{"id":4107,"date":"2019-05-21T06:51:25","date_gmt":"2019-05-21T09:51:25","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=4107"},"modified":"2019-05-21T06:51:28","modified_gmt":"2019-05-21T09:51:28","slug":"%ef%bb%bfjoao-e-ricarda-exemplos-de-sem-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/%ef%bb%bfjoao-e-ricarda-exemplos-de-sem-terra\/","title":{"rendered":"\ufeffJo\u00e3o e Ricarda, exemplos de Sem Terra."},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Jo\u00e3o e Ricarda, exemplos de Sem Terra.  <\/strong>Por Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Ricarda-do-MST-de-Campo-do-Meio-atual-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4108\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Ricarda-do-MST-de-Campo-do-Meio-atual-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Ricarda-do-MST-de-Campo-do-Meio-atual-300x169.jpg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Ricarda-do-MST-de-Campo-do-Meio-atual-768x432.jpg 768w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Ricarda-do-MST-de-Campo-do-Meio-atual.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Ricarda Maria Gon\u00e7alves da Costa, em Ato do MST, em Campo do Meio. Foto: Gilvander Moreira.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Nas\nterras do latif\u00fandio da ex-usina Ariadn\u00f3polis, no munic\u00edpio de Campo do Meio,\nsul de Minas Gerais, o MST conquistou em 2010 o Assentamento Nova II, com 300\nhectares, onde foram assentadas 13 fam\u00edlias em lotes de 8 a 19 hectares. Ap\u00f3s\nenfrentar seis anos de acampamento naquelas terras e sofrer tr\u00eas despejos, <strong>Jo\u00e3o Martins Pereira<\/strong> est\u00e1 assentado no\nlote n. 10, com \u00e1rea de oito hectares. Ele chegou para acampar, em 2004, no\nAcampamento Betim, um dos 11 acampamentos da Ariadn\u00f3polis. O pai e a m\u00e3e de\nJo\u00e3o foram assentados em 1984 na regi\u00e3o de Sumar\u00e9, SP. No in\u00edcio de 2000, Jo\u00e3o\nesteve acampado tr\u00eas anos na regi\u00e3o de Itapetininga, SP. N\u00e3o conquistou um\npeda\u00e7o de terra e teve que ir trabalhar em uma f\u00e1brica de eixo card\u00e3, barra de\ndire\u00e7\u00e3o e caixa de dire\u00e7\u00e3o em Guarulhos, SP. Ele fabricava, por m\u00eas, de 20 a 30\neixos card\u00e3 e cerca de 200 barras de dire\u00e7\u00e3o. Seus patr\u00f5es eram dois s\u00f3cios e\ncom a acumula\u00e7\u00e3o de capital abriram mais tr\u00eas f\u00e1bricas. Jo\u00e3o resolveu pedir\ndemiss\u00e3o por dois motivos: a) O valor de venda de 2 a 3 pe\u00e7as das 200 que\nproduzia mensalmente era o suficiente para pagar o sal\u00e1rio m\u00ednimo que ele\nganhava. Jo\u00e3o Martins recorda: \u201c<em>Com os\ntrezentos reais que eu ganhava n\u00e3o dava nem para pagar as minhas despesas de\nsobreviv\u00eancia. Tive que exigir vale-transporte. Descobri que eu estava\nenriquecendo os patr\u00f5es e morrendo aos poucos, sendo explorado<\/em>\u201d; b) a\nchatea\u00e7\u00e3o causada no trabalho pelo mandonismo dos s\u00f3cios: um mandava fazer uma\ncoisa e outro mandava fazer outra coisa. Jo\u00e3o gosta de dizer: \u201c<em>Eu sempre tive voca\u00e7\u00e3o para mexer na terra,\ntrabalhar como empregado eu nunca gostei<\/em>.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s mais\nessa experi\u00eancia amarga como empregado, Jo\u00e3o conversou com o Gilmar Mauro, da\ndire\u00e7\u00e3o nacional do MST, e lhe disse que queria voltar a ocupar terra.