{"id":2642,"date":"2018-09-05T23:43:52","date_gmt":"2018-09-06T02:43:52","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=2642"},"modified":"2018-09-06T08:43:33","modified_gmt":"2018-09-06T11:43:33","slug":"tropeiros-e-carroceiros-comunidades-tradicionais-em-movimento-de-resistencia-milenar-e-de-luta-por-seus-direitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/tropeiros-e-carroceiros-comunidades-tradicionais-em-movimento-de-resistencia-milenar-e-de-luta-por-seus-direitos\/","title":{"rendered":"TROPEIROS E CARROCEIROS: Comunidades Tradicionais em Movimento de Resist\u00eancia milenar e de Luta por seus Direitos."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>TROPEIROS E CARROCEIROS: Comunidades Tradicionais em Movimento de Resist\u00eancia milenar e de Luta por seus Direitos. <\/strong><strong>Uma abordagem hist\u00f3rica.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Por Ricardo Alexandre Pereira de Oliveira<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><strong>[1]<\/strong><\/a>, Alenice Baeta<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><strong>[2]<\/strong><\/a>, Emanuel Almada<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><strong>[3]<\/strong><\/a> e Gilvander Lu\u00eds Moreira<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><strong>[4]<\/strong><\/a><\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_2643\" aria-describedby=\"caption-attachment-2643\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2643 size-medium\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Slide1-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Slide1-300x225.jpg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Slide1.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2643\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Imagem 1<\/strong> &#8211; Carroceiros Aguadeiros nos s\u00e9culos XVIII e XIX.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><em>\u201cSou filho do interior\u00a0<\/em><em>\/ Do grande estado mineiro\u00a0\/ Fui her\u00f3i sem medalha\u00a0\/ Na profiss\u00e3o de carreiro\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><strong>[5]<\/strong><\/a>.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em>O uso de equipamentos e transporte de tra\u00e7\u00e3o animal \u00e9 feito pelo ser humano desde o per\u00edodo pr\u00e9-hist\u00f3rico, sendo que esta tecnologia foi fundamental para o processo da neolitiza\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>, ou seja, fase caracterizada palas inova\u00e7\u00f5es nos trabalhos agr\u00edcolas, controle das bases de subsist\u00eancia, intensifica\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas da horticultura e do pastoreio, estocagem de alimentos, aumento populacional, expans\u00e3o territorial, surgimento dos primeiros povoados, maior circula\u00e7\u00e3o e contato entre diversos povos no chamado \u201cvelho mundo\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>, sendo que a domestica\u00e7\u00e3o de bois e cavalos teria ocorrido cerca de 5.600 anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o arque\u00f3logo marxista Gordon Childe, renomado especialista em Neol\u00edtico, foi a roda<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a> o pilar das realiza\u00e7\u00f5es da carpintaria na pr\u00e9-hist\u00f3ria, tendo sido posteriormente aplicada na constru\u00e7\u00e3o da carro\u00e7a ou de carros de quatro rodas, puxada por cavalos ou por\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Boi\">bois<\/a>, cujos principais registros primitivos figuram em esculturas sum\u00e9rias, al\u00e9m de modelos encontrados em antigos t\u00famulos. J\u00e1 em 1000 a.C., na Europa Ocidental, a civiliza\u00e7\u00e3o Celta utilizou um metal para cobrir as rodas das carro\u00e7as e carruagens para que se tornassem mais dur\u00e1veis e resistentes ampliando o seu uso e a durabilidade das pe\u00e7as (PATTERSON &amp; ORSER, 2004).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Interessante constatar que antes do fim do quarto mil\u00eanio a.C., a atrelagem do boi, do cavalo e do burro dotaram as sociedades do Pr\u00f3ximo-Oriente<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a> com a for\u00e7a motriz e o equipamento para o transporte terrestre por uma longa dura\u00e7\u00e3o, possibilitando o fluxo de cargas em terrenos diversos, que n\u00e3o foram substitu\u00eddos at\u00e9 o s\u00e9culo XIX d.C. Certamente, havia uma grande variedade de carro\u00e7as, das mais r\u00fasticas \u00e0s mais estilizadas, que foram produzidas ao longo da hist\u00f3ria (MOZOYEN &amp; ROUDART, 1993).