{"id":2637,"date":"2018-09-05T08:34:10","date_gmt":"2018-09-05T11:34:10","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=2637"},"modified":"2018-09-05T08:34:32","modified_gmt":"2018-09-05T11:34:32","slug":"em-opressao-de-classe-pesquisa-militante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/em-opressao-de-classe-pesquisa-militante\/","title":{"rendered":"Em opress\u00e3o de classe, pesquisa militante!"},"content":{"rendered":"<p><strong>Em opress\u00e3o de classe, pesquisa militante!\u00a0<\/strong>Por Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2638 alignleft\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Choramos-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Choramos-300x300.jpg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Choramos-150x150.jpg 150w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Choramos-768x768.jpg 768w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Choramos.jpg 889w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o podemos confundir pesquisa participante com pesquisa-a\u00e7\u00e3o. H\u00e1 distin\u00e7\u00e3o entre elas. \u201cExistem diversos tipos de pesquisa participante e diversos tipos de pesquisa-a\u00e7\u00e3o. Uma clara distin\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria. A pesquisa-a\u00e7\u00e3o \u00e9 uma forma de pesquisa participante, mas nem todas as pesquisas participantes s\u00e3o pesquisa-a\u00e7\u00e3o. [&#8230;] A pesquisa-a\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas uma pesquisa participante, \u00e9 um tipo de pesquisa centrada na quest\u00e3o do agir\u201d (THIOLLENT, 1987, p. 83), este embasado em quatro princ\u00edpios: a) de identidade: quem age?; b) de oposi\u00e7\u00e3o: a\u00e7\u00e3o contra quem?; c) de totalidade: a\u00e7\u00e3o sobre o qu\u00ea?; d) de finalidade: com qual utopia? \u201cA pesquisa-a\u00e7\u00e3o opera a partir de certas instru\u00e7\u00f5es relativas aos problemas identificados na situa\u00e7\u00e3o e relativos aos modos de a\u00e7\u00e3o. Essas instru\u00e7\u00f5es, ou diretrizes, possuem um car\u00e1ter menos r\u00edgido do que o das hip\u00f3teses. Com os resultados da pesquisa, essas diretrizes podem sair fortalecidas ou, caso contr\u00e1rio, devem ser abandonadas e substitu\u00eddas por outras\u201d (THIOLLENT, 1987, p. 101).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pesquisar segundo instrumentos metodol\u00f3gicos da pesquisa participante \u00e9 um desafio, pois exige perguntar \u201cat\u00e9 que ponto \u00e9 mais participa\u00e7\u00e3o do que pesquisa e em que medida participa\u00e7\u00e3o pode ser uma maneira de descobrir a realidade e de a manipular?\u201d (DEMO, 1987, p. 104). A pr\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 o crit\u00e9rio da verdade, pura e simplesmente, pois pode uma teoria n\u00e3o verdadeira chegar a uma pr\u00e1tica. Isso porque \u201cde uma mesma teoria podemos deduzir v\u00e1rias pr\u00e1ticas opcionais, inclusive contradit\u00f3rias\u201d (DEMO, 1987, p. 105). A pr\u00e1tica \u00e9 sempre concreta e espec\u00edfica, enquanto a teoria \u00e9 generalizante. \u201cAssim, n\u00e3o se pratica toda a teoria, mas vers\u00f5es concretas dela\u201d (DEMO, 1987, p. 106). A pr\u00e1tica tem um car\u00e1ter <em>limitante<\/em>, em face da teoria. \u201cToda pr\u00e1tica apequena a teoria, porquanto n\u00e3o ultrapassa a condi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de uma vers\u00e3o dela. [&#8230;] Toda pr\u00e1tica, ao mesmo tempo que realiza a teoria, tamb\u00e9m a limita, no sentido de que n\u00e3o consegue esgotar todas as potencialidades te\u00f3ricas\u201d (DEMO, 1987, p. 106). Exemplos disso n\u00e3o faltam. A ditadura do proletariado n\u00e3o passou at\u00e9 hoje de uma pretens\u00e3o te\u00f3rica; na pr\u00e1tica o que houve na R\u00fassia foi ditadura do partido que dizia ser representante do proletariado. A democracia, entendida como \u201cpoder exercido pelo povo\u201d tamb\u00e9m tem sido uma pretens\u00e3o