{"id":458,"date":"2017-09-16T16:05:03","date_gmt":"2017-09-16T19:05:03","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=458"},"modified":"2017-09-16T16:05:03","modified_gmt":"2017-09-16T19:05:03","slug":"uma-igreja-justa-e-sempre-proxima-do-povo-este-e-o-sonho-do-frei-gilvander-entrevista-ao-jornal-marco-da-puc-minas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/uma-igreja-justa-e-sempre-proxima-do-povo-este-e-o-sonho-do-frei-gilvander-entrevista-ao-jornal-marco-da-puc-minas\/","title":{"rendered":"Uma igreja justa e sempre pr\u00f3xima do povo. Este \u00e9 o sonho do frei Gilvander. Entrevista ao Jornal Marco, da PUC Minas."},"content":{"rendered":"<p><strong>Uma igreja justa e sempre pr\u00f3xima do povo. Este \u00e9 o sonho do frei Gilvander.<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-459 aligncenter\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/frei-Gilvander-2-no-Jornal-Marco-da-puc-minas-set-2017-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/frei-Gilvander-2-no-Jornal-Marco-da-puc-minas-set-2017-300x225.jpg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/frei-Gilvander-2-no-Jornal-Marco-da-puc-minas-set-2017-768x576.jpg 768w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/frei-Gilvander-2-no-Jornal-Marco-da-puc-minas-set-2017.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Entrevista que frei Gilvander concedeu ao Jornal MARCO, Jornal Laborat\u00f3rio do Curso de Jornalismo, da Faculdade de Comunica\u00e7\u00e3o e Artes, da PUC Minas, Ano 44, edi\u00e7\u00e3o 331, setembro de 2017, p. 16. Entrevista realizada pelas estudantes Marina Menta e Sophia Tib\u00farcio, 1\u00ba e 3\u00ba per\u00edodos, com fotografia de Elisa Senra.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>T\u00edtulo da Entrevista: Religioso dedica toda a sua vida \u00e0 justi\u00e7a social<\/strong><\/p>\n<p>Um homem a servi\u00e7o de Deus, um soldado da dignidade humana. Talvez essa seja uma boa defini\u00e7\u00e3o do frei Gilvander Lu\u00eds Moreira, da Ordem dos Carmelitas, um dos grandes defensores das popula\u00e7\u00f5es que ocupam \u00e1reas ociosas na Regi\u00e3o Metropolitana de Belo Horizonte e lutam pela realiza\u00e7\u00e3o do seu direito de ter uma casa pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>Frei Gilvander j\u00e1 foi trabalhador na ro\u00e7a, v\u00edtima de explora\u00e7\u00e3o de patr\u00f5es e hoje \u00e9 bacharel e licenciado em Filosofia pela Universidade Federal do Paran\u00e1, bacharel em Teologia pelo Instituto Teol\u00f3gico S\u00e3o Paulo, mestre em Exegese B\u00edblica pelo Pontif\u00edcio Instituto B\u00edblico de Roma, It\u00e1lia; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da UFMG; assessor da Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT), CEBs, SAB e de Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas, em Minas Gerais. Nessa entrevista, frei Gilvander comenta a crise pol\u00edtica e econ\u00f4mica atual do Brasil e aponta a import\u00e2ncia do papel do sacerdote na sociedade.