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De um modo geral, pode-se propor que o boi era o animal mais comumente usado nos transportes rurais, levando as colheitas para dep\u00f3sitos e celeiros nas antigas glebas nos denominados \u201ccarros de boi\u201d ou \u201c<em>carretas<\/em>\u201d, mais lentos, maci\u00e7os e seguros, carreando fardos pesados, lenhas, sementes e adubos para as leiras; j\u00e1 os transportes de mercadorias e produtos entre as \u00e1reas rurais, vilas e cidades eram feitos por carro\u00e7as mais ligeiras e \u00e1geis, com cavalos e mulas. Cavalos eram usados ainda em carros ou carruagens de guerra, bem como para locomover viajantes e suas bagagens, e em jornadas que envolviam grandes dist\u00e2ncias usavam-se as lend\u00e1rias caravanas. Na China antiga, as mais remotas tradi\u00e7\u00f5es indicam altos valores da agricultura e dos animais envolvidos na lida, sendo que os of\u00edcios dos homens implicados nesse tipo de faina eram considerados os mais honrosos e de grande rever\u00eancia (SOUZA, 2003).<\/p>\n<figure id=\"attachment_2647\" aria-describedby=\"caption-attachment-2647\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2647 size-medium\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Slide2-3-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Slide2-3-300x225.jpg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Slide2-3-768x576.jpg 768w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Slide2-3.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2647\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Imagem 2<\/strong>\u00a0&#8211; Uma equipe de arque\u00f3logos encontrou na China um t\u00famulo com 2.500 anos de idade, contendo cinco carro\u00e7as e os esqueletos de doze cavalos, tendo provavelmente feito parte de um cuidadoso ritual f\u00fanebre.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.mundodosanimais.pt\/fotos\/cavalos-escavacao-china\/\">https:\/\/www.mundodosanimais.pt\/fotos\/cavalos-escavacao-china\/<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 registros na Roma antiga do uso de in\u00fameros tipos de carro\u00e7as ao longo da sua hist\u00f3ria, dos quais o primeiro modelo e o mais comum teria sido provavelmente o \u201c<em>Plaustrum<\/em>\u201d, ve\u00edculo primitivo de tra\u00e7\u00e3o animal, usado por comunidades de lavradores e camponeses na regi\u00e3o it\u00e1lica, possivelmente de origem etrusca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>De feito, em pleno apogeu do Imp\u00e9rio Romano, rodavam na poderosa cidade ou nos seus dom\u00ednios nada menos do que dezenove variedades de ve\u00edculos tirados por animais, com diferentes nomes e de emprego em servi\u00e7os distintos: carros do campo e da cidade, carros de nobres e de plebeus, carros de paz e de guerra, carros de boi e de cavalos, carros de mulas e de cabritos, etc.\u201d (SOUZA, 2003:65).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O modelo \u201c<em>Plastrum\u201d<\/em> deu origem aos carros de boi em regi\u00f5es da Espanha e Portugal, bem como em terras colonizadas por estas na\u00e7\u00f5es no Novo Mundo<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>, conhecidos na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica como \u201ccarro gemedor\u201d ou \u201ccarro cantador\u201d (AMEAL, 1962; CORREIA,1940; SOUZA, 2003). O \u201ccarro cantador\u201d \u00e9 encontrado atualmente no M\u00e9xico, nas rep\u00fablicas da Am\u00e9rica Central, no Haiti, em pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul, em especial, na Bol\u00edvia e no Brasil (SOUZA, 2003).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As primeiras not\u00edcias de cria\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de gado bovino, do cavalo e dos burros e mulas teria ocorrido na Am\u00e9rica do Sul em terras de coloniza\u00e7\u00e3o espanhola, na margem direita do estu\u00e1rio do Prata (TRINDADE, 1992). Os primeiros colonizadores lusitanos trouxeram bois e cavalos em sucessivas levas nos primeiros dec\u00eanios do s\u00e9culo XVI para o Brasil, incluindo carros, carro\u00e7as e sua milenar tecnologia construtiva<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>, os utilizando no transporte de materiais e de produtos da terra, inicialmente, o pau-brasil, madeiras, cana de a\u00e7\u00facar, rebanhos, mercadorias e pessoas, sendo o principal meio de deslocamento, al\u00e9m de barcos e canoas, utilizadas nos rios e lagos a penetrarem em suas terras (SOUZA, 2003). Os primeiros transportes de carga e de v\u00edveres, por exemplo, foram feitos por ind\u00edgenas e africanos escravizados<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a>, tendo sido substitu\u00eddos parcialmente por carros de tra\u00e7\u00e3o animal. Possivelmente, as mais antigas levas de bois, cavalos e burros e mulas teriam sido encaminhadas para S\u00e3o Vicente, em S\u00e3o Paulo; a segunda, para\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Pernambuco\">Pernambuco<\/a> e a terceira, para a <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Bahia\">Ba<\/a>hia, espalhando depois para outras localidades. Caminhos foram sendo abertos e feitos com a m\u00e3o de obra de escravos ind\u00edgenas e africanos, cujos pisos teriam sido cravados por rochas, proporcionando um cal\u00e7amento p\u00e9treo, que visava facilitar o tr\u00e2nsito e a passagem das tropas e de seus carros e carro\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fluxo para as terras interioranas, conhecida posteriormente como Minas Gerais, se arraigou em demasia com a descoberta das primeiras minas de ouro e de diamante, ati\u00e7ando o translado de mercadores, tropeiros, arrieiros, carroceiros, cangalheiros, comboieiros e vaqueiros, todos povos tradicionais.