{"id":2446,"date":"2018-07-31T14:19:37","date_gmt":"2018-07-31T17:19:37","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=2446"},"modified":"2018-07-31T14:19:37","modified_gmt":"2018-07-31T17:19:37","slug":"que-caminho-trilhar-em-uma-pesquisa-e-como","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/que-caminho-trilhar-em-uma-pesquisa-e-como\/","title":{"rendered":"Que caminho trilhar em uma pesquisa e como?"},"content":{"rendered":"<p><strong>Que caminho trilhar em uma pesquisa e como?\u00a0<\/strong>Por Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2447 alignleft\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/george-orwell-300x182.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"182\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/george-orwell-300x182.jpg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/george-orwell.jpg 459w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Perspectivas geogr\u00e1ficas e hist\u00f3ricas n\u00e3o podem ser separadas, pois s\u00e3o imprescind\u00edveis para evidenciar as rela\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas que se constitu\u00edram no territ\u00f3rio. Por outro lado, a hist\u00f3ria resgatada da perspectiva dos oprimidos exige trazer \u00e0 tona as rela\u00e7\u00f5es com o territ\u00f3rio: os conflitos e as viol\u00eancias se d\u00e3o sempre em cima de um lugar, em um territ\u00f3rio. \u201cA separa\u00e7\u00e3o da geografia e da hist\u00f3ria e o dom\u00ednio do tempo sobre o espa\u00e7o t\u00eam o efeito de produzir imagens de sociedades separadas de seu ambiente material, como se surgissem do nada\u201d (CORONIL, 1996, p. 23). \u201c<em>Eu n\u00e3o confio na pesquisa solit\u00e1ria, confio na pesquisa solid\u00e1ria<\/em>\u201d, dizia Jean Piaget. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, houve e continua de p\u00e9 um debate acalorado sobre os pressupostos epistemol\u00f3gicos da pesquisa no qual as\/os pesquisadoras\/res, profissionais ou aprendizes, nunca foram t\u00e3o questionados em suas certezas. Perguntas interpeladoras sobre epistemologia<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> \u2013 ci\u00eancia do conhecimento &#8211; e metodologia ainda continuam sem respostas consistentes. \u201cAntes do dom\u00ednio de determinadas t\u00e9cnicas, pesquisar implica capacidade de escutar, um escutar denso, intenso e (im)paciente\u201d (STRECK, 2006, p. 265). Sob o cansa\u00e7o causado pela repeti\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia de al\u00e9m-mar &#8211; esquemas euroc\u00eantricos, positivistas e funcionalistas &#8211; e vendo as desigualdades sociais se reproduzirem em progress\u00e3o quase geom\u00e9trica, na Am\u00e9rica Latina irromperam sujeitos reivindicando uma ci\u00eancia que fosse \u201cnossa\u201d. Jos\u00e9 Mart\u00ed, ainda em 1891, em <em>Nossa Am\u00e9rica<\/em>, apresenta sua utopia de universidade: \u201cOs povos se levantam e se cumprimentam. Como somos? Perguntam-se. E uns e outros v\u00e3o dizendo como s\u00e3o. Quando aparece um problema em Cojimar<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> j\u00e1 n\u00e3o v\u00e3o buscar a solu\u00e7\u00e3o em Dantzig<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>\u201d (MART\u00cd, 1983, p. 199).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 neutra, &#8211; tamb\u00e9m ningu\u00e9m \u00e9 neutro e nem apol\u00edtico. Entretanto, se constru\u00edda dentro de par\u00e2metros cient\u00edficos, a ci\u00eancia gera conhecimento que pode ajudar a revelar o que \u00e9 ocultado. \u201cO desvelamento de um aspecto antes velado vale mil vezes mais do que um belo discurso valorativo que mantenha escondido, aos olhos de quem quer se libertar, um elo das correntes que o oprimem\u201d (IASI, 2011, p. 141). Ser objetivo \u00e9 algo inating\u00edvel, pois muitas vezes o pretenso rigor cient\u00edfico que pretende atestar objetividade escamoteia o mais das vezes \u2013 mas n\u00e3o sempre \u2013 o direcionamento da pesquisa. \u201cAs t\u00e9cnicas de pesquisa n\u00e3o somente recolhem