{"id":2987,"date":"2018-09-21T20:55:48","date_gmt":"2018-09-21T23:55:48","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=2987"},"modified":"2018-09-24T10:50:28","modified_gmt":"2018-09-24T13:50:28","slug":"assim-quero-assim-mando-breves-memorias-sobre-perseguicoes-e-resistencias-de-indigenas-e-quilombolas-na-serra-da-mantiqueira-sul-de-minas-gerais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/assim-quero-assim-mando-breves-memorias-sobre-perseguicoes-e-resistencias-de-indigenas-e-quilombolas-na-serra-da-mantiqueira-sul-de-minas-gerais\/","title":{"rendered":"\u201cASSIM QUERO, ASSIM MANDO\u201d \u2013\u00a0 Breves Mem\u00f3rias sobre persegui\u00e7\u00f5es e resist\u00eancias de\u00a0 ind\u00edgenas e quilombolas na Serra da Mantiqueira, sul de Minas Gerais"},"content":{"rendered":"<div class=\"col-lg-12 col-md-12 col-sm-12 col-xs-12 title-news\">\n<h2 style=\"text-align: justify;\">\u201cASSIM QUERO, ASSIM MANDO\u201d \u2013\u00a0 Breves Mem\u00f3rias sobre persegui\u00e7\u00f5es e resist\u00eancias de\u00a0 ind\u00edgenas e quilombolas na Serra da Mantiqueira, sul de Minas Gerais.<\/h2>\n<h4>Por Alenice Baeta [1]<\/h4>\n<\/div>\n<div class=\"col-lg-12 col-md-12 col-sm-12 col-xs-12 body-box\">\n<div class=\"pf-content\">\n<p><em>TAH\u00c9-ANTAH TXORI DAY LEKAH (Ancestral na mata mora)<\/em><\/p>\n<p><em>DIEH-YUNUN XAMB\u00ca KOY\u00c1 (Seu filho fala)<\/em><\/p>\n<p><em>PURI TAH\u00c8-ANTAH KRIM ( Sangue do ancestral Puri)\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.cedefes.org.br\/assim-quero-assim-mando-breves-memorias-sobre-perseguicoes-e-resistencias-de-indigenas-e-quilombolas-na-serra-da-mantiqueira-sul-de-minas-gerais\/#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><strong>[2]<\/strong><\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong>Os primeiros exploradores paulistas advindos do planalto do Piratininga seguiram uma rota principal que atingia a regi\u00e3o de Guaypacar\u00e9<a href=\"http:\/\/www.cedefes.org.br\/assim-quero-assim-mando-breves-memorias-sobre-perseguicoes-e-resistencias-de-indigenas-e-quilombolas-na-serra-da-mantiqueira-sul-de-minas-gerais\/#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>\u00a0e em seguida o Rio Para\u00edba, atravessando a garganta do Embau<a href=\"http:\/\/www.cedefes.org.br\/assim-quero-assim-mando-breves-memorias-sobre-perseguicoes-e-resistencias-de-indigenas-e-quilombolas-na-serra-da-mantiqueira-sul-de-minas-gerais\/#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>\u00a0na corda da Mantiqueira inaugurando oficialmente um percurso denominado \u2018caminho geral do sert\u00e3o\u2019. Ao longo deste trajeto surgiram povoados, vilas e capelas. A ideia era atingir as \u2018minas dos Cataguases\u2019, encontrar minerais, al\u00e9m de prear e combater ind\u00edgenas, expandindo fronteiras e dominando novos territ\u00f3rios. Em sua fase inicial, as expedi\u00e7\u00f5es assumiram a empreitada de abastecer as propriedades rurais com a for\u00e7a de cativos ind\u00edgenas (MONTEIRO, 2008).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O territ\u00f3rio que hoje abrange o sul de Minas foi visitado por diversos sertanistas de Taubat\u00e9, dentre eles, Ant\u00f4nio Delgado da Veiga, Jo\u00e3o da Veiga e Miguel Garcia, \u2018O Velho\u2019. Alcan\u00e7aram um lugarejo na regi\u00e3o de Rio Verde que foi denominado Baependi. Nesta ocasi\u00e3o, algumas minas de ouro de lavagem j\u00e1 seriam conhecidas por forasteiros paulistas, que se apoderavam dos descobertos baseados nos oficiais ditames: \u201c<u>assim\u00a0<\/u><u>quero, assim\u00a0<\/u><u>mando<\/u>\u201d (ANASTASIA, 2005. O grifo \u00e9 meu).