{"id":3186,"date":"2018-11-23T18:09:25","date_gmt":"2018-11-23T20:09:25","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=3186"},"modified":"2018-11-23T18:32:22","modified_gmt":"2018-11-23T20:32:22","slug":"justo-e-assentar-as-450-familias-do-mst-em-campo-do-meio-mg-no-latifundio-da-ariadnopolis-e-jamais-despejar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/justo-e-assentar-as-450-familias-do-mst-em-campo-do-meio-mg-no-latifundio-da-ariadnopolis-e-jamais-despejar\/","title":{"rendered":"Justo \u00e9 assentar as 450 fam\u00edlias do MST, em Campo do Meio, MG, no latif\u00fandio da Ariadn\u00f3polis, e jamais despejar."},"content":{"rendered":"<p><strong>Justo \u00e9 assentar as 450 fam\u00edlias do MST, em Campo do Meio, MG, no latif\u00fandio da Ariadn\u00f3polis, e jamais despejar. <\/strong>Por Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n<figure id=\"attachment_3188\" aria-describedby=\"caption-attachment-3188\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3188 size-medium\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Campo-do-Meio-na-ALMG-6-22-11-2018-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Campo-do-Meio-na-ALMG-6-22-11-2018-300x225.jpg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Campo-do-Meio-na-ALMG-6-22-11-2018-768x576.jpg 768w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Campo-do-Meio-na-ALMG-6-22-11-2018.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3188\" class=\"wp-caption-text\">Sem Terra do MST do latif\u00fandio da ex-usina Ariadn\u00f3polis, participando de Audi\u00eancia P\u00fablica na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte, dia 22\/11\/2018. Foto: Wiliam Santos.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aconteceu ontem, dia 22 de novembro de 2018, uma Audi\u00eancia P\u00fablica na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na Comiss\u00e3o de Direitos Humanos, presidida pelo deputado Cristiano Silveira (PT). O assunto: amea\u00e7a grav\u00edssima e profundamente injusta de despejo de 450 fam\u00edlias de Sem Terra do MST, acampadas h\u00e1 20 anos no latif\u00fandio de 3.900 hectares da ex-usina Ariadn\u00f3polis, em Campo do Meio, no sul de Minas Gerais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em nome da Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT), eu disse l\u00e1 &#8230; \u201cAgradecemos ao Deputado Rog\u00e9rio Correia e ao deputado Cristiano Silveira, ambos do PT, por terem realizado, dia 21 de novembro de 2018, Audi\u00eancia P\u00fablica na ALMG em homenagem aos 40 anos da CPT\/MG, ocasi\u00e3o em que apresentamos o livro anual da CPT \u201cConflitos no Campo Brasil\u201d, relativo a 2017, e, emocionados, prestamos mais um Tributo aos Companheiros Alvimar Ribeiro e Ti\u00e3ozinho (<em>In memorian<\/em>), ambos da CPT\/MG.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sou testemunha da justeza e da legitimidade da luta pela terra em Campo do Meio, no latif\u00fandio da ex-usina Ariadn\u00f3polis, pois acompanho a luta do MST no sul de Minas h\u00e1 mais de 10 anos. J\u00e1 divulgamos v\u00e1rios textos, entrevistas e v\u00eddeos ecoando a voz e a luta dos Sem Terra do MST, acampados h\u00e1 20 anos no mega latif\u00fandio da ex-usina Ariadn\u00f3polis, que, ap\u00f3s perpetrar grande devasta\u00e7\u00e3o socioambiental, faliu em 1996, deixando milhares de trabalhadores sem receber sal\u00e1rio e os direitos trabalhistas. Fiz uma Tese de Doutorado, na Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da UFMG sobre a Luta pela Terra enquanto Pedagogia de Emancipa\u00e7\u00e3o Humana. Uma das minhas experi\u00eancias concretas de pesquisa foi justamente a Luta pela Terra em Campo do Meio. Se for preciso, podem arrolar minha Tese como documento que tamb\u00e9m atesta a legitimidade da luta das 450 fam\u00edlias do MST no latif\u00fandio da Ariadn\u00f3polis (A tese de Gilvander Lu\u00eds Moreira sobre a Luta pela Terra est\u00e1 dispon\u00edvel no link\u00a0<a