os dizeres, mas tamb\u00e9m for\u00e7am a dizer\u201d (LE BOTERF, 1987, p. 76), consideram uns dizeres e desconsideram outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Necess\u00e1rio se faz superarmos uma vis\u00e3o dicot\u00f4mica da rela\u00e7\u00e3o envolvimento-distanciamento ao investigar, por entendermos que em uma pesquisa cient\u00edfica um devido distanciamento \u00e9 imprescind\u00edvel, mas tamb\u00e9m o \u00e9 certo n\u00edvel de envolvimento. Buscar distanciamento, sob certos aspectos, em um processo de vigil\u00e2ncia epistemol\u00f3gica, mas tamb\u00e9m se envolver, ciente de que todo conhecimento exerce um poder imenso nas rela\u00e7\u00f5es capital <em>versus<\/em> trabalho, seja para emancipar, seja para legitimar a reprodu\u00e7\u00e3o do capital com toda sua (super)explora\u00e7\u00e3o. Imposs\u00edvel compreens\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia e de forma ass\u00e9ptica. \u201cH\u00e1 um engajamento em todo ato de compreens\u00e3o\u201d (GADAMER, 1997, p. 216).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de ler refer\u00eancias te\u00f3ricas imprescind\u00edveis para a pesquisa, experienciar que, muitas vezes, a sabedoria \u2013 saber com sabor &#8211; pode estar mais nos indiv\u00edduos \u2013 nas suas pr\u00e1ticas e conhecimentos &#8211; do que nos livros, primeiro ouvir atentamente pessoas que est\u00e3o militando na causa a ser pesquisada. Buscar ouvir as falas das pessoas envolvidas nas linhas e nas entrelinhas, suas posturas e seus compromissos. O tempo todo, no processo de pesquisa participante, devemos estar antenados, buscando o que \u00e9 e como acontece, se \u00e9 que acontece, \u00a0a hip\u00f3tese pesquisada. Em um segundo momento, buscar as luzes de refer\u00eancias te\u00f3ricas e as adicionar ao processo de an\u00e1lise do objeto-sujeito em quest\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o podemos apresentar uma an\u00e1lise fossilizada como se quis\u00e9ssemos engessar e paralisar o objeto-sujeito pesquisado. \u201cSe o real est\u00e1 em movimento, ent\u00e3o que nosso pensamento tamb\u00e9m se ponha em movimento e seja pensamento desse movimento. Se o real \u00e9 contradit\u00f3rio, ent\u00e3o que o pensamento seja pensamento consciente da contradi\u00e7\u00e3o\u201d (LEFEBVRE, 1979, p. 174). A l\u00f3gica dial\u00e9tica critica com pertin\u00eancia a l\u00f3gica formal: \u201cTudo aquilo que \u00e9 pode entrar na f\u00f3rmula da identidade abstrata: \u201ca \u00e1rvore \u00e9 a \u00e1rvore\u201d, \u201co c\u00edrculo \u00e9 o c\u00edrculo\u201d, \u201co homem \u00e9 o homem\u201d. E, n\u00e3o obstante, esse pensamento tautol\u00f3gico \u00e9 vazio, precisamente por ser geral. N\u00e3o diz o que \u201c\u00e9\u201d concretamente a \u00e1rvore, o c\u00edrculo, o homem. Precisamos por convir a tudo, \u201co ser\u201d abstrato e geral n\u00e3o conv\u00e9m a nada\u201d (LEFEBVRE, 1979, p. 175).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pensamento metaf\u00edsico abre caminho para dualismos abstratos que n\u00e3o encontram concretude no real e, por isso, mais mistificam a realidade do que a compreendem. N\u00e3o h\u00e1 como, por exemplo, tentar compreender a luta pela terra sem analisar o conflito entre sem-terra em uma grande diversidade camponesa e os que det\u00eam a propriedade capitalista da terra, sejam latifundi\u00e1rios ou empresas, sempre ancorados pelo capital. Em uma pesquisa emancipat\u00f3ria \u00e9 preciso entabular an\u00e1lise do objeto-sujeito pelo pensamento concreto e dial\u00e9tico, que implica contradi\u00e7\u00e3o. Mas o que \u00e9 contradi\u00e7\u00e3o? \u201c\u201cContradi\u00e7\u00e3o\u201d n\u00e3o significa absurdo. \u201cSer\u201d e \u201cnada\u201d n\u00e3o s\u00e3o misturados, ou infinitamente destru\u00eddos um pelo outro. Descobrir um termo contradit\u00f3rio de outro n\u00e3o significa destruir o primeiro, ou esquec\u00ea-lo, ou p\u00f4-lo de lado. Ao contr\u00e1rio, significa descobrir um complemento de determina\u00e7\u00e3o. A rela\u00e7\u00e3o entre dois termos contradit\u00f3rios \u00e9 descoberta como algo preciso: cada um \u00e9 aquele que nega o outro; e isso faz parte dele mesmo. Essa \u00e9 sua a\u00e7\u00e3o, sua realidade concreta\u201d (LEFEBVRE, 1979, p. 178). Enfim, eis uma proposta de caminho a trilhar e de como pesquisar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CORONIL, Fernando. Beyond Occidentalism: Toward Nonimperial Geohistorical Categories. In: Cultural Anthropology, Vol. 11, n. 1, 1996.