\u00a0 Estes foram adentrando as minas, almejando o transporte e a comercializa\u00e7\u00e3o de produtos entre as fazendas, portos, armaz\u00e9ns, vendas e mercados dos primeiros n\u00facleos urbanos da capitania mineira; mesmo assim, n\u00e3o foram raros os relatos de escassez de alimentos e per\u00edodos de fome (ANTONIL, 1923).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitos art\u00edfices paulistas, tais como ferreiros, alfaiates, sapateiros, padeiros, marceneiros, oleiros, cantoneiros e seleiros, preferiram mudar-se para as minas, para ficarem mais pr\u00f3ximos dos clientes mineradores e da crescente popula\u00e7\u00e3o dos n\u00facleos urbanos, como Vila Rica (Ouro Preto), Vila do Carmo (Mariana), Sabar\u00e1, Diamantina, entre outros. As vilas paulistas investindo na promissora terra mineira, objetivando, sobretudo, extrair ou espoliar as suas riquezas minerais, enviavam boiadas e carregamentos de toucinho, aguardente, a\u00e7\u00facar, panos, cal\u00e7ados, drogas, rem\u00e9dios, trigo, algod\u00e3o, enxadas, almocafres e artigos importados como sal, armas, vinagre, vinho, aguardentes etc. Vilas e cidades contaram com o apoio permanente de carro\u00e7as e carroceiros que transportavam material de consumo e de constru\u00e7\u00e3o, entre eles, tijolos, telhas, pedras para a edifica\u00e7\u00e3o de casar\u00f5es, igrejas, arruamentos, muros e pontes nas mesmas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobretudo a partir dos s\u00e9culos XVIII e XIX, um dos grandes feitos das carro\u00e7as e dos carroceiros em \u00e1rea urbana era ainda o transporte de \u00e1gua pot\u00e1vel (aguadeiros) e a coleta de lixo e de res\u00edduos nas cidades. Alguns centros europeus come\u00e7aram a promover, a partir de 1740, a limpeza urbana e o asseio de maneira contumaz com este tipo de ve\u00edculo por meio de reformas e tratamento dos principais logradouros das cidades, al\u00e9m da publica\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de leis de sa\u00fade p\u00fablica e extermina\u00e7\u00e3o dos \u2018<em>esterquil\u00edneos<\/em>\u2019 &#8211; monte de sujeiras org\u00e2nicas e lixo em geral. Muitas destas posturas influenciaram <em>a posteriori <\/em>as condutas no Brasil, baseando-se ainda nas Ordena\u00e7\u00f5es Filipinas<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a>. Bom lembrar, que mesmo com estas inova\u00e7\u00f5es em muito incentivadas no \u00e2mbito do Iluminismo e da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial e dos avan\u00e7os cient\u00edficos na anatomia, medicina e na qu\u00edmica, a pr\u00e1tica e a log\u00edstica do tratamento da canaliza\u00e7\u00e3o e da limpeza urbana ainda se apresentavam muito prec\u00e1rias e com poucos resultados pr\u00e1ticos no Brasil (EIGENHER, 2009).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As atividades de carroceiros eram t\u00e3o grandes no s\u00e9culo XIX que algumas cidades estabeleciam algumas regras de tr\u00e2nsito e de conduta, como por exemplo, em S\u00e3o Bento, no estado de Santa Catarina, quando foi formada a Sociedade dos Carroceiros de S\u00e3o Bento do Sul. \u00a0Abaixo, citam-se algumas das normas estabelecidas em 1889:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201c(&#8230;) Artigo 7- Aquele que propositadamente assustar animais de carros, montaria ou tropa sofrer\u00e1 multa de 20$000, sendo, al\u00e9m da multa, obrigado a pagar o dano causado \u00e0s pessoas ou coisas. (&#8230;) Artigo 24- Nas noites em que n\u00e3o houver luar, todos os carros de carga que transitarem nas estradas e ruas ser\u00e3o obrigados a terem uma lanterna de vidro branco em lugar bem vis\u00edvel.<\/em> (&#8230;)\u201d (ZIPPERER J\u00daNIOR, 1948: 37).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como pode ser constatado, existe uma associa\u00e7\u00e3o antiga entre a produ\u00e7\u00e3o, a circula\u00e7\u00e3o e os usos m\u00faltiplos de carros e de carro\u00e7as puxadas por tra\u00e7\u00e3o animal, seja por bois, cavalos e muares, nesse tradicional of\u00edcio, seja em \u00e1rea rural ou urbana. Contemporaneamente, o of\u00edcio de carroceiro\/charreteiro (transporte de materiais e de pessoas, respectivamente) \u00e9 recorrente em diversas cidades do mundo, situando os cavalos em posi\u00e7\u00e3o etnozool\u00f3gica ainda pouco estudada, embora esse tipo de v\u00ednculo de trabalho se apresente em cidades t\u00e3o diferentes entre si como Viena, na \u00c1ustria; Roma, na It\u00e1lia; Praga, na Rep\u00fablica Tcheca (ALVES, 2018), Buenos Aires, na Argentina (CARMAN, 2017), e Natal (CARVALHO &amp; DO VALLE, 2017) ou Belo Horizonte (LOPES, 2013; OLIVEIRA, 2017), no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A constru\u00e7\u00e3o das cidades, mesmo as mais recentes, incluindo Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, desde o fim do s\u00e9culo XIX, n\u00e3o teria sido poss\u00edvel sem o apoio cont\u00ednuo dos carroceiros<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a>, transportando g\u00eaneros aliment\u00edcios para os oper\u00e1rios, bagagens e mobili\u00e1rio para os primeiros moradores, al\u00e9m de material de constru\u00e7\u00e3o e de obras trazidos das esta\u00e7\u00f5es dos trens.