href=\"http:\/\/www.bibliotecadigital.ufmg.br\/dspace\/bitstream\/handle\/1843\/BUOS-AVDG5Z\/tese_de_gilvander_na_fae_ufmg___05_6_2017_texto_final.pdf?sequence=1\">http:\/\/www.bibliotecadigital.ufmg.br\/dspace\/bitstream\/handle\/1843\/BUOS-AVDG5Z\/tese_de_gilvander_na_fae_ufmg___05_6_2017_texto_final.pdf?sequence=1<\/a>\u00a0)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estamos na Semana da Consci\u00eancia Negra, em que celebramos Zumbi e Dandara, do Quilombo dos Palmares, de Alagoas, que, em 1670, contava com mais de 20 mil pessoas e resistiu por mais de 100 anos ao sistema escravista. Recentemente, os 11 Acampamentos do MST, em Campo do Meio, MG, em homenagem \u00e0 resist\u00eancia quilombola no estado de Minas Gerais, batizou o nome da sua luta de \u201cQuilombo Campo Grande\u201d, em que cada Sem Terra \u00e9 outro Zumbi e outra Dandara. O Quilombo dos Palmares \u00e9 considerado um grande s\u00edmbolo nacional de luta, mas \u00e9 importante tamb\u00e9m ressaltar que a antiga Confedera\u00e7\u00e3o dos Quilombos Campo Grande vem sendo considerada por historiadores ainda muito maior do que foi o Quilombo dos Palmares, tendo sido composta por, pelo menos, 27 n\u00facleos de resist\u00eancia, espalhados por territ\u00f3rios que abrangem hoje, em Minas Gerais, o Centro-oeste, o Alto S\u00e3o Francisco, o Sudoeste e o Tri\u00e2ngulo Mineiro e , em 1752, segundo o pesquisador Diogo de Vasconcelos, chegou a possuir vinte mil habitantes. Os l\u00edderes quilombolas Ambr\u00f3sio e Pedro Angola da Confedera\u00e7\u00e3o do Quilombo Campo Grande devem ser tamb\u00e9m lembrados por todos da luta. Na segunda metade do s\u00e9culo XVIII, houve v\u00e1rias investidas repressivas que visavam desbaratar os principais n\u00facleos quilombolas. A persegui\u00e7\u00e3o e a matan\u00e7a de negros escravizados foi grande e hedionda. O capit\u00e3o do mato, Bartolomeu Bueno Prado, fez quest\u00e3o de trazer para mostrar ao governador da capitania de Minas Gerais 3.900 pares de orelhas de negros escravizados assassinados. Apesar da intensa persegui\u00e7\u00e3o, muitas pessoas quilombolas conseguiram fugir para as matas, pois a exist\u00eancia de rotas de fuga antes da chegada das mil\u00edcias saqueadoras e repressivas era uma forte estrat\u00e9gia de resist\u00eancia negra. A hist\u00f3ria oficial divulgou o exterm\u00ednio total dos quilombolas, da mesma maneira que dizia n\u00e3o haver mais ind\u00edgenas nas matas e nas vilas! Muitos ind\u00edgenas e quilombolas se mantiveram na invisibilidade como forma de resist\u00eancia ao sistema repressor e ao preconceito racial e social. Todavia, atualmente muitas comunidades remanescentes de quilombolas que est\u00e3o se organizando e lutando por seus direitos em Minas Gerais t\u00eam a sua raiz na bel\u00edssima hist\u00f3ria dessa grande Confedera\u00e7\u00e3o de Quilombos Campo Grande. Uma hist\u00f3ria que foi por muito tempo escondida pelos poderosos e que temos o dever de revelar e de divulgar!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A luta nesta regi\u00e3o \u00e9, pois, muito antiga, e as persegui\u00e7\u00f5es por parte dos latifundi\u00e1rios e empres\u00e1rios do agroneg\u00f3cio continuam. Quem est\u00e1 insistindo no despejo das 450 fam\u00edlias est\u00e1 incitando a viol\u00eancia e ser\u00e3o respons\u00e1veis caso ocorra massacre. A CPT\/MG alertou o Estado de Minas Gerais 1,5 ano antes do massacre de Felisburgo, ocorrido dia 20 de novembro de 2004. Entretanto, o Estado permaneceu c\u00famplice do latif\u00fandio e acabou acontecendo o massacre de Felisburgo. Ser\u00e1 preciso ocorrer outro massacre de Sem Terra em Minas Gerais como o de Eldorado dos Caraj\u00e1s, no Par\u00e1, em 17 de abril de 1996? Os Sem Terra de Campo do Meio j\u00e1 sofreram 11 despejos e est\u00e3o determinados a n\u00e3o aceitar mais nenhum despejo. A luta dos Sem Terra do MST em Campo do Meio busca resgatar uma imensa d\u00edvida hist\u00f3rica com o povo negro e campon\u00eas, in\u00fameras vezes submetidos \u00e0 situa\u00e7\u00e3o an\u00e1loga \u00e0 escravid\u00e3o no sul de Minas Gerais. Agentes de pastoral da CPT\/MG atuaram no sul de MG ainda