{"id":4393,"date":"2019-07-02T21:40:20","date_gmt":"2019-07-03T00:40:20","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=4393"},"modified":"2019-07-02T21:40:22","modified_gmt":"2019-07-03T00:40:22","slug":"%ef%bb%bfcoronelismo-devastou-matas-e-escravizou-o-povo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/%ef%bb%bfcoronelismo-devastou-matas-e-escravizou-o-povo\/","title":{"rendered":"\ufeffCoronelismo devastou matas e escravizou o povo."},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Coronelismo devastou matas e escravizou o povo. <\/strong>Por Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Trabalho-escravo-pr\u00e1tica-do-agroneg\u00f3cio.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4394\" width=\"762\" height=\"572\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Trabalho-escravo-pr\u00e1tica-do-agroneg\u00f3cio.jpg 640w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Trabalho-escravo-pr\u00e1tica-do-agroneg\u00f3cio-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 762px) 100vw, 762px\" \/><figcaption>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Arquivo do MST.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Nascido\nem 1953 e criado na fazenda Monte Cristo, no munic\u00edpio de Salto da Divisa, na\nregi\u00e3o do Baixo Jequitinhonha, MG, o Sem Terra Aldemir Silva Pinto, assentado\nno Assentamento Dom Luciano Mendes, testemunha: \u201c<em>Todo o munic\u00edpio de Salto da Divisa era mata. Toda a mata foi derrubada\ncom machado, com motosserra, pelos bra\u00e7os de milhares de trabalhadores.\nColocavam fogo na mata que queimava durante trinta dias<\/em>.\u201d <\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Os fazendeiros colocavam os empreiteiros para\nderrubar a mata e transformar em pastagem de capim coloni\u00e3o. Os agregados\npodiam fazer uma pequena ro\u00e7a para a subsist\u00eancia \u2013 mandioca, banana, milho,\nab\u00f3bora, feij\u00e3o, batata doce, arroz e alguma verdura -, mas no ano seguinte n\u00e3o\npodiam replantar. Relata Aldemir: \u201c<em>Os\nagregados podiam criar galinha e porcos, mas todos deviam estar aramados, isto\n\u00e9, com um arame no focinho para n\u00e3o fu\u00e7ar o capim. O capim n\u00e3o podia ser\ntocado. Ai de quem arrancasse um p\u00e9 de capim. S\u00f3 capim deveria ficar. A gente\nfazia cerca apenas na frente da ro\u00e7a. O excesso de produ\u00e7\u00e3o a gente vendia na\nfeira no Salto da Divisa. Quando eles precisavam, eles compravam feij\u00e3o e arroz\ndos agregados. Como toda a regi\u00e3o era mata, os fazendeiros colocavam os\ntrabalhadores para abrir a mata pra frente. Naquela \u00e9poca chovia muito. A\nCOBRAS era uma serraria que tinha no Salto da Divisa, que serrava madeira e\nvendia pra fora. A COBRAS abriu estrada para carrear a madeira. Com seis juntas\nde bois, cansei de arrastar madeira pra fora da mata at\u00e9 uma pra\u00e7a onde os\ncaminh\u00f5es pudessem pegar a madeira. Primeiro, se jogava a madeira em cima dos\ncaminh\u00f5es no bra\u00e7o, depois com uma catraca. S\u00f3 na fazenda Monte Cristo \u2013 que\ntinha 19 mil hectares -, ao longo do rio Piabanha, de um lado e do outro, at\u00e9 a\ncabeceira, havia 366 fam\u00edlias que moravam como agregadas. Esse processo foi at\u00e9\nacabar com as matas e virar tudo capim. Era a \u00e9poca dos coron\u00e9is. Se eles\ndissessem: \u2018Voc\u00ea n\u00e3o deve passar mais aqui\u2019 tinha que ser obedecido. Eles iam\npisando devagar, encurtando o jeito de o sujeito viver, encurtando o direito de\nfazer ro\u00e7a e quando eles chamavam para trabalhar para eles tinha que ir. Se n\u00e3o\nfosse, era motivo para ser expulso. O gerente falava na cara. Iam azucrinando a\npessoa at\u00e9 ele sair. Colocavam o gado para comer a ro\u00e7a. Cerca era de madeira.