CHEGAMOS AOS DOZE ANOS DO PONTIFICADO DE FRANCISCO: RESTA-NOS DIZER OBRIGADO – Por Francisco Aquino Junior

CHEGAMOS AOS DOZE ANOS DO PONTIFICADO DE FRANCISCO: RESTA-NOS DIZER OBRIGADO – Por Francisco Aquino Junior

Papa Francisco. Foto Reprodução de Redes Virtuais

Tenho guardado em minha memória as palavras de uma jornalista brasileira, ditas em sua cobertura naquele dia 13 de março de 2013: “O comando da Igreja passa para um jesuíta pela primeira vez na História. Um jesuíta que foi buscar na tradição franciscana da Igreja a base de seu pontificado, escolhendo o nome de Francisco. Não se sabe se por causa de Francisco Xavier ou Francisco de Assis. Mas essa escolha pode significar um tempo de reformas na Igreja”.

Assim foi dito, assim se fez. E aqui estamos nós, dozes anos depois. 

Penso que doze anos depois, devemos juntos dizer um grande obrigado

Agradecer a este homem por ter-se doado completamente nestes doze anos. Um cardeal, de 76 anos, que certamente esperava sua aposentadoria chegar, de repente vê-la indo pelos ares. Vem a Roma para um conclave, certamente pensando nas atividades pastorais de sua arquidiocese quando voltasse, mas ele não volta mais. Não volta a sua pátria, a sua família, a sua arquidiocese. Vê sua aposentadoria se alongar por mais alguns longos anos. Ou melhor, ela não vem mais. É uma atitude de coragem, amor, que as vezes penso se eu teria essa coragem. É uma doação muito grande. E de cardeal Bergoglio a Papa Francisco, continua o mesmo homem simples e humilde, com o coração e a mente focados na evangelização. Por isso temos que lhe dizer: Muito obrigado, Santo Padre.

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Agradecê-lo também pela coragem de, desde o início, desafiar-nos a promover a conversão pastoral para toda a Igreja, e foi o primeiro a defendê-la. E esse compromisso traduziu-se completamente com a convocação do Sínodo da Sinodalidade, que agora trabalhamos para que chegue até todas as nossas comunidades. O Concílio Vaticano II assinalou um marco na vida da Igreja e no intenso e longo processo de aplicação do Concílio haverá um marco miliário do seu pontificado. Para fazer isso, como dizem os argentinos, ele colocou “toda a sua carne na grelha”.

Agradecê-lo por se deixar levar pelo Espírito Santo como o santo de Assis. Respondeu ao chamado “Vai Francisco: conserte minha Igreja” e nos guiou com a Evangelii Gaudium. Ouviu o grito dos mais pobres e do planeta, identificando-os em uma única crise, e nos ensinou a responder com a Laudato Si e recentemente completou com a Laudate Deum. Discerniu que a chave para enfrentar os problemas do nosso mundo, mergulhado em etapas numa terceira guerra mundial, é uma sociedade de irmãos e irmãs, e presenteou-nos com a Fratelli tutti, e continua no caminho do ecumenismo e do diálogo inter-religioso empreendido pelos seus predecessores. Um papa que tem uma paixão pelas famílias, especialmente pelas mais necessitadas, concretizando essa paixão na Amoris Laetitia

Agradecê-lo pela sua atenção e paixão pelos povos originários, expressada principalmente quando convocou o Sínodo para a Amazonia, e concretizou essa paixão com a Querida Amazonia. Agradecê-lo por não ter fechado os olhos a catástrofe educacional que assola o mundo, no qual milhões de crianças e jovens não tem acesso a educação, e ter chamado a todas as pessoas de boa vontade para um compromisso concreto com a Educação, e ter convocado o Pacto Educativo Global

Agradecê-lo por tentar purificar e curar as feridas abertas da Igreja, as atrocidades dos abusos e da escravidão moderna, e as violações da dignidade das mulheres. Agradecê-lo por ir além das críticas e dos redemoinhos do diabo, guiando o barco da humanidade e a barca de Pedro em meio às tempestades do mundo atual, sobretudo quando fomos assolados pelo Coronavírus. Agradecê-lo especialmente por tentar dar à Igreja o rosto feminino que a identifica com sua ternura, proximidade e misericórdia.

Confesso que todas as manhãs, ao acordar, me pergunto: com o que o Papa vai nos surpreender hoje? Temos que agradecê-lo por abrir tantos caminhos para a Igreja. E agradecer à Divina Providência por isto e muito mais por estes doze anos do seu pontificado. E claro, nunca nos esquecermos de rezar por ele.

VIDA LONGA AO BISPO DE ROMA!

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