nas d\u00e9cadas de 1980 e 1990, ao lado de 15 sindicatos de Trabalhadores Rurais combativos, combatendo o trabalho escravo. Em Campos Gerais, pr\u00f3ximo a Campo do Meio, na manifesta\u00e7\u00e3o contra o despejo nas terras da Ariadn\u00f3polis, dia 7 de novembro \u00faltimo (2018), ficamos felizes ao encontrarmos ex-agentes da CPT\/MG, hoje integrantes da Cooperativa Camponesa, que acolhe a produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, agroecol\u00f3gica das 450 fam\u00edlias da Ariadn\u00f3polis, o Caf\u00e9 Guai\u00ed inclusive, principal produto da Cooperativa, que tem o diferencial de ser totalmente puro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">V\u00e1rios \u201cacidentes\u201d \u2013 crimes premeditados \u2013 ceifaram a vida de muitos trabalhadores boias-frias no sul de MG sendo transportados para a colheita do caf\u00e9, enquanto eram transportados em caminh\u00f5es de boias-frias ou em \u00f4nibus velhos. No Munic\u00edpio de Ant\u00f4nio do Amparo, na BR 381, um caminh\u00e3o com 32 boias-frias tombou dia 19 de agosto de 2008. Resultado: 14 morreram na hora e outros 18 ficaram gravemente feridos. Campo do Meio j\u00e1 foi palco de luta contra a escravid\u00e3o. Portanto, a luta pela terra em Campo do Meio nas terras da ex-usina Ariadn\u00f3polis \u00e9 tamb\u00e9m para saldar um pouco essa imensa d\u00edvida hist\u00f3rica com o povo negro e campon\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recordo tamb\u00e9m que a desembargadora M\u00e1rcia Maria Milanez, presente na audi\u00eancia p\u00fablica, quando era 3\u00aa vice-presidenta do TJMG, ajudou a evitar o despejo da Ocupa\u00e7\u00e3o Dandara, em Belo Horizonte, hoje com 2.500 fam\u00edlias assentadas. Ela defendeu em uma postura sensata na \u00e9poca: \u201cQuando se tem que despejar, deve-se despejar no in\u00edcio da ocupa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o depois que o povo j\u00e1 est\u00e1 enraizado\u201d. Logo, como despejar 450 fam\u00edlias que ocupam o latif\u00fandio da Ariadn\u00f3polis h\u00e1 20 anos, onde j\u00e1 est\u00e3o mais do que enraizados? Onze despejos j\u00e1 foram feitos l\u00e1 no latif\u00fandio da Ariadn\u00f3polis, mas o povo reocupou. Recordo tamb\u00e9m que quando as 9 mil fam\u00edlias das Ocupa\u00e7\u00f5es-Comunidades da Izidora, em Belo Horizonte e Santa Luzia, MG, estavam sob grav\u00edssima amea\u00e7a de despejo, em agosto de 2014, um grupo de Sem Terra do MST de Campo do Meio trouxe e partilhou com as fam\u00edlias das Ocupa\u00e7\u00f5es da Izidora (Rosa Le\u00e3o, Esperan\u00e7a e Vit\u00f3ria) um caminh\u00e3o de alimentos produzidos nos 11 Acampamentos do latif\u00fandio da Ariadn\u00f3polis. Esse gesto de solidariedade nunca ser\u00e1 esquecido pelo povo das Ocupa\u00e7\u00f5es-Comunidades da Izidora que tamb\u00e9m se somar\u00e3o na luta para impedir o despejo das 450 fam\u00edlias em Campo do Meio. Portanto, mexer com o MST em Campo do Meio significa mexer tamb\u00e9m com as Ocupa\u00e7\u00f5es da Izidora, na capital mineira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das bem-aventuran\u00e7as de Jesus diz: \u201cFelizes os humildes, porque conquistar\u00e3o a terra\u201d (Mateus 5,5). Eu digo: \u201cFelizes voc\u00eas, Sem Terra do MST, que ocupam o latif\u00fandio da Ariadn\u00f3polis h\u00e1 20 anos, porque voc\u00eas conquistar\u00e3o esta terra\u201d. Por outro lado, \u00e9 preciso dizer: malditos os que insistem em despejar os Sem Terra e egoisticamente s\u00f3 maquinam para continuar reproduzindo a privatiza\u00e7\u00e3o da m\u00e3e terra. A quem diz que \u201ca lei e as decis\u00f5es judiciais precisam ser respeitadas\u201d, alertamos que a Lei Maior, a Constitui\u00e7\u00e3o Brasileira de 1988, precisa, sim, ser respeitada, pois ela prescreve direito \u00e0 terra, desapropria\u00e7\u00e3o de latif\u00fandios que n\u00e3o cumprem a fun\u00e7\u00e3o social, como era o caso do latif\u00fandio da ex-usina Ariadn\u00f3polis ao ser ocupado. Defender simplesmente o direito \u00e0 propriedade \u00e9 evocar a Constitui\u00e7\u00e3o