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tempos antes, Dom Francisco de Sousa tra\u00e7ou penetra\u00e7\u00e3o paulista em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s Minas, utilizando o caminho de Mogi das Cruzes, e da\u00ed seguiu pelo vale do Para\u00edba, adentrando a Serra da Mantiqueira. Para levar adiante esses projetos, ainda em 1598 Dom Francisco envia Diogo Gon\u00e7alves La\u00e7o como administrador das minas e capit\u00e3o da Vila de S\u00e3o Paulo. A partir de 1601, quando recebeu um regimento para servi\u00e7o das minas, visitou Jaragu\u00e1, S\u00e3o Roque e as \u2018Minas de Ferro de Ara\u00e7oiaba\u2019 de onde partiu uma bandeira para Itapucu na Serra da Mantiqueira. Em 1602, acredita-se que &#8220;as dilig\u00eancias de La\u00e7o pelos sert\u00f5es de S\u00e3o Paulo fizeram incurs\u00f5es \u00e0 regi\u00e3o de Araraquara no intento de encontrar por terra um caminho para as Minas dos Cataguases derivando de S\u00e3o Paulo pelo Tiet\u00ea abaixo, saltaram para a margem direita e, ap\u00f3s visitar os campos de Araraquara, subira o rio Mogi Gua\u00e7u at\u00e9 o sop\u00e9 do futuro Ouro Fino, em Minas\u201d (MANO, 2006: 53\u00a0<em>apud\u00a0<\/em><em>LEMOS<\/em>, s\/d: 14).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jo\u00e3o Pereira de Souza Botafogo teria tamb\u00e9m transpassado essa regi\u00e3o, mas h\u00e1 pol\u00eamicas sobre a precis\u00e3o de seu roteiro, al\u00e9m do temido bandeirante Fern\u00e3o Dias, que em 1674 j\u00e1 teria tamb\u00e9m penetrado estas plagas (PARANHOS, 2008).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As bandeiras em dire\u00e7\u00e3o ao sert\u00e3o contavam com um contingente de escravos cativos apreendidos na regi\u00e3o Sul do Brasil pelos paulistas, dentre as localidades ressaltam-se, os Sert\u00f5es dos Patos e dos Carij\u00f3s<a href=\"http:\/\/www.cedefes.org.br\/assim-quero-assim-mando-breves-memorias-sobre-perseguicoes-e-resistencias-de-indigenas-e-quilombolas-na-serra-da-mantiqueira-sul-de-minas-gerais\/#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>\u00a0\u2013 boa parte dos ind\u00edgenas teriam sido pertencentes da comunidades Guarani, identificados como: \u201c<em>Carij\u00f3,<\/em>\u00a0<em>Arax\u00e1<\/em>\u00a0<em>e<\/em>\u00a0<em>Patos<\/em>\u201d. Mas quando havia queda nos plant\u00e9is de ind\u00edgenas guarani, aprisionavam os \u201c<em>Guain\u00e1<\/em>\u00a0<em>e<\/em>\u00a0<em>Tupina\u00e9<\/em>\u201d (MONTEIRO, 1995: 61; 62; 82). As expedi\u00e7\u00f5es de apreamento destinavam-se em parte, na captura priorit\u00e1ria de indiv\u00edduos guaranis tendo em vista a dificuldade por parte do colonizador em falar e entender outras l\u00ednguas n\u00e3o-Tupi (KOK, 2009: 02).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os ind\u00edgenas capturados, que se juntavam ainda que compulsoriamente ou mesmo atrav\u00e9s de alian\u00e7as junto \u00e0s expedi\u00e7\u00f5es paulistas rumo ao Sert\u00e3o dos Catagu\u00e1s, eram denominados genericamente como \u201cCarij\u00f3s\u201d. Os paulistas precisavam que \u00edndios guerreiros colaborassem no aprisionamento de outros nativos arredios da regi\u00e3o das minas, verdadeiros \u201cobst\u00e1culos\u201d nos caminhos rumo ao interior, al\u00e9m do provimento da tropa nas matas e no carregamento de mantimentos (MONTEIRO, 2008; KOK, 2009).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 1rem;\">Incluindo as terras delimitadas atualmente pelo munic\u00edpio de Extrema, al\u00e9m das bacias do Grande, Sapuca\u00ed, Verde e Para\u00edba do Sul, o<\/span>\u00a0vale do rio Piracicaba, onde se insere o Jaguari,\u00a0 correspondia a antigos territ\u00f3rios tradicionais de muitos indiv\u00edduos e fam\u00edlias ind\u00edgenas coloniais (ou colonizados), sendo os etn\u00f4nimos mais comuns associados a essas localidades, os dos\u00a0<em>Catau\u00e1<\/em>\u00a0ou\u00a0<em>Guataguases,<\/em>\u00a0<em>Guaranis,<\/em>\u00a0<em>Coroados,\u00a0<\/em><em>Xopot\u00f3s,<\/em>\u00a0<em>Tapanhunhos,<\/em>\u00a0<em>Crop\u00f3s,<\/em>\u00a0<em>Carap\u00f3s,<\/em>\u00a0<em>Puris, Coroados,<\/em>\u00a0<em>Guarulhos,<\/em>\u00a0<em>Paingu\u00e1,<\/em>\u00a0<em>Xumeto,\u00a0<\/em><em>Arrepiados, Osor\u00f3s<\/em>, dentre outros.