{"id":7745,"date":"2020-07-30T16:20:16","date_gmt":"2020-07-30T19:20:16","guid":{"rendered":"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/?p=7745"},"modified":"2020-07-30T16:20:18","modified_gmt":"2020-07-30T19:20:18","slug":"o-choro-pode-durar-uma-noite-sl-306-temos-o-direito-de-chorar-nossos-mortos-por-frei-rivaldave","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/o-choro-pode-durar-uma-noite-sl-306-temos-o-direito-de-chorar-nossos-mortos-por-frei-rivaldave\/","title":{"rendered":"\u201cO choro pode durar uma noite&#8230;!\u201d (Sl 30,6): Temos o direito de chorar nossos mortos? Por Frei Rivaldave"},"content":{"rendered":"\n<p>\u201c<strong>O choro pode durar uma noite&#8230;!\u201d (Sl 30,6): Temos o direito de chorar nossos mortos? <\/strong>Por Frei Rivaldave Paz Torquato, O. Carm.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Chorar-os-mortos.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7746\" width=\"518\" height=\"389\" srcset=\"https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Chorar-os-mortos.jpg 960w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Chorar-os-mortos-300x225.jpg 300w, https:\/\/gilvander.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Chorar-os-mortos-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 518px) 100vw, 518px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>&nbsp;Conhecidas s\u00e3o as\nfrases: \u201co choro \u00e9 express\u00e3o de fraqueza\u201d, \u201co choro \u00e9 a arma dos fracos\u201d. Uma\nvariante um tanto machista diz: \u201chomem que \u00e9 homem n\u00e3o chora\u201d. Mais grave que\nisso, por\u00e9m, \u00e9 o desdenho, o desprezo, o desrespeito pelo choro de milhares de\nenlutados que choram seus mortos a partir de setores do alto escal\u00e3o do governo\ne sequazes. Grande parte da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 relegada ao abandono \u201ccomo ovelhas\nsem pastor\u201d (Ez 34,1-10; Mt 9,36; Mc 6,34). A dor e o luto alheios j\u00e1 n\u00e3o\nsensibilizam mais. \u00c9 a lei da indiferen\u00e7a. A covid-19 mata e a insensibilidade\ntamb\u00e9m. Tem-se a impress\u00e3o que o choro da popula\u00e7\u00e3o gera prazer e gozo em\nmuitos pol\u00edticos. \u00c9 o c\u00famulo do sadismo. Embora cham\u00e1-los de s\u00e1dicos e c\u00ednicos\nsoa-lhes um elogio. \u00c9 uma parte da humanidade que vai se \u201canimalizando\u201d sem\nperceber. Algo que, certamente, faz at\u00e9 mesmo o Cristo chorar (cf. Lc\n19,41-42). Um \u201cgenoc\u00eddio\u201d est\u00e1 em curso enquanto muitas autoridades (pol\u00edticas)\nsubordinam o luto e a dor da na\u00e7\u00e3o aos privados (e n\u00e3o raro escusos) interesses\npol\u00edticos e econ\u00f4micos. S\u00e3o pastores que apascentam a si mesmos (Ez 34,2.10) e\nsem escr\u00fapulos. Como diz o dito: \u201cEnquanto Roma pega fogo, Nero toca flauta!\u201d\nObviamente que o governo n\u00e3o tem que ter respostas m\u00e1gicas a um problema que\nnem mesmo a ci\u00eancia ainda encontrou solu\u00e7\u00e3o. Trata-se do sarcasmo, que para\nal\u00e9m de qualquer orienta\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria, de qualquer polariza\u00e7\u00e3o capitalista ou\ncomunista, fere ainda mais as v\u00edtimas. Este quadro \u00e9 a mis\u00e9ria humana despindo\nsuas \u00faltimas pe\u00e7as de roupa&#8230;! Nesse \u00ednterim, boa parte da popula\u00e7\u00e3o desolada\ncontinua chorando sem ter quem a console.