{"id":3520,"date":"2019-01-08T11:56:22","date_gmt":"2019-01-08T13:56:22","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=3520"},"modified":"2019-01-09T11:45:35","modified_gmt":"2019-01-09T13:45:35","slug":"%ef%bb%bflapinha-da-serra-um-paraiso-natural-e-sagrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/%ef%bb%bflapinha-da-serra-um-paraiso-natural-e-sagrado\/","title":{"rendered":"\ufeffLapinha da Serra, um para\u00edso natural e sagrado"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Lapinha da Serra, um para\u00edso natural e sagrado.&nbsp;<\/strong>Por Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\">[1]<\/a><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Cachoeira-do-Hapel-na-Lapinha-04-1-2019-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3521\" width=\"474\" height=\"267\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Cachoeira-do-Hapel-na-Lapinha-04-1-2019-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Cachoeira-do-Hapel-na-Lapinha-04-1-2019-300x169.jpg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Cachoeira-do-Hapel-na-Lapinha-04-1-2019-768x432.jpg 768w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Cachoeira-do-Hapel-na-Lapinha-04-1-2019.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 474px) 100vw, 474px\" \/><figcaption>Cachoeira do Hapel, na Lapinha da Serra, no munic\u00edpio de Santana do Riacho, na Serra do Cip\u00f3, em Minas Gerais. Fotos: M. R. O. Carneiro.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>H\u00e1 quem acredita que s\u00f3 se pode chegar\nao para\u00edso ap\u00f3s a morte. No entanto, sem morrer, nos primeiros dias do ano de\n2019, estivemos em um para\u00edso natural e sagrado: a Lapinha, na Serra do Cip\u00f3,\nno munic\u00edpio de Santana do Riacho, MG. Por estrada r\u00fastica, ao longo de sete\nquil\u00f4metros da cidadezinha de Santana do Riacho at\u00e9 o vilarejo da Lapinha, a\npaisagem \u00e9 exuberante. Montanhas, vegeta\u00e7\u00e3o de mata, campo rupestre e cerrado \u2013\nber\u00e7o e \u00fatero das \u00e1guas -, flores exalando perfume com odores variados e\ndeliciosos; uma infinidade de nascentes jorrando \u00e1gua que formam pequenos\ncursos d\u2019\u00e1gua. Sem polui\u00e7\u00e3o, o ar oxigenado alimenta nosso corpo sagrado. Ainda\nno alto de uma serra, de repente descortina-se um vale encantador. Ao fundo, a\nSerra da Lapinha, aos p\u00e9s da qual est\u00e1 o vilarejo Lapinha da Serra, distrito do\nmunic\u00edpio de Santana do Riacho, entrecortada pelos c\u00f3rregos Mata Capim e\nRiachinho. Com grandes e imponentes pared\u00f5es que reluzem cores, entre elas, o\nlil\u00e1s, a Serra da Lapinha integra o complexo de serras e escarpas da grandiosa\nSerra do Cip\u00f3, situadas na por\u00e7\u00e3o sul da Serra do Espinha\u00e7o. Imposs\u00edvel n\u00e3o\nparar e contemplar a beleza natural daquele vale com a Serra, o seu grande lago\nartificial (barragem) e, ao fundo, os picos da Lapinha e do Breu. <\/p>\n\n\n\n<p>Na Lapinha da Serra encontramos o povo campon\u00eas nascido naquele territ\u00f3rio. Simplicidade, acolhimento e espontaneidade s\u00e3o tra\u00e7os caracter\u00edsticos que experimentamos logo nos primeiros contatos. Ao conversar, percebe-se o imenso amor que t\u00eam por aquele lugar. Muitos amargaram por v\u00e1rios anos a vida surrada em Belo Horizonte, mas voltaram para o aconchego das suas origens na Lapinha. Ao redor se percebe um n\u00famero expressivo de casas de pessoas da