{"id":3996,"date":"2019-04-16T16:24:41","date_gmt":"2019-04-16T19:24:41","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=3996"},"modified":"2019-04-16T16:24:43","modified_gmt":"2019-04-16T19:24:43","slug":"%ef%bb%bfnossa-paixao-pela-terra-vem-do-nosso-berco-licoes-da-luta-pela-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/%ef%bb%bfnossa-paixao-pela-terra-vem-do-nosso-berco-licoes-da-luta-pela-terra\/","title":{"rendered":"\ufeff\u201cNossa paix\u00e3o pela terra vem do nosso ber\u00e7o\u201d: li\u00e7\u00f5es da luta pela terra"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>\u201cNossa paix\u00e3o pela terra vem do nosso ber\u00e7o\u201d: li\u00e7\u00f5es da luta pela terra. <\/strong>Por Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Carca\u00e7a-19-da-Ariadn\u00f3polis-0-01-03-2016-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3997\" width=\"630\" height=\"354\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Carca\u00e7a-19-da-Ariadn\u00f3polis-0-01-03-2016-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Carca\u00e7a-19-da-Ariadn\u00f3polis-0-01-03-2016-300x169.jpg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Carca\u00e7a-19-da-Ariadn\u00f3polis-0-01-03-2016-768x432.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 630px) 100vw, 630px\" \/><figcaption>Vis\u00e3o panor\u00e2mica da carca\u00e7a da ex-usina Ariadn\u00f3polis, em Campo do Meio, no sul de Minas Gerais. Foto: G. L. Moreira.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Na luta\npela terra, pela moradia ou pelo territ\u00f3rio, o despejo n\u00e3o p\u00f5e fim \u00e0 luta. Ser\ndespejado \u00e9 sempre algo traum\u00e1tico, mas se for elaborado, divulgado e tirado\ntodas as li\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, at\u00e9 os despejos podem se tornar fontes de\nemancipa\u00e7\u00e3o. O Sem Terra Ces\u00e1rio Pereira Da Silva, do acampamento Sidnei Dias,\nno latif\u00fandio da Ariadn\u00f3polis, em Campo do Meio, sul de Minas Gerias, narra: \u201cEu\nvim para o acampamento aqui na Ariadn\u00f3polis, porque vi na televis\u00e3o a not\u00edcia\nde um despejo aqui. A\u00ed fiquei sabendo que tinha luta pela terra aqui no sul de\nMinas e eu resolvi vir. Aqui na terra trabalhando, eu reconquistei minha sa\u00fade.\nMuito melhor do que estar em Campinas, SP. Para agradar meus filhos, eu j\u00e1\nestive oito meses na Serra Pelada, no Par\u00e1, em busca de melhorar a vida, mas a\nSerra Pelada matou muito pai de fam\u00edlia. Fui levado pela mulher e pelos filhos,\npois eu nunca gostei de mexer com garimpo. J\u00e1 estive tamb\u00e9m no garimpo em\nParauapebas, no Par\u00e1. Eu j\u00e1 fui ofendido por tr\u00eas cobras. Agora, aqui no\nAcampamento na luta pela terra, sou feliz.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Nas\nbrechas das contradi\u00e7\u00f5es do sistema do latif\u00fandio e da cafeicultura,\ntrabalhadores boias-frias na colheita do caf\u00e9 no sul de Minas Gerais tamb\u00e9m\ncontribuem com a frente de massa do MST, pois v\u00e1rios acabam aderindo \u00e0 luta\npela terra e convidando parentes e amigos para isso. Jailson Lima Da Cruz, Sem\nTerra migrante de Bom Jesus da Lapa, BA, do Acampamento Betinho (Hebert de\nSouza), recorda: \u201cMeu sogro veio trabalhar no sul de Minas na panha do caf\u00e9.\nSofreu muito, mas conheceu os companheiros do MST acampados na luta pela terra\nnas terras da Ariadn\u00f3polis. Ele me convidou. Como na Bahia tamb\u00e9m existe o MST\nespalhado no estado, aceitei o convite do meu sogro que me disse que aqui nos\nacampamentos era muito b\u00e3o. Vim e me juntei aos companheiros do MST aqui na\nAriadn\u00f3polis. J\u00e1 estou aqui h\u00e1 14 anos. Eu estou feliz aqui.