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;choro&nbsp;\u00e9 um\nfen\u00f4meno f\u00edsico-biol\u00f3gico. O corpo e, mais exatamente, os olhos derramam\nl\u00e1grimas. Mas chorar \u00e9 tamb\u00e9m o externalizar de emo\u00e7\u00f5es, de estados da alma,\ndos sentimentos, portanto, algo psicol\u00f3gico. \u00c9 ainda um fen\u00f4meno humano e,\nportanto, \u00e9 um dado antropol\u00f3gico: \u00e9 um fato que o ser humano chora. Seria\ntamb\u00e9m teol\u00f3gico (ou b\u00edblico)?<\/p>\n\n\n\n<p>Chorei muitas vezes na vida.\nChorei quando levei umas boas palmadas de minha m\u00e3e, mas o choro profundo e\namargo foi quando ela morreu sem ter a possibilidade de me despedir e estar\npresente no seu sepultamento. Embora eu tenha chorado muitas vezes e saiba chorar,\nn\u00e3o sou um&nbsp;expert&nbsp;em choro. Ouvi, por\u00e9m, Dom Joel Portella Amado,\nSecret\u00e1rio-geral da CNBB, dizer numa&nbsp;live:&nbsp;\u201cA morte passou n\u00e3o apenas\na ser vista, mas ela passou a incomodar, a apavorar, sem o&nbsp;direito de\nchorar os mortos&nbsp;e cauterizar as feridas atrav\u00e9s dos&nbsp;ritos\u201d.<a href=\"https:\/\/www.faculdadejesuita.edu.br\/artigo\/temos-o-direito-de-chorar-nossos-mortos--28072020-122351#_ftn1\">[1]<\/a>&nbsp;O&nbsp;chorar&nbsp;como express\u00e3o do\nluto, como forma de trabalhar a perda dos queridos e aliviar a dor, como parte\ndo ritual das Ex\u00e9quias e, mais ainda, como direito. O choro \u00e9 cat\u00e1rtico, vem do\ne vai ao \u00e2mago, tem for\u00e7a curativa, \u00e9 parte dos ritos de separa\u00e7\u00e3o e de entrega\ndos\/as nossos\/as queridos\/as que partem. Precisamos disso. Ora, esta realidade\nt\u00e3o humana teria passado despercebida \u00e0 B\u00edblia?<\/p>\n\n\n\n<p>Por ocasi\u00e3o da morte da\nmatriarca Sara o hagi\u00f3grafo registra: \u201cAbra\u00e3o veio cumprir o luto por Sara e\nchor\u00e1-la\u201d (Gn 23,2). O patriarca Jac\u00f3 cr\u00ea na not\u00edcia da morte do filho Jos\u00e9 (Gn\n37,31-35) e outra vez o hagi\u00f3grafo n\u00e3o deixa escapar um detalhe: \u201ce seu pai o\nchorou\u201d (v. 35b). Mais tarde, morre Jac\u00f3 (Gn 49,33), Jos\u00e9 chora sua morte (Gn\n50,1). Da mesma forma ocorre na morte do irm\u00e3o de Mois\u00e9s: \u201cToda a comunidade\nviu que Aar\u00e3o havia expirado e toda a casa de Israel chorou Aar\u00e3o durante\ntrinta dias\u201d (Nm 20,29). Na morte do grande l\u00edder, outra vez o hagi\u00f3grafo nota:\n\u201cOs israelitas choraram Mois\u00e9s nas estepes de Moab durante trinta dias, at\u00e9 o\nt\u00e9rmino do pranto em luto por Mois\u00e9s\u201d (Dt 34,8). Quando morre Samuel, \u201ctodo o\nIsrael se reuniu e guardou luto\u201d (I Sm 25,1; cf. 28,3). Chora-se a morte de\nSaul e seu filho Jonatas (II Sm 1,12). Nesta ocasi\u00e3o Davi comp\u00f4s uma elegia\nf\u00fanebre (vv. 17-27). O rei e o povo choram e lamentam a morte de Abner (II Sm\n3,30-34). Em II Sm 13,36-37 os filhos do rei choram a morte de Amnon e o rei\nguarda luto por seu filho. Davi chora a morte do filho Absal\u00e3o (II Sm 19,1-3a).