<\/p>\n<p><strong>Jornal Marco: Como o sr. v\u00ea a situa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores no atual momento e que solu\u00e7\u00f5es poderiam ser buscadas para impedir mais perdas de direitos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Frei Gilvander<\/strong>: \u201cA classe trabalhadora e a camponesa n\u00e3o est\u00e3o sendo apenas exploradas, est\u00e3o sendo superexploradas. A opress\u00e3o que o sistema capitalista est\u00e1 perpetrando hoje contra estas classes nunca foi t\u00e3o cruel na hist\u00f3ria, a explora\u00e7\u00e3o atingiu um n\u00edvel insuport\u00e1vel. Ent\u00e3o, o problema principal, hoje, no Brasil n\u00e3o \u00e9 a corrup\u00e7\u00e3o: 80% a 90% da injusti\u00e7a e da viol\u00eancia que pairam sobre o povo brasileiro s\u00e3o causados pela explora\u00e7\u00e3o do capital em cima da m\u00e3o de obra.\u201d<\/p>\n<p><strong>Jornal Marco: No cen\u00e1rio pol\u00edtico e econ\u00f4mico de dificuldades que passa o Brasil, qual deve ser o papel dos padres? <\/strong><\/p>\n<p><strong>Frei Gilvander<\/strong>: \u201cO papel de seguir, na pr\u00e1tica, Jesus Cristo, o evangelho Dele e de seguir, tamb\u00e9m, o que diz o papa Francisco. Se fizermos isso, j\u00e1 vamos dar uma contribui\u00e7\u00e3o importante para superar a montanha de injusti\u00e7as e viol\u00eancias que, infelizmente, est\u00e1 permeando o tecido social brasileiro.\u201d<\/p>\n<p><strong>Jornal Marco: O que os padres podem fazer?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Frei Gilvander:<\/strong> \u201cA solu\u00e7\u00e3o que eu e os companheiros da Comiss\u00e3o Pastoral da Terra e dos movimentos sociais populares propomos \u00e9 a gente seguir organizando o povo para construir um poder popular em todos os bairros, todos os cantos e recantos, nas periferias, nas cidades, no campo, em todos os lugares. Tem que ter o povo organizado fazendo press\u00e3o para frear essa avalanche de viol\u00eancia, porque n\u00e3o pode depender mais da democracia representativa com pol\u00edticos desonestos que n\u00e3o representam ningu\u00e9m.\u201d<\/p>\n<p><strong>Jornal Marco: O sr. acredita na possibilidade de mudar nossa sociedade? Como?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Frei Gilvander<\/strong>: Eu n\u00e3o vejo uma solu\u00e7\u00e3o a partir dos poderosos; a solu\u00e7\u00e3o tem que ser a partir da uni\u00e3o dos pequenos. Isso passa por organiza\u00e7\u00e3o de base, passa por forma\u00e7\u00e3o. N\u00f3s temos que, hoje, fazer uma convers\u00e3o social das pessoas religiosas, superando o atual descolamento da f\u00e9 com o social, com o pol\u00edtico, com o econ\u00f4mico. A solu\u00e7\u00e3o existe, s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil porque n\u00e3o \u00e9 a partir de alguns figur\u00f5es de cima que vamos conseguir fazer mudan\u00e7as. Tem que ser um grande movimento de resgate dos verdadeiros valores da vida; temos que despertar a sociedade para ver a beleza que \u00e9 a pessoa ser justa, honesta, solid\u00e1ria, desenvolver responsabilidades sociais, cultivar a responsabilidade ambiental.\u201d<\/p>\n<p><strong>Jornal Marco: Faltam padres no Brasil e no mundo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Frei Gilvander<\/strong>: \u201cN\u00e3o acho que faltam padres, eu acho que falta valorizarmos mais o sacerd\u00f3cio comum e n\u00e3o o sacerd\u00f3cio ordenado. Se a gente for olhar na B\u00edblia, principalmente nos evangelhos do Novo Testamento, o que \u00e9 mais valorizado s\u00e3o as lideran\u00e7as leigas. As primeiras comunidades que celebravam a eucaristia n\u00e3o tinham padre. Os leigos, as lideran\u00e7as e, em sua maior parte, mulheres, celebravam. Ent\u00e3o, \u00e9 errado pedagogicamente essa hiper-valoriza\u00e7\u00e3o do sacerd\u00f3cio ordenado, porque estar\u00edamos privatizando a f\u00e9.