<\/p>\n<figure id=\"attachment_23618\" aria-describedby=\"caption-attachment-23618\" style=\"width: 382px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-23618 size-full\" src=\"http:\/\/www.cedefes.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/artigofinal.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 382px) 100vw, 382px\" srcset=\"http:\/\/www.cedefes.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/artigofinal.jpg 382w, http:\/\/www.cedefes.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/artigofinal-220x300.jpg 220w, http:\/\/www.cedefes.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/artigofinal-293x400.jpg 293w, http:\/\/www.cedefes.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/artigofinal-150x205.jpg 150w\" alt=\"\" width=\"382\" height=\"521\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-23618\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Imagem 1<\/strong> &#8211; M\u00famia de um ind\u00edgena. Obra de Jean-Baptiste Debret. O documento etnogr\u00e1fico acima mostra que o corpo foi sepultado no interior de uma iga\u00e7aba cer\u00e2mica (urna funer\u00e1ria). Modelo de estrutura funer\u00e1ria comum identificada em s\u00edtios arqueol\u00f3gicos no estado de Minas Gerais, incluindo o sul do estado. Como essa, 80 urnas funer\u00e1rias foram carbonizadas no inc\u00eandio do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1726, \u00e9 mencionada oficialmente a exist\u00eancia de assentamento ind\u00edgena de Guarulhos em regi\u00e3o situada entre os rios Camanducaia e Jaguari:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(\u2026) Me pedia lhe fizece mce. Conceder nomemte Em nome de S. Mage. Q. Ds. Ge. Por carta data de terra ou sesmaria as ditas terras no Rio Tyaguary da outra banda, come\u00e7ando da barra de h\u00fa Ribeir\u00e3o, que est\u00e1 no caminho dos batatais da Outra banda q. Cham\u00e3o feij\u00e3o queimado, e pella lingoa de terra Camandaucaya, pello dito Rio de Jaguary assima, at\u00e9 hum Saco de h\u00fa campo onde os Guarulhos tem sua pescaria, (grifo nosso) e dahi cortando pa. O cert\u00e3o at\u00e9 o Rio Mogi pello rumo Norte, ou quarta de Noroeste, e dahi pello Rio do Mogi abaixo at\u00e9 hum salto q. faz o dito do Rio Mogi abaixo at\u00e9 hum campo do mesmo Rio, com todos os matos, campos, e pontas, q. se acharem na dita terra, e attendendo as raz\u00f5es, q. allegou, ao q. respondeu o Procurador da Coroa, e Fazenda Real, aqu\u00e9m se deu vista, e ser em utilidade della cultivarem-se as terras nesta capitania pello acr\u00e9scimo dos d\u00edzimos Reais (\u2026)<a href=\"http:\/\/www.cedefes.org.br\/assim-quero-assim-mando-breves-memorias-sobre-perseguicoes-e-resistencias-de-indigenas-e-quilombolas-na-serra-da-mantiqueira-sul-de-minas-gerais\/#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><strong>[6]<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Mano (2006: 53) houve ainda uma via de acesso \u00e0 regi\u00e3o mineira atrav\u00e9s do Tiet\u00ea, Campos de Araraquara e vale do Mogi-Gua\u00e7u, \u2018desconhecida oficialmente at\u00e9 o final do s\u00e9culo XVIII e in\u00edcio do XIX\u2019. A primeira not\u00edcia documentada da tentativa de abrir estrada pelos campos de Araraquara em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 foz do Mogi Gua\u00e7u \u00e9 do governo de Antonio Manoel de Melo entre 1797 e 1802, por\u00e9m esta rota teria sido em seguida desestimulada pela Coroa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e7\u00f5es dos Sert\u00f5es do Leste e da Mantiqueira foram consideradas pela Coroa zonas proibidas, quer dizer, n\u00e3o abertas oficialmente a fixa\u00e7\u00e3o definitiva de colonos, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o dos titulares de sesmarias, cujas fazendas e suas instala\u00e7\u00f5es estivessem voltadas ao abastecimento dos viajantes, \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o dos animais e manuten\u00e7\u00e3o de caminhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 revelia das proibi\u00e7\u00f5es que se estenderam ao ano de 1755, confirmando os sert\u00f5es do \u2018Distrito da Mantiqueira\u2019 como \u00e1rea proibida, encontramos na \u00e1rea mais alta da Borda do Campo um florescer de pequenos povoados cuja funda\u00e7\u00e3o se deu em fun\u00e7\u00e3o de alguns descobertos aur\u00edferos, como tamb\u00e9m pela alternativa de cria\u00e7\u00e3o de ro\u00e7as voltadas para o abastecimento (OLIVEIRA, 2012).