\nUm profeta pranteia e sepulta um homem de Deus (I Rs 13,29-30). Todo Israel\npranteia a morte de Abias, filho do rei Jerobo\u00e3o (I Rs 14,18). Todo o Jud\u00e1 e\nJerusal\u00e9m pranteiam a morte do rei Josias (II Cr 35,24-25). Os irm\u00e3os choram a\nmorte de Judas Macabeu e todo Israel a lamenta e guarda luto (I Mc 9,19-21).\nRaquel chora seus filhos (Jr 31,15; Mt 2,18). Jerusal\u00e9m, por ocasi\u00e3o do ex\u00edlio,\ncomo vi\u00fava (Lm 1,1) chora o quadro de morte e ru\u00edna deixado pelos babil\u00f4nicos\n(Lm 1,2.16; 3,48-51). Jeremias conclui o lamento: \u201cAh, se a minha cabe\u00e7a fosse\numa fonte de \u00e1gua e os meus olhos um manancial de l\u00e1grimas! Eu choraria noite e\ndia pelos mortos do meu povo\u201d (Jr 8,23). O profeta vincula o lamento e o choro\ncomo parte do luto, do acompanhar os mortos (Jr 16,4.7; 25,33).<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m no Novo Testamento os\ncasos continuam: na morte da filha de Jairo, muitos choram (Mc 5,38-39; Lc\n8,52). Maria chora a morte do irm\u00e3o L\u00e1zaro (Jo 11,33). A vi\u00fava de Naim chora o\nseu filho a caminho da sepultura (Lc 7,13). Chora-se a morte de Tabita (At\n9,39). Madalena chora Jesus (Jo 20,11.13.15) e seus amigos tamb\u00e9m (Mc 16,10).\nEstas ocorr\u00eancias encontram seu auge, sem d\u00favida, na postura de Jesus por\nocasi\u00e3o da morte de L\u00e1zaro: \u201cQuando Jesus a viu chorar e tamb\u00e9m os judeus que a\nacompanhavam, comoveu-se interiormente e ficou conturbado. (&#8230;) E Jesus chorou\u201d\n(Jo 11,33.35).<\/p>\n\n\n\n<p>Estes exemplos bastam para\nmostrar que chorar os mortos na B\u00edblia \u00e9, portanto, um fato e n\u00e3o raro ganha\npropor\u00e7\u00f5es locais e nacionais. Expressa a como\u00e7\u00e3o da na\u00e7\u00e3o. Jesus define os que\nchoram como \u201cBem-aventurados\u201d (Mt 5,4). O sofrimento, a dor pode ser uma\nocasi\u00e3o que aproxima o ser humano de Deus. Para muitos, por\u00e9m, \u00e9 apenas uma\nocasi\u00e3o de rebeli\u00e3o, de revolta contra ele. O choro e a possibilidade de\nlamentar, no entanto, conservam o v\u00ednculo com aquele que (se fere) cura a\nferida (cf. Dt 32,39; J\u00f3 5,18; Sl 147,3; Os 6,1). Todavia, a B\u00edblia n\u00e3o deixa\nescapar um detalhe de extrema relev\u00e2ncia. Quando morre Jac\u00f3, os eg\u00edpcios fazem\no lamento e o luto com Jos\u00e9 (Gn 50,9-11). Quando Efraim chora a morte do filho,\n\u201cseus irm\u00e3os vieram consol\u00e1-lo\u201d (I Cr 7,22). N\u00e3o o deixam sozinho em sua dor.\nQuando L\u00e1zaro morre deixando enlutadas as suas irm\u00e3s, os vizinhos as consolam\n(Jo 11,19.31). Paulo transforma esta postura do estar&nbsp;junto&nbsp;ou\nestar&nbsp;com&nbsp;o enlutado num grande imperativo pastoral: \u201cAlegrai-vos&nbsp;com\nos que se alegram&nbsp;e chorai com os que&nbsp;choram\u201d (Rm 12,15). \u00c9 o\nprinc\u00edpio da empatia paulina e, nele, o princ\u00edpio do compadecer-se, isto\n\u00e9,&nbsp;padecer com&nbsp;o enlutado. \u00c9 fazer-se livre e gratuitamente um\nCireneu (cf. Mt 27,32; Mc 15,21; Lc 23,26)! Ceder o ombro para que o outro\nchore sua dor, seu luto.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas palavras de Qohelet (Eclesiastes):\n\u201cH\u00e1 tempo de chorar e tempo de rir; tempo de gemer e tempo de bailar\u201d (Ecle\n3,4).