{"id":4464,"date":"2019-07-16T13:50:38","date_gmt":"2019-07-16T16:50:38","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=4464"},"modified":"2019-07-17T13:52:01","modified_gmt":"2019-07-17T16:52:01","slug":"%ef%bb%bfirmas-dominicanas-com-opcao-pelos-pobres-exemplo-a-ser-seguido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/%ef%bb%bfirmas-dominicanas-com-opcao-pelos-pobres-exemplo-a-ser-seguido\/","title":{"rendered":"\ufeffIrm\u00e3s Dominicanas com Op\u00e7\u00e3o pelos Pobres: exemplo a ser seguido."},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Irm\u00e3s Dominicanas com Op\u00e7\u00e3o pelos Pobres: exemplo a ser seguido. <\/strong>Por Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"720\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Geraldinha-irm\u00e3-com-a-B\u00edblia-na-m\u00e3o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4465\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Geraldinha-irm\u00e3-com-a-B\u00edblia-na-m\u00e3o.jpg 960w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Geraldinha-irm\u00e3-com-a-B\u00edblia-na-m\u00e3o-300x225.jpg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Geraldinha-irm\u00e3-com-a-B\u00edblia-na-m\u00e3o-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption> Irm\u00e3 Geraldinha: B\u00edblia na m\u00e3o, evangelho de Jesus Cristo no cora\u00e7\u00e3o, bon\u00e9 da luta e camiseta da paz, ao lado do rio Jequitinhonha. Mulher imprescind\u00edvel na luta pela terra em Salto da Divisa. Foto:  Reprodu\u00e7\u00e3o\/Printscreen Canal Futura <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A dizima\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena do Baixo\nJequitinhonha, em Minas Gerais, de forma extremamente sangrenta, e a\nconcentra\u00e7\u00e3o da propriedade capitalista da terra geraram acumula\u00e7\u00e3o de riqueza\ne poder em poucas m\u00e3os. Isso contribuiu, de maneira estrutural para a\nconfigura\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e social da regi\u00e3o do Baixo Jequitinhonha, conforme\nafirma Lu\u00eds Antonio Alves: \u201cO \u201cvale da fartura\u201d, rico para a agricultura, foi\ntransformado num descampado com o m\u00ednimo de moradores para a manuten\u00e7\u00e3o da\npecu\u00e1ria extensiva. Onde moravam centenas de fam\u00edlias, ficou somente uma pessoa\npara cuidar de mais de mil bois do coronel. A express\u00e3o \u201cvale da mis\u00e9ria\u201d\nsurgiu quando o povo foi expulso das fazendas, indo parar na cidade, sem\nperspectiva alguma de sobreviv\u00eancia. Havia muitas promessas dos fazendeiros e\npol\u00edticos, mas nada aconteceu. Chegando \u00e0 cidade, o povo n\u00e3o teve meios para\nsobreviver. [&#8230;]. Restou explorar o rio Jequitinhonha: a lavagem de roupa, a\npesca, a extra\u00e7\u00e3o de areia e de rochas para constru\u00e7\u00e3o\u201d (ALVES, 2008, p. 31).<\/p>\n\n\n\n<p>A chegada das Irm\u00e3s Dominicanas &#8211; Irm\u00e3 Solange de\nF\u00e1tima Dami\u00e3o, Irm\u00e3 Teresinha de Jesus Reis, Irm\u00e3 Rosa Maria Barbosa e Irm\u00e3\nGeraldinha (Geralda Magela da Fonseca) \u2013 em Salto da Divisa, no Baixo Jequitinhonha,\nse tornou um divisor de \u00e1guas na hist\u00f3ria do povo da regi\u00e3o. Por isso, conhecer\num pouco da trajet\u00f3ria da Irm\u00e3 Geraldinha e do trabalho pastoral das Irm\u00e3s\nDominicanas no munic\u00edpio de Salto da Divisa \u00e9 imprescind\u00edvel para se\ncompreender a luta pela terra no Baixo Jequitinhonha. <\/p>\n\n\n\n<p>Os fazendeiros do munic\u00edpio de Salto da Divisa logo\nperceberam que a atua\u00e7\u00e3o pastoral das Irm\u00e3s Dominicanas iria incomodar a ordem\nestabelecida da regi\u00e3o. \u00c9 o que relata Alves: \u201cOs latifundi\u00e1rios logo\nperceberam na linha pastoral das Irm\u00e3s uma amea\u00e7a ao <em>status quo <\/em>deles. Eles afirmavam que as Irm\u00e3s\neram do PT e que todos deveriam ter cuidado ao se relacionar com elas. Diziam\nque elas estavam levando problemas para Salto da Divisa, que criariam divis\u00e3o\nentre ricos e pobres, porque os trabalhadores passaram a exigir carteira\nassinada, n\u00e3o queriam mais votar no patr\u00e3o, nem em seus candidatos. O medo dos\nfazendeiros se justificava pela perda do dom\u00ednio sobre o povo, mas tamb\u00e9m pelas\nreflex\u00f5es que faziam sobre a reforma agr\u00e1ria, fim do trabalho escravo e luta\npor direitos trabalhistas. A organiza\u00e7\u00e3o e conscientiza\u00e7\u00e3o passaram a ser\npercebidas atrav\u00e9s de v\u00e1rios conflitos que foram surgindo entre o povo e a\nelite da sociedade saltense. As dom\u00e9sticas come\u00e7aram a reivindicar melhores\nsal\u00e1rios, registro trabalhista e melhor assist\u00eancia no trabalho junto \u00e0 patroa.