te\u00f3rica, pois na pr\u00e1tica a \u2018democracia\u2019 existente \u00e9 \u2018poder exercido pelos eleitos pelo povo\u2019, em elei\u00e7\u00f5es com pesad\u00edssimo poder econ\u00f4mico e midi\u00e1tico contaminando o processo eleitoral. Assim como toda teoria, \u201ctoda pr\u00e1tica \u00e9 necessariamente ideol\u00f3gica, porque se realiza dentro de uma op\u00e7\u00e3o pol\u00edtica\u201d (DEMO, 1987, p. 107). \u201cO te\u00f3rico foge muitas vezes da pr\u00e1tica, porque tem medo da condena\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, do compromisso atac\u00e1vel. Prefere criticar a propor, porque toda proposta, se for pr\u00e1tica, \u00e9 tamb\u00e9m atac\u00e1vel, pois n\u00e3o representar\u00e1 a perfei\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, mas uma vers\u00e3o dela. Todavia, a fuga da pr\u00e1tica \u00e9, \u00e0 revelia, uma pr\u00e1tica, um tipo de compromisso pol\u00edtico, geralmente conservador. Assim, ao querermos n\u00e3o sujar as m\u00e3os, sujamo-las mais ainda, ou por malandragem, quando escamoteamos compromissos escusos e que n\u00e3o gostamos de revelar, ou por inoc\u00eancia \u00fatil, quando n\u00e3o chegamos a tomar consci\u00eancia do compromisso latente que \u00e9 a falta de compromisso\u201d (DEMO, 1987, p. 108-109).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ideia de objeto de pesquisa ainda \u00e9 cab\u00edvel nas ci\u00eancias naturais, mas nas ci\u00eancias humanas e sociais n\u00e3o cabe mais tal no\u00e7\u00e3o, pois, mais do que objetos de pesquisa s\u00e3o sujeitos sociais participantes sendo pesquisados. \u201cEntre sujeito e objeto n\u00e3o h\u00e1 mera observa\u00e7\u00e3o por parte do primeiro, nem imposi\u00e7\u00e3o evidente por parte do segundo, mas intera\u00e7\u00e3o din\u00e2mica e dial\u00e9tica. Acabam-se identificando, sobretudo quando os objetos s\u00e3o sujeitos sociais tamb\u00e9m o que permite desfazer a ideia de objeto, que caberia somente em ci\u00eancias naturais\u201d (DEMO, 1987, p. 115).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conflitos e desigualdades est\u00e3o presentes em todas as sociedades, sejam elas capitalistas ou n\u00e3o, pois h\u00e1 sempre que se lidar com o poder. \u201cEm toda sociedade existe poder e ele caracteriza-se principalmente pela desigualdade entre grupo dominante e maioria dominada\u201d (DEMO, 1987, p. 120). Quem faz pesquisa participante acredita na potencialidade da comunidade, na capacidade criativa de todos, desierarquiza a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento e fundamenta a no\u00e7\u00e3o segundo a qual \u201co conhecimento n\u00e3o nasce nos c\u00e9rebros de uma parte da sociedade, mas \u00e9 socialmente produzido atrav\u00e9s de um processo compartido por todas as partes. N\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7a qualitativa entre conhecimento te\u00f3rico e pr\u00e1tico; pertencem a diferentes finalidades do mesmo cont\u00ednuo\u201d (DEMO, 1987, p. 126).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A <em>pesquisa participante<\/em> pode ser considerada como pesquisa militante que apregoa uma \u00edntima rela\u00e7\u00e3o \u2013 uni\u00e3o intr\u00ednseca &#8211; entre conhecimento e a\u00e7\u00e3o. \u201cConhecimento e a\u00e7\u00e3o s\u00e3o dois aspectos insepar\u00e1veis da atividade humana. O conhecimento n\u00e3o \u00e9 mera contempla\u00e7\u00e3o, nem a pr\u00e1tica mera atividade; separada da pr\u00e1tica, a teoria se reduz a meros enunciados verbais; separada da teoria, a pr\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 mais que um ativismo inconducente. N\u00e3o h\u00e1, pois, aut\u00eantico conhecimento e aut\u00eantica a\u00e7\u00e3o, se n\u00e3o se expressam em uma permanente inter-rela\u00e7\u00e3o unit\u00e1ria\u201d (RIGAL, 1978, p. 3).