{"id":7480,"date":"2020-07-15T09:09:22","date_gmt":"2020-07-15T12:09:22","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=7480"},"modified":"2020-07-15T09:09:24","modified_gmt":"2020-07-15T12:09:24","slug":"historias-da-nossa-terra-amazonia-feminismo-e-agroecologia-historia-de-sileuza-barreto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/historias-da-nossa-terra-amazonia-feminismo-e-agroecologia-historia-de-sileuza-barreto\/","title":{"rendered":"#Hist\u00f3rias da Nossa Terra (Amaz\u00f4nia) &#8211; Feminismo e Agroecologia: Hist\u00f3ria de Sileuza Barreto"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Feminismo-e-Agroecologia-1-15-7-2020.mp3\" autoplay><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>#<strong>Hist\u00f3rias da Nossa Terra (Amaz\u00f4nia) &#8211; Feminismo e Agroecologia: Hist\u00f3ria de Sileuza Barreto, de<\/strong> <strong>Moju\u00ed dos Campos, PA   \u2013 15\/7\/2020<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/feminismo-e-agroecologia-1-1024x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7482\" width=\"518\" height=\"518\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/feminismo-e-agroecologia-1-1024x1024.jpeg 1024w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/feminismo-e-agroecologia-1-150x150.jpeg 150w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/feminismo-e-agroecologia-1-300x300.jpeg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/feminismo-e-agroecologia-1-768x768.jpeg 768w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/feminismo-e-agroecologia-1.jpeg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 518px) 100vw, 518px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Assim como a grande parte das mulheres, a mulher agricultora assumiu v\u00e1rios pap\u00e9is no campo. Em geral, durante muito tempo, ela era a \u00fanica respons\u00e1vel pelos servi\u00e7os dom\u00e9sticos \u2013 com a manuten\u00e7\u00e3o da casa e o cuidado das crian\u00e7as \u2013 al\u00e9m de realizar as atividades produtivas para a seguran\u00e7a alimentar da fam\u00edlia e das cidades, no cultivo da ro\u00e7a e comercializa\u00e7\u00e3o dos alimentos excedentes.<\/p>\n\n\n\n<p>As desigualdades de g\u00eanero\nforam muito presentes no meio rural por d\u00e9cadas e d\u00e9cadas. Desde cedo as\nmeninas s\u00e3o ensinadas no campo aos afazeres da casa\u2026 Cozinhar, lavar, passar\u2026\nE, tem mais! Quando casadas, muitas chegavam a se privar at\u00e9 na hora da divis\u00e3o\nda comida, deixando partes mais nobres das carnes de aves e bovinos, porque os\nseus maridos ou filhos julgavam precisar de uma maior quantidade para se\nalimentar. Assim como tamb\u00e9m n\u00e3o tinham total liberdade do seu corpo,\nacreditando-se submissas aos desejos sexuais dos seus parceiros. Ao longo do\ntempo, foram in\u00fameras as limita\u00e7\u00f5es a que elas foram impostas no ber\u00e7o familiar\ne nas comunidades rurais.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 h\u00e1 diversos estudos de\npesquisas que tratam da divis\u00e3o do trabalho pautadas pela quest\u00e3o de g\u00eanero na\nagricultura familiar. Elas permitem concluir que as mulheres do campo ocupam um\nespa\u00e7o de subordina\u00e7\u00e3o e que seu trabalho, seja no ro\u00e7ado, no com\u00e9rcio e at\u00e9\nnos sindicatos, geralmente aparece como \u201dajuda\u201d. Sim, ajuda ao seu companheiro!\nAinda que trabalhe tanto quanto eles. Na divis\u00e3o do trabalho, o car\u00e1ter do\n\u201cpesado\u201d ou \u201cleve\u201d \u00e9 relativo e culturalmente determinado por uma sociedade que\natribui ao homem o status de respons\u00e1vel pelo provimento da fam\u00edlia. Uma\ncultura que tamb\u00e9m o elegeu respons\u00e1vel por trabalhos externos enquanto o lugar\nda mulher seria no \u00e2mbito do trabalho de casa. No geral, \u00e9 imposto uma\nhierarquia de g\u00eanero na qual o machismo e o patriarcado imperam, muitas vezes\nescondidos numa face paternalista.