\nAs mulheres que sofriam viol\u00eancia dos maridos come\u00e7aram a denunciar as\nagress\u00f5es na delegacia de pol\u00edcia, o que provocou rea\u00e7\u00e3o por parte dos maridos;\nmuitas vezes elas foram for\u00e7adas a retirar o boletim de ocorr\u00eancia. Eles\ndiziam: \u201cVoc\u00ea n\u00e3o vai mais para essas reuni\u00f5es, pois voc\u00ea ficou diferente. Voc\u00ea\nn\u00e3o respondia para mim, e agora responde, eu batia sozinho e agora voc\u00ea quer\nbater em mim\u201d. Irm\u00e3 Rosa relata que houve muitas separa\u00e7\u00f5es depois disso. Os\ntrabalhadores rurais, que ro\u00e7avam os pastos, descobriram que seu sal\u00e1rio era\numa mis\u00e9ria, e que estavam vivendo num regime de escravid\u00e3o\u201d (ALVES, 2008, p.\n38).<\/p>\n\n\n\n<p>Com 54 anos, Irm\u00e3 Geraldinha, cujo nome civil \u00e9\nGeralda Magela da Fonseca, \u00e9 freira das Irm\u00e3s Dominicanas, atua pastoralmente\nem Salto da Divisa desde fevereiro de 1993, na Pastoral dos Direitos Humanos,\nna luta por direitos ao lado das fam\u00edlias atingidas pela barragem e\nhidrel\u00e9trica de Itapebi, nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), na Pastoral\nda Crian\u00e7a e na Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT).<\/p>\n\n\n\n<p>Irm\u00e3 Geraldinha, pilar fundamental e um dos\nprincipais segredos da perseveran\u00e7a dos camponeses Sem Terra na luta pela terra\nem Salto da Divisa. Antes de se engajar na luta pela terra, Irm\u00e3 Geraldinha\nparticipou da Pastoral Carcer\u00e1ria em S\u00e3o Domingos do Prata, MG, durante dois\nanos. Na capital de S\u00e3o Paulo, ela trabalhou na Pastoral das Crian\u00e7as em\nSitua\u00e7\u00e3o de Rua. Irm\u00e3 Geraldinha, ao ser entrevistada, recordou: \u201cA gente ia\npara a rua e convidava as crian\u00e7as para ir para uma casa de apoio, onde as\ncrian\u00e7as tomavam banho, recebiam caf\u00e9 da manh\u00e3 e refor\u00e7o escolar.\u201d Cerca de 700\ncrian\u00e7as em situa\u00e7\u00e3o de rua eram acolhidas nesses projetos na capital de S\u00e3o\nPaulo, enquanto irm\u00e3 Geraldinha estava sendo presen\u00e7a pastoral l\u00e1. <\/p>\n\n\n\n<p>Irm\u00e3 Geraldinha relata o in\u00edcio do trabalho dela e\nde outras freiras dominicanas em Salto da Divisa: \u201cDepois, ao chegar a Salto da\nDivisa, MG, no Baixo Jequitinhonha, eu comecei a ouvir muitas fam\u00edlias\nreclamando que tinham sido expulsas da terra. Eu vi ali uma possibilidade de\ntrabalhar na origem dos presos e das crian\u00e7as em situa\u00e7\u00e3o de rua, os que eu\nencontrei l\u00e1 na capital de S\u00e3o Paulo. Come\u00e7amos, por meio dos C\u00edrculos\nB\u00edblicos, a refletir sobre a situa\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias expulsas do campo. Nas\nd\u00e9cadas de 1970 a 1990, milhares de fam\u00edlias foram expulsas da terra na regi\u00e3o\ndo Salto da Divisa. Como ajudar esse povo a voltar \u00e0s suas ra\u00edzes? A gente via\nque as fazendas eram improdutivas e come\u00e7amos a luta pela terra. Antigamente os\nfazendeiros proibiam ensinar a ler e a escrever. Em Salto da Divisa, de 1993 a\n1998, trabalhei na Pastoral da Crian\u00e7a, porque tinha muita crian\u00e7a que morria\nde desnutri\u00e7\u00e3o. Incentivamos a planta\u00e7\u00e3o de hortas comunit\u00e1rias e nos fundos de\nquintais. Na reflex\u00e3o b\u00edblica, o povo foi descobrindo os direitos que o povo\ntinha. A gente provocou a descoberta dos direitos sociais. Antes de ocuparmos a\nterra tivemos que ocupar a consci\u00eancia do povo oprimido para que