\u201d<\/p>\n<p><strong>Jornal Marco: O que \u00e9 ser sacerdote?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Frei Gilvander<\/strong>: \u201cSacerdote significa, etimologicamente, fazer sagrado; a miss\u00e3o de revelar a sacralidade existente nas pessoas, na biodiversidade, em tudo. Na verdade, sacerdote n\u00e3o \u00e9 aquele que de uma forma m\u00e1gica vai impor o sagrado sobre a realidade; a miss\u00e3o dele \u00e9 revelar e explicitar a dimens\u00e3o sagrada j\u00e1 existente no real. Tudo \u00e9 sagrado. O profano \u00e9 uma das realidades mais sagradas, como, por exemplo, o trabalho, as pessoas. Onde tem vida a\u00ed est\u00e1 o sagrado.\u00a0 Ser sacerdote \u00e9 contribuir para que as pessoas percebam a luz e a for\u00e7a divina, permeando e perpassando toda a realidade.\u201d<\/p>\n<p><strong>Jornal Marco: O sr. teve de renunciar a muita coisa?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Frei Gilvander<\/strong>: \u201cSim, toda op\u00e7\u00e3o implica uma ren\u00fancia. Para ser frei e padre eu renunciei a ter uma companheira, casar e formar uma fam\u00edlia, mas na vida \u00e9 sempre assim. Outro exemplo \u00e9 o de que abdiquei de ter filhos, mas conhe\u00e7o dez crian\u00e7as que carregam meu nome porque as mam\u00e3es e os papais colocaram porque admiram o trabalho pastoral que eu fa\u00e7o. Eu n\u00e3o gerei nenhum filho, mas sinto que tenho um monte de filhos por a\u00ed. Ent\u00e3o a gente renuncia a alguma coisa, mas quando a voca\u00e7\u00e3o \u00e9 desenvolvida com paix\u00e3o e dedica\u00e7\u00e3o, vale a pena.\u201d<\/p>\n<p><strong>Jornal Marco: O que o motivou a\u00a0 ser religioso?\u00a0 Qual foi a rea\u00e7\u00e3o de sua fam\u00edlia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Frei Gilvander<\/strong>: \u201cMil e uma circunst\u00e2ncias, mas vou falar as principais. Uma delas s\u00e3o meus pais, porque eram pessoas muito justas, solid\u00e1rias, amigas de todo mundo. Ent\u00e3o, desde pequeno, eu fui formado e educado para ser uma pessoa solid\u00e1ria, justa, honesta e isso contribuiu. Outro aspecto \u00e9 que eu tive uma inf\u00e2ncia e uma adolesc\u00eancia muito sofridas, no sentido de viver sem terra, sem moradia, trabalhar na ro\u00e7a e latif\u00fandio, e quando o fazendeiro levava metade da nossa produ\u00e7\u00e3o, eu escutava no meu cora\u00e7\u00e3o duas afirma\u00e7\u00f5es, que diziam \u201cDeus n\u00e3o quer isso\u201d, e \u201cisso n\u00e3o \u00e9 justo\u201d. Ent\u00e3o, com essa experi\u00eancia de ser explorado, cresceu em mim o desejo de ser frei e padre, para ajudar a construir uma sociedade justa, solid\u00e1ria, lutar contra as injusti\u00e7as.\u201d<\/p>\n<p><strong>Jornal Marco: O que o deixa mais feliz na realiza\u00e7\u00e3o do seu trabalho e miss\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Frei Gilvander<\/strong>: \u201cDeixa-me feliz perceber que, quando a gente faz esse trabalho de base, nessas lutas populares a gente conquista direitos humanos e sociais. S\u00f3 para citar um exemplo, nos \u00faltimos dez anos a Prefeitura de Belo Horizonte destruiu e demoliu mais de 15 mil casas para alargar avenidas, construir viadutos, ent\u00e3o eu me pergunto: \u201cser\u00e1 que a dignidade dos autom\u00f3veis tem mais valor que a dignidade humana?