<a href=\"https:\/\/www.faculdadejesuita.edu.br\/artigo\/temos-o-direito-de-chorar-nossos-mortos--28072020-122351#_ftn2\">[2]<\/a>&nbsp;Estamos na esta\u00e7\u00e3o do choro, mas\nningu\u00e9m precisa chorar sozinho. Chorar \u00e9 um direito humano, se n\u00e3o estiver na\nConstitui\u00e7\u00e3o brasileira, est\u00e1 na constitui\u00e7\u00e3o humana, isto \u00e9, \u00e9 constitutivo do\nser humano, est\u00e1 inscrito na nossa natureza. Assim, se a dor chegar e persistir\nn\u00e3o tenha receio de deixar verter as suas l\u00e1grimas. Chorar \u00e9 tamb\u00e9m um dever\nque emerge do esp\u00edrito de solidariedade, da compaix\u00e3o. \u00c9 direito do enlutado\nchorar seus mortos e \u00e9 dever nosso n\u00e3o deix\u00e1-lo s\u00f3 na sua dor. Jesus n\u00e3o fica\napenas no choro, a sua como\u00e7\u00e3o o move a reverter o quadro, despertando L\u00e1zaro\n(Jo 11,43-44) e, cheio de compaix\u00e3o, desperta o filho da vi\u00fava de Naim (Lc\n7,13-15) ou a filha de Jairo (Mc 5,41-42). Estes fatos mostram que ele, de\nfato, veio \u201cpara iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte\u201d (Lc\n1,79). Sua postura nos ensina assim a romper com a indiferen\u00e7a, pois ela fere\nmais que a morte. Um disc\u00edpulo aut\u00eantico de Jesus jamais ser\u00e1 indiferente \u00e0 dor\nalheia. Pode-se&nbsp;lavar&nbsp;as pr\u00f3prias m\u00e3os. \u00c9 o que fez Pilatos (Mt\n27,24).<a href=\"https:\/\/www.faculdadejesuita.edu.br\/artigo\/temos-o-direito-de-chorar-nossos-mortos--28072020-122351#_ftn3\">[3]<\/a>&nbsp;No entanto, o Cristo&nbsp;lavou&nbsp;os\np\u00e9s alheios (Jo 13,1-17). Tudo \u00e9&nbsp;lavar. Neste caso, por\u00e9m, o objeto lavado\ne a perten\u00e7a do mesmo definem em qual sequela estamos. Posso tocar flauta, mas\nposso oferecer o ombro a quem chora, enxugar suas l\u00e1grimas ou chorar junto.\nToca a cada crist\u00e3o e \u00e0 Igreja, portanto, a criatividade de encontrar uma\nforma, sobretudo nesta pandemia em que os familiares muitas vezes n\u00e3o t\u00eam a\npossibilidade nem de ver seu ente querido uma \u00faltima vez e nem de enterr\u00e1-lo,\nde ajudar os enlutados a chorar seus mortos. Eis a pastoral e a liturgia do\nconsolo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A morte faz parte da vida.\nMas n\u00e3o fomos educados para isso. Nossa educa\u00e7\u00e3o tem a\u00ed uma lacuna, a morte nos\n\u00e9 estranha at\u00e9 a hora que ela chega. Irrompe a dor e o choro. Ent\u00e3o emerge logo\nem n\u00f3s a pergunta: \u201ccomo consolar e o que dizer nestas horas?\u201d. N\u00e3o \u00e9 quest\u00e3o\nde receitas ou de f\u00f3rmulas, \u00e9 antes de tudo uma quest\u00e3o do estar junto, sofrer\ncom quem sofre. Esteja calado, mas esteja l\u00e1. Todavia, esteja l\u00e1 sabendo que a\nmorte n\u00e3o \u00e9 o fim. Ajuda a atitude de Ester que se dirige a Deus dizendo: \u201cOuve\nminha ora\u00e7\u00e3o&#8230; muda nosso luto em alegria\u201d (Est 4,17h, adi\u00e7\u00e3o grega). Deus\nouviu e o evento se tornou uma festa (Purim), cuja base \u00e9: \u201ca afli\u00e7\u00e3o deu lugar\na alegria e o luto \u00e0s festividades\u201d (Est 9,22). A alegria e o luto est\u00e3o