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa militante se constituiu como estrat\u00e9gia metodol\u00f3gica em um contexto pol\u00edtico de opress\u00e3o de classe e tamb\u00e9m de rea\u00e7\u00e3o frentes \u00e0s opress\u00f5es. Entre os anos 20 e 40 do s\u00e9culo XX, Gandhi e seus seguidores inovam e recriam pistas te\u00f3ricas e pr\u00e1ticas de a\u00e7\u00e3o n\u00e3o violenta. Mas, nas d\u00e9cadas de 1950 a 1970, tivemos, por um lado, a ascens\u00e3o do imp\u00e9rio estadunidense na \u00e9poca da guerra fria e, por outro lado, v\u00e1rios movimentos anti-imperialistas e de liberta\u00e7\u00e3o nacional na Am\u00e9rica Latina recriaram diferentes estrat\u00e9gias de luta, entre as quais, as de guerrilha.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Na Bol\u00edvia, em 1952, houve uma tentativa de revolu\u00e7\u00e3o socialista. Em 1954, o governo de Jacobo Arbenz na Guatemala tomou medidas anti-imperialistas. Em 1959, a revolu\u00e7\u00e3o cubana. Em 1965, o movimento constitucionalista na Rep\u00fablica Dominicana. E, em 1970, o triunfo da Unidade Popular no Chile. Houve tamb\u00e9m movimentos guerrilheiros na Venezuela, Col\u00f4mbia, Peru, Bol\u00edvia, Rep\u00fablica Dominicana, Guatemala e Brasil (Cf. BONILLA et al., 1987, p. 132). A domina\u00e7\u00e3o buscada pelo imp\u00e9rio estadunidense n\u00e3o seria apenas pol\u00edtica, militar e econ\u00f4mica, mas tamb\u00e9m cultural e necessariamente domina\u00e7\u00e3o pelas ci\u00eancias tamb\u00e9m. Com o golpe militar-civil-empresarial no Brasil, em 1964, imediatamente as universidades foram dominadas e os cursos de filosofia e de sociologia foram extintos e os professores expulsos, encarcerados ou exilados. \u201cNeste cen\u00e1rio de conflitos de classe, de luta pelo controle do poder pol\u00edtico tanto no plano nacional como internacional, as ci\u00eancias em geral, e as ci\u00eancias sociais em particular, n\u00e3o poderiam ficar \u00e0 margem da contenda. Elas se converteram efetivamente em uma arma do imperialismo n\u00e3o apenas atrav\u00e9s de investiga\u00e7\u00f5es sociais de car\u00e1ter contrarrevolucion\u00e1rio, como tamb\u00e9m mediante a difus\u00e3o de uma ideologia que pretende mostrar as sociedades capitalistas dominantes \u2013 principalmente os Estados Unidos e seus procuradores ou estandartes \u2013 como metas de desenvolvimento ou modelos de progresso e democracia para os pa\u00edses do chamado Terceiro Mundo\u201d (BONILLA et al., 1987, p. 132-133).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BONILLA, Victor Daniel. CASTILLO, Gonzalo; BORDA, Orlando Fals; LIBREROS, Augusto. Causa popular, ci\u00eancia popular: uma metodologia do conhecimento cient\u00edfico atrav\u00e9s da a\u00e7\u00e3o. In: BRAND\u00c3O, Carlos Rodrigues (Org.).<strong> Repensando a pesquisa participante<\/strong>. 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1987.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DEMO, Pedro. Elementos metodol\u00f3gicos da pesquisa participante. In: BRAND\u00c3O, Carlos Rodrigues (Org.). <strong>Repensando a pesquisa participante<\/strong>. 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1987.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RIGAL, Luis. Sobre el sentido y uso de la investigaci\u00f3n-acci\u00f3n. In: Simposio Mundial de Cartagena. C<strong>r\u00edtica y Pol\u00edtica en Ciencias Sociales,<\/strong> Vol. I, Bogot\u00e1: Punta de Lanza, 1978.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">THIOLLENT, Michel. Notas para o debate sobre pesquisa-a\u00e7\u00e3o. In: Carlos Rodrigues Brand\u00e3o (Org.). <strong>Repensando a pesquisa participante<\/strong>. 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1987.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Belo Horizonte, MG, 04\/9\/2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Obs<\/strong>.: Os v\u00eddeos, abaixo, ilustram o texto, acima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 &#8211; Livro da Sabedoria: conhecimento de Deus. Luiz Dietrich fala com frei Gilvander. 19\/8\/2018.<\/strong><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_40537\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XYlGf81wICs?