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de\n18 anos de acampamentos nas terras da Ariadn\u00f3polis, dia 11 de outubro de 2015,\ndiante do embargo judicial do decreto do governador de Minas, Fernando\nPimentel, de desapropria\u00e7\u00e3o do latif\u00fandio da Ariadn\u00f3polis e tamb\u00e9m por n\u00e3o\ntolerar mais as amea\u00e7as oriundas da sede da fazenda, o MST ocupou tamb\u00e9m a sede\nda ex-usina Ariadn\u00f3polis com \u00e1rea de 63 hectares, com 26 casas ao redor da\nmans\u00e3o da sede que tem v\u00e1rios andares e um elevador panor\u00e2mico, inclusive. Na\nSede, o MST constituiu o Acampamento Quilombo Campo Grande e lutou para formar\nali um Centro de Forma\u00e7\u00e3o e uma Escola Eduardo Galeano. O Instituto Federal da\ncidade de Machado, no sul de Minas, apoia a cria\u00e7\u00e3o da Escola, onde j\u00e1 se\nformou a 1\u00aa turma de jovens do MST como t\u00e9cnico agr\u00edcola na linha da\nagroecologia. O Sindicato \u00danico dos Trabalhadores em Educa\u00e7\u00e3o de Minas Gerais\n(SINDUTE\/MG) tamb\u00e9m apoia a cria\u00e7\u00e3o de uma Escola Estadual p\u00fablica na sede da\nAriadn\u00f3polis, escola que iniciou em 2017 com mais de trezentos estudantes:\ncrian\u00e7as, adolescentes, jovens e adultos. Injustamente, o atual governador de\nMinas Gerais, Romeu Zema, mandou fechar a escola, o que \u00e9 um erro grave. <\/p>\n\n\n\n<p>No\nmunic\u00edpio de Arinos, noroeste de Minas, ap\u00f3s o MST, no ano de 2000, ocupar por\numa semana a Escola Estadual Major Saint-Clair Fernandes Valadares e a sede da\nPrefeitura de Arinos pressionando para a cria\u00e7\u00e3o de uma Escola Estadual no Assentamento\nChico Mendes, Itamar Franco, ent\u00e3o governador de Minas Gerais, autorizou o\nfuncionamento de uma extens\u00e3o da Escola Estadual Major Saint-Clair no\nAssentamento Chico Mendes que, ap\u00f3s alguns anos tornou-se Escola Estadual Chico\nMendes. No ano de 2010 foram conclu\u00eddas as obras de um novo pr\u00e9dio com boas\ninstala\u00e7\u00f5es para a escola que se tornou refer\u00eancia na regi\u00e3o (BATISTA, 2015, p.\n26).<\/p>\n\n\n\n<p>No\nacampamento Quilombo Campo Grande, na sede da Ariadn\u00f3polis, as fam\u00edlias Sem\nTerra se organizavam por Grupos: grupo do P\u00e3o, do Porco, do Mel, do Frango e da\nHorta Coletiva. A horta coletiva era cultivada com aduba\u00e7\u00e3o org\u00e2nica dentro dos\nprinc\u00edpios da agroecologia. Ouvindo a cantoria dos p\u00e1ssaros, na sede ocupada, vimos\num trator novo conquistado pela Associa\u00e7\u00e3o dos Acampados e Assentados, porcos\nna pocilga, dois tanques de leite, ruas cal\u00e7adas, casar\u00e3o hist\u00f3rico de 1837, ao\nlado de outras 25 casas grandes abandonadas. Ficamos chocados ao constatarmos o\ntamanho do parque industrial da ex-usina de a\u00e7\u00facar e \u00e1lcool Ariadn\u00f3polis, que\nse tornou sucata, tudo deteriorado. Os Sem Terra encontraram sacos de pl\u00e1sticos\nde a\u00e7\u00facar no entulho com logotipo da usina, inclusive. Centenas de carteiras de\ntrabalho deterioradas tamb\u00e9m foram encontradas na casa grande que funcionava\ncomo escrit\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Impressionante\ne estarrecedor ver o parque industrial da ex-usina Ariadn\u00f3polis todo sucateado.