Imperial de 1824, a que prescrevia direito absoluto \u00e0 propriedade. Isso n\u00e3o \u00e9 mais toler\u00e1vel no nosso pa\u00eds. Precisamos recordar que o Deus da Vida n\u00e3o \u00e9 neutro e nem c\u00famplice de nenhuma opress\u00e3o e nem discrimina\u00e7\u00e3o. Ao criar tudo, o Deus da vida, nas ondas da evolu\u00e7\u00e3o, criou a m\u00e3e terra para todos, n\u00e3o fez cerca e nem passou escritura de terra para ningu\u00e9m. Como diz sensatamente o fil\u00f3sofo Rousseau, o mal entrou no mundo quando algu\u00e9m resolveu cercar um peda\u00e7o de terra e dizer \u201cisso \u00e9 meu\u201d e os vizinhos, de bra\u00e7os cruzados e resignados, aceitaram. Assim nasceu o latif\u00fandio, a propriedade capitalista da terra, que \u00e9 algo sat\u00e2nico e diab\u00f3lico, pois no regime de agroneg\u00f3cio e monoculturas, mais do que <em>commodities<\/em> e acumula\u00e7\u00e3o de capital, os latif\u00fandios e os grandes empres\u00e1rios do campo produzem desertifica\u00e7\u00e3o do nosso territ\u00f3rio, epidemia de c\u00e2ncer e Alzheimer, al\u00e9m de expulsar o campesinato para as periferias das grandes cidades e engendrarem a viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos fundamentais nas cidades. Por tudo isso, faremos o poss\u00edvel e o imposs\u00edvel para que a liminar de reintegra\u00e7\u00e3o de posse seja suspensa e o assentamento definitivo das 450 fam\u00edlias do MST aconte\u00e7a na m\u00e3e terra de Ariadn\u00f3polis. Isso \u00e9 o justo e pelo justo sempre lutaremos! \u201cNossos direitos v\u00eam, nossos direitos v\u00eam. Se n\u00e3o v\u00eam nossos direitos, o Brasil perde tamb\u00e9m &#8230;\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BH, 23\/11\/2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Obs<\/strong>.: Abaixo, v\u00eddeos que mostram Acampados do MST de Campo do Meio, do latif\u00fandio da Ariadn\u00f3polis, trazendo um caminh\u00e3o de alimentos para as ocupa\u00e7\u00f5es da Izidora, em Belo Horizonte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 &#8211; MST doa um caminh\u00e3o de alimento para as Ocupa\u00e7\u00f5es do Isidoro. Apoio firme. 22\/08\/2014.<\/strong><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_93338\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/0_JeBT2D8Zk?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 &#8211; MST e Povo das Ocupa\u00e7\u00f5es urbanas unidos na luta por terra e moradia. 23\/08\/2014.<\/strong><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_65749\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9V659ZDyGfM?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3 &#8211; MST refor\u00e7ando a luta das Ocupa\u00e7\u00f5es Rosa Le\u00e3o, Esperan\u00e7a e Vit\u00f3ria. 22\/08\/2014.<\/strong><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_53771\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/qjJBSbfheYY?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4 &#8211; Palavra \u00c9tica, na TVC\/BH: Adolescentes das Ocupa\u00e7\u00f5es. MST apoia ocupa\u00e7\u00f5es da Izidora. 20\/09\/2014.<\/strong><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_50355\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/H8sNHfCdlu4?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p><strong>Obs<\/strong>.: Abaixo, fotos da Audi\u00eancia P\u00fablica na ALMG, dia 22\/11\/2018. Foto: Wiliam Santos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-3189\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Campo-do-Meio-na-ALMG-22-11-2018-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"169\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Campo-do-Meio-na-ALMG-22-11-2018-300x169.jpg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Campo-do-Meio-na-ALMG-22-11-2018-768x432.jpg 768w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Campo-do-Meio-na-ALMG-22-11-2018.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-3190\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Campo-do-Meio-na-ALMG-2-22-11-2018-1-300x146.