cidade que buscam um ref\u00fagio em ambiente de tranquilidade. Percebe-se tamb\u00e9m que os interesses do capital est\u00e3o chegando com for\u00e7a, invadindo a \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA), o Morro da Pedreira e outras Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (UCs) existentes na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Lapinha-vis\u00e3o-panor\u00e2mica-04-1-2019-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3522\" width=\"500\" height=\"281\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Lapinha-vis\u00e3o-panor\u00e2mica-04-1-2019-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Lapinha-vis\u00e3o-panor\u00e2mica-04-1-2019-300x169.jpg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Lapinha-vis\u00e3o-panor\u00e2mica-04-1-2019-768x432.jpg 768w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Lapinha-vis\u00e3o-panor\u00e2mica-04-1-2019.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><figcaption>Vis\u00e3o panor\u00e2mica da Lapinha da Serra, em Santana do Riacho, MG.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s contemplar a beleza natural do Vale\nda Lapinha, onde est\u00e1 tamb\u00e9m uma barragem de uma hidrel\u00e9trica de uma empresa\nprivada, e ap\u00f3s conversarmos com o porteiro que d\u00e1 acesso \u00e0 Cachoeira das\nPedras e \u00e0 Cachoeira do Hapel e sermos autorizados a entrar, logo no in\u00edcio do\npercurso, j\u00e1 dentro do ambiente pr\u00f3ximo \u00e0s duas cachoeiras, senti e intu\u00ed que\nestava em um lugar n\u00e3o apenas de natureza exuberante, mas um lugar sagrado e\nprofundamente m\u00edstico. Lembrei-me subitamente da passagem b\u00edblica do livro do\n\u00caxodo que diz que Mois\u00e9s, ao pastorear o rebanho, na montanha do Horeb, no\ndeserto, teve uma experi\u00eancia m\u00edstica ao contemplar uma sar\u00e7a ardente. Um anjo\ndo Deus da vida lhe disse no meio de um fogo ardente: \u201cTire as sand\u00e1lias dos\nseus p\u00e9s, porque o lugar em que voc\u00ea se encontra \u00e9 uma terra sagrada\u201d (\u00caxodo\n3,5). Nessa experi\u00eancia fulcral e fontal, Mois\u00e9s fez a experi\u00eancia de que o\nDeus Jav\u00e9 n\u00e3o \u00e9 um Deus neutro, mas \u00e9 um Deus que ouve os clamores dos oprimidos,\ndesce, se aproxima do povo injusti\u00e7ado, convive e caminha junto \u00e0s lutas\nlibert\u00e1rias (\u00caxodo 3,7-9). &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A vegeta\u00e7\u00e3o \u00e9 encantadora. Das flores do\ncampo e de muitas plantas exalam um perfume discreto, mas delicioso e com variados\nodores trazidos pelos ventos de sucupira, pau d\u2019\u00f3leo, angico, jatob\u00e1, pinda\u00edba,\npequi, gameleira, sempre-viva, brom\u00e9lia, alecrim e de delicadas orqu\u00eddeas.\nCaminhar devagarinho sobre as pedras e areias brilhantes, de prefer\u00eancia em\nsil\u00eancio e descal\u00e7o, vendo e observando o ambiente \u00e9 o mais salutar. Contemplar\nde forma panor\u00e2mica o maci\u00e7o ruiniforme \u2013 rochas esculpidas pelo vento e que\ntem aspectos de ru\u00ednas &#8211; da Serra da Lapinha com seus pared\u00f5es imponentes, suas\nfendas instigantes e girar o olhar devagarinho sobre o grande Vale da Lapinha da\nSerra e seus picos deixa extasiado\/a quem ainda n\u00e3o foi desumanizado pelo\nfrenesi e estresse das cidades mercantilizadas e mercantilizadoras de tudo, do\nser humano inclusive. <\/p>\n\n\n\n<p>Na Cachoeira das Pedras, toda rever\u00eancia\n\u00e9 