\nRoberto Bartolomeu de Freitas, Sem Terra acampado na sede a ex-usina\nAriadn\u00f3polis, na \u00e9poca, recorda: \u201cAqui, se eles vierem para despejar a gente,\nn\u00e3o v\u00e3o destruir, porque aqui \u00e9 a sede. Aqui estava tudo abandonado. As casas\naqui estavam cheias de esterco de vacas, porque as casas aqui tinham se tornado\nmoradia de vacas. Cupim e morcego tinham demais aqui nessas casas. Tivemos que\nrapar tudo e limpar. Ali ao lado daquela casa ainda est\u00e1 um monte de esterco\nque a gente retirou das casas daqui. Muitas casas aqui t\u00eam escadas, mas as\nvacas subiam e desciam em todas essas escadas aqui.\u201d <\/p>\n\n\n\n<p>Com\nra\u00edzes camponesas, ap\u00f3s trabalhar muitos anos na cidade, muitos camponeses,\ndesterrados pela mecaniza\u00e7\u00e3o da agricultura e pelo avan\u00e7o do capital no campo,\nse engajam na luta pela terra e voltam para o campo, onde reencontram o sentido\nda vida camponesa na luta pela terra. \u00c9 o que nos relata Roberto Bartolomeu de\nFreitas, campon\u00eas que foi para a cidade, mas voltou para a terra: \u201cUma tia\nminha morava em S\u00e3o Paulo, todo ano visitava meu pai e sempre o convidava para\nmudar para S\u00e3o Paulo. Ela acabou convencendo meu pai a mudar para Guarulhos, SP,\nem 1964. Meu pai deve ter pensado: \u201cEu estou ficando velho, meus filhos\ncrescendo e sem estudo. Melhor ser\u00e1 lev\u00e1-los para a cidade grande, pois l\u00e1 tem\nemprego e estudo\u201d. Mudamos &#8211; toda a fam\u00edlia &#8211; para Guarulhos. Minha tia morava\nem um terreno da Caixa Econ\u00f4mica, com um quintal grande, onde a gente plantava\numa grande horta e, ap\u00f3s produzir as verduras, a gente vendia na rua de porta\nem porta. Com 15 anos, eu arrumei servi\u00e7o e fui trabalhar em uma empresa dentro\nda base a\u00e9rea de Guarulhos durante dois anos e, ap\u00f3s ser dispensado do\nex\u00e9rcito, trabalhei em uma ind\u00fastria de doce e depois comecei a trabalhar como\nmetal\u00fargico at\u00e9 me aposentar. Era uma \u00e9poca que havia muito servi\u00e7o\/emprego em\nS\u00e3o Paulo. A gente podia sair tranquilamente de uma f\u00e1brica e no dia seguinte\nser fichado em outra empresa. Nesse contexto, mudei muito de empresa. Trabalhei\nem umas dez empresas, pois era interessante receber o acerto de contas. O\nconhecimento que aprendi como metal\u00fargico em dez empresas \u2013 por exemplo, saber\nfazer chapa de betoneira &#8211; n\u00e3o me ajuda em nada, porque s\u00f3 serve dentro de uma\nempresa. Eu n\u00e3o tenho dinheiro para montar uma empresa para produzir com o\nconhecimento que adquiri. Muitos trabalhadores permanecem escravos das empresas\nna cidade, porque na terra se a gente planta hoje, a gente n\u00e3o colhe amanh\u00e3,\nprecisa alguns meses para colher. Logo se a pessoa n\u00e3o tem de onde tirar o\nalimento do dia a dia, se torna dif\u00edcil. Para um pai de fam\u00edlia largar um\nemprego que lhe d\u00e1 um sal\u00e1rio mensal \u00e9 muito dif\u00edcil, pois acreditar na luta\npela terra implica abra\u00e7ar a incerteza do \u00eaxito da luta. Se os filhos n\u00e3o t\u00eam\ncomo apoiar o pai na luta pela terra, pior. Agora, eu e minha companheira n\u00e3o\nabrimos m\u00e3o da luta pela terra nem que algu\u00e9m nos ofere\u00e7a uma mans\u00e3o de\npresente l\u00e1 na cidade. Quando eu estava para casar com a Eva, ela trabalhava\npara um patr\u00e3o que me chamou para ir para a cidade de Santos, SP, para\ntrabalhar com ele pescando durante a semana no mar e nos finais de semana eu\ndeveria limpar e cuidar dos jardins e da piscina da casa dele. Eu disse a ele:\n\u201cO senhor quer \u00e9 um escravo. N\u00e3o aceito\u201d. Nossa paix\u00e3o pela terra vem do nosso\nber\u00e7o, pois nosso pai convidava a gente quando era crian\u00e7a e nos ensinava a\nplantar milho, feij\u00e3o, caf\u00e9 e verduras. A gente n\u00e3o tem nada contra a pol\u00edcia,\ntemos contra a farda.