{"id":5598,"date":"2020-02-11T18:25:36","date_gmt":"2020-02-11T21:25:36","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=5598"},"modified":"2022-01-23T10:19:45","modified_gmt":"2022-01-23T13:19:45","slug":"%ef%bb%bfdimensao-religiosa-na-luta-pela-terra-e-por-direitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/%ef%bb%bfdimensao-religiosa-na-luta-pela-terra-e-por-direitos\/","title":{"rendered":"\ufeffDimens\u00e3o religiosa na luta pela terra e por direitos"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Dimens\u00e3o religiosa na luta pela terra e por direitos. <\/strong>Por Gilvander Moreira<a href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/B\u00edblia-na-XVI-Romaria-da-terra-em-Goi\u00e1s.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5599\" width=\"764\" height=\"383\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/B\u00edblia-na-XVI-Romaria-da-terra-em-Goi\u00e1s.jpg 900w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/B\u00edblia-na-XVI-Romaria-da-terra-em-Goi\u00e1s-300x151.jpg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/B\u00edblia-na-XVI-Romaria-da-terra-em-Goi\u00e1s-768x386.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 764px) 100vw, 764px\" \/><figcaption>Cartaz da XVI Romaria da Terra e das \u00c1guas da Diocese de Goi\u00e1s, promo\u00e7\u00e3o da CPT e da Diocese de Goias. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No\nBrasil, \u00e9 imposs\u00edvel compreender a luta pela terra e por direitos sem a\ncompreens\u00e3o do fen\u00f4meno religioso manifestado pelos sujeitos da luta pela terra\ne por direitos. O fen\u00f4meno religioso aparece explicitamente nos discursos dos\nsujeitos que fizeram e continuam protagonizando a luta pela terra e por\ndireitos. Podemos citar alguns exemplos como amostra. Na marcha do MST<a href=\"#_ftn2\">[2]<\/a>\nde Goi\u00e2nia a Bras\u00edlia, dia 7 de maio de 2005, alguns camponeses devotamente\nliam um salmo na B\u00edblia. Perguntamos: \u201c<em>A B\u00edblia precisa estar na marcha?<\/em>\u201d Obtivemos como resposta: \u201c<em>Sem d\u00favida,\npois Deus caminha conosco. Aqui descobrimos que somos Povo de Deus em busca de\nterra, p\u00e3o e liberdade. Deus est\u00e1 conosco. Infeliz quem tenta impedir nosso\nprojeto que \u00e9 libertar a m\u00e3e terra<\/em><em>!<\/em>\u201d, respondeu-nos um campon\u00eas idoso na Marcha. <\/p>\n\n\n\n<p>Agente de\npastoral aguerrida na luta pela terra, a irm\u00e3 Geraldinha, da Comiss\u00e3o Pastoral\nda Terra (CPT), ao ser entrevistada, volta e meia, revela a f\u00e9 no Deus da vida\nque a move na luta em defesa dos empobrecidos: \u201c<em>Com base na B\u00edblia<\/em>, <em>levamos o\npovo a descobrir que<\/em> <em>a terra pertence\na Deus e, portanto, a todos<\/em>\u201d (Irm\u00e3 Geraldinha, dia 09\/6\/2016). Ozorino\nPires, 71 anos, campon\u00eas atualmente assentado em Salto da Divisa, MG, no\nAssentamento Dom Luciano Mendes, dizia evocando que a motiva\u00e7\u00e3o para estar na\nluta pela terra est\u00e1 na f\u00e9 em Deus: \u201c<em>A\nEscritura Sagrada diz que a terra foi criada por Deus sem cerca e sem porteira\npara todo mundo viver dela. Pelo que\neu sei, Deus quando fez a terra n\u00e3o passou escritura para ningu\u00e9m, n\u00e3o.\nSomos filhos da terra e filhos de Deus<\/em>\u201d. Assim, por uma perspectiva de f\u00e9\nque vem da experi\u00eancia dos povos da B\u00edblia que lutavam por terra, justi\u00e7a e\npaz, se questiona a propriedade privada capitalista como se fosse algo natural.<\/p>\n\n\n\n<p>Na luta\npela terra e por direitos, \u00e9 imprescind\u00edvel a f\u00e9 das camponesas, dos camponeses\ne da classe trabalhadora na cidade. O campon\u00eas Oliv\u00e9rio de Carvalho, do\nAssentamento Primeiro do Sul, em Campo do Meio, no sul de Minas Gerais, relata:\n\u201c<em>No in\u00edcio da nossa luta aqui, a gente ia\npara a cidade fazer panfletagem. Algumas pessoas pegavam um porrete e corriam\natr\u00e1s da gente dizendo que a gente estava roubando terra. Muita gente n\u00e3o\nentende. Deus criou a terra para todos, n\u00e3o colocou cerca e nem porteira. A\nluta pela terra n\u00e3o come\u00e7ou hoje. Come\u00e7ou com o povo da B\u00edblia, bem antes de\nJesus Cristo, l\u00e1 no Egito, com Mois\u00e9s, Miriam e as parteiras, que, com muita\nluta, reuniram o povo e atravessou o Mar Vermelho. Quando a pol\u00edcia do fara\u00f3\nquis impedir a liberta\u00e7\u00e3o do povo, o mar fechou e n\u00e3o sobrou nenhum policial.