abaixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <strong>Conquista da terra.<\/strong> \u201c<em>Aqui nessa fazenda, at\u00e9 01 de julho de 1999 apenas uma fam\u00edlia se beneficiava dessa terra. Hoje, essa terra aqui alimenta e sustenta 50 fam\u00edlias, mais de 250 pessoas. A terra est\u00e1 sendo desconcentrada e partilhada<\/em>\u201d, assinalou Marcelo Alves, um ex-funcion\u00e1rio que trabalhava na fazenda h\u00e1 cinco anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <strong>Respeito e reconhecimento da sociedade.<\/strong> \u201c<em>Quando ocupamos essa fazenda, passamos a ser considerados pela redondeza uma amea\u00e7a. Diziam que a gente era perigoso e invasor de terra. Muitas pessoas tinham at\u00e9 medo de falar com a gente. Na \u00e9poca, a m\u00eddia veio e esbravejou dizendo que o MST tinha invadido e que estava roubando terra. Nunca mais a m\u00eddia voltou para noticiar como est\u00e1 sendo a vida das 50 fam\u00edlias que aqui resistem e produzem bastante. Produzem acima de tudo pessoas felizes e lutadoras. Hoje, com a gra\u00e7a de Deus, somos respeitados e reconhecidos pela sociedade pr\u00f3xima aqui<\/em>\u201d, constata dona Teresa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <strong>Suspens\u00e3o do despejo.<\/strong> \u201c<em>Com a gra\u00e7a de Deus, o apoio de v\u00e1rias pessoas de boa vontade e nossa luta aguerrida conseguimos evitar que a pol\u00edcia federal despejasse a gente. Se tivesse acontecido o despejo tudo teria acabado a dez anos atr\u00e1s. Mas estamos celebrando 13 anos e celebraremos muitos anos pela frente<\/em>\u201d, afirma feliz da vida Jorge, um dos que ajudou a quebrar o cadeado da porteira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <strong>Luz e \u00e1gua. <\/strong>Ap\u00f3s sobreviverem 10 anos sem \u00e1gua e sem energia, hoje se alegram pela conquista desses dois direitos humanos: acesso a energia e \u00e1gua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <strong>Educa\u00e7\u00e3o transformadora. <\/strong>Todas as crian\u00e7as e adolescentes do Pr\u00e9-assentamento est\u00e3o estudando. \u201c<em>J\u00e1 conquistamos junto \u00e0 prefeitura de Betim uma Van para levar e trazer as crian\u00e7as para a escola<\/em>\u201d, diz Aparecida. V\u00e1rios jovens do pr\u00e9-assentamento j\u00e1 fizeram curso t\u00e9cnico oferecido por escolas do MST. Amarildo Souza Hor\u00e1cio tinha 13 anos quando sua fam\u00edlia participou da ocupa\u00e7\u00e3o. Hoje, aos 26 anos, j\u00e1 se formou em Pedagogia da Terra, pela FAE\/UFMG. Feliz da vida participa do Setor de Educa\u00e7\u00e3o e Cultura do MST\/MG e informa: \u201c<em>A sede da fazenda, ap\u00f3s um grande estudo cultural, foi tombada. Tornou-se patrim\u00f4nio hist\u00f3rico. N\u00f3s vamos transformar a Sede em uma  Escola do MST e em um Centro Cultural do MST da regi\u00e3o metropolitana de Belo Horizonte<\/em>.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <strong>Produ\u00e7\u00e3o de alimentos.<\/strong> Nas 380 hectares agricult\u00e1veis, as 50 fam\u00edlias v\u00eam plantando, h\u00e1 13 anos, milho, feij\u00e3o, mandioca, amendoim, verduras e legumes. Criam tamb\u00e9m galinhas, porcos e vacas. Tiram leite e fazem queijo. A produ\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-assentamento \u00e9 boa e reconhecida na regi\u00e3o. \u201c<em>Tendo a terra, plantamos e colhemos para nossa subsist\u00eancia e ainda sobra um pouco para vender para ajudar outras fam\u00edlias<\/em>\u201d, diz dona Maria de Souza. \u201c<em>Aqui no Dois de Julho produzimos tamb\u00e9m pessoas solid\u00e1rias, \u00e9ticas e lutadoras<\/em>\u201d, aponta uma pr\u00e9-assentada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <strong>Constru\u00e7\u00e3o de casas.