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>BATISTA,\nElza Cristiny Carneiro. <strong>Trajet\u00f3rias\nescolares de jovens assentados: estudo em Arinos\/MG.<\/strong> (Disserta\u00e7\u00e3o de\nmestrado). Florian\u00f3polis: UFSC, 2015<\/p>\n\n\n\n<p>Belo\nHorizonte, MG, 16\/4\/2019.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.: Abaixo, v\u00eddeos\nque versam sobre o assunto apresentado, acima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1\n&#8211; MST luta pela terra em Campo do Meio\/MG desde 1998: Palavra \u00c9tica\/TVC\/BH c\/\nfrei Gilvander. 17\/11\/18<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_41933\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YixJpJvnmTE?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>2\n&#8211; Terra, m\u00e3e libertadora! Quilombo Campo Grande\/Campo do Meio\/MG. V\u00eddeo 7 &#8211;\n26\/1\/2018<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_26169\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Mogd1H6DcWo?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>3\n&#8211; Sr. Mozar no Quilombo Campo Grande\/MST\/MG: &#8220;Sem a terra ele n\u00e3o\nvive!&#8221; V\u00eddeo 6 \u2013 26\/11\/18<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_47210\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/R27l_jTM6LY?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a>\nFrei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG;\nlicenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP<strong>\/<\/strong>SP; mestre em Ci\u00eancias B\u00edblicas;\nassessor da CPT, CEBI, SAB e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de \u201cMovimentos Sociais\nPopulares e Direitos Humanos\u201d no IDH, em Belo Horizonte, MG. E-mail: <a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &#8211; <a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\n<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nFacebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cNossa paix\u00e3o pela terra vem do nosso ber\u00e7o\u201d: li\u00e7\u00f5es da luta pela terra. Por Gilvander Moreira[1] Na luta pela terra, pela moradia ou pelo territ\u00f3rio, o despejo n\u00e3o p\u00f5e fim \u00e0 luta. Ser despejado \u00e9<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3997,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,27,25,29,43,18],"tags":[],"class_list":["post-3996","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-direitos-humanos","category-luta-pela-terra-e-reforma-agraria","category-movimentos-sociais-populares","category-pedagogia-emancipatoria","category-videos-de-frei-gilvander"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3996","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3996"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3996\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3998,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3996\/revisions\/3998"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3997"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3996"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3996"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3996"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}