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse contexto, foram sendo estabelecidos pequenos n\u00facleos e entrepostos que originaram as tr\u00eas principais vilas do sul de Minas: Santa Maria do Baependi (originalmente pertencente ao Sert\u00e3o da Pedra Branca<a href=\"http:\/\/www.cedefes.org.br\/assim-quero-assim-mando-breves-memorias-sobre-perseguicoes-e-resistencias-de-indigenas-e-quilombolas-na-serra-da-mantiqueira-sul-de-minas-gerais\/#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>), Airuoca e Campanha, inicialmente conhecida como Campanha Princesa da Beira (ANASTASIA, 2005). O primevo governador da Capitania de S\u00e3o Paulo e Minas do Ouro, Dom Ant\u00f4nio de Albuquerque Coelho de Carvalho, criou em 1710 o distrito das minas, mas foi somente em 1714, que teria sido assinado o termo de reparti\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o das tr\u00eas primeiras comarcas mineiras \u2013 a de Rio das Mortes (S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rey), Vila Rica (Ouro Preto) e Rio das Velhas (Sabar\u00e1) (PARANHOS, 2008).\u00a0 Pertencente \u00e0 Comarca do Rio das Mortes, o Termo de Campanha teria sido composto por dez freguesias: Lavras do Funil, Baependi, Pouso Alto, Santa Ana do Sapuca\u00ed, Camanducaia, Ouro Fino, Itajub\u00e1, Cabo Verde, Jacu\u00ed, Carrancas e Airuoca.<\/p>\n<figure id=\"attachment_23619\" aria-describedby=\"caption-attachment-23619\" style=\"width: 389px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-23619\" src=\"http:\/\/www.cedefes.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/artigo2.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 389px) 100vw, 389px\" srcset=\"http:\/\/www.cedefes.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/artigo2.jpg 506w, http:\/\/www.cedefes.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/artigo2-224x300.jpg 224w, http:\/\/www.cedefes.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/artigo2-298x400.jpg 298w, http:\/\/www.cedefes.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/artigo2-400x537.jpg 400w, http:\/\/www.cedefes.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/artigo2-150x201.jpg 150w\" alt=\"\" width=\"389\" height=\"522\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-23619\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Imagem 2<\/strong> &#8211; Detalhe da tela de H. Bernadeli \u2018Bandeirantes do Sert\u00e3o\u2019 \u2013\u00a0Museu Nacional de Belas Artes (LEME, 1977: 81).<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar das tentativas de barrar o povoamento nos sert\u00f5es da Mantiqueira, eram reconhecidas por parte das autoridades as dificuldades de se controlar as passagens ocultas pelas in\u00fameras veredas, acrescentada pelas imperfei\u00e7\u00f5es nos limites estabelecidos pelas capitanias nos limites sul de Minas, o que dificultava enormemente que se impedissem certos \u201cextravios\u201d (ANASTASIA, 2005).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Houve descobertos de ouro nessa regi\u00e3o que come\u00e7ou a ser mais densamente povoada a partir da d\u00e9cada de 1740, a Oeste do Rio Sapuca\u00ed. Jos\u00e9 Pires Monteiro encontra oficialmente ouro \u00e0 margem esquerda do Sapuca\u00ed, e, em 1755, Pedro Franco Quaresma descobre ouro na regi\u00e3o de S\u00e3o Carlos do Jacu\u00ed. Estas minas atraem mais forasteiros de alhures, sendo que em 1746, Francisco Martins Lustosa \u00e9 nomeado guarda-mor regente das descobertas do ouro e da regi\u00e3o do Sapuca\u00ed (PARANHOS, 2008).