<\/strong> Mesmo sem receber um centavo do INCRA\/Governo Federal, as fam\u00edlias, ap\u00f3s v\u00e1rios anos debaixo da lona preta, constru\u00edram casas de alvenaria, mesmo sabendo que quando o INCRA concluir o processo de parcelamento da fazenda dever\u00e3o construir novas casas em seus lotes. N\u00e3o est\u00e3o mais pagando aluguel e nem sendo humilhadas por sobreviver de favor como milh\u00f5es de fam\u00edlias nas periferias das grandes cidades brasileiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">8)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <strong>Cultivo de uma espiritualidade libertadora.<\/strong> Em 13 anos de luta, sempre o pr\u00e9-assentamento n\u00e3o descuidou do cultivo da f\u00e9 no Deus da vida. O Sr. Genu\u00edno, j\u00e1 falecido, criou uma R\u00e1dio Poste, a R\u00e1dio Coqueiro, no Acampamento e diariamente fazia programas que soprava um bom esp\u00edrito na comunidade. C\u00edrculos B\u00edblicos, missas, celebra\u00e7\u00f5es ecum\u00eanicas, evang\u00e9licas, batizados, anivers\u00e1rios, m\u00edsticas do MST, reuni\u00f5es e reuni\u00f5es. Tudo isso vem permeando a luta e a resist\u00eancia do Pr\u00e9-assentamento Dois de Julho, nome dado para marcar o dia da ocupa\u00e7\u00e3o da fazenda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">9)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <strong>Preserva\u00e7\u00e3o e sustentabilidade ambiental.<\/strong> Os \u00f3rg\u00e3os ambientais t\u00eam dificultado \u00e0 exaust\u00e3o a consuma\u00e7\u00e3o do Assentamento Dois de Julho alegando que a maior parte da fazenda \u00e9 \u00e1rea ambiental. Havia na fazenda v\u00e1rias baterias de carvoaria que estavam transformando em carv\u00e3o o remanescente de Mata Atl\u00e2ntica. Clandestinamente estavam queimando toda a Mata. \u201c<em>Queimavam ip\u00ea, cabi\u00fana, Jacarand\u00e1, Jacar\u00e9, Aroeira, enfim, madeira de lei. Se o MST n\u00e3o tivesse ocupado a fazenda, toda essa mata, que hoje conta com 385 hectares, j\u00e1 teria sido transformada em carv\u00e3o<\/em>\u201d, denuncia um dos pr\u00e9-assentados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">10)\u00a0 <strong>Organiza\u00e7\u00e3o e luta<\/strong>. \u201c<em>O segredo de muitas conquistas que tivemos nesses 13 anos tem sido organiza\u00e7\u00e3o e luta<\/em>\u201d, sintetiza Amarildo, da coordena\u00e7\u00e3o estadual do MST. Juntos, de m\u00e3os dadas, se apoiando mutuamente, as 50 fam\u00edlias, Sem Terra por identidade, seguem conquistando sossego, tranq\u00fcilidade, seguran\u00e7a e dias melhores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">11)\u00a0 <strong>Consci\u00eancia cr\u00edtica e criativa.<\/strong> Marcelo Alves, um ex-trabalhador da fazenda diz: \u201c<em>Quando o MST ocupou essa fazenda, eu j\u00e1 trabalhava aqui h\u00e1 cinco anos, inclusive ajudando a queimar carv\u00e3o de madeira de lei da mata. A m\u00eddia veio s\u00f3 no dia da ocupa\u00e7\u00e3o. Falou mal do MST e nunca mais voltou. A M\u00eddia diz sempre que o MST invade. Eu quebrei meu preconceito pela conviv\u00eancia que passei a ter com os acampados aqui. Vi com meus olhos que o MST deve ser respeitado e admirado. O MST n\u00e3o invade, ocupa. Se eu tenho um copo cheio d\u2019\u00e1gua e meto o dedo l\u00e1 dentro, isso \u00e9 invas\u00e3o. Mas se o copo est\u00e1 vazio posso por o dedo dentro que n\u00e3o vai derramar nenhuma \u00e1gua. O MST ocupou o que estava vazio aqui. Onde s\u00f3 uma fam\u00edlia era beneficiada, hoje, 50 fam\u00edlias vivem com dignidade<\/em>.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">12)\u00a0 <strong>Paz e sossego.<\/strong> \u201c<em>Eu n\u00e3o sei mais viver fora daqui. Aqui \u00e9 a nossa vida. Aqui h\u00e1 sossego, tranq\u00fcilidade. Podemos plantar e colher. As crian\u00e7as vivem livres da droga e da viol\u00eancia<\/em>\u201d, revela dona Maria de Souza Hor\u00e1cio. \u201c<em>Mesmo vivendo em barracas sem nenhuma seguran\u00e7a a gente n\u00e3o se sente insegura, pois \u00e9 s\u00f3 dar um grito e todos do acampamento se re\u00fanem para apoiar e acudir quem est\u00e1 com algum problema. Aqui vivemos em uni\u00e3o. A solidariedade nos faz feliz<\/em>\u201d, diz dona Teresa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">13)\u00a0 <strong>Postura cr\u00edtica diante dos governos.