se\nreconhecesse portador de direitos. A casa do Sr. Aldemir, na cidade de Salto,\nat\u00e9 hoje n\u00e3o tem documento no nome dele. Primeiro, tivemos que semear a terra\nna cabe\u00e7a das pessoas desterradas para que eles passassem a acreditar que eles\ntinham direito. A partir da B\u00edblia, levamos o povo a descobrir que <em>a terra pertence a Deus e, portanto, a\ntodos. <\/em>At\u00e9 nos bancos da igreja tinham os bancos exclusivos da fam\u00edlia\ndoadora, por exemplo, o coronel Zimbu. Os coron\u00e9is mandavam expulsar quem eles\nqueriam e matar quem eles queriam. Irm\u00e3 Terezinha, minha colega, trabalhou\nmuito na constru\u00e7\u00e3o de casas e na constru\u00e7\u00e3o de fossas sanit\u00e1rias. Isso por\nmeio de mutir\u00e3o e captando projetos de solidariedade. Um final de semana, um\ngrupo fazia blocos de cimento e areia e outro grupo constru\u00eda as casas ou\nreformava as casas existentes, mas em p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es. A hist\u00f3ria de Salto\nda Divisa teve v\u00e1rias etapas de conscientiza\u00e7\u00e3o. N\u00f3s, irm\u00e3s, fomos acusadas de\nsermos comunistas. A quest\u00e3o da viol\u00eancia na cidade nos levou a criar o Grupo\nde Apoio e Defesa dos Direitos Humanos (GADDH), em 1997, ap\u00f3s um homem ter\nassassinado uma mulher a machadada. Isso chocou o povo. Policiais da regi\u00e3o n\u00e3o\nqueriam investigar o crime, pois achavam que a culpa era da mulher assassinada.\nCriamos a Associa\u00e7\u00e3o Asas da Liberdade, onde buscamos apoio em um grupo franc\u00eas\npara fazermos refor\u00e7o escolar \u00e0s crian\u00e7as. A Comarca da cidade de Jacinto, em\n1997, n\u00e3o tinha juiz, nem promotor e nem defensor p\u00fablico. S\u00f3 em Almenara. A\nprostitui\u00e7\u00e3o era intensa, inclusive com meninas adolescentes. Os fazendeiros\nusavam a prostitui\u00e7\u00e3o para a primeira experi\u00eancia sexual de seus filhos. E\ndepois, em 1999, o grupo integrante do GADDH abra\u00e7ou a luta contra a barragem e\na hidrel\u00e9trica de Itapebi. O latif\u00fandio e o poder p\u00fablico municipal e o\nestadual estiveram o tempo todo ao lado da empresa que estava construindo a\nbarragem de Itapebi. At\u00e9 hoje a empresa tem pend\u00eancias sobre a maioria das\nmedidas compensat\u00f3rias n\u00e3o cumpridas. As lavadeiras foram pisadas nos seus\ndireitos de lavar roupa nas \u00e1guas do rio Jequitinhonha. A barragem de Itapebi\nencheu dentro de um dia, quando as irm\u00e3s dominicanas estavam de f\u00e9rias. A\nempresa se desculpou dizendo que tinha chovido muito. Mentira. H\u00e1 13 anos a\nbarragem est\u00e1 cheia e os direitos das lavadeiras, dos pescadores e dos\nextratores de areia continuam violados. O clamor por justi\u00e7a continua\nensurdecedor. Em Salto da Divisa os fazendeiros agem de forma orquestrada.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Belo Horizonte,\nMG, 16\/7\/2019.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>ALVES,\nLu\u00eds Antonio. <strong>A\u00e7\u00e3o Pastoral das Irm\u00e3s\nDominicanas em Salto da Divisa, MG, de 1993-2005<\/strong>. (Disserta\u00e7\u00e3o). S\u00e3o Paulo:\nPontif\u00edcia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assun\u00e7\u00e3o, 2008. Dispon\u00edvel em\n<a href=\"http:\/\/livros01.livrosgratis.com.br\/cp080579.pdf\">http:\/\/livros01.livrosgratis.com.br\/cp080579.pdf<\/a>&nbsp;\n<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.: Abaixo, v\u00eddeos\nque versam sobre o assunto apresentado, acima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1 &#8211; Irm\u00e3 Geraldinha lutando pelos\ndireitos dos atingidos pela barragem e hidrel\u00e9trica de Itapebi, em Salto da\nDivisa<\/strong>: <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_43850\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/AAfkW0bDF4o?