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2647\" aria-describedby=\"caption-attachment-2647\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2647 size-medium\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Slide2-3-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Slide2-3-300x225.jpg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Slide2-3-768x576.jpg 768w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Slide2-3.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2647\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Imagem 3<\/strong> &#8211; Carro\u00e7as e caminh\u00f5es sendo descarregados no Mercado Central, em Belo Horizonte, MG. (Foto: Wilson Baptista). In:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.revistaencontro.com.br\/canal\/revista\/2013\/12\/era-uma-vez.html\">https:\/\/www.revistaencontro.com.br\/canal\/revista\/2013\/12\/era-uma-vez.html<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>Atualmente, boa parte dos carroceiros de Belo Horizonte habita bairros pobres ou favelas, ocasionalmente sofrendo remo\u00e7\u00f5es for\u00e7adas que ignoram o modo de vida singular com o qual habitam o mundo (&#8230;). [A cidade de BH] atravessou o s\u00e9culo XX com processos agressivos de interven\u00e7\u00e3o p\u00fablica como instrumento de instaura\u00e7\u00e3o da modernidade<\/em>\u201d (OLIVEIRA, 2017: 47).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de sua import\u00e2ncia hist\u00f3rica, a reprodu\u00e7\u00e3o sociocultural do of\u00edcio de carroceiro na capital acontece sob uma clara pol\u00edtica de exclus\u00e3o e de preconceito, embora se reconhe\u00e7am como grupos tradicionais e, como tais, tenham direito ao reconhecimento pelo Estado. Todavia, as carro\u00e7as constituem um dos meios de transporte mais baratos nas cidades, incluindo Belo Horizonte e sua regi\u00e3o metropolitana (RMBH), realizando desde o carreto de m\u00f3veis, transporte de entulhos e outros tipos de cargas, assegurando a subsist\u00eancia de milhares de trabalhadores do setor informal e de seus familiares. Por isso, faz-se fundamental que se promova a dignidade e a melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida dos carroceiros e dos animais de tra\u00e7\u00e3o de seus ve\u00edculos. Urge a implanta\u00e7\u00e3o de n\u00facleos que forne\u00e7am assist\u00eancia veterin\u00e1ria, envolvendo orienta\u00e7\u00e3o aos carroceiros no tratamento di\u00e1rio dos animais, vacina\u00e7\u00e3o e tratamento preventivo e curativo de seus ferimentos e doen\u00e7as.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2653\" aria-describedby=\"caption-attachment-2653\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2653 size-medium\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/CAvalos2-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/CAvalos2-300x200.jpg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/CAvalos2-768x512.jpg 768w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/CAvalos2-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/CAvalos2-420x280.jpg 420w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2653\" class=\"wp-caption-text\">Imagem 4 &#8211; N\u00e9lio e Falc\u00e3o, vila S\u00e3o Tom\u00e1s, BH, 2016. Foto: R. A. P. Oliveira.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vale ressaltar que o modo de vida dos carroceiros e carroceiras faz parte do patrim\u00f4nio biocultural das cidades e, especificamente, de Belo Horizonte. O of\u00edcio dos carroceiros implica em um profundo conhecimento ecol\u00f3gico e etol\u00f3gico<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a> dos cavalos. A etnoecologia carroceira inclui, entre outros, saberes relacionados \u00e0s madeiras mais adequadas para fabrica\u00e7\u00e3o das carro\u00e7as, uso de plantas medicinais, benze\u00e7\u00f5es e outras formas de cuidado da sa\u00fade dos animais, bem como o manejo e a coleta de diversas esp\u00e9cies de gram\u00edneas de crescimento espont\u00e2neo nas cidades que comp\u00f5em parte da dieta oferecida aos cavalos. O modo de vida tradicional de carroceiros e cavalos tamb\u00e9m envolve formas especificas de sociabilidade, tais como as catiras e as cavalgadas, baseadas na reciprocidade, parentesco e afeto.