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"146\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Campo-do-Meio-na-ALMG-2-22-11-2018-1-300x146.jpg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Campo-do-Meio-na-ALMG-2-22-11-2018-1-768x373.jpg 768w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Campo-do-Meio-na-ALMG-2-22-11-2018-1.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-3191\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Campo-do-Meio-na-ALMG-3-22-11-2018-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Campo-do-Meio-na-ALMG-3-22-11-2018-300x225.jpg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Campo-do-Meio-na-ALMG-3-22-11-2018-768x576.jpg 768w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Campo-do-Meio-na-ALMG-3-22-11-2018.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-3192\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Campo-do-Meio-na-ALMG-4-22-11-2018-300x81.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"81\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Campo-do-Meio-na-ALMG-4-22-11-2018-300x81.jpg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Campo-do-Meio-na-ALMG-4-22-11-2018-768x206.jpg 768w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Campo-do-Meio-na-ALMG-4-22-11-2018.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-3193\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Campo-do-Meio-na-ALMG-5-22-11-2018-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Campo-do-Meio-na-ALMG-5-22-11-2018-300x225.jpg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Campo-do-Meio-na-ALMG-5-22-11-2018-768x576.jpg 768w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Campo-do-Meio-na-ALMG-5-22-11-2018.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-3194\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Campo-do-Meio-na-ALMG-6-22-11-2018-1-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Campo-do-Meio-na-ALMG-6-22-11-2018-1-300x225.jpg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Campo-do-Meio-na-ALMG-6-22-11-2018-1-768x576.jpg 768w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Campo-do-Meio-na-ALMG-6-22-11-2018-1.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP<strong>\/<\/strong>SP; mestre em Ci\u00eancias B\u00edblicas; assessor da CPT, CEBI, SAB e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de \u201cMovimentos Sociais Populares e Direitos Humanos\u201d no IDH, em Belo Horizonte, MG.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E-mail: <a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &#8211; <a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2013\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2013\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Facebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Justo \u00e9 assentar as 450 fam\u00edlias do MST, em Campo do Meio, MG, no latif\u00fandio da Ariadn\u00f3polis, e jamais despejar. Por Gilvander Moreira[1] Aconteceu ontem, dia 22 de novembro de 2018, uma Audi\u00eancia P\u00fablica na<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3194,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,27,30,25,29,43,26,18],"tags":[],"class_list":["post-3186","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-direitos-humanos","category-fe-e-politica","category-luta-pela-terra-e-reforma-agraria","category-movimentos-sociais-populares","category-pedagogia-emancipatoria","category-teologia-da-libertacao","category-videos-de-frei-gilvander"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3186","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3186"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3186\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3198,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3186\/revisions\/3198"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3194"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3186"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3186"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3186"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}