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>2 &#8211; Em entrevista na TV Comunit\u00e1ria de Belo Horizonte \u2013 <\/strong><a href=\"http:\/\/www.tvcbh.com.br\"><strong>www.tvcbh.com.br<\/strong><\/a><strong> -, no Programa Inconfid\u00eancias Mineiras, Irm\u00e3 Geraldinha narra sua hist\u00f3ria de luta por Direitos Humanos no munic\u00edpio de Salto da Divisa, MG. Veja nos seis links a seguir: <\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_66964\"  width=\"810\" height=\"608\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"608\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7Udy_TkEo2w?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_79581\"  width=\"810\" height=\"608\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"608\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/p35Mh83VQg4?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_86036\"  width=\"810\" height=\"608\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"608\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Ek3e-ECzGCQ?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_37573\"  width=\"810\" height=\"608\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"608\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/PFrQNL9elLY?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_81626\"  width=\"810\" height=\"608\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"608\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UuLxq8v64M4?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_66898\"  width=\"810\" height=\"608\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"608\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/6ixo4G125m8?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p> <br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>3 &#8211; Document\u00e1rio da TV Canal Futura \u201cUma\nirm\u00e3, um rio e muitas terras\u201d, que retrata a luta pela terra&nbsp; empreendida pela Irm\u00e3 Geraldinha no meio do\npovo Sem Terra, dos posseiros e atingidos pela barragem e hidrel\u00e9trica de Itapebi,\nem Salto da Divisa, MG. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_16877\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/fVQFbK1Vg1g?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a>\nFrei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG;\nlicenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP<strong>\/<\/strong>SP; mestre em Ci\u00eancias B\u00edblicas;\nassessor da CPT, CEBI, SAB, CEBs e Movimentos Sociais Populares; prof. de\n\u201cMovimentos Sociais Populares e Direitos Humanos\u201d no IDH, em Belo Horizonte,\nMG. E-mail: <a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\">www.gilvander.org.br<\/a> &#8211; <a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\n<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nFacebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Irm\u00e3s Dominicanas com Op\u00e7\u00e3o pelos Pobres: exemplo a ser seguido. Por Gilvander Moreira[1] A dizima\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena do Baixo Jequitinhonha, em Minas Gerais, de forma extremamente sangrenta, e a concentra\u00e7\u00e3o da propriedade capitalista da<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4465,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,40,46,44,49,48,27,30,28,25,29,43,18],"tags":[],"class_list":["post-4464","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-direito-a-cidade","category-direito-a-cultura-popular","category-direito-a-memoria","category-direito-a-terra","category-direitos-das-mulheres","category-direitos-humanos","category-fe-e-politica","category-luta-pela-moradia","category-luta-pela-terra-e-reforma-agraria","category-movimentos-sociais-populares","category-pedagogia-emancipatoria","category-videos-de-frei-gilvander"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4464","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4464"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4464\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4467,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4464\/revisions\/4467"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4465"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4464"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4464"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4464"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}