\nParticipou da ocupa\u00e7\u00e3o de uma fazenda na regi\u00e3o de Americana, SP, fazenda do\nINSS, de onde foi despejado. Ficou acampado na beira da linha do trem perto de\nItu, SP. Nessa \u00e9poca, os Sem Terra acampados fizeram alian\u00e7a com os acampados\nda regi\u00e3o de Ribeir\u00e3o Preto. Jo\u00e3o foi participar de ocupa\u00e7\u00e3o de terra na regi\u00e3o\nde Ribeir\u00e3o Preto, SP, onde permaneceu sete meses, mas n\u00e3o se acostumou ao\nclima muito quente da regi\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>Encontrando\ndificuldade de ampliar o n\u00famero de fam\u00edlias nos acampamentos da Ariadn\u00f3polis e\nanalisando que somente com um m\u00ednimo de 500 fam\u00edlias acampadas poderiam\nconquistar tal latif\u00fandio, militantes do MST do sul de Minas come\u00e7aram a\nconvidar sem-terra no estado de S\u00e3o Paulo na regi\u00e3o de Campinas. Ao ser\nconvidado, Jo\u00e3o resolveu conhecer os acampamentos da Ariadn\u00f3polis e decidiu\nficar acampado. Jo\u00e3o Martins relata: \u201c<em>Logo\nme puxaram para coordenar. Entrei para o setor de produ\u00e7\u00e3o. Depois fui para o\nsetor de forma\u00e7\u00e3o. J\u00e1 fui dirigente estadual e hoje estou novamente no setor de\nprodu\u00e7\u00e3o<\/em>.\u201d Jo\u00e3o relata o seu envolvimento no Assentamento Nova Conquista\nII, assim: \u201c<em>Voltei a estudar. Estou\ncursando o ensino m\u00e9dio \u00e0 noite l\u00e1 na cidade de Campo do Meio. A luta pela\nterra vale a pena porque a pessoa passa a ser respeitada e a ter dignidade. Na\ncidade, sem ser respeitada, a pessoa acaba entrando para os caminhos da\nviol\u00eancia. Sem reforma agr\u00e1ria, o pa\u00eds n\u00e3o tem solu\u00e7\u00e3o, pois a desigualdade \u00e9\nmuito grande. A luta pela terra abre caminho para uma sociedade diferente. No\nassentamento, temos que produzir e mostrar para a sociedade que a reforma\nagr\u00e1ria \u00e9 vi\u00e1vel. Se um assentado for preso em uma manifesta\u00e7\u00e3o, ele corre o\nrisco de perder o lote conquistado. O recurso do governo federal quando chega,\nmuitas vezes, ao inv\u00e9s de unir, pode causar atrito entre os assentados. Eu\nusava veneno na agricultura, mas deixei de usar, porque o veneno contamina a\n\u00e1gua do po\u00e7o, os animais e a nossa sa\u00fade. Vamos chegar ao ponto em que se\nalgu\u00e9m vender banana envenenada, a pessoa que adoecer exigir\u00e1 o exame para\ndescobrir de onde veio a banana, e assim quem estiver produzindo alimento\nenvenenado poder\u00e1 ser responsabilizado criminalmente. D\u00e1 para produzir, sim,\nsem agrot\u00f3xico. Aqui na Ariadn\u00f3polis a terra \u00e9 f\u00e9rtil. Tendo chuva na hora\ncerta, podemos plantar sem agrot\u00f3xico que a produ\u00e7\u00e3o ser\u00e1 boa. J\u00e1 perdi dois\nplantios devido \u00e0 seca. Para melhorarmos a sociedade, a primeira coisa \u00e9 organizar\ne fazer ocupa\u00e7\u00f5es, conquistar a terra e plantar com base agroecol\u00f3gica. Estamos\nconstruindo as casas por nossa pr\u00f3pria conta, porque ainda n\u00e3o recebemos\nrecurso do governo. Estou cultivando 600 p\u00e9s de banana. Tenho hoje 20 vacas.\nComecei com uma. Em seis anos cheguei a 20 vacas. Estou criando umas 60\ngalinhas e tr\u00eas porcos<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na luta\npela terra, muitas mulheres s\u00e3o protagonistas. Entre elas <strong>Ricarda Maria Gon\u00e7alves da Costa<\/strong> \u00e9 exemplo de protagonismo na luta\npela terra. Ricarda narra um pouco da sua hist\u00f3ria e do que significa para ela\na luta pela terra: \u201c<em>No \u00eaxodo rural da\nd\u00e9cada de 1960, eu fui expulsa da terra. Sa\u00ed da regi\u00e3o de Novo Horizonte, perto\nde Catanduva, SP. Meus pais foram meeiros, mas sem condi\u00e7\u00f5es de viver. Foi\nmuito sofrido a gente ser expulso da terra. Sa\u00edmos de costa lamentando nossa\nsa\u00edda da terra. Em S\u00e3o Paulo, eu fiquei 30 anos lutando para voltar para a\nterra. Trabalhando como metal\u00fargica, eu me envolvi com a luta do sindicato dos\nmetal\u00fargicos e no sindicalismo passei a entender porque a gente \u00e9 oprimida.