nas\nm\u00e3os de Deus, Senhor da vida e da morte (cf. I Sm 2,6; Dt 32,39). Ele pode\ntransformar nossas festas em luto (Am 8,10), mas pode igualmente transformar o\nluto em dan\u00e7a (Sl 30,12a; Jr 31,13), o choro em alegria (Jo 16,20). Ele\nenxugar\u00e1 toda l\u00e1grima (Ap 21,4; cf. Is 25,8). Os que choram h\u00e3o de rir (Lc\n6,21b). Nele e com ele a dor da morte pode se reverter em esperan\u00e7a de vida. Os\ndias de luto cessar\u00e3o (Is 60,20). A covid-19 vai passar e a vida seguir\u00e1 seu\ncaminho. Ent\u00e3o os que \u201csemearam entre l\u00e1grimas, cantando h\u00e3o de ceifar\u201d (Sl\n126,5). N\u00e3o podemos encarar a vida como se ele fosse uma \u00fanica esta\u00e7\u00e3o. O\noutono abre o caminho que leva \u00e0 primavera. Completando o verso inicial: \u201cO\nchoro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manh\u00e3\u201d (Sl 30,6).<\/p>\n\n\n\n<p>Rivaldave Paz Torquato, O.\nCarm., \u00e9 professor titular do Departamento de Teologia da FAJE, em Belo\nHorizonte, MG.<\/p>\n\n\n\n<p>30\/7\/2020<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.faculdadejesuita.edu.br\/artigo\/temos-o-direito-de-chorar-nossos-mortos--28072020-122351#_ftnref1\">[1]<\/a>&nbsp;Cf.&nbsp;Live&nbsp;das\nJornadas de Teologia Pastoral [EP1], dia 26\/06\/2020 \u2013 CNBB\/PUC-Rio:<\/p>\n\n\n\n<p>&lt;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=mCDMUkiE2fE&amp;feature=youtu.be\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=mCDMUkiE2fE&amp;feature=youtu.be<\/a>&gt;\nacessado em 04\/07\/2020, cursivo nosso.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.faculdadejesuita.edu.br\/artigo\/temos-o-direito-de-chorar-nossos-mortos--28072020-122351#_ftnref2\">[2]<\/a>&nbsp;Qohelet\nn\u00e3o conhece ainda a vida futura ou pelo menos n\u00e3o a verbaliza. Para ele a morte\n\u00e9 o fim de todo homem, mas ela faz o vivo refletir (Ecle 7,2) e por isso: \u201co\ncora\u00e7\u00e3o dos s\u00e1bios est\u00e1 na casa em luto, o cora\u00e7\u00e3o dos insensatos est\u00e1 na casa\nem festa\u201d (v. 4). Mesmo no n\u00edvel meramente humano \u00e9 sensato e bom tamb\u00e9m para\nquem se faz solid\u00e1rio na morte e no luto alheio.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.faculdadejesuita.edu.br\/artigo\/temos-o-direito-de-chorar-nossos-mortos--28072020-122351#_ftnref3\">[3]<\/a>\u00a0\u201cLavar as m\u00e3os\u201d \u00e9, na verdade, express\u00e3o de inoc\u00eancia (cf. Dt 21,6-7; Sl 26,6; 73,13). Na mentalidade comum, por\u00e9m, o gesto tornou-se express\u00e3o de omiss\u00e3o e indiferen\u00e7a de quem podia fazer algo para livrar Jesus da morte e n\u00e3o o fez, ou seja, uma forma de dizer: \u201cn\u00e3o tenho nada com isso!\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fonte<\/strong>: <a href=\"https:\/\/www.faculdadejesuita.edu.br\/artigo\/temos-o-direito-de-chorar-nossos-mortos--28072020-122351\">https:\/\/www.faculdadejesuita.edu.br\/artigo\/temos-o-direito-de-chorar-nossos-mortos&#8211;28072020-122351<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cO choro pode durar uma noite&#8230;!\u201d (Sl 30,6): Temos o direito de chorar nossos mortos? Por Frei Rivaldave Paz Torquato, O. 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