Poema “A carne”, de Ulisses Cappelletti, Jorge Mario Da Silva e Marcelo Yuka
Narração: Carmem Imaculada de Brito
Poema “A carne”, de Ulisses Cappelletti, Jorge Mario Da Silva e Marcelo Yuka
A carne mais barata do mercado é a minha carne negra
A carne mais barata do mercado é a minha carne negra
A carne mais barata do mercado é a minha carne negra
A carne mais barata do mercado é a minha carne negra
A carne mais barata do mercado é a minha carne negra
Que vai de graça pro presídio
E para debaixo do plástico
Que vai de graça pro subemprego
E pros hospitais psiquiátricos
A carne mais barata do mercado é a minha carne negra
A carne mais barata do mercado é a minha carne negra
A carne mais barata do mercado é a minha carne negra
A carne mais barata do mercado é a minha carne negra
Que fez e faz história
Segurando esse país no braço
O cabra aqui não se sente revoltado
Porque o revólver já está engatilhado
E o vingador é lento
Mas muito bem intencionado
E esse país
Vai deixando todo mundo preto
E o cabelo esticado
Mas mesmo assim
Ainda guardo o direito
De algum antepassado da cor
Brigar sutilmente por respeito
Brigar bravamente por respeito
Brigar por justiça e por respeito
De algum antepassado da cor
A minha carne negra já está cansada de ser presa
De viver debaixo do papel preto de lixo
Tudo o que acontece é minha carne negra
Tudo o que acontece é minha carne negra
Vamos dar um basta, está na hora de acabar com a violência
A violência a violência
Nós vivemos hoje num país de guerra e não tomamos conta
Estamos esperando o quê?
Esperando o que mulheres do meu país
As matriarcas
Vamos à luta, vamos à luta
Precisamos de liberdade, paz, paz
Vamos à luta
Arrebentar as correntes
Tirar as grades de nossa portas
A liberdade
O direito de ir e vir
Saber que seu filho volta pra casa
A liberdade a liberdade
A minha carne negra
Negra negra negra negra
A minha carne negra
Negra negra justiça negra negra
Chega de ter meninas com treze ano levando tiro
Negra.
= = = = = =

Edição e Divulgação: Frei Gilvander Moreira, da CPT, das CEBs, do CEBI, do SAB e da assessoria de Movimentos Populares, em Minas Gerais. Acompanhe a luta pela terra e por Direitos também via www.gilvander.org.br – www.freigilvander.blogspot.com www.cebimg.org.br – www.cptmg.org.br – www.cptminas.blogspot.com.br
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Se assistir e gostar, compartilhe. Sugerimos. #DespejoZero #PalavraÉticacomFreiGilvander #ÁguasParaaVida #BarragemNão #FreiGilvander #NaLutaPorDireitos #PalavrasDeFéComFreiGilvander
tti, Jorge Mario Da Silva e Marcelo Yuka
Narração:Carmem Imaculada de Brito
Poema “A carne”, de Ulisses Cappelletti, Jorge Mario Da Silva e Marcelo Yuka
A carne mais barata do mercado é a minha carne negra
A carne mais barata do mercado é a minha carne negra
A carne mais barata do mercado é a minha carne negra
A carne mais barata do mercado é a minha carne negra
A carne mais barata do mercado é a minha carne negra
Que vai de graça pro presídio
E para debaixo do plástico
Que vai de graça pro subemprego
E pros hospitais psiquiátricos
A carne mais barata do mercado é a minha carne negra
A carne mais barata do mercado é a minha carne negra
A carne mais barata do mercado é a minha carne negra
A carne mais barata do mercado é a minha carne negra
Que fez e faz história
Segurando esse país no braço
O cabra aqui não se sente revoltado
Porque o revólver já está engatilhado
E o vingador é lento
Mas muito bem intencionado
E esse país
Vai deixando todo mundo preto
E o cabelo esticado
Mas mesmo assim
Ainda guardo o direito
De algum antepassado da cor
Brigar sutilmente por respeito
Brigar bravamente por respeito
Brigar por justiça e por respeito
De algum antepassado da cor
A minha carne negra já está cansada de ser presa
De viver debaixo do papel preto de lixo
Tudo o que acontece é minha carne negra
Tudo o que acontece é minha carne negra
Vamos dar um basta, está na hora de acabar com a violência
A violência a violência
Nós vivemos hoje num país de guerra e não tomamos conta
Estamos esperando o quê?
Esperando o que mulheres do meu país
As matriarcas
Vamos à luta, vamos à luta
Precisamos de liberdade, paz, paz
Vamos à luta
Arrebentar as correntes
Tirar as grades de nossa portas
A liberdade
O direito de ir e vir
Saber que seu filho volta pra casa
A liberdade a liberdade
A minha carne negra
Negra negra negra negra
A minha carne negra
Negra negra justiça negra negra
Chega de ter meninas com treze ano levando tiro
Negra.
= = = = = =
Edição e Divulgação: Frei Gilvander Moreira, da CPT, das CEBs, do CEBI, do SAB e da assessoria de Movimentos Populares, em Minas Gerais. Acompanhe a luta pela terra e por Direitos também via www.gilvander.org.br – www.freigilvander.blogspot.com www.cebimg.org.br – www.cptmg.org.br – www.cptminas.blogspot.com.br
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