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 &#8211; Palavra \u00c9tica na TVC\/BH: Despejo e resist\u00eancia em Nova Serrana, MG, Ocup. Nova Jerusal\u00e9m. 07\/6\/2018<\/strong><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_82807\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gF3IZbVOnbs?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3 &#8211; Aldeia Kamak\u00e3 Grayra na FUCAM\/Esmeraldas\/MG: Resist\u00eancia pelo direito \u00e0 terra\/18\/8\/2018.<\/strong><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_18767\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XOWuajD2qNc?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP<strong>\/<\/strong>SP; mestre em Ci\u00eancias B\u00edblicas; assessor da CPT, CEBI, SAB e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de \u201cMovimentos Sociais Populares e Direitos Humanos\u201d no IDH, em Belo Horizonte, MG.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E-mail: <a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &#8211; <a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2013<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2013\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Facebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Na Guerrilha do Araguaia se expressou uma tens\u00e3o muito maior do que a sua mera express\u00e3o local. \u201cUm grupo de guerrilheiros do Partido Comunista do Brasil, erguendo a bandeira pol\u00edtica da terra para quem nela trabalha\u201d (MARTINS, 1991a: 125), apenas 69 guerrilheiros, ao lado dos posseiros, de um lado, e do outro lado, cerca de 20 mil soldados das For\u00e7as Armadas Brasileiras em tr\u00eas campanhas de busca e aniquilamento. Tr\u00eas anos de resist\u00eancia, de 1972 a 1975. \u201cO personagem hist\u00f3rico essencial desse conflito foi e \u00e9 o posseiro, o pequeno lavrador baseado no trabalho familiar. Ele foi fundamente atingido pela repress\u00e3o [&#8230;] \u00c9 estarrecedor saber que o primeiro contato de sertanejos com o <em>progresso<\/em> da eletricidade foi atrav\u00e9s de um aparelho de choque, de um instrumento de tortura, de uma m\u00e1quina da <em>ordem<\/em>. [&#8230;] O combate \u00e0 guerrilha agravou a quest\u00e3o da terra em v\u00e1rias regi\u00f5es da Amaz\u00f4nia\u201d (MARTINS, 1991a: 126). O regime militar, ao reprimir, piorou muito o conflito agr\u00e1rio no Araguaia e em todo o Brasil. Cf. MARTINS, Jos\u00e9 de Souza. Guerrilha do Araguaia: o vencedor e o vencido. In: MARTINS, Jos\u00e9 de Souza. <em>Expropria\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia: a quest\u00e3o pol\u00edtica no campo<\/em>. 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: HUCITEC, 1991, p. 115-127.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em opress\u00e3o de classe, pesquisa militante!\u00a0Por Gilvander Moreira[1] N\u00e3o podemos confundir pesquisa participante com pesquisa-a\u00e7\u00e3o. H\u00e1 distin\u00e7\u00e3o entre elas. \u201cExistem diversos tipos de pesquisa participante e diversos tipos de pesquisa-a\u00e7\u00e3o. Uma clara distin\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2638,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,27,43],"tags":[],"class_list":["post-2637","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-direitos-humanos","category-pedagogia-emancipatoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2637","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2637"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2637\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2640,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2637\/revisions\/2640"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2638"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2637"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2637"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2637"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}