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2655\" aria-describedby=\"caption-attachment-2655\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2655 size-medium\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Cavalos1-4-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Cavalos1-4-300x200.jpg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Cavalos1-4-768x512.jpg 768w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Cavalos1-4-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Cavalos1-4-420x280.jpg 420w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2655\" class=\"wp-caption-text\">Imagem 5 &#8211; Marcio (Bab\u00e3o) e Pulguenta, vila S\u00e3o Tom\u00e1s, BH, 2016. Foto: R. A. P. Oliveira.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A luta por respeito \u00e0 sua hist\u00f3ria milenar, \u00e0 sua tradi\u00e7\u00e3o e \u00e0 sua dignidade \u00e9 uma das bandeiras dos carroceiros e carroceiras da RMBH, que est\u00e3o se movimentando nas cidades no sentido de organizar as suas associa\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias ou coletivas, reivindicando oficialmente o seu reconhecimento como povo tradicional a partir de pol\u00edticas que visam proteger todos os processos acumulativos dos grupos portadores de refer\u00eancia \u00e0 identidade e \u00e0 mem\u00f3ria. Um dos suportes legais no que se refere \u00e0 luta por seus direitos \u00e9 o <a href=\"http:\/\/www.direito.mppr.mp.br\/arquivos\/File\/Decreto_14_07_2006.pdf\">Decreto 13 de julho de 2006<\/a>, que altera a denomina\u00e7\u00e3o, compet\u00eancia e composi\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Nacional de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel das Comunidades Tradicionais.\u00a0\u00a0Vale a pena mencionar algumas de suas disposi\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201c( &#8230;) III-\u00a0propor as a\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para a articula\u00e7\u00e3o, execu\u00e7\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas relevantes para o desenvolvimento sustent\u00e1vel de povos e comunidades tradicionais, estimulando a descentraliza\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o destas a\u00e7\u00f5es e a participa\u00e7\u00e3o da sociedade civil, com especial aten\u00e7\u00e3o ao atendimento das situa\u00e7\u00f5es que exijam provid\u00eancias especiais ou de car\u00e1ter emergencial;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0IV &#8211; propor medidas para a implementa\u00e7\u00e3o, acompanhamento e avalia\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas relevantes para o desenvolvimento sustent\u00e1vel dos povos e comunidades tradicionais;<\/em><em><br \/>\nV &#8211; identificar a necessidade e propor a cria\u00e7\u00e3o ou modifica\u00e7\u00e3o de instrumentos necess\u00e1rios \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas relevantes para o desenvolvimento sustent\u00e1vel dos povos e comunidades tradicionais; (&#8230;).\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em>Merece ainda destaque o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.direito.mppr.mp.br\/arquivos\/File\/Decreto_6040_2007(2).pdf\">Decreto n\u00ba 6.040, de 7 de fevereiro de 2007, que institui a Pol\u00edtica Nacional de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel dos Povos e Comunidades Tradicionais<\/a>. Este decreto estabelece como objetivo geral o desenvolvimento sustent\u00e1vel dos povos e Comunidades Tradicionais, com \u00eanfase no reconhecimento, fortalecimento e garantia de seus direitos territoriais, sociais, ambientais, econ\u00f4micos e culturais, com respeito e valoriza\u00e7\u00e3o \u00e0 sua identidade, saber-fazer, suas formas de organiza\u00e7\u00e3o e suas institui\u00e7\u00f5es.\u00a0Tal legisla\u00e7\u00e3o nacional se nutre ainda das conven\u00e7\u00f5es das quais o Brasil foi signat\u00e1rio ou ainda que ratificou posteriormente, como por exemplo, cita-se a Conven\u00e7\u00e3o sobre a Prote\u00e7\u00e3o e Promo\u00e7\u00e3o da Diversidade das Express\u00f5es Culturais, assinada em Paris de 20 de outubro de 2005, que reconhece a natureza espec\u00edfica de atividades tradicionais, bens e servi\u00e7os culturais enquanto portadores de identidades, valores e significados. As lutas dos carroceiros e carroceiras da RMBH pelo direito de ser e existir nos alerta para o urgente reconhecimento da diversidade de coletivos naturezas-culturas que habitam e produzem o espa\u00e7o urbano. Direitos humanos e animais s\u00e3o dimens\u00f5es da mesma luta pelo bem viver e pela mem\u00f3ria biocultural das cidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ALVES, R\u00f4mulo Romeu N\u00f3brega. \u201c18. The Ethnozoological Role of Working Animals in Traction and Transport\u201d. (339-348) IN: Ethnozoology: Animals in our lives. ALVES, R\u00f4mulo Romeu N\u00f3brega &amp; ALBUQUERQUE, Ulysses Paulino (Ed.). Academic Press: 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">AMEAL, Jo\u00e3o.