Poema “África”, de Jacques Roumain
Narração: Carmem Imaculada de Brito
Poema “África”, de Jacques Roumain
Tenho guardado tua recordação.
África, estás em mim
como a farpa na ferida,
como um fetiche tutelar no meio da aldeia.
Faça de mim a pedra de sua funda,
de minha boca os lábios de sua chaga,
de meus joelhos as colunas quebradas
de tua humilhação
No entanto,
não quero ser mais do que de vossa raça,
operários camponeses de todos os países…
operário branco de Detroit, peão negro do Alabama.
Povo inumerável das galés capitalistas,
o destino nos ergue ombro a ombro
e renegando o antigo malefício
dos tabus do sangue
pisamos os escombros de nossas solidões.
Se a torrente é fronteira
arrancaremos das barrancas sua cabeleira impossível de conter
Se a serra é a fronteira
romperemos a mandíbula dos vulcões
que reforçam as Cordilheiras
e a planície será a esplanada da aurora
onde reuniremos nossas forças esquartejadas
pela astúcia de nossos patrões.
Como a contradição dos traços
se resolve na harmonia do rosto
proclamamos a unidade do sofrimento
e da rebelião
de todos os povos em toda a superfície da
terra
e no pilão dos tempos fraternais
misturamos a massa
no pó dos ídolos.
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