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na beira do Caminho iam-se disseminando ranchos, ro\u00e7as e vendas de g\u00eaneros da terra e surgindo locais para o abastecimento e pernoite, os pousos. A pequena popula\u00e7\u00e3o dos pousos, contava com alguns escravos, crioulos ou africanos que dividiam os encargos da produ\u00e7\u00e3o com a ajuda do mesti\u00e7o semi-servil ou agregado, ou seja, a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena que vivia sob a tutela dos colonizadores e, junta, plantou ro\u00e7as de arroz, feij\u00e3o, milho, mandioca; fabricou aguardente e rapadura. Alguns roceiros foram tamb\u00e9m rancheiros e, nestes locais, al\u00e9m da venda de g\u00eaneros da terra, criaram situa\u00e7\u00f5es para o abastecimento, pouso para tropeiros e pasto para mulas de carga com os \u201cadministrados\u201d. Eram indiv\u00edduos ou fam\u00edlias que contavam apenas com o pr\u00f3prio bra\u00e7o para come\u00e7ar a vida no sert\u00e3o (RIBEIRO, 2008: 35).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Interessante observar a forte influ\u00eancia de l\u00ednguas ind\u00edgenas nos top\u00f4nimos regionais, de origem Tupi, como por exemplo, o nome das freguesias: \u201cCamanducaia\u201d, que significa \u201c<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Fava\">favas<\/a>\u00a0queimadas\u201d \u2013 atrav\u00e9s da jun\u00e7\u00e3o dos termos komand\u00e1 (fava), ka\u00ee (queimar, queimado); Airuoca, que significa \u201cCasa de Papagaio\u201d- atrav\u00e9s da jun\u00e7\u00e3o das palavras a\u00eeuru (\u201cpapagaio\u201d) e oka (\u201ccasa\u201d) e Baependi, que significa \u201crio do monstro marinho\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Localidades abrangidas pela Cachoeira do Macaco, sobretudo as sequelas e brechas da Mantiqueira foram apossadas por forasteiros e garimpeiros clandestinos liderados pelo famoso bandoleiro \u201cM\u00e3o de Luva\u201d e seus comparsas, quando se estabeleceu na regi\u00e3o um \u201cterrit\u00f3rio de mando\u201d quando ocorrem in\u00fameros casos de transgress\u00f5es, roubos, assassinatos e banditismos. Segundo Anastasia (2005), a quadrilha de \u201cM\u00e3o de Luva\u201d, todavia, mantinha boas rela\u00e7\u00f5es com alguns soldados, comerciantes, fazendeiros e alguns grupos ind\u00edgenas da regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O abandono do distrito da Mantiqueira pelas autoridades que o supunham, ou fingiam supor, povoadas apenas pelas ferozes na\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas Xopot\u00f3s, Puris e Osor\u00f3s, favoreceu as a\u00e7\u00f5es daqueles que eram e dos que foram considerados pelas autoridades os fac\u00ednoras das estradas. (ANASTASIA, 2005: 90).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Visando um maior controle e fiscaliza\u00e7\u00e3o da cobran\u00e7a do \u201cquinto\u201d a partir da segunda metade do s\u00e9culo XVIII, foram instalados registros em v\u00e1rios pontos das Comarcas. Em 1766 j\u00e1 existia o \u201cregistro de Sert\u00e3o de Manducaia\u201d, que se situava \u00e0s margens do rio Camanducaia, entre a estrada de Atibaia e Santana do Sapuca\u00ed e os rios Mandu e Sapuca\u00ed-Mirim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os registros eram normalmente constru\u00eddos em uma estrada regular, em gargantas e funis de serras ou morros, desfiladeiros ou bifurca\u00e7\u00f5es, pr\u00f3ximos a um curso da&#8217;\u00e1gua, assegurando o provimento da reparti\u00e7\u00e3o. Os caminhos clandestinos eram vedados e vigiados por \u201cguardas\u201d em postos de apoios com fun\u00e7\u00f5es exclusivamente repressoras n\u00e3o s\u00f3 aos contrabandistas, mas, sobretudo aos ind\u00edgenas, fugitivos, quilombolas, forasteiros e viandantes (ANASTASIA, 2005).