\nNo deserto, durante o dia, uma nuvem protegia o povo do calor e \u00e0 noite uma\ncoluna de fogo aquecia o povo e guiava todos. Depois que Mois\u00e9s morreu, Josu\u00e9\npassou a guiar o povo no deserto ruma \u00e0 terra prometida. Na B\u00edblia est\u00e1 escrito\nque Deus enviou o povo para uma terra onde manava leite e mel. Logo, essa terra\nnossa aqui nesse latif\u00fandio da ex-usina Ariadn\u00f3polis \u00e9 a terra prometida. N\u00e3o \u00e9\nf\u00e1cil a luta pela terra, mas Deus est\u00e1 conosco. Quem poder\u00e1 nos vencer, se Deus\nest\u00e1 do nosso lado?\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Obed\nVieira de Jesus, camponesa assentada no Assentamento Nova Conquista II no\nlatif\u00fandio da ex-usina Ariadn\u00f3polis, afirmou: \u201c<em>Com f\u00e9 em Deus e no MST, que somos n\u00f3s povo do campo, n\u00f3s n\u00e3o vamos\nmais ser despejados<\/em>\u201d. Get\u00falio Lopes do Nascimento, 61 anos, Sem Terra, atualmente\nassentado no Assentamento Dom Luciano, recorda: \u201c<em>H\u00e1 muito que procuro um lugarzinho para a gente ficar sossegado, sem\nser empurrado ou pisado, at\u00e9 Deus mandar chamar. A melhor alternativa \u00e9 o\ncaminho que n\u00f3s estamos seguindo, primeiro, com Deus; depois, com o MST<\/em>\u201d. Feliz pela conquista do primeiro assentamento no\nmunic\u00edpio de Salto da Divisa, no Baixo Jequitinhonha, MG, no momento da oficializa\u00e7\u00e3o\ndo Assentamento Dom Luciano Mendes, Irm\u00e3 Geraldinha exclama: \u201c<em>A \u2018reforma agr\u00e1ria\u2019 chegando a Salto da\nDivisa est\u00e1 chegando a liberta\u00e7\u00e3o dos filhos de Deus, dos pobres dessa\nterra.&nbsp; Gra\u00e7as\na Deus, estou viva aqui, pois foram tantas amea\u00e7as de morte<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o apenas na luta pela terra aparece a dimens\u00e3o religiosa das pessoas\ncomo forte fator de mobiliza\u00e7\u00e3o e de envolvimento com a luta, mas na luta por\ntodos os direitos fundamentais, no meio do povo, \u00e9 marcante a dimens\u00e3o de f\u00e9\ndas pessoas. Ignorar a dimens\u00e3o de f\u00e9 das pessoas nas lutas sociais \u00e9 uma\nburrice sem tamanho. No Brasil, a dimens\u00e3o religiosa das pessoas tem sido uma\nquest\u00e3o pol\u00edtica muito s\u00e9ria. Todas as pessoas envolvidas em lutas por direitos\nsociais e ambientais precisam estudar, compreender e lidar de uma forma\nrespeitosa com a dimens\u00e3o de f\u00e9 das pessoas. O di\u00e1logo \u00e9 o caminho e jamais\nignorar ou menosprezar a dimens\u00e3o de f\u00e9 das pessoas. Nesse sentido, sugiro a\nleitura do livro \u201cTeologias da Liberta\u00e7\u00e3o para nossos dias\u201d, de Marcelo Barros,\nEd. Vozes, 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Necess\u00e1rio se faz estudar sociologia da religi\u00e3o a partir da perspectiva marxista para lan\u00e7armos luzes te\u00f3ricas sobre o peso e a influ\u00eancia da religi\u00e3o na consci\u00eancia e na a\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica da classe trabalhadora e do campesinato, a opress\u00e3o nas diversas religi\u00f5es e especificamente na imensa variedade de igrejas crist\u00e3s, o enorme poder das igrejas eletr\u00f4nicas (neo)pentecostais na vida das\/os trabalhadoras\/es na cidade e dos camponeses no campo, a corros\u00e3o que movimentos religiosos espiritualizantes, moralistas e intimistas das igrejas promovem diariamente nas rela\u00e7\u00f5es sociais. <\/p>\n\n\n\n<p>O que \u00e9 ou\no que deve ser Religi\u00e3o? Segundo a etimologia da palavra, o termo \u2018religi\u00e3o\u2019\nvem do latim <em>re-ligare<\/em>, <em>re-legere<\/em>, <em>re-eligere<\/em>. Assim, segundo a Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o, para\nquem acredita em um Deus e, por isso, segue uma religi\u00e3o, religi\u00e3o diz respeito\na religar a pessoa humana com\nDeus, com o outro (o pr\u00f3ximo, alteridade), com o nosso eu profundo e com todos os seres vivos da biodiversidade.