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GADAMER, Hans Georg. <strong>Verdade e m\u00e9todo<\/strong>. Petr\u00f3polis: Vozes, 1997.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">IASI, Mauro Luis.<strong> Ensaios sobre consci\u00eancia e emancipa\u00e7\u00e3o. <\/strong>2\u00aa edi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Express\u00e3o Popular, 2011.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LE BOTERF, Guy. Pesquisa participante: propostas e reflex\u00f5es metodol\u00f3gicas. In: BRAND\u00c3O, Carlos Rodrigues (Org.). <strong>Repensando a pesquisa participante<\/strong>. 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1987.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LEFEBVRE, Henri. <strong>L\u00f3gica formal \/ l\u00f3gica dial\u00e9tica<\/strong>. Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1979.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MART\u00cd, Jos\u00e9. <strong>Nossa Am\u00e9rica: antologia<\/strong>. S\u00e3o Paulo: HUCITEC, 1983.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">STRECK, Danilo R. Pesquisar \u00e9 pronunciar o mundo. In: BRAND\u00c3O, Carlos Rodrigues; STRECK, Danilo R. (Org.). <strong>Pesquisa participante: o saber da partilha<\/strong>. 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o. Aparecida\/SP: Ideias &amp; Letras, 2006.<\/p>\n<p>Belo Horizonte, MG, 31\/7\/2018.<\/p>\n<p><strong>Obs<\/strong>.: Os v\u00eddeos, abaixo, ilustram o texto, acima.<\/p>\n<p><strong>1 &#8211; Em Buritizeiro\/MG, clamor de Cassimira, 7 filhos, despejada de Canabrava pela PM\/fazendeiros<\/strong><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_73678\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/PqECW2TNp1E?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p><strong>2 &#8211; Ocupa\u00e7\u00f5es da Izidora\/Paulo Freire\/Maria Vit\u00f3ria, ruas de BH, 02\/07\/15: Wanderley clama por moradia.<\/strong><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_66145\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mk0iiJQSp5U?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP<strong>\/<\/strong>SP; mestre em Ci\u00eancias B\u00edblicas; assessor da CPT, CEBI, SAB e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de \u201cMovimentos Sociais Populares e Direitos Humanos\u201d no IDH, em Belo Horizonte, MG.<\/p>\n<p>E-mail: <a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &#8211; <a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2013<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2013\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Facebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> <em>Episteme<\/em>, na l\u00edngua grega, significa conhecimento, e <em>logia<\/em>, ci\u00eancia. Epistemologia investiga a natureza do conhecimento, seus fundamentos e crit\u00e9rios que validam tal conhecimento como verdadeiro.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Pequeno vilarejo de pescadores pr\u00f3ximo a havana, em Cuba.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Cidade semi-aut\u00f4noma que existiu entre 1920 e 1939, habitada por alem\u00e3es e atualmente \u00e9 Gdanski, na Pol\u00f4nia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Que caminho trilhar em uma pesquisa e como?\u00a0Por Gilvander Moreira[1] Perspectivas geogr\u00e1ficas e hist\u00f3ricas n\u00e3o podem ser separadas, pois s\u00e3o imprescind\u00edveis para evidenciar as rela\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas que se constitu\u00edram no territ\u00f3rio. 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