\nQuanto mais a gente lutava, mais a gente era perseguida. Na luta sindical\npassamos a entender como \u00e9 o processo de opress\u00e3o da classe trabalhadora e da\nclasse camponesa. Tive que ir trabalhar na \u00e1rea hospitalar e depois tive que\nvirar mascate, pois a gente n\u00e3o encontrava mais empresa que nos aceitasse. Vim\npara S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, SP, e, ao contemplar a Serra do Mar e a Serra da\nMantiqueira, eu pensava: \u2018Um dia eu pulo essa montanha e vou conquistar uma\nterra.\u2019 Um dia, em um evento religioso da Renova\u00e7\u00e3o Carism\u00e1tica da Igreja\nCat\u00f3lica, ouvi falar de Campo do Meio. Eu sou muito religiosa e sempre orava:\n\u201cSenhor Deus da vida, eu quero voltar para uma terra, mas onde eu possa levar\ntua palavra\u201d. Vim para Campo do Meio, porque ouvi falar que tinha uma usina\nparada aqui, onde se arrendava terra para trabalhar. Tentei arrendar terra na\nusina Ariadn\u00f3polis, mas a mulher do gerente me negou. Tive que subarrendar de\noutra arrendat\u00e1ria, mas logo chegou o MST e iniciamos a luta pela terra aqui\nnas terras da Ariadn\u00f3polis. Nossa emancipa\u00e7\u00e3o passa necessariamente pela\nconquista da terra, pela democratiza\u00e7\u00e3o da terra. Sou feliz quando estou\ncumprindo minhas tarefas no Movimento, mas o que mais me d\u00e1 satisfa\u00e7\u00e3o \u00e9 quando\neu estou lidando com a m\u00e3e terra. Em contato com a terra a gente ganha energia\npositiva e sa\u00fade, porque a gente alimenta sem agrot\u00f3xico. \u00c9 indescrit\u00edvel o\nprazer que a gente sente ao ver um p\u00e9 de andu todo carregado, feij\u00e3o que a\ngente plantou. Aqui, a gente come o fruto saud\u00e1vel da semente que a gente\nplanta sem nenhum agrot\u00f3xico. No campo, n\u00f3s n\u00e3o somos reduzidos \u00e0 mercadoria.\nAqui, a gente goza os frutos do nosso trabalho. Aqui, os calos em minhas m\u00e3os \u2013\n\u201cVeja aqui em minhas m\u00e3os!\u201d -, o meu trabalho \u00e9 em prol de mim mesma e de meus\ncompanheiros. Aqui na ro\u00e7a, se eu canso, paro e descanso, e depois volto a\ntrabalhar feliz. Eu acredito que a sociedade muda pelo prazer de estar em\nrela\u00e7\u00e3o com a terra, o que \u00e9 uma d\u00e1diva. L\u00e1 na cidade, um dia escrevi uma\npoesia que dizia: As empresas metal\u00fargicas me engolem \u00e0s 6h0 da manh\u00e3, sem eu\nver o sol nascer, e me vomitam \u00e0s 18h ou \u00e0s 20h, sem eu ver o sol se p\u00f4r, sendo\nque eu nasci livre no campo, vendo o sol nascer, vendo o verde da natureza,\nsentindo o cheiro e o calor da m\u00e3e terra. Nas empresas metal\u00fargicas, a gente\nera reduzida \u00e0 escravid\u00e3o. Quando eu ia fazer os c\u00e1lculos entre o que a gente\nrecebia como sal\u00e1rio e o que os empres\u00e1rios lucravam, eu percebia o tamanho da\nnossa explora\u00e7\u00e3o l\u00e1 nas empresas metal\u00fargicas. Aqui na terra, a gente trabalha\nfeliz. Aqui na luta pela terra est\u00e1 nosso caminho de emancipa\u00e7\u00e3o, que nos d\u00e1\nsa\u00fade e liberta\u00e7\u00e3o. Para convencer uma fatia maior de trabalhadores e\ncamponeses para engrossar a luta pela terra, a gente tem que integrar a nossa\nluta com o urbano, pois muitos trabalhadores urbanos nos veem segundo a m\u00eddia\nque nos mostra como se a gente fosse marginal. Temos que mostrar o resultado do\nnosso trabalho, o companheirismo existente entre n\u00f3s, o respeito que existe\nentre n\u00f3s e convidar o povo da cidade para vir nos visitar e nos conhecer. Em\nCampo do Meio, eu fui acolhida pela renova\u00e7\u00e3o carism\u00e1tica, mas quando eu fui\npara o MST, algumas amigas se distanciaram