\nNesse sentido, para quem \u00e9 adepto de\nalguma religi\u00e3o, a religi\u00e3o integra a pessoa na grande comunidade da vida, guia\nat\u00e9 o mais profundo de si mesmo, seus medos e sonhos, suas for\u00e7as e fraquezas.\nEntretanto, a hist\u00f3ria da humanidade\nest\u00e1 recheada de religi\u00f5es enquanto institui\u00e7\u00f5es c\u00famplices dos poderes\nopressivos. Uma religi\u00e3o institucional tem sacerdotes, funcion\u00e1rios, dogmas,\ndoutrina e hierarquia. Com a institucionaliza\u00e7\u00e3o das religi\u00f5es, o esp\u00edrito\noriginal \u00e9tico e promotor de sociabilidade com respeito \u00e0 alteridade acaba\nsendo abafado. O que deveria ser instrumento de emancipa\u00e7\u00e3o humana torna-se\ninstrumento de opress\u00e3o, de legitima\u00e7\u00e3o da ordem estabelecida\nopressora\/injusta. <\/p>\n\n\n\n<p>Enfim,\na dimens\u00e3o religiosa das pessoas, dependendo da forma como \u00e9 vivenciada, pode\nmobilizar para lutas libert\u00e1rias ou pode estilha\u00e7ar lutas necess\u00e1rias. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancia.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>MOREIRA, Gilvander Lu\u00eds. M\u00edstica\nevang\u00e9lica do compromisso com os pobres, p. 85-102. In: <strong>RHEMA Revista de Filosofia e Teologia do Instituto Teol\u00f3gico Arquidiocesano\nSanto Ant\u00f4nio<\/strong>, v. 8, n. 29, 2002. <\/p>\n\n\n\n<p>BH, MG, 11\/02\/2020. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>.: Os filmes e v\u00eddeos nos links, abaixo,\nversam sobre o assunto tratado acima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1 &#8211; Acampamento Dom Luciano, do MST, tomando posse da Fazenda Monte\nCristo, em Salto da Divisa. 22\/10\/14<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_62734\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YBKooAh5Y1k?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>2 &#8211; Acampamento Dom Luciano, do MST, em Salto da Divisa, MG, festeja\nconquista da Fazenda Monte Cristo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_31537\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GDtNlY61v_E?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>3 &#8211; Palavra \u00c9tica, na TVC\/BH: frei\nGilvander-Acampamento Dom Luciano\/MST, Salto da Divisa\/MG. 22\/09\/14<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\"  id=\"_ytid_88716\"  width=\"810\" height=\"456\"  data-origwidth=\"810\" data-origheight=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zNZ4aOyui68?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Frei e padre da Ordem dos\ncarmelitas; doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela FAE\/UFMG; licenciado e bacharel em\nFilosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP\/SP; mestre em Ci\u00eancias\nB\u00edblicas; assessor da CPT, CEBI, SAB e Ocupa\u00e7\u00f5es Urbanas; prof. de \u201cMovimentos\nSociais Populares e Direitos Humanos\u201d no IDH, em Belo Horizonte, MG.\nE-mail:&nbsp;<a href=\"mailto:gilvanderlm@gmail.com\">gilvanderlm@gmail.com<\/a>&nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.gilvander.org.br\/\">www.gilvander.org.br<\/a>&nbsp;\u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.freigilvander.blogspot.com.br\/\">www.freigilvander.blogspot.com.br<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\n\u2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/gilvanderluis\">www.twitter.com\/gilvanderluis<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\n\u2013&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;Facebook: Gilvander Moreira III<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> Movimento dos Trabalhadores\nRurais Sem Terra.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dimens\u00e3o religiosa na luta pela terra e por direitos. 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