\nN\u00e3o tinha arame ainda. N\u00e3o adiantava plantar porque o gado comia tudo. Muita\ngente daqui foi embora para o Par\u00e1, porque se ouvia que era f\u00e1cil conquistar\nterra l\u00e1. Eu fui o \u00faltimo dos 366 chefes de fam\u00edlia a sair. A gente criava um\njegue para carregar carga. Eles davam uma vaca para a gente amansar e tirar\nleite. Se algu\u00e9m fizesse um crime e chegasse aqui, o coronel Tin\u00f4 dizia: \u2018entre\nl\u00e1 pra dentro\u2019. E ningu\u00e9m mexia com a pessoa. Aqui era um fim de mundo. Tinha\nchegada, mas n\u00e3o tinha sa\u00edda. A dona Inh\u00e1 \u2013 esposa do coronel Tin\u00f4 &#8211; mantinha o\nhospital de Salto da Divisa, ela dava leite para as pessoas carentes e na \u00e9poca\ndo Natal ela mandava matar uma vaca e dividir com os agregados. Quando eu fui\ncasar, fiquei sentado ao lado dela umas tr\u00eas horas e ela fazendo pergunta. Ela\nera uma conselheira do povo. Quando via passando na televis\u00e3o sobre o MST, eu\npensava: \u2018o dia que chegar aqui na regi\u00e3o, eu vou pular dentro da luta pela\nterra\u2019. Hoje estou assentado na terra, onde fui amea\u00e7ado por um capacho do\nlatif\u00fandio que me acusou de estar roubando terra quando n\u00f3s acampamos l\u00e1 na\nfazenda Manga do Gustavo na madrugada do dia 26 de agosto de 2006, dia da morte\nde Dom Luciano Mendes. Disse que iria incendiar o nosso acampamento e matar\nquem resistisse. Disse que se eu denunciasse, eu seria o primeiro a morrer.\nDenunciamos essas amea\u00e7as em audi\u00eancia p\u00fablica com o deputado Rog\u00e9rio Correia.\nN\u00e3o tive medo dele. Isso foi em 2012, seis anos ap\u00f3s o in\u00edcio do acampamento Dom\nLuciano Mendes<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>De\ntrabalhador \u2018escravo\u2019 dos latifundi\u00e1rios a Sem Terra assentado no Assentamento\nDom Luciano Mendes, na fazenda Monte Cristo, Aldemir narra como era a realidade\nem Salto da Divisa h\u00e1 uns 30 ou 40 anos: \u201c<em>Nasci\ne me criei aqui no munic\u00edpio de Salto da Divisa, nas terras da fazenda Monte\nCristo. Sa\u00ed de l\u00e1 para colocar meus seis filhos pra estudar na cidade. N\u00e3o\ntinha escola nas fazendas e nem estradas. Conhe\u00e7o toda a regi\u00e3o aqui como a\npalma da minha m\u00e3o. Mas continuo Sem Terra rodando no trecho. H\u00e1 cinquenta e\npoucos anos tinha muita gente na ro\u00e7a. S\u00f3 o coronel Tin\u00f4 e a dona Inh\u00e1 Pimenta\ntinham 366 fam\u00edlias agregadas em uma fazenda de 19 mil hectares. Jo\u00e3o Neto,\ngerente geral, apelidado de Danga, era gente boa e quando bebia uma pinga\ncontava tudo pra gente. Ele nos mostrava a rela\u00e7\u00e3o de todos os agregados. Dona\nInh\u00e1 era muito caridosa. Ela dava vaca para os agregados tirarem o leite,\ndeixava quem queria plantar sua ro\u00e7a, criar galinha e porcos, gado n\u00e3o. Isso\npara cada agregado manter sua fam\u00edlia. No Hospital em Salto da Divisa tinha\nm\u00e9dicos de tudo. Dona Inh\u00e1 enviava cem litros de leite para o hospital todos os\ndias. Para a gente fazer uma consulta no hospital, a gente tinha que pegar uma\nordem por escrito com o gerente da fazenda. Minha mulher adoeceu. Eu a levei\npara o hospital e ela n\u00e3o foi atendida, porque n\u00e3o tinha ordem do gerente. A\npartir daquele dia, tomei a decis\u00e3o de n\u00e3o mais trabalhar para o fazendeiro.