Poema “Os irmãos”, de Atahualpa Yupanqui (Argentina, 1908-1992)
Narração: Carmem Imaculada de Brito
Poema “Os irmãos”, de Atahualpa Yupanqui
Os irmãos
Eu tenho tantos irmãos,
que não os posso contar,
no vale, na montanha,
nos pampas e no mar.
Cada qual com seus trabalhos,
com seus sonhos cada qual,
com a esperança adiante,
com as memórias atrás.
Eu tenho tantos irmãos,
que não os posso contar.
Gente de mão calorosa,
por isso da amizade,
com um pranto pra chorar
com uma oração pra rezar.
Com um horizonte aberto,
que sempre está mais além,
e essa força pra buscá-lo
com firmeza e vontade.
Quando parece mais próximo
é quando mais se distancia.
Eu tenho tantos irmãos,
que não os posso contar.
E assim seguimos andando
curtidos de solidão,
nos perdemos pelo mundo,
voltamos a nos encontrar.
E assim nos reconhecemos
pelo distante olhar,
pelas canções entre os dentes,
semente de imensidão.
E assim seguimos andando
curtidos de solidão,
e em nós nossos mortos
pra que ninguém fique pra trás.
Eu tenho tantos irmãos,
que não os posso contar,
e uma noiva tão formosa
que se chama liberdade.
= = = = = = =

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