<\/strong> \u201c<em>Em 10 anos de acampamento e tr\u00eas de pr\u00e9-assentamento n\u00e3o recebemos nem um centavo do Governo Federal. Nenhum cr\u00e9dito foi liberado para n\u00f3s. Alegam que enquanto n\u00e3o for oficializado o Assentamento Dois de Julho n\u00e3o h\u00e1 como acessar nenhum cr\u00e9dito. Continuamos denunciando o descaso do Governo Federal com a reforma agr\u00e1ria. O Pr\u00e9-assentamento Dois de Julho \u00e9 um exemplo do bem que a reforma agr\u00e1ria pode fazer na vida dos pobres<\/em>\u201d, denuncia Sr. Jorge, lutador desde o primeiro minuto da madrugada de 2 de julho de 1999.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Anualmente, o dia 2 de Julho \u00e9 celebrado no Pr\u00e9-assentamento Dois de Julho, pois esta data, em 1999, tornou-se o dia da emancipa\u00e7\u00e3o de 50 fam\u00edlias que em breve ser\u00e3o emitidas na posse de uma terra que antes n\u00e3o cumpria sua fun\u00e7\u00e3o social e estava sendo devastada ambientalmente. Eis mais uma prova de que s\u00f3 perde quem n\u00e3o luta ou quem desiste da luta. Quem entra na luta e persevera lutando s\u00f3 pode conquistar os sagrados direitos que t\u00eam. Assim, tiramos o chap\u00e9u para a \u201cFam\u00edlia MST\u201d do Pr\u00e9-assentamento Dois de Julho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Celebrar 13 anos dessa primeira ocupa\u00e7\u00e3o significa tamb\u00e9m celebrar 13 anos da vinda do MST para a Regi\u00e3o Metropolitana de Belo Horizonte que conta, hoje, com mais de dez \u00e1reas entre acampamentos e assentamentos. Estar aqui significa a cada dia estreitar a luta dos Sem Terra com a luta dos Sem Teto, dos oper\u00e1rios da cidade e de todos aqueles que um dia ousam sair \u00e0 luta como brada o grito de ordem: \u201cSeguiremos em marcha at\u00e9 que todos e todas sejamos livres!!!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Pr\u00e9-assentamento Dois de Julho est\u00e1 de parab\u00e9ns pela luta, resist\u00eancia e conquistas e, assim como outros assentamentos e ocupa\u00e7\u00f5es sinalizam para a Reforma Agr\u00e1ria como uma das grandes alternativas para reduzir as desigualdades sociais no Brasil. Trata-se de uma garantia constitucional, de uma luta que tem a idade da hist\u00f3ria do Brasil, mas que os governantes ainda n\u00e3o definiram como prioridade. Apesar de v\u00e1rias conquistas, \u00e9 lament\u00e1vel que em 13 anos o Governo Federal ainda n\u00e3o tenha regulamentado a situa\u00e7\u00e3o do Pr\u00e9-assentameto Dois de Julho Que o fa\u00e7a logo.<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Belo Horizonte, MG, Brasil, 09 de julho de 2012.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr width=\"33%\" size=\"1\" \/>\n<p><a href=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=3#_ftnref1\">[1]<\/a> Frei e padre carmelita; mestre em  Exegese B\u00edblica; assessor da CPT, CEBI e SAB; e-mail: <a href=\"mailto:gilvander@igrejadocarmo.com.br\">gilvander@igrejadocarmo.com.br<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\/\">www.gilvander.org.br<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a> &#8211; facebook: gilvander.moreira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MST: Pr\u00e9-assentamento Dois de Julho: 13 anos de luta e resist\u00eancia. 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Gilvander Lu\u00eds Moreira[1] Na noite do dia 07 de julho de 2012, aconteceu<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-180","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/180","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=180"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/180\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":274,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/180\/revisions\/274"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=180"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=180"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=180"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}