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O contingente de escravos africanos trazidos para as fazendas agropecu\u00e1rias do sul de Minas Gerais era grande, que segundo Slenes (1985) seria 50% composto por indiv\u00edduos de origem Banto. Todavia, ganharam no Brasil outras denomina\u00e7\u00f5es, uma \u201cnomenclatura do tr\u00e1fico\u201d, que pouco tinha a ver com as etnias de origem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Angola, Cabinda, Benguela, Congo e outros, \u2018nomenclatura do tr\u00e1fico\u2019 que, entretanto, podem ser tomados como refer\u00eancias significativas para o estudo da ressocializa\u00e7\u00e3o e da reelabora\u00e7\u00e3o das identidades africanas no Brasil (OLIVEIRA, 2000: 219).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Havia ainda um plantel razo\u00e1vel de escravos ind\u00edgenas n\u00e3o computados nos documentos destas empreitadas. As rela\u00e7\u00f5es com os ind\u00edgenas e quilombolas foram tamb\u00e9m ficando progressivamente tensas, o que gerou uma s\u00e9rie de conflitos, fugas e levantes em unidades rurais da regi\u00e3o sul.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rodrigues (2014) desenvolveu importante pesquisa sobre as comunidades negras remanescentes de quilombos na regi\u00e3o de Camanducaia<a href=\"http:\/\/www.cedefes.org.br\/assim-quero-assim-mando-breves-memorias-sobre-perseguicoes-e-resistencias-de-indigenas-e-quilombolas-na-serra-da-mantiqueira-sul-de-minas-gerais\/#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>, indicando um alto \u00edndice de escravos no s\u00e9culo XVIII nas fazendas agropecu\u00e1rias, sendo a Serra dos Pretos uma importante localidade relativa \u00e0 mem\u00f3ria da resist\u00eancia cultural afrodescendente na mesma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando teve fim a institui\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o, grande parte dos integrantes destas fam\u00edlias puderam permanecer juntos, vivendo em suas pr\u00f3prias terras, que foram doadas pelos antigos senhores. Constituiu-se, assim, uma comunidade negra, na chamada Serra dos Pretos, como muitas outras, formadas neste mesmo per\u00edodo e anteriores, em v\u00e1rias regi\u00f5es do Imp\u00e9rio (RODRIGUES, 2014: 221).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s o final do s\u00e9culo XVIII ocorre um forte acirramento e persegui\u00e7\u00e3o por parte dos capangas dos potentados a quilombolas e ind\u00edgenas que buscavam \u00a0permanentemente ref\u00fagios e locais de resist\u00eancia ao sistema escravista nos vales do Sapuca\u00ed e do Rio Verde; quando a popula\u00e7\u00e3o das zonas aur\u00edferas tamb\u00e9m se espalha em dire\u00e7\u00e3o aos extremos das comarcas (CARRATO, 1968), ampliando mais uma vez novas zonas de asilo e fatalmente de futuros conflitos, sobretudo para as bandas da Zona da Mata, territ\u00f3rios de v\u00e1rios povos ind\u00edgenas, dentre eles, destacam-se novamente comunidades Puri; como tamb\u00e9m para o vale do rio Doce, terras do \u201cWatu<a href=\"http:\/\/www.cedefes.org.br\/assim-quero-assim-mando-breves-memorias-sobre-perseguicoes-e-resistencias-de-indigenas-e-quilombolas-na-serra-da-mantiqueira-sul-de-minas-gerais\/#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>\u201d habitadas por in\u00fameros povos das matrizes culturais Tupiguarani e J\u00ea, como os Paranaubis,\u00a0<em>Gutkrak<\/em>\u00a0e\u00a0<em>NakNak <\/em>(BAETA,A; LIMA, M. PIL\u00d3, H., 2009).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ANASTASIA, C. M. J. <strong>A\u00a0Geografia do Crime \u2013 viol\u00eancia nas minas setecentistas<\/strong>. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BAETA A.; LIMA, M &amp; PIL\u00d3, H.\u00a0 As ocupa\u00e7\u00f5es humanas no per\u00edodo pr\u00e9-colonial no M\u00e9dio Vale do rio Doce. In:\u00a0<strong>Era Tudo Mata<\/strong>. (Orgs. ALVARES, R. &amp; REZENDE, M.) pp.14- 26, CHA, Belo Horizonte\/Aimor\u00e9s, 2009.