\nFoi muito injusto o que ele fez comigo e com minha esposa. Tr\u00eas dias depois,\nele chegou a minha casa e me chamou no terreiro e come\u00e7ou a me xingar. Escutei\nmuito e depois comecei a xing\u00e1-lo. E se ele n\u00e3o tivesse corrido, eu teria\nfurado ele com minha faquinha. Alguns dias depois, ele insistiu para eu voltar\na trabalhar, mas resisti e ele pediu que eu ensinasse outro companheiro a\ncarrear com os bois<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse poder do dono da terra ou do gerente do\npropriet\u00e1rio da terra vem de longe. \u201c<em>N\u00e3o\nera a d\u00edvida apenas que prendia o colono ao cafezal, mas o fato de ser um\ntrabalhador livre de meios de produ\u00e7\u00e3o, sem alternativa sen\u00e3o a de trabalhar\nnas fazendas da grande lavoura<\/em>\u201d (MARTINS, 2013, p. 54). O controle do\nfazendeiro sobre o colono agregado chegava ao ponto de ser necess\u00e1ria\nautoriza\u00e7\u00e3o do fazendeiro ou do administrador da fazenda para que o colono\npudesse se ausentar da fazenda para ir \u00e0 cidade mais pr\u00f3xima para visitar um\nparente ou um conhecido (Cf. MARTINS, 2013, p. 242). Em Salto da Divisa, esse\ncoronelismo vigorou durante v\u00e1rias d\u00e9cadas at\u00e9 que se constru\u00edram as condi\u00e7\u00f5es\nhist\u00f3ricas materiais para question\u00e1-lo. <\/p>\n\n\n\n<p>Belo\nHorizonte, MG, 02\/7\/2019.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>MARTINS,\nJos\u00e9 de Souza. <strong>O Cativeiro da Terra. <\/strong>9\u00aa edi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Contexto, 2013.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.: Abaixo, v\u00eddeos\nque versam sobre o assunto apresentado, acima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1\n&#8211; Comunidade Quilombola Bra\u00e7o Forte, em Retomada\/Salto da Divisa, MG\/A luta\npela terra\/09\/6\/2016.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_78212\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/G19WGcI6fVs?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>2\n&#8211; Terras devolutas Salto da Divisa, MG, tem muito. Povo Sem Terra repudia\nopress\u00e3o a CPT. 10\/06\/2016<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_28186\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/D7SYgQvTB2k?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>3\n&#8211; 76 anos, Sr. Manoel, 63 anos com 12 fam\u00edlias tradicionais\/cabeceira da\nPiabanha\/MG. 08\/6\/2016<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_52636\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hkxjWF_0nuQ?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a>\nFrei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG;\nlicenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP<strong>\/<\/strong>SP; mestre em Ci\u00eancias B\u00edblicas;\nassessor da CPT, CEBI, SAB, CEBs e Movimentos Sociais Populares; prof. de\n\u201cMovimentos Sociais Populares e Direitos Humanos\u201d no IDH, em Belo Horizonte,\nMG. E-mail: <a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &#8211; <a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\n<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nFacebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coronelismo devastou matas e escravizou o povo. 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