de mim quando me viram andando com o\nbon\u00e9 do MST e empunhando a bandeira do Movimento. Hoje n\u00f3s conquistamos\nrespeito, porque dia 25 de setembro de 2015, mostramos l\u00e1 na cidade de Campo do\nMeio o decreto do governador de Minas, desapropriando as terras da Ariadn\u00f3polis\npara n\u00f3s. Eu fiz um agradecimento em cima do caminh\u00e3o de som. As assentadas,\ncomo a L\u00facia e a Obed, continuam lutando por n\u00f3s que estamos acampadas. Mesmo\ndepois de assentada, eu nunca vou parar de lutar pela terra, pelos sem-terra e\nem defesa de todo o povo oprimido. Forma\u00e7\u00e3o permanente do povo \u00e9 necess\u00e1ria.\nTodos precisam entender que somos da classe oprimida. Temos que exercitar no\nnosso dia a dia a pedagogia do oprimido. Na luta pela terra, freando o\nagroneg\u00f3cio e a superexplora\u00e7\u00e3o das empresas na cidade, n\u00f3s estamos salvando o\nplaneta<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Belo\nHorizonte, MG, 21\/5\/2019.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.: Abaixo, v\u00eddeos\nque versam sobre o assunto apresentado, acima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1 &#8211; Quilombo Campo Grande (MST) em Campo\ndo Meio, sul de MG: Despejo, n\u00e3o. 1\u00aa Parte. 07\/11\/18<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_23361\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/WKnYB3vsWnc?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>2 &#8211; Marcha do MST &#8211; Campo do Meio\/MG,\ncontra a viol\u00eancia, pela Reforma Agr\u00e1ria &#8211; 1a Parte &#8211; 11\/12\/2017<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_23045\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/qGaqhMNM05I?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a>\nFrei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG;\nlicenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP<strong>\/<\/strong>SP; mestre em Ci\u00eancias B\u00edblicas;\nassessor da CPT, CEBI, SAB e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de \u201cMovimentos Sociais\nPopulares e Direitos Humanos\u201d no IDH, em Belo Horizonte, MG. E-mail: <a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &#8211; <a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\n<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nFacebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o e Ricarda, exemplos de Sem Terra. Por Gilvander Moreira[1] Nas terras do latif\u00fandio da ex-usina Ariadn\u00f3polis, no munic\u00edpio de Campo do Meio, sul de Minas Gerais, o MST conquistou em 2010 o Assentamento Nova<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4108,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,38,49,48,27,25,29,43,26,18],"tags":[],"class_list":["post-4107","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-direito-a-saude","category-direito-a-terra","category-direitos-das-mulheres","category-direitos-humanos","category-luta-pela-terra-e-reforma-agraria","category-movimentos-sociais-populares","category-pedagogia-emancipatoria","category-teologia-da-libertacao","category-videos-de-frei-gilvander"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4107","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4107"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4107\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4109,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4107\/revisions\/4109"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4108"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4107"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4107"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4107"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}