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>CARRATO<\/em>,\u00a0<em>Jos\u00e9 Ferreira<\/em>.\u00a0<strong>Igreja, iluminismo e escolas mineiras coloniais<\/strong>. S\u00e3o Paulo: EdUSP,\u00a0<em>1968<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">KOK, G. Descal\u00e7os, Violentos e Famintos. In:\u00a0<strong>Revista de Hist\u00f3ria da Biblioteca Nacional<\/strong><em>.<\/em>\u00a0Ano 3, N. 34, Rio de Janeiro, julho de 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LEME, P. T. de A. P.\u00a0<strong>Not\u00edcias das Minas de S\u00e3o Paulo e dos Sert\u00f5es da mesma Capitania.<\/strong>\u00a0Belo Horizonte: Ed. Itatiaia; S\u00e3o Paulo: Ed. da Universidade de S\u00e3o Paulo, 1977.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MANO, M.\u00a0<strong>Os Campos de Araraquara- um estudo de hist\u00f3ria ind\u00edgena no interior paulista\u00a0<\/strong>(Tese de Doutorado), UNICAMP, Campinas, 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MONTEIRO, J. Os guarani e a hist\u00f3ria do Brasil meridional: s\u00e9culos XVI \u2013 XVII. In: (Org. CARNEIRO DA CUNHA, M. )\u00a0<strong>Hist\u00f3ria dos \u00edndios no Brasil<\/strong>, S\u00e3o Paulo: Cia das Letras, pp. 475-498, 1992.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MONTEIRO, J.\u00a0<strong>Negros da Terra: \u00edndios e bandeirantes na origem de S\u00e3o Paulo<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Cia das Letras, 1994.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MONTEIRO, J. Bandeiras Mesti\u00e7as. In:\u00a0<strong>Revista de Hist\u00f3ria da Biblioteca Nacional<\/strong>. Ano 3, 34, Rio de Janeiro, julho de 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">OLIVEIRA, M. R. de. Fam\u00edlias dos Sert\u00f5es da Mantiqueira In:\u00a0<strong>RAPM<\/strong>, Anos XLVIII, Belo Horizonte, Jan-Dez de 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PARANHOS, P. Primeiros N\u00facleos Populacionais no Sul de Minas Gerais. In.\u00a0<strong>Revista da ABRASP<\/strong><em>.<\/em>, V. 13, 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RODRIGUES, J. L. Serra dos Pretos: Trajet\u00f3rias de fam\u00edlias egressas do cativeiro no p\u00f3s-aboli\u00e7\u00e3o (Sul de Minas, 1888-1950) In:\u00a0<strong>Afro-\u00c1sia<\/strong>, vol. 50, 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SLENES, R. <strong>Os m\u00faltiplos de porcos e diamantes: a economia escravista em Minas Gerais no s\u00e9c. XIX.<\/strong>\u00a0<em>Cadernos IFCH<\/em>\u00a0Unicamp, Campinas, 1985.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.cedefes.org.br\/assim-quero-assim-mando-breves-memorias-sobre-perseguicoes-e-resistencias-de-indigenas-e-quilombolas-na-serra-da-mantiqueira-sul-de-minas-gerais\/#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a>\u00a0Membro do CEDEFES (Centro de Documenta\u00e7\u00e3o Eloy Ferreira da Silva), Historiadora e Dra. com p\u00f3s-doutorado em Arque\u00f3loga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.cedefes.org.br\/assim-quero-assim-mando-breves-memorias-sobre-perseguicoes-e-resistencias-de-indigenas-e-quilombolas-na-serra-da-mantiqueira-sul-de-minas-gerais\/#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a>\u00a0Trecho de m\u00fasica ritual\u00edstica Puri \u2013 Transmitido por Kapua Lana Puri.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.cedefes.org.br\/assim-quero-assim-mando-breves-memorias-sobre-perseguicoes-e-resistencias-de-indigenas-e-quilombolas-na-serra-da-mantiqueira-sul-de-minas-gerais\/#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a>\u00a0Atual munic\u00edpio de Lorena, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.cedefes.org.br\/assim-quero-assim-mando-breves-memorias-sobre-perseguicoes-e-resistencias-de-indigenas-e-quilombolas-na-serra-da-mantiqueira-sul-de-minas-gerais\/#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a>\u00a0Emba\u00fa, n<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/L%C3%ADngua_tupi\">a