pouca. Sentar nas pedras e ficar contemplando a beleza da cascata de \u00e1gua\nvertendo at\u00e9 o po\u00e7o das pedras \u00e9 refrescante e energizante. A sinfonia da\norquestra da cachoeira \u00e9 inebriante. N\u00e3o \u00e9 barulho, \u00e9 m\u00fasica harmoniosa que\nfala direto \u00e0s cordas do mais profundo do nosso ser. Um convite para perceber a\naura de m\u00edstica e de sacralidade ali que irradia das suas cristalinas \u00e1guas. Ver\ne sentir a apresenta\u00e7\u00e3o da orquestra que \u00e9 a cachoeira \u00e9 revigorante, mas\ntamb\u00e9m fechar os olhos e ficar s\u00f3 ouvindo, sem ver, parece que nos eleva \u00e0s\nnossas origens primeiras e ancestrais. Por outro lado, fixar o olhar no reflexo\ndas \u00e1guas em movimento na rocha chega a hipnotizar quem mergulha com\nsinceridade neste cen\u00e1rio extempor\u00e2neo. Assim como o profeta Jo\u00e3o Batista, do\nEvangelho b\u00edblico, batizava nas \u00e1guas do rio Jord\u00e3o, tomar um banho, nadar no\npo\u00e7o da Cachoeira das Pedras n\u00e3o \u00e9 apenas inesquec\u00edvel, \u00e9 ser batizado pela\nirm\u00e3 \u00e1gua e por todos os bons esp\u00edritos que ali est\u00e3o e acariciam quem se deixa\ntocar pelo amor gratuito que irradia da cachoeira. Por\u00e9m, \u00e9 preciso ter cautela\npara n\u00e3o se acidentar nas pedras.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais uns 100 metros de caminhada por entre pedras e vegeta\u00e7\u00e3o campestre perfumada, chega-se \u00e0 imponente Cachoeira do Hapel, na Lapinha da Serra. Que beleza encantadora! Indescrit\u00edvel! Inef\u00e1vel! A vontade era de ficar ali e demorar ao m\u00e1ximo, esquecer o tempo de voltar. Recordei-me imediatamente da Cachoeira Casca D\u2019Anta \u2013 de 186 metros de queda -, que est\u00e1 pr\u00f3xima das nascentes do Rio S\u00e3o Francisco, em S\u00e3o Roque de Minas, e tamb\u00e9m da Cachoeira da Jiboia \u2013 com 144 metros de queda -, no munic\u00edpio de Uruana de Minas, no noroeste de Minas. Ao contemplar as maravilhas da Cachoeira do Hapel, em sil\u00eancio, alguns momentos de olhos abertos, outros momentos de olhos fechados, recordei tamb\u00e9m que o Deus vida que est\u00e1 no humano e nas entranhas da Hist\u00f3ria, criou \u2013 e continua criando -, nas ondas da evolu\u00e7\u00e3o, tudo \u201cem seis dias, mas no s\u00e9timo dia descansou\u201d (G\u00eanesis 2,2-3). Por que Deus teria descansado ap\u00f3s seis dias de trabalho criativo? Conta-se que um s\u00e1bio teria perguntado a Deus porque ele resolveu descansar ap\u00f3s o sexto dia. Ao contemplar a beleza e a sacralidade de toda a natureza, de tudo o que havia sido criado nas ondas da evolu\u00e7\u00e3o \u2013 \u201cDeus viu que tudo que tinha sido criado era muito bom\u201d (G\u00eanesis 1,31) -, Deus teria dito que j\u00e1 tinha criado tudo com muito amor e para o bem da humanidade e de toda a biodiversidade. Quando viu que faltava criar a cidade, o Deus criador concluiu que era melhor descansar, pois a natureza criada era pr\u00f3diga. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Pintura-rupestre-na-Lapinha-05-1-2019-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3523\" width=\"501\" height=\"281\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Pintura-rupestre-na-Lapinha-05-1-2019-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Pintura-rupestre-na-Lapinha-05-1-2019-300x169.jpg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Pintura-rupestre-na-Lapinha-05-1-2019-768x432.jpg 768w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Pintura-rupestre-na-Lapinha-05-1-2019.