\u201d E a gente luta contra isso. Na luta coletiva as Ocupa\u00e7\u00f5es em Belo Horizonte, nos \u00faltimos 10 anos, constru\u00edram mais de 15 mil casas pr\u00f3prias e dignas.\u201d<\/p>\n<p><strong>Jornal Marco: Como o sr. v\u00ea as posi\u00e7\u00f5es e ideias inovadoras do papa Francisco? <\/strong><\/p>\n<p><strong>Frei Gilvander<\/strong>: \u201cCom muita alegria, o papa Francisco est\u00e1 sendo uma b\u00ean\u00e7\u00e3o. \u00c9 o verdadeiro pastor, bom samaritano, um verdadeiro profeta. O que est\u00e1 deixando muito a desejar nas igrejas de hoje s\u00e3o alguns padres jovens e seminaristas que n\u00e3o est\u00e3o seguindo o caminho do papa. Antes de se tornar papa, ele trabalhou com os pobres mais de 30 anos, ent\u00e3o \u00e9 um homem muito solid\u00e1rio e est\u00e1 ajudando a libertar a Igreja de muitas coisas horrorosas.\u201d<\/p>\n<p><strong>Jornal Marco: As igrejas (neo)pentecostais v\u00eam ganhando espa\u00e7o cada vez mais no Brasil, atraindo fi\u00e9is especialmente nas periferias das cidades. Qual a causa disto? <\/strong><\/p>\n<p><strong>Frei Gilvander:<\/strong> \u201cV\u00e1rias causas. Uma delas \u00e9 o conservadorismo da Igreja Cat\u00f3lica com padres moralistas e autorit\u00e1rios. Outra causa \u00e9 o capitalismo, quanto mais ele aumenta o n\u00edvel de opress\u00e3o, mais deixa as pessoas angustiadas, buscando um \u201cO\u00e1sis\u201d, uma aba de salva\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o correm para as Igrejas (neo)pentecostais que lhes prometem isto. L\u00e1 s\u00e3o abra\u00e7adas, acolhidas e vivenciam uma literatura de auto ajuda ao lidar com as grandes opress\u00f5es. Por um lado as pessoas s\u00e3o acolhidas, mas, por outro, s\u00e3o sugadas atrav\u00e9s do d\u00edzimo e do que se chama de \u201cteologia da prosperidade\u201d. Nesse caso<strong>, <\/strong>se desenvolve uma grande mentira, que \u00e9 fruto de uma falsa interpreta\u00e7\u00e3o da B\u00edblia.\u201d<\/p>\n<p><strong>Jornal Marco: A igreja Cat\u00f3lica tem dificuldade de dialogar com o povo mais humilde? Por qu\u00ea?\u00a0 \u00a0 \u00a0 Frei Gilvander<\/strong>: \u201cAconteceu na Igreja Cat\u00f3lica de 1962 a 1965 o Conc\u00edlio do Vaticano II, que abriu a Igreja para o mundo, para op\u00e7\u00e3o pelos pobres, para o profetismo, para a incultura\u00e7\u00e3o. Depois de cinco confer\u00eancias dos bispos latino-americanos, a op\u00e7\u00e3o pelos pobres e o protagonismo dos leigos permaneceu. Infelizmente, nos pontificados de Jo\u00e3o Paulo II e do Ratzinger, a c\u00fapula da Igreja foi gradativamente abandonando a op\u00e7\u00e3o pelos pobres. Agora o papa Francisco est\u00e1 sinalizando para as igrejas corrigirem esse grave erro e retomar a op\u00e7\u00e3o pelos pobres, conviver com eles e serem solid\u00e1rias com suas lutas.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma igreja justa e sempre pr\u00f3xima do povo. Este \u00e9 o sonho do frei Gilvander. 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