<\/p>\n\n\n\n<p>A verdade \u00e9 que a mulher\nsempre participou do processo produtivo agr\u00edcola familiar mesmo invisibilizada,\nporque quando se fala em agricultura familiar \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o associar fam\u00edlia\ne estabelecimento produtivo. O trabalho das mulheres rurais sempre foi\nessencial na cadeia produtiva. Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, a ONU,\natualmente, elas s\u00e3o respons\u00e1veis por 45% diretamente da produ\u00e7\u00e3o de alimentos\nno Brasil e outros pa\u00edses em desenvolvimento. E, na maioria dos casos, t\u00eam\njornada de trabalho dupla, no campo e em casa. Trabalham cerca de 12h semanais\na mais que os homens, mesmo assim apenas 20% delas hoje s\u00e3o propriet\u00e1rias das\nterras onde moram.<\/p>\n\n\n\n<p>Historicamente as escrituras\nde terras ou at\u00e9 contratos de acesso a benef\u00edcios de programas de apoio e\nincentivo \u00e0 agricultura familiar como o PAA (Programa de Aquisi\u00e7\u00e3o de\nAlimentos) durante muito tempo estavam concentrados na assinatura de\nagricultores, os homens. Por\u00e9m, eram as mulheres, em rela\u00e7\u00e3o a programas de\nbenef\u00edcios, as que mais acompanhavam reuni\u00f5es de planejamento, participavam de\noficinas e forma\u00e7\u00f5es. No final isso era um complicador porque elas n\u00e3o eram as\ntitulares dos contratos ou terras. De acordo com a ONG Oxfam Brasil, em nosso\npa\u00eds, apenas 5% das propriedades rurais est\u00e3o no nome de mulheres agricultoras.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, o movimento\nagroecol\u00f3gico e de mulheres entendeu a import\u00e2ncia dessas agricultoras e buscou\nfortalecer a agricultura familiar pelo incentivo a a\u00e7\u00f5es afirmativas em\npol\u00edticas p\u00fablicas nesse \u00e2mbito. Al\u00e9m de colaborarem para a visibilidade da\npresen\u00e7a da mulher no cultivo de frutas, hortali\u00e7as, gr\u00e3os, cria\u00e7\u00e3o de aves e\noutras produ\u00e7\u00f5es. Em f\u00f3runs de discuss\u00e3o e in\u00fameras reuni\u00f5es tamb\u00e9m propuseram\numa participa\u00e7\u00e3o m\u00ednima em cota para as mulheres terem acesso a programas\nsociais agr\u00edcolas como o PAA. Um programa que colabora com o escoamento da\nprodu\u00e7\u00e3o, com o aumento de renda em casa, com a autonomia econ\u00f4mica das\nmulheres e com a participa\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria e pol\u00edtica delas em\nassocia\u00e7\u00f5es de agricultura familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>As mulheres rurais est\u00e3o\ncada dia mais empoderadas, mais confiantes da sua capacidade de produ\u00e7\u00e3o e\ncomercializa\u00e7\u00e3o dos produtos oriundos da agricultura familiar. Al\u00e9m disso,\nasseguram e garantem uma renda maior para a fam\u00edlia pela comercializa\u00e7\u00e3o desses\nprodutos excedentes ao seu consumo e continuam na luta pela autonomia\nfinanceira. Sem falar que as mulheres agricultoras nos \u00faltimos anos tamb\u00e9m\ncrescem coletivamente na entreajuda, no apoio m\u00fatuo e com pr\u00e1ticas\nsustent\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro epis\u00f3dio da\ns\u00e9rie #Hist\u00f3riasdeNossaTerra vamos conhecer a Hist\u00f3ria de Sileuza Barreto,\nagricultora familiar e presidente da Associa\u00e7\u00e3o Flores do Campo, que est\u00e1\nlocalizada no interior do Par\u00e1, na cidade de Moju\u00ed dos Campos.<\/p>\n\n\n\n<p>Sileuza concilia o seu\ntrabalho de agricultora com o engajamento na causa de empoderamento de mulheres\ndo meio rural. O tema de hoje \u00e9 Feminismo e Agroecologia!<\/p>\n\n\n\n<p>Texto: May\u00e1 Schawade e Ana L\u00facia Farias<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fonte<\/strong>:  <br><a href=\"http:\/\/olma.org.br\/2020\/07\/14\/feminismo-e-agroecologia\/\">http:\/\/olma.org.br\/2020\/07\/14\/feminismo-e-agroecologia\/<\/a> <\/p>\n\n\n\n<p>= = = = = <\/p>\n\n\n\n<p>*Inscreva-se no Canal Frei\nGilvander Luta pela Terra e por Direitos, no link:\nhttps:\/\/www.youtube.com\/user\/fgilvander, acione o sininho, receba as\nnotifica\u00e7\u00f5es de envio de v\u00eddeos e assista a diversos v\u00eddeos de luta por\ndireitos sociais. 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