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 501px) 100vw, 501px\" \/><figcaption>Pinturas rupestres de 9 mil a 1.000 anos, estima-se, no Pared\u00e3o da Cascalheira, na Lapinha da Serra, em Santana do Riacho, MG.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Enfim, a regi\u00e3o da Lapinha da Serra \u00e9 um para\u00edso natural pelo encanto das suas cachoeiras, vales, montanhas e pelo seu povo campon\u00eas. Por\u00e9m, a Lapinha \u00e9 fundamentalmente um para\u00edso sagrado pelo grande n\u00famero de s\u00edtios hist\u00f3ricos e arqueol\u00f3gicos. A Lapinha da Serra nos diz que n\u00e3o basta lutarmos para conquistarmos direitos sociais e humanit\u00e1rios. \u00c9 preciso tamb\u00e9m resgatar as nossas origens mais profundas e ancestrais e nos reconectar com a m\u00e3e terra, com a irm\u00e3 \u00e1gua, com as serras esculpidas pelo tempo&#8230; e da\u00ed, com os bons esp\u00edritos presentes na natureza. A Lapinha n\u00e3o \u00e9 apenas um para\u00edso natural, mas, acima de tudo, ambiente sagrado, por onde, ali\u00e1s, viveram ao longo de mil\u00eanios povos pr\u00e9-coloniais e ancestrais; trata-se de mem\u00f3rias de uma longa dura\u00e7\u00e3o e de uma natureza que \u00e9 detentora de direitos e de dignidade. Penetrar neste universo \u00e9 revitalizador. S\u00e3o encantadores os in\u00fameros s\u00edtios arqueol\u00f3gicos j\u00e1 encontrados e pesquisados por arque\u00f3logas e arque\u00f3logos, que n\u00e3o s\u00e3o, muitos deles e delas, apenas profissionais em busca de artefatos hist\u00f3ricos e arqueol\u00f3gicos, mas s\u00e3o, em primeiro lugar, pessoas sagradas que nos mostram que \u00e9 imprescind\u00edvel a conex\u00e3o com as culturas pr\u00e9-coloniais, seus deuses, mitos, nossos parentes ancestrais, os encantados e os bons esp\u00edritos que n\u00e3o morrem nunca. Em tempos de trevas e de desertos no Brasil \u2013 fascismo e extrema-direita no poder -, parece imprescind\u00edvel buscar os lugares naturais e m\u00e1gicos, ver, sentir e absorver as suas mensagens e energias primordiais para seguir na luta e na resist\u00eancia diante das injusti\u00e7as sociais e ecol\u00f3gicas. Lapinha da Serra, na Serra do Cip\u00f3, em Minas Gerais, \u00e9 um desses lugares de onde irradia uma luz e uma for\u00e7a divina impressionante. Gratid\u00e3o eterna ao povo de Lapinha e a todos\/as os\/as ancestrais e bons esp\u00edritos que ali habitam h\u00e1 milhares de anos. <\/p>\n\n\n\n<p>Belo Horizonte, MG, 08\/1\/2019.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Frei e padre da\nOrdem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel\nem Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP\/SP; mestre em Ci\u00eancias\nB\u00edblicas; assessor da CPT, CEBI, SAB e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de \u201cMovimentos\nSociais Populares e Direitos Humanos\u201d no IDH, em Belo Horizonte, MG.&nbsp; E-mail: <a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &#8211; <a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\n<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nFacebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lapinha da Serra, um para\u00edso natural e sagrado.&nbsp;Por Gilvander Moreira[1] H\u00e1 quem acredita que s\u00f3 se pode chegar ao para\u00edso ap\u00f3s a morte. 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