\u00a0 <strong>Hist\u00f3ria de Portugal<\/strong> Lisboa: Ed. Livraria Tavares Martins, 1962.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ANDREONI, Jo\u00e3o Ant\u00f4nio (pseud. ANTONIL) <strong>Cultura e Opul\u00eancia no Brasil por suas drogas e minas.<\/strong> S\u00e3o Paulo: Cia Melhoramentos, 1923.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CARMAN, Mar\u00eda. \u201cLas Fronteras de Lo Humano. Cuando la vida humana pierde valor y la vida animal se dignifica\u201d. Siglo XXI, Buenos Aires, 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CARVALHO, Andresa Karla Silva, DO VALLE, Carlos Guilherme. Prote\u00e7\u00e3o Animal, Pol\u00edticas P\u00fablicas e a ret\u00f3rica das emo\u00e7\u00f5es: lutas entre carroceiros, animais e agentes em Natal. Viv\u00eancia: Revista de Antropologia, v. 1, n. 49, p. 49-74, 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CORREIA, Virg\u00edlio, <strong>Vida e Arte do Povo Portugu\u00eas<\/strong>, Museu Etnol\u00f3gico, Lisboa, 1940.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CHILDE, Gordon. <strong>O Homem faz-se a si pr\u00f3prio<\/strong>. Cole\u00e7\u00e3o\u00a0A Marcha da Humanidade, Lisboa: Editora\u00a0Cosmos, 1940. 520 p.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EIGENHER, E. M.\u00a0<strong><em>A Hist\u00f3ria do Lixo \u2013 a limpeza urbana atrav\u00e9s dos tempos<\/em><\/strong>. Porto Alegre: G. Palloti, 2009.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GOULART, Jos\u00e9 Al\u00edpio. <strong>Tropas e Tropeiros na forma\u00e7\u00e3o do Brasil<\/strong>. Cole\u00e7\u00e3o Temas Brasileiros, Rio de Janeiro: Conquista, 1961.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LINTON, Ralph. <strong>O Homem &#8211; Uma introdu\u00e7\u00e3o a Antropologia<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Ed. Martins, 1971.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LOPES, Nian Pissolati. Homemcavalo: uma etnografia dos carroceiros de Belo Horizonte. Disserta\u00e7\u00e3o (mestrado) \u2013 Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas, 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MOZOYEN, Marcel &amp; ROUDART, Laurence <strong><em>Hist\u00f3ria das Agriculturas no Mundo- De Neol\u00edtico \u00e0 crise contempor\u00e2nea<\/em> <\/strong>UNESP: S\u00e3o Paulo, 1993.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">OLIVEIRA, Ricardo A. P. de. <strong>CARRO\u00c7A LIVRE: uma etnografia com os carroceiros e cavalos da Vila S\u00e3o Tom\u00e1s e adjac\u00eancias<\/strong><em>.<\/em> (Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado) PPGAN\/FAFICH\/UFMG, Belo Horizonte, 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PATTERSON, Thomas C.; ORSER JR., Charles E. <strong>Foundations of Social Archaeology<\/strong>. Selected Writings of V. Gordon Childe. Lanham\/ Oxford: AltaMira Press, 2004.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SULINO. \u201cHer\u00f3i sem medalha\u201d. In: PEDRO BENTO &amp; Z\u00c9 DA ESTRADA.\u00a0<strong>Som da Terra<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Chantecler, 1995.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">TRINDADE, Jaelson B. <strong>Tropeiros<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Ed. Publica\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00f5es, 1992.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ZEMELLA, Mafalda P. <strong>O abastecimento das Minas Gerais no s\u00e9culo XVIII<\/strong><em>. <\/em>\u00a0S\u00e3o Paulo, HUCITEC-EDUPS, 1990.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ZIPPERER J\u00daNIOR, Jos\u00e9.\u00a0 <strong>Dados Hist\u00f3ricos do Munic\u00edpio de Serra Alta<\/strong>. Serra Alta, 1948.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><strong>Sites consultados:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.mundodosanimais.pt\/fotos\/cavalos-escavacao-china\/\">https:\/\/www.mundodosanimais.pt\/fotos\/cavalos-escavacao-china\/<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/piseagrama.org\/carroceiros\/\">https:\/\/piseagrama.org\/carroceiros\/<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.jornaldopovorn.com.br\/2.1564\/carro%C3%A7as-e-carroceiros-1.2068709\">http:\/\/www.jornaldopovorn.com.br\/2.1564\/carro%C3%A7as-e-carroceiros-1.2068709<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Obs<\/strong>.: Os v\u00eddeos, abaixo, ilustram o texto, acima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 &#8211; Carroceiros e carroceiras de BH\/MG: Respeito \u00e0 cultura, direito ao trabalho. 1\u00aa Parte. 07\/7\/2018.<\/strong><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_55125\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/WpwAC8XclZ8?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; 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Luta dos carroceiros\/as e cavalos em BH\/MG: pelo direito de existir na cidade\/5\u00aa Parte\/07\/7\/2018.<\/strong><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_13995\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/VZiTzcGHfqM?