l\u00edngua tupi,<\/a>\u00a0quer dizer segundo T. Sampaio \u201ca derradeira aguada\u201d mas para o linguista S. Bueno, em seu \u201cVocabul\u00e1rio Tupi-Guarani-Portugu\u00eas\u201d, afirma que quer dizer \u201cbica d\u2019\u00e1gua\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.cedefes.org.br\/assim-quero-assim-mando-breves-memorias-sobre-perseguicoes-e-resistencias-de-indigenas-e-quilombolas-na-serra-da-mantiqueira-sul-de-minas-gerais\/#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a>\u00a0Abrangia os vales dos Paranapanema, Guair\u00e1, Piquiri e Tibagi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.cedefes.org.br\/assim-quero-assim-mando-breves-memorias-sobre-perseguicoes-e-resistencias-de-indigenas-e-quilombolas-na-serra-da-mantiqueira-sul-de-minas-gerais\/#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a>\u00a0In: Documento de doa\u00e7\u00e3o de sesmaria a favor de Francisco Paes da Silva, expedida em 26 de fevereiro de 1726, in Sesmarias vol. III. Arquivo do Estado de S\u00e3o Paulo; Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico de S\u00e3o Paulo, 1937.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.cedefes.org.br\/assim-quero-assim-mando-breves-memorias-sobre-perseguicoes-e-resistencias-de-indigenas-e-quilombolas-na-serra-da-mantiqueira-sul-de-minas-gerais\/#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a>\u00a0Pedra Branca seria um grande rochedo na regi\u00e3o de Campanha do Rio Verde, que servia de refer\u00eancia geogr\u00e1fica para os bandeirantes que adentravam o caminho das minas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.cedefes.org.br\/assim-quero-assim-mando-breves-memorias-sobre-perseguicoes-e-resistencias-de-indigenas-e-quilombolas-na-serra-da-mantiqueira-sul-de-minas-gerais\/#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a>\u00a0O foco da pesquisa de Rodrigues (2013) foi analisar as trajet\u00f3rias familiares de escravos e libertos no decorrer do s\u00e9culo XIXe primeira metade da cent\u00faria seguinte, na freguesia de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o de Camanducaia, extremo sul de Minas Gerais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.cedefes.org.br\/assim-quero-assim-mando-breves-memorias-sobre-perseguicoes-e-resistencias-de-indigenas-e-quilombolas-na-serra-da-mantiqueira-sul-de-minas-gerais\/#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a>\u00a0Rio na l\u00edngua materna do povo ind\u00edgena\u00a0<em>Krenak<\/em>\u00a0 (ou\u00a0<em>Borum<\/em>) que habita atualmente um territ\u00f3rio ind\u00edgena de 4000 ha no munic\u00edpio de Resplendor, M\u00e9dio Vale do rio Doce .<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cASSIM QUERO, ASSIM MANDO\u201d \u2013\u00a0 Breves Mem\u00f3rias sobre persegui\u00e7\u00f5es e resist\u00eancias de\u00a0 ind\u00edgenas e quilombolas na Serra da Mantiqueira, sul de Minas Gerais. Por Alenice Baeta [1] TAH\u00c9-ANTAH TXORI DAY LEKAH (Ancestral na mata mora)<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2988,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,39,35,27,29],"tags":[],"class_list":["post-2987","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-direitos-dos-povos-indigenas","category-direitos-dos-quilombolas","category-direitos-humanos","category-movimentos-sociais-populares"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2987","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2987"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2987\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2997,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2987\/revisions\/2997"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2988"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2987"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2987"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2987"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}