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>6 &#8211; Luta de carroceiros\/as de BH\/MG: Trabalho e respeito aos cavalos e \u00e9guas. 6\u00aa Parte. 07\/7\/2018.<\/strong><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_23538\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ETKjeT0GIWM?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; 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Os Tropeiros<\/strong><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_59388\"  width=\"810\" height=\"608\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"608\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/m0Wb9oIrcOk?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Ricardo Alexandre Pereira de Oliveira; Bacharel e mestre em Antropologia (UFMG); integrante do Programa Cidade e Alteridade: Conviv\u00eancia Multicultural e Justi\u00e7a Urbana<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E-mail:\u00a0<a href=\"mailto:riiic@ufmg.br\">riiic@ufmg.br<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Doutora em Arqueologia pelo MAE\/USP; P\u00f3s-Doutorado no Departamento de Antropologia e Arqueologia na FAFICH\/UFMG; Mestra em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; Historiadora e integrante do CEDEFES (Centro de Documenta\u00e7\u00e3o Eloy Ferreira da Silva \u2013 <a href=\"http:\/\/www.cedefes.org.br\">www.cedefes.org.br<\/a> ); e-mail: <a href=\"mailto:alenicebaeta@yahoo.com.br\">alenicebaeta@yahoo.com.br<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Doutor em Ambiente e Sociedade (UNICAMP); professor da UEMG e integrante do Grupo Kaipora &#8211;\u00a0 Laborat\u00f3rio de Estudos Bioculturais (UEMG) e Programa Cidade e Alteridade (UFMG); e-mail:\u00a0<a href=\"mailto:emmanuel.almada@uemg.br\">emmanuel.almada@uemg.br<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP<strong>\/<\/strong>SP; mestre em Ci\u00eancias B\u00edblicas; assessor da CPT, CEBI, SAB e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de \u201cMovimentos Sociais Populares e Direitos Humanos\u201d no IDH, em Belo Horizonte, MG.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E-mail: <a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &#8211; <a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2013<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2013\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Facebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Autor do poema: Sulino, em 1995.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Per\u00edodo que ocorreu aproximadamente do\u00a0X mil\u00eanio a.C., com o in\u00edcio da\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Sedentariza%C3%A7%C3%A3o\">sedentariza\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0e o surgimento da\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Agricultura\">agricultura<\/a>, ao\u00a0III mil\u00eanio a.C anos, caracterizando-se, grosso modo,\u00a0\u00a0 pela utiliza\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica de polimentos no produ\u00e7\u00e3o de artefatos p\u00e9treos, tais como machados e outros instrumentos, al\u00e9m da realiza\u00e7\u00e3o de cultos agr\u00e1rios. Nesse per\u00edodo, seres humanos aprimoraram as t\u00e9cnicas da olaria, cestaria, tecelagem, moagem, al\u00e9m da descoberta da\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Roda\">roda<\/a>\u00a0e a confec\u00e7\u00e3o de equipamentos de madeira de <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Tra%C3%A7%C3%A3o_animal\">tra\u00e7\u00e3o animal<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> \u00c9 um termo usado geralmente em oposi\u00e7\u00e3o ao\u00a0\u201c<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Novo_Mundo\">Novo Mundo<\/a>\u201d\u00a0(que inclui as\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Am%C3%A9ricas\">Am\u00e9ricas<\/a>). F\u00f3sseis ou esqueletos mais antigos do g\u00eanero <em>Homo<\/em>, em esp\u00e9cie <em>Homo sapiens<\/em> (ser humano), foram encontrados em certas regi\u00f5es do Velho Mundo, na\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/China\">China<\/a>\u00a0e no\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Oriente_M%C3%A9dio\">Oriente M\u00e9dio<\/a>. A\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Eur%C3%A1sia\">Eur\u00e1sia<\/a>\u00a0e\u00a0a <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/%C3%81frica\">\u00c1frica<\/a>\u00a0recebem o nome de \u201cVelho Mundo\u201d porque foi neste lugar que surgiram por volta de 7\u00a0000 a 3\u00a0000 anos atr\u00e1s, sociedades com imp\u00e9rios como a fen\u00edcia, a sum\u00e9ria, a ass\u00edria e a eg\u00edpcia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> A roda teria derivado da t\u00e9cnica de transporte do arraste por meio de troncos ou rolos cil\u00edndricos que se colocava entre a carga e o solo, na tentativa de reduzir a superf\u00edcie do atrito. Segundo R. Linton (1943), possivelmente esta t\u00e9cnica \u00e9 que teria sido usada na constru\u00e7\u00e3o de monumentos megal\u00edticos. <em>Mega<\/em>, em grego, significa grande; <em>lithos<\/em>, em grego, pedra. Logo, megal\u00edticos se referem a grandes constru\u00e7\u00f5es com grandes blocos de pedras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Compreende a regi\u00e3o da \u00c1sia, pr\u00f3xima ao mar Mediterr\u00e2neo, a oeste do rio Eufrates, incluindo antigos territ\u00f3rios que hoje s\u00e3o abrangidos pelos pa\u00edses: S\u00edria, L\u00edbano, Israel, Palestina e Iraque.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Designa\u00e7\u00e3o dada ao hemisf\u00e9rio ocidental ou ao continente americano no s\u00e9culo XV, em raz\u00e3o ao projeto colonizador, escravizador e de expans\u00e3o mar\u00edtima de imp\u00e9rios da Europa ocidental (Em especial, Portugueses, Espanh\u00f3is, Ingleses, Franceses e Holandeses). Quando da chegada \u00e0s terras posteriormente denominada oficialmente Brasil, os invasores e colonizadores, no caso, portugueses, se depararam com milhares de na\u00e7\u00f5es e etnias ind\u00edgenas, composta por milh\u00f5es de indiv\u00edduos, cujo per\u00edodo hist\u00f3rico estaria associado ao complexo e rico horizonte cultural denominado \u201cpr\u00e9-colonial\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Nos primeiros dec\u00eanios do s\u00e9culo XVI carros, cangas, bois e cavalos j\u00e1 se tombavam como bens cruciais da coroa e de particulares, fazendo parte de seu almoxarifado oficial, al\u00e9m da exist\u00eancia de in\u00fameros documentos que indicam a previs\u00e3o e encomendas de feitios de carros e carro\u00e7as de tra\u00e7\u00e3o animal por carpinteiros e suas corpora\u00e7\u00f5es (tamb\u00e9m, como as dos carroceiros ou condutores de carros ou carro\u00e7as, antigu\u00edssimo of\u00edcio tradicional).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> Segundo Mafalda Zemella (1990), baseando-se em Antonil (1923), o burro e a mula n\u00e3o aboliram totalmente a carga feita por escravos, que ainda transportavam utens\u00edlios considerados fr\u00e1geis, al\u00e9m de descarregar carros e carro\u00e7as em passagens \u00edngremes, precip\u00edcios ou em travessias de rios caudalosos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> As\u00a0Ordena\u00e7\u00f5es Filipinas constitu\u00edram a base do direito portugu\u00eas at\u00e9 a promulga\u00e7\u00e3o dos sucessivos c\u00f3digos do\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/S%C3%A9culo_XIX\">s\u00e9culo XIX<\/a>, sendo que muitas disposi\u00e7\u00f5es tiveram vig\u00eancia no\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Brasil\">Brasil<\/a>\u00a0at\u00e9 o advento do\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/C%C3%B3digo_Civil\">C\u00f3digo Civil<\/a>\u00a0de\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/1916\">1916<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> H\u00e1 importantes fabricantes de carro\u00e7as em Belo Horizonte, entre eles, destacam-se o Sr. Z\u00e9 da \u00c9gua, que trabalha na regi\u00e3o do Padre Eust\u00e1quio, e o Sr. J\u00e9sus, na Pampulha. No S\u00e3o Geraldo, o Sr. Paulo, carroceiro e motorista de caminh\u00e3o, fabrica ainda algumas unidades. (Fonte: <a href=\"https:\/\/piseagrama.org\/carroceiros\/\">https:\/\/piseagrama.org\/carroceiros\/<\/a> )<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> Etimologicamente, <em>ethos<\/em>, em grego, significa \u201ch\u00e1bito\u201d, \u201ccostumeiro\u201d; e <em>logia<\/em>, em grego, se refere a estudo. Logo, Etologia significa estudo do comportamento dos animais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>TROPEIROS E CARROCEIROS: Comunidades Tradicionais em Movimento de Resist\u00eancia milenar e de Luta por seus Direitos. Uma abordagem hist\u00f3rica. Por Ricardo Alexandre Pereira de Oliveira[1], Alenice Baeta[2], Emanuel Almada[3] e Gilvander Lu\u00eds Moreira[4] \u00a0\u201cSou filho<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2643,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,40,41,27,29,32,18],"tags":[],"class_list":["post-2642","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-direito-a-cidade","category-direitos-dos-carroceiros","category-direitos-humanos","category-movimentos-sociais-populares","category-videos","category-videos-de-frei-gilvander